Sistema dos Dragões.

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Sistema dos Dragões.

Mensagem por Deus de Muitas Faces em Sab 21 Out 2017 - 12:51


DRACARYS.

Sistema de Dragões


“Zaldrīzes buzdari iksos daor. Um dragão não é um escravo.” - Deanerys Targaryen.


1.1. A História dos Dragões

Em geral, são seres que fazem parte da natureza exuberante de Planetos, o mundo de Game of Thrones. São seres mágicos, afirmadamente nascidos dos vulcões da Antiga Cidade Franca de Valíria. Muito embora suas origens sejam incertas, é afirmado que tais seres vivem livremente para além das Terras das Sombras, onde nenhum homem ousou pisar os pés por mais tempo que o necessário. A verdade é que, se a fauna de Sothoryos é assustadora, mais ainda são as feras que habitam as pedras negras e altas montanhas nos vales sombrios. Ali, demônios antigos se agitam em cavernas esquecidas pelo tempo, e feras muito anteriores ao homem ainda habitam, a salvo da ambição de Essos e Westeros. Pergaminhos a ponto de esfarelar afirmam que ali, o mundo se conecta, e as Terras das Sombras encontram as Terras de Sempre Inverno, ambos territórios dos Outros e de suas perversões. Não é difícil imaginar porque os dragões se refugiaram ali, quando em todo o resto do mundo foram extintos, por séculos.

Isto, é claro, até que Daenerys Targaryen, Mãe dos Dragões, desse à luz seus três filhos. Viserion, Drogon e Rhaegal, foram os primeiros a renascerem da pedra, anunciando o retorno de Azor Ahai renascido, a Quebradora de Correntes. Liderando o povo, Daenerys libertou a Baía dos Escravos e reconquistou o continente de Westeros com fogo e sangue, restaurando o poderio de sua Casa. Apenas para defendê-lo em seguida dos Outros, que invadiram na Segunda Grande Noite. A guerra cobrou seu preço, e ao fim da Batalha da Aurora, Viserion estava morto. Rhaegal tivera o mesmo destino, caído na Batalha do Portão Sangrento, quando os Outros chegaram ao sopé do Vale. Montado por Jon Snow, então legitimado Stark por sua rainha, o dragão foi derrubado e executado pelo Rei da Noite em pessoa, antes que este e Jon, o Último Rei do Norte, entrassem em combate singular.

O sacrifício de Rhaegal, daria a chance para que o Guardião do Norte destruísse o Rei da Noite, e guiando o que restara de suas forças, Daenerys pudesse expulsar os Outros de volta para os domínios Além da Muralha, então em ruínas. Drogon seria o último dragão a permanecer, protegendo sua mãe quando seus irmãos não mais poderiam. Após a Longa Noite, Daenerys venceria também a Frota de Ferro na Maré de Sangue, quando incendiaria todas as forças de Euron Greyjoy, posicionando Asha Greyjoy, sua sobrinha, como primeira Lady das Ilhas de Ferro. Teria de lidar ainda com os Lannister e as forças do invasor Aegon Blackfyre, expulsando-o ao conseguir o apoio de Dorne, após capturar Arianne Martell como refém, quando esta viajava para casar-se com o invasor do Leste. Aegon recuou, e o que restou de suas forças westerosi finalmente seguiria a Rainha Dragão na batalha derradeira contra a Rainha Louca, Cersei Lannister, já reclusa na Capital após a derrota das forças Lannister e Frey por Aegon Blackfyre.

Foi quando a Fortaleza Vermelha queimou pela primeira vez. Cersei matou a seus servos e aos seus aliados mais próximos, ordenando as crianças da Baixada das Pulgas a inflamarem o fogovivo sob o castelo. Contos dizem que seu irmão, Jaime Lannister, mantido por Daenerys na Guarda Real depois de apoiá-la na Longa Noite, foi visto deixando a Fortaleza pouco antes da explosão, e que sua irmã já estava morta quando seu corpo virou cinzas. Ele não conseguira impedir pela segunda vez, que a Fortaleza ardesse. Com o início da restauração de Porto Real, o local deixou de servir como Capital dos Sete Reinos por vinte anos, honra esta concedida à cidade portuária de Vilavelha, que já ocupara tal posto, ao menos com relação à Fé dos Sete. Comandando da Campina, Daenerys Targaryen mandou construir um palácio de verão que ficou conhecido como Nova Solarestival. A convivência com a Casa Hightower forjou a aliança e o prestígio que vieram a envolver o território ainda atualmente, quase cem anos depois do processo. Durante todo o reinado de Daenerys, Drogon permaneceu livre, alimentando-se com tranquilidade nas abundantes terras verdes, voando até as montanhas fronteiriças com Dorne, para formar um ninho. Ali, Drogon depositou dois ovos. Sonax e Vhaenar nasceram no auge do governo da Rainha Dragão. Selvagens, se mantiveram nas Montanhas Vermelhas, até que com a morte da última Targaryen, partiram com Drogon para além do Mar de Verão, rumo à Sothoryos. Nunca mais foram vistos, nem se tem notícia de uma expedição que os tenha encontrado.

Apesar disso, não são estes os únicos dragões no Universo do Jogo dos Tronos. Renascidos com magia de sangue, os dragões da Imperatriz Dourada de Yiti, uma governante adorada como deusa, ergueram-se para conquistar toda Essos. Derrotados em batalha apenas por Asshai da Sombra, as criaturas da Imperatriz retomaram a Baía dos Dragões, renomeando-a Baía dos Escravos. Atualmente, enfrentam a ameaça do Grande Khalasar, e das Cidades Livres, ameaçadas por seu poderio excepcional.



1.2. Classes dos Dragões

Os dragões do RPG são divididos em classes, que influenciam diretamente em seus dados estatísticos e capacidades durante batalhas ou quests. Estas informações servem para aqueles que os tenham como aliados e como inimigos:



*Dragão Bebê:
- Tamanho: Minúsculo (Uma ave grande de rapina).
- Energia Máxima: 100.
- Dano Máximo Individual: 100.
- Dano Máximo em Guerra: 10 tropas.
- Velocidade de Voo Máxima: Não diminui necessidade de postagens;

*Dragão Jovem:
- Tamanho: Minúsculo (Um leão da montanha).
- Energia Máxima: 300.
- Dano Máximo Individual: 150.
- Dano Máximo em Guerra: 100 tropas.
- Velocidade de Voo Máxima: Não diminui necessidade de postagens;

*Dragão Adolescente:
- Tamanho: Minúsculo (Um gigante na horizontal).
- Energia Máxima: 500.
- Dano Máximo Individual: 200.
- Dano Máximo em Guerra: 200 tropas.
- Velocidade de Voo Máxima: Diminui necessidade de postagens para deslocamento em um post;

*Dragão Adulto:
- Tamanho: Minúsculo (Um mamute).
- Energia Máxima: 700.
- Dano Máximo Individual: 400.
- Dano Máximo em Guerra: 500 tropas.
- Velocidade de Voo Máxima: Diminui necessidade de postagens para deslocamento em dois posts;

*Dragão Maduro:
- Tamanho: Minúsculo (Uma baleia jubarte).
- Energia Máxima: 1000.
- Dano Máximo Individual: 600.
- Dano Máximo em Guerra: 900 tropas.
- Velocidade de Voo Máxima: Diminui necessidade de postagens Para deslocamento em três posts;

*Dragão Ancião:
- Tamanho: Colossal (Maior que três baleias).
- Energia Máxima: 1500.
- Dano Máximo Individual: 1000.
- Dano Máximo em Guerra: 1500 tropas.
- Velocidade de Voo Máxima: Seu tamanho gigantesco torna possível deslocar-se entre os Sete Reinos em um único post. Dois posts entre continentes;



Cada dragão do RPG terá estas estatísticas. Cada dragão em combate poderá fazer uma ação independente do exército comandado pelo seu cavaleiro. Assim como, ao defenderem-se de um dragão, as defesas de um cerco ou tropas não contarão como ações para a batalha em si, mas apenas para o combate com o dragão. Embora sejam criaturas fantásticas e capazes de provocar destruição em tropas e construções inimigas, é bom ter em mente que não existem seres indestrutíveis ou invulneráveis no Universo de Gelo e Fogo. Um dragão pode ser morto, e é função do RPG garantir que existam chances para isto, evitando tirar a diversão da maioria dos jogadores, que não possuirão um ser de tal magnitude.

OBS: Todos os dragões possuem estatísticas personalizadas de Agilidade, Força, Inteligência e Fúria, de acordo com os planos da Staff ou a quest realizada. Desse modo, todo dragão será diferente um do outro, e a depender do tipo de confronto, dragões diferentes lutarem e poderão cair de acordo com estes objetivos.


“Quando meus dragões crescerem, vamos recuperar o que foi roubado de mim e destruir aqueles que nos renegaram! Vamos dizimar exércitos e queimar cidades até virarem poeira!” - Daenerys Targaryen.


2.1 Combate e Dragões

  Dragões foram usados como montarias de guerra desde as suas origens na Antiga Valíria, quando os valirianos desenvolveram encantamentos capazes de conectá-los em perfeita sintonia com seus dragões, quase um elo psíquico. Grande parte dos instrumentos e conhecimentos deste tipo de relação entre homem e fera, foram esquecidos com a Perdição, mas pergaminhos salvos por Asshai afirmam que a magia realizada pelo povo de Valíria sobreviveu no sangue de seus descendentes que se espalharam por todo o mundo conhecido, ainda que nos mais remotos cantos do planeta. Infelizmente, apenas um dentre mil deste teria o verdadeiro potencial para domá-los sem qualquer outro recurso, repetindo a proeza épica da Mãe dos Dragões. É reportado ainda, pelos Meistres da Cidadela, que não-valirianos já foram capazes de forjar um laço com dragões, como o caso de um Lord Arryn que montou uma destas criaturas, na Dança dos Dragões. Inteligentes, estes seres são capazes de afeição, raciocínio lógico e reconhecimento, tendo uma memória superior à humana. Também são capazes de sentir emoções, inclusive as negativas, como ódio, ciúme ou desejo de vingança. Ao lado de seus mestres, podem ser a salvação de um exército e a derrocada de outro, mas são sempre em igual medida, alvos principais e passíveis de perda. O envolvimento de dragões em combates se dá de duas formas:


Combate em Cerco:

Esta forma de combate envolvendo dragões é bem simples. Ocorre quando um dragão selvagem ataca um vilarejo, castelo ou campo, mais comum em quests. Ocorre também quando um cavaleiro de dragão decide atacar sozinho uma fortaleza ou exército. Desta forma, o dragão e os defensores passam por alguns fatores para determinar o resultado do embate. O primeiro deles, envolve furtividade e agilidade. Se a agilidade do alvo principal for maior que a furtividade do cavaleiro de dragão, então o ataque será visto de longe e aguardado. Então, começam as ações de combate. Um castelo atacado deve pagar dez pontos de Construção pela chance de lançar 1d100, para definir se conseguirá acertar ou não a criatura com um arpão, trazendo-a ao chão. É necessário um valor acima de 55 para que se obtenha sucesso. Caso necessite, um personagem líder pode queimar até dez pontos de Construção para acrescentar na contagem final de seu lançamento. Tenha em mente as seguintes condições:

- Apenas castelos com mais de 60 pontos de Construção podem usar a pontuação extra;
- Derrubar o dragão não significa matá-lo. Isto só ocorre com um tiro no olho do dragão, que seria o giro crítico de 100 pontos;
- Caso um castelo ou Casa possua menos de dez pontos em Construção, e por isto não tenha condições de reagir ao ataque de um dragão, a família que o governa deverá queimá-los para tentar fugir do local, do contrário serão encurralados junto com seu exército na fortaleza sob ataque, podendo ser capturados caso tirem menos de 20 pontos no 1d100;
- Ao derrubar o dragão, inicia-se o duelo de batalha normal, como um combate singular, mas entre a fera e os homens que a derrubaram. É impossível para um homem sozinho derrotar um dragão, então a cada aliado que o enfrente junto, haverá um acréscimo no resultado total dos cálculos de dano.

   O combate singular contra um dragão só poderá ser realizado caso o castelo defensor tenha pelo menos três lutadores ativos. Um narrador acrescentará NPC’s definidos aleatoriamente para equilibrar com o desafio da fera e os níveis de habilidade de seu mestre, e o combate terá início. A cada rodada do combate contra o dragão caído, a narração dos personagens envolvidos terá um impacto bem grande, e os rounds serão definidos da seguinte forma:

Defensores X Dragão:

Arma Principal do Jogador X Força do Personagem Atacante:
Nota em Narração : 0 à 100 para cada
Agilidade do Defensor X Agilidade do Atacante:
Furtividade do Defensor X Adestramento Animal do Atacante:
Fator Caótico: Cada personagem rolará 1d100 para definir o fator de caos na soma total.

   Ao fim de cada round, o dano empregado pelo dragão será distribuído entre todos os personagens que lutam contra ele. Enquanto o valor total dos defensores será subtraído direto da criatura, a menos que algum golpe tenha sido direcionado ao seu cavaleiro. Neste caso, o valor será dividido por apenas dois. Caso, é claro, os defensores obtenham sucesso em acertar o cavaleiro de dragão. Quanto maior a criatura, menores as chances.



Combate Militar:
       Este ocorre quando um dragão é envolvido em uma guerra, viajando junto de seu mestre ao lado de seu exército. Como forma de equilibrar o jogo, um exército que enfrente um dragão não precisará gastar pontos de Construção para erguer Máquinas de Cerco ou Escorpiões para derrubá-lo, desde que tenha um personagem com nível 10 em Engenharia ao seu lado. Ainda serão gastos recursos como Madeira e Metais, de acordo com quantas armas serão construídas. Considerando que não há como ter certeza de que seu inimigo usará um dragão, já que o metagame é proibido, recomenda-se utilizar o Sistema de Espionagem antes de preparar suas forças para um confronto com um Cavaleiro de Dragão. Do contrário, ou caso seus batedores também falhem, você deverá preparar-se correndo o risco de gastar com máquinas que não terão utilidade alguma naquela batalha. Poderão, contudo, ser reaproveitadas caso não sejam destruídas por nenhum ato heróico dos adversários.
         O sistema usado para derrubar um dragão seguirá o mesmo anteriormente mencionado, com a diferença de que em meio à guerra, o dano total de um dragão será reduzido dos números do exército adversário, a cada rodada. Até que os queime totalmente ou seja derrubado com sucesso. Ainda será preciso gastar pontos de Construção para disparar as armas, mas em uma guerra, o uso custará apenas 5, e não 10. Caso algum personagem do outro time realize um ato heróico para caçar e matar o engenheiro adversário, o valor de cada tentativa subirá para 10 pontos, a menos que outro engenheiro assuma o seu lugar. Caso se obtenha sucesso derrubando o dragão ou atraindo-o ao solo, aplicam-se as mesmas regras de combate do tópico anterior.


Obs: Caso o cavaleiro de um dragão morra, existem duas possibilidades. A fera voará para longe, ferida pela perda. Ou vai se enfurecer, acabando por atacar com ainda mais afinco. No estado de frenesi, o dragão não distinguirá o exército amigo de inimigo. Sem seu mestre, será um problema para ambos. O que acontece é definido por 1d10, onde valores acima de cinco significam que o dragão fugiu, e giros com resultado mais baixo, que ele lutará. A criatura contudo estará menos focada, e mais passível de ser atingida em pontos vitais. Em contrapartida, estará bem mais mortal.


"Eu prometo-lhe isso: Se algum dia me trair, o queimarei vivo." - Daenerys Targaryen.


3.1 Domando Dragões

Na prática, valirianos possuem aptidão natural na doma de dragões, desenvolvendo conexões com tais feras, ainda que sejam estas muito fracas se comparadas às conexões do passado glorioso de Valíria. Valirianos de qualquer nível ou idade, não serão atacados gratuitamente por estas criaturas, que os reconhecerão como sangue do dragão. A menos que a fera já possua um mestre, neste caso o obedecendo. Para domar um dragão, não é preciso ser valiriano, mas estes possuem cerca de 25% de vantagem em uma tentativa. Personagens de outras origens poderão tentar o mesmo, mas apenas caso possuam nível dez em Adestramento Animal e Magia e Oculto, ou nível dez em alguma Fé. A depender das inclinações do personagem.
           Não diferentes dos demais, os valirianos que desejem domar um dragão deverão realizar uma quest difícil no processo, onde um narrador ajudará a contar a história de tal doma, ou o fim trágico da tentativa. Haverá sempre uma chance real de ser morto pela criatura, é bom que se tenha em mente. Diferentes dos demais valirianos, Targaryens e Blackfyres possuirão uma vantagem ainda maior, considerando a maior pureza de seu sangue. Para eles, a quest a ser realizada deverá ser apenas mediana, com 50% de chance de sucesso.
                E por fim, desejando que o sistema se tenha feito entender, é bom ter em mente que dragões não são simples armas, nem existem em abundância. Há ovos ativos espalhados pelo mundo, mas a grande maioria está petrificada pelo tempo. Não existem novas Daenerys, a menos que a Trama torne necessário, então será impossível dar à luz novas criaturas, a menos que estas já existam. Há alguns destes seres espalhados por Essos, vivendo como selvagens nos recônditos mais sombrios. Há também aqueles que ainda não possuem um mestre, e vivem ao lado de seus progenitores. No Extremo Norte, boatos sobre dragões de gelo apenas meio-vivos assombram mercadores e piratas de terras longínquas. E em Sothoryos e no Mar de Verão, há boatos de dragões marinhos, tão terríveis quanto Naga, morto pelo Rei Cinzento. Quais destas histórias são verdade ou mentira, apenas você jogador, poderá descobrir. Boa sorte. E lembre-se, um dragão não é um escravo. Dracarys.


Sistema criado por Deus de Muitas Faces para o RPG Jogo dos Tronos.

vv

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum