[RP Fechada/ Flashback] Just Business

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[RP Fechada/ Flashback] Just Business

Mensagem por Alerie Arryn em Ter Out 31, 2017 9:21 am


Just Business
A presente RP se passa no Jardim de Cima, um ano antes dos atuais acontecimentos. Conta com a participação de @Alerie Arryn e @Artys Arryn, apenas. Após os acordos de casamento firmados, o Senhor do Vale finalmente conhece sua futura esposa, a jovem que todos conhecem como a Pérola de Torralta.
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Re: [RP Fechada/ Flashback] Just Business

Mensagem por Alerie Arryn em Ter Out 31, 2017 10:55 pm




❝ Poder é sempre perigoso. Atrai o pior e corrompe o melhor. Nunca pedi por poder. Poder só é dado para aqueles que estão dispostos a abrir mão de si por ele. ❞



A Campina estava em festa, mesmo depois da tragédia ocorrida durante o Torneio. Ainda que seu peito estivesse remoendo de ódio por sua tia-avó, não podia achar que aquilo era um castigo ou merecido. Nenhuma mãe deveria perder seus filhos, principalmente de uma maneira tão inesperada, um presente de aniversário nefasto. Teve a ilusão que tal fato impediria que a Rainha dos Espinhos continuasse com seus planos e arranjos, maquinações que com certeza ela levou algum tempo para pensar, pelo bem da Campina era claro. Tudo que ela tramava e executava era pelo bem da Campina e para que seus objetivos fossem atingidos ela não poupava esforços e tão pouco se preocupava por cima de quem ela teria que passar. Pensar na figura que Desmera representava fazia com que a revolta de Alerie fosse ainda maior, tinha a nítida sensação que a qualquer momento sufocaria em seu próprio ódio. Mas o pior de tudo era sentir-se impotente diante de toda aquela situação, logo ela, que sempre fora tão senhora de si.

Todavia, haviam várias coisas que a incomodavam naquela situação e a principal delas era a postura de seu pai. Em toda sua vida, jamais pensou que um dia ele a trocasse como mercadoria, a vendesse como gado. Não tinha essa imagem dele, sempre teve seu apoio quando recusou os inúmeros pedidos de casamento que recebia, era ele quem a incentivava a não ser estúpida e frívola como a maioria das ladys de Westeros. Era ele quem sempre dizia que jamais a abandonaria. Agora, era esse mesmo homem, que havia selado seu destino da forma mais cruel que ela podia imaginar, envido-a para longe de seu lar, longe de tudo que mais amava. Mas casar-se com a única herdeira de Águas Claras era mais conveniente a ele, mais importante que seus filhos. Tudo bem que ela fosse de poderosa, mas estava estampado em seu rosto que era sonsa e de intelecto limitado. “— O que meu pai viu naquela mulher? Ela é sem graça, sem sal, não tem a presença que minha mãe tinha. Pelos Deuses! Ela é uma tragédia em forma de mulher e se quer consegue separar os lábios para falar. Uma oportunista de certo! E sem sombra de dúvida como todas as outras deve saber apenas dar pontos nas roupas dos maridos. Minha mãe deve estar desgostosa onde quer que esteja! —” Pensamentos como esse permeavam sua mente todo o tempo.

Estava tão agitada que não conseguia aproveitar seu pequeno passeio pelos varandões que davam para os jardins, não era bem um passeio, sabia que estava sendo aguardada em uma outra varanda próxima a aquela que estava, mas não tinha pressa em chegar. A brisa fresca beijava-lhe o rosto de forma suave, mas naquele instante, Alerie era incapaz de aproveitar qualquer uma das dádivas de Jardim de Cima. Tudo que pensava era em como Torralta deixaria de ser seu lar, pois era óbvio, que a ruivinha não perderia uma chance de mudar tudo aquilo que ela cuidava com tanto esmero e sua mãe antes dela. Os passos ao seu lado eram prontamente ignorados e naquele momento, pouco se importava se lhe faltava etiqueta. Estava ferida e sangrando, se pudesse fugiria para bem longe, onde ninguém jamais encontraria. Naquele instante, as memórias de seu irmão desaparecido vieram a sua mente e como ele era sortudo por não ter que se sujeitar a todas essas coisas, se ele ainda estivesse vivo.

Um suspiro longo escapou por entre os lábios da morena, precisava pensar em algo para se desvencilhar de tal situação, não queria casar-se com um homem que seria incapaz de amar, afinal, seu coração sempre seria de Olyvar. Seu lugar era ao lado dele, governando a Campina, tudo que sempre esperou se um dia tivesse que se casar. Agora estava fadada a ver seu amor de infância se casar com uma nortenha fria e seu pai com uma lady que não tinha se quer a menor postura. Deus mais alguns passos em direção a próxima esquina, quando sua caminhada fora interrompida por um abrupto puxão, que a fez cambalear para trás. Preparava-se para gritar quando sentiu os braços quentes do irmão a envolverem: — Luthor! — Exclamou surpresa com a atitude do mais novo. Os trigêmeos já estavam ficando bem maiores do que ela, nem havia percebido como eles já era homens feitos. Em um primeiro momento o jovem Hightower não disse nada, apenas mergulhou seu rosto nos cabelos negros da irmã, apoiando seu queixo nos ombros dela. Provavelmente a notícia já havia chegado aos ouvidos dele e de seus outros dois irmãos e agora ela não sabia como lidar com aquela situação.

Um longo silêncio tomou o corredor, até que o garoto decidiu por quebra-lo: — Diga-me que é mentira Lerie. Que você irá recusar esse casamento como todos os outros. Já perdemos a mamãe! Não podemos perde-la também. — Lamentou o garoto afastando-se da irmã. As palavras de Luthor fizeram os olhos da jovem Hightower arder e em instantes já não pôde mais conter suas lágrimas, tudo aquilo que angustiava seu peito: — Eu tentei irmãozinho. Juro que tentei de todas as formas. Mas Lady Desmera foi mais esperta e papai se rendeu aos desejos dela. Infelizmente não há nada que eu possa fazer. — Explicou quase soluçando entre as lágrimas. Gentilmente o mais novo a abraçou afagando os cabelos, amparando a dor da irmã, era nítido o quanto ela não desejava tal união: — Falarei com papai Lerie. Ela há de me ouvir. Não permitirei que parta para tão longe de nós. — Disse o garoto cheio de determinação. Desejava tanto que ele tivesse razão, que ele tivesse voz para mudar tudo, mas ela sabia que não havia nada a se fazer. Lorde Artys Arryn era um homem de poder em Westeros e seu pai, não voltaria atrás.

Alerie deu um passo para trás e encarou os olhos do irmão, um sorriso fraco tomou seus lábios rosados: — Não há mais nada que possamos fazer. Apenas jure, que vai cuidar de nossos irmãos e que não vai permitir que aquela mulher tome conta de nossa casa. Prometa-me Luthor! — Implorou a jovem lady olhando nos olhos do irmão. Ele por sua vez, mordiscou os lábios e fez um sinal de positivo com a cabeça, sabia que sua voz entregaria o choro que estava segurando. A conversa estava pronta para se estender, quando passos afoitos aproximaram. Era um jovem, tinha quase certeza que ele era um escudeiro ou algo assim, seus cabelos cacheados caiam pelos olhos e suas bochechas estavam ruborizadas: — Senhorita, o Lorde Arryn está sua espera na... — O rapaz tentou transmitir a mensagem, mas foi interrompido pela própria Alerie: — Eu sei onde devo estar. Não preciso ser lembrada. Diga ao seu lorde, que estou indo ao encontro dele. — Incisiva disse encarando o garoto com fúria. O jovem não esperou que a dama repetisse a frase e girou nos calcanhares partindo até onde seu senhor estava. Alerie então tomou a mão do irmão entre as suas e beijou ternamente seu rosto: — Tudo vai ficar bem meu irmão. Confie em mim. — Disse tocando o rosto do rapaz e deixando para ele um sorriso de despedida.

A partida do irmão foi dolorosa, mas Alerie retomou seus passos e andou mais um pouco, logo chegando ao Pátio dos Pavões. Era um belo lugar e que estava todo decorado devido as festividades. Antes de se aproximar, passou as mãos pelo rosto, escondendo os vestígios de suas lágrimas, ajeitou os cabelos sobre os ombros e voltou a caminhas esguia e deslumbrante. Sua chegada fora notada por todas e quando chegou a varanda principal do lugar estava apenas o Lorde, sentando em uma das confortáveis cadeiras: — Espero não o ter feito esperar muito, milorde. Mas desculpe-me se o fiz.  — Disse para o homem que ainda estava de costas para ela, olhando aparentemente para o nada. Somente os Deuses sabiam como ela não queria estar ali naquele momento, mas precisava fazê-lo. Talvez com alguma sorte, ele se irritasse com seu jeito e desistisse de tudo, aquela era a última esperança que tinha e  se agarraria a ela.  



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Re: [RP Fechada/ Flashback] Just Business

Mensagem por Artys Arryn em Sex Nov 03, 2017 6:10 pm

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- Não tenho dúvidas de que cada minuto de espera valerá à pena, m’lady. - Afirmei, sorrindo ao ouvir o pedido de desculpas da minha prometida. Alerie Hightower… A Pérola de Torralta, recém-coroada rainha da beleza pelo vassalo Arrow dos Tyrell. Uma esposa mais que digna, embora não fosse a dignidade que me chamasse a atenção. Alerie tinha lindos seios, uma cintura fina. Cabelos brilhantes que imaginei enredados em minha mão, enquanto os puxava ao cavalgá-la como faria um garanhão com uma égua no cio. Claro que eu jamais poderia verbalizar pensamentos tão libidinosos com minha dama, aquilo ficava reservado para Nyria, minha lysena. Mas Alerie tinha algo em sua expressão altiva que me fazia querer vê-la sob meu comando, ao meu bel prazer. - Saiba, minha cara, que muito me honra que seu pai tenha aceitado a proposta de Lady Desmera. Como Lady do Ninho da Águia você terá autoridade sobre todo o Vale. Seu pai também é um homem muito generoso, ao não permitir que os boatos sobre minhas esposas anteriores impedissem a nossa união. De todo modo, espero que a reparação que paguei à Casa Hightower ajude no governo de seu irmão, no futuro. - Deixei claro que aquele acordo não tinha chances de ser quebrado. Avalon não podia mais voltar atrás, depois de aceitar o dinheiro dos Arryn. - Estaremos casados dentro de dois dias, quando o luto por Lorde Tyrell passar. Seria melhor que fôssemos amigos, mas compreenderei se não tiver desejo algum neste sentido. Mas aviso-lhe que nunca casei por aparências, e não pretendo fazê-lo agora. Consumarei nosso casamento, minha Pérola. A Rainha da Beleza será minha, e me faria muito feliz que o fosse de bom grado.

Ofereci-lhe uma das duas taças de vinho branco da Árvore, que eu havia servido antes de sua chegada. Aquela garrafa era uma cortesia de Lorde Redwyne, que esperava continuar contando com a aliança comercial entre a frota Redwyne e o comércio de Vilagaivota. Enquanto o acordo fosse vantajoso para ambos, eu não via problema algum. Era bom receber um presente como aqueles, de vez em quando.

- Sua prima virá conosco, sabe? Maelle se casará com meu Eddard, para ser a Lady Arryn em seu lugar, quando eu me for. Não será maravilhoso ter um membro de sua família conosco? Eu e Lady Desmera pensamos que seria generoso mantê-las juntas. - Comentei, sorrindo. Não éramos eu e Desmera maravilhosos? Podia dizer pela expressão de minha futura noiva que ela pensava diferente. Sobre mim e sobre sua velha tia.

Mas era verdade que eu não estava fazendo questão alguma de ser verdadeiramente amigo daquela moça. Precisava de alguém para calar os rumores, era isso. Na verdade, exasperava-me sua expressão aborrecida, ou a forma como sua chegada poderia provocar problemas no Ninho. Sentia que ela se sentia de alguma forma, superior àquela situação. Superior a mim. Isso incitava-me a prová-la enganada. Ao mesmo tempo, sentia que deveria fazer algo para que seu olhar modificasse. Para que me visse como alguém digno de sua confiança. Eu só não sabia como.

- Espero que você compreenda, Lady Alerie, que não há nada que possa fazer para evitar nossa união. A não ser que fuja, e renegue sua origem e o seu nome. O que não aconselho, afinal o mundo é um lugar muito perigoso para uma dama tão linda, sozinha. Seja minha, e estará a salvo de todo mal. Nunca pense que seu pai não pensou muito antes de autorizar-me sua mão. Sua tia também deseja apenas o seu bem, tanto que a própria neta a acompanhará. As duas estarão na fortaleza mais segura dos Sete Reinos. Acha que isto é por acaso? Ventos de mudança se aproximam. Você, minha querida, terá o privilégio de permanecer a salvo durante todo o processo. - Garanti, sem me preocupar muito se ela acreditaria em mim ou não. - É um lindo vestido, este que está usando. Pergunto-me qual seria sensação de removê-lo. - Sabia que mesmo que estivesse ultrajada, poucas mulheres podiam resistir a mim. Então fui atrevido, apenas para provocá-la. Queria vê-la em seu limite, ultrajada e intrigada. Irritada e atraída. - Agradeço ao fato de que não precisarei me perguntar por muito mais tempo, não é mesmo?

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Re: [RP Fechada/ Flashback] Just Business

Mensagem por Alerie Arryn em Seg Nov 06, 2017 10:22 pm




❝ Poder é sempre perigoso. Atrai o pior e corrompe o melhor. Nunca pedi por poder. Poder só é dado para aqueles que estão dispostos a abrir mão de si por ele. ❞



Alerie absorvia em silêncio cada palavra dita pelo Guardião Leste, seus olhos cianos encaravam os dele sem hesitar. Artys Arryn era um homem imponente, pouco mais de uma cabeça mais alto que ela, tinha o porte físico de um guerreiro e uma voz retumbante. Dominava as palavras com sabedoria e com certeza saberia como conquistar qualquer mulher. Se ela fosse uma mulher comum, talvez já estivesse suspirando por ele, mas esse não era o caso da jovem Hightower. Em nenhum momento procurou questiona-lo, muito pelo contrário, apenas seus olhos demostravam alguma emoção diante das palavras dele, sua mente havia pensado e milhares de respostas para cada uma de suas frases, mas cabia a ela manter a calma e escolher com sabedoria, cada palavra que usaria. Era nítido que ele buscava leva-la ao seu limite, podia sentir a provocação em cada frase, mas aquele era o momento do Lorde do Ninho da Águia saber exatamente quem era a mulher que havia escolhido para se casar e Alerie não tinha nenhuma intenção de tornar aquilo mais fácil.  

— Creio que há coisas sobre mim que ainda não saiba, milorde. Tenho certeza que o Lorde Hightower e a Rainha dos Espinhos devem ter ocultado muito sobre mim para garantir que esse acordo fosse selado. — A morena tomou a taça de vinho em suas mãos, sentindo o aroma doce da bebida. Delicadamente seus lábios tocaram o cálice e paciente sorveu um pequeno gole da bebida, o suficiente para que seu paladar fosse agraciado com aquele doce sabor: — Primeiramente, em nenhum momento passou pela minha mente fugir. Seria tolice de minha parte abrir mão de tudo aquilo que gosto apenas para fugir dessa união infeliz. Não sou o tipo de mulher que fujo dos meus problemas Lorde Artys. Gosto de confrontar cada um deles e mostrar que posso sou superior. Tenha a plena certeza que em dois dias estarei no altar daquele Septo, pronta para me torna Lady do Vale, ainda que a ideia em nada me agrade. Mas para homens como o Lorde, como meu pai e tantos outros poderosos de Westeros, não há nada que o dinheiro não possa comprar... Até mesmo o amor de uma mulher.

Tomou um pouco mais do vinho que estava em sua taça e em seguida mordiscou levemente seis lábios, pensativa, seu semblante, porém, mantinha a mesma expressão desde que havia chegado, não deixaria que ele tivesse o gostinho de vê-la furiosa com aquela situação: — Sabe... Agora sei exatamente o que Daenerys Targaryen sentiu ao ser vendida para Khal Drogo por seu irmão. É realmente uma sensação incomoda, mas pelo menos foi assim que a Rainha Dragão começou seu reinado, a diferença é que eu serei apenas Lady de um belo castelo no alto de uma montanha. Creio que o dinheiro entregue a minha família, foi um preço justo a ser pago por mim e com certeza ajudou meu pai a comprar a noiva sonsa com quem vai se casar. — Não podia guardar aquele comentário somente para si. Jamais perdoaria seu pai pelo que estava fazendo, separa-la dele e de seus irmãos era um ato de crueldade e como se não bastasse tudo aquilo, estava colocando uma mulher no lugar de sua mãe. Isso era algo que a morena jamais esqueceria, uma ferida que nunca mais iria se fechar.  

Ela respirou fundo, buscando esconder a pontada de raiva que tomou seu peito naquele instante. Seus dedos deslizaram pelos fios sedosos os ajeitando sobre os ombros. Ela o encarou profundamente e naquele instante percebeu que uma longa queda de braço estava começando, onde ambos os lados desejavam sair vencedor. Não via nele a figura de um marido, jamais viria, tinha a plena certeza que o mais perto que havia chegado de amar um homem, era o que havia sentido por seu primo, Olyvar. Mas esse também havia a apunhalado pelas costas e agora se casaria com uma garota da Casa Stark. Ao pensar nele seu coração bateu um pouco mais apertado, mas lhe deu forças suficientes para continuar: — Não tenho dúvidas que irá consumar esse casamento na primeira oportunidade e se lhe deixa mais tranquilo, saiba que não relutarei. É minha obrigação como sua esposa deixar que o faça. Todavia, milorde, lembre-se que está apenas comprando uma esposa, uma mulher, como paga uma prostituta para dormir em sua cama e satisfazê-lo. Se entende que ser sua significa apenas o ato de me levar para cama e me possuir... Sim. Serei sua. Mas não terá nada mais do que um corpo. Se é o suficiente, creio que fez um ótimo negócio. Não vou ter qualquer tipo de sentimento ou desejo pelo Lorde, tenho a plena certeza que seu dinheiro pode comprar mulheres para dizer que o ama. — Falou sem nenhum um pouco de pudor em suas palavras.  

Levou a taça aos lábios tomando o último gole de vinho que ainda restava, sentindo a garganta arranhar enquanto continha toda sua raiva e desgosto dentro de si. Pelo menos ele estava ciente que não teria sua essência e para ela, era o que realmente importava. Aquele homem poderia compra-la, usa-la, mas jamais faria com que ela se curvasse para ele, ele jamais teria dela o que Olyvar um dia teve. Seu noivo, pai e tia, entenderiam que ela não era como as outras, ela jamais seria capaz de perdoa-los. Seu lugar jamais seria o Vale, seria sempre a Campina e não havia nada no mundo que fosse capaz de mudar esse sentimento em seu coração: — Espero que tenha livros interessantes no Ninho da Águia. A leitura é uma das poucas coisas capazes de me tirar da letargia. E tenho uma grande facilidade para me sentir entediada. Principalmente quando estou em um lugar que não desejo estar. Nem mesmo minha prima é capaz de melhorar o meu humor... Acredite, milorde. — Falou em meio a um sorriso sarcástico  



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Re: [RP Fechada/ Flashback] Just Business

Mensagem por Artys Arryn em Qua Nov 22, 2017 1:25 pm

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- Felizmente para nós, Lady Alerie, não preciso de seu bom humor. Nem mesmo de sua conivência. O arranjo está feito. E muito embora lhe pareça horrenda a perspectiva de casar-se comigo, sinto em informá-la de que os destinos do Vale e da Campina em si mesmos, estão atados com os recentes acontecimentos. Saiba que dói em meu âmago saber que sou tão repulsivo à sua presença. - Ergui-me de minha cadeira surpreso com a agilidade com que circulei a pequena mesa que nos rodeava. - Mas serei ousado em dizer que nunca vi dama mais bela, e que é minha honra noivá-la, com este colar. Ainda que me odeie por isto, não me demoverá do objetivo deste encontro. - Tirei de meu bolso inteiro um lindo colar de ouro branco, com um pingente de águia com as asas abertas, cujos olhos eram brilhantes safiras azuis. - Deverá usá-lo em nosso casamento. Pertenceu à Sansa Stark, minha avó. Será seu e depois de Maelle, sua prima, quando eu morrer.

Sem pedir autorização, toquei seu rosto com minha mão, deslizando meus dedos na curva de seu queixo, erguendo-o para exibir o pescoço alvo. Lentamente, envolvi sua garganta com a peça, atando-a com delicadeza por entre seus cabelos. Alerie era linda, e por mais que a frieza em seus olhos me incomodasse, não podia permitir que ela soubesse o quanto aquela união também me era estranha. Eu tinha sentimentos por Aerion e Nyria, meus lysenos. Sabia que aquele casamento magoaria a ambos. Mas não podia evitar. Era preciso afastar do Ninho qualquer boato sobre meus comportamentos, que eu confessava, haviam sido demasiadamente carnais ao longo dos anos. Precisava fomentar um governo forte para meu Eddard, facilitando seu trabalho quando a hora enfim chegasse.

- Nossa união não precisa ser um fardo, minha querida. Não peço que tenha amor por mim. Sei que isto é impossível, e não apenas pelas circunstâncias. Eu também teria desprezo por mim, em sua posição, sabendo de todos os boatos a meu respeito. A verdade é que sou mesmo um homem sem coração por forçá-la a isto. Também não espero que me perdoe, não há perdão em unir-me a você como artifício para afastar rumores. Mas saiba que serei sempre franco no que digo. Não sou um mentiroso, m’lady. Sou cruel, sim. De formas que doem mais que a violência. Cruel o bastante para tirá-la de sua família, e não perder uma noite de sono por isso, sabendo que você estará ao meu lado. Mas também sou inteligente o bastante para reconhecer suas capacidades e qualidades. Tentemos viver em cortesia, se não em harmonia. Lhe darei a biblioteca de Sansa, que meu avô criou para ela, e todos os livros do Ninho serão seus. - Não me atrevi a tocá-la novamente. Sabia que a brutalidade de minha sinceridade devia tê-la atingido com a realidade de nossa situação. Ela seria minha, não importando quão miserável se sentisse. - Soube que tinha esperanças de casar-se com seu primo, Olyvar. Por isso insisti para que Desmera o casasse com Mabel Stark o mais rápido possível. Além da aliança política, Mabel é uma belíssima dama, e traria o Norte para integrar-se a nós, evitando que se tornassem uma nova Dorne. Se quiser odiar-me por isto também, fique à vontade. Mas fico feliz em saber que Olyvar não foi capaz de desafiar sua avó e exigir a sua mão. Eu teria feito isso, e então Maelle teria de se casar comigo e Mabel com Eddard. Que os Sete abençoem Lady Desmera por sua influência. Gosto muito da parte do acordo que me coube. - Vasculhei a curva de seu busto, desejoso. Queria morder a carne de seus seios, molhando-os com minha língua. Queria sentir o gosto de seus lábios, ainda que fossem indiferentes. Algo em meu interior agitava-se em desafio, diante daquela postura rígida.

Queria estapear-lhe o traseiro, até que implorasse para que eu a fodesse. Queria rasgar seu vestido ali mesmo, sobre aquela mesa e no meio de todos aqueles pavões como plateia. Teriam de nos casar ali à céu aberto, a honra da Pérola esfacelada… Respirei fundo, esfregando o rosto e sentando-me novamente. Sabia que logo ela encerraria o assunto e iria embora, e não podia ceder aos meus impulsos de pedir para que ficasse. Nunca permitiria que ela tivesse poder algum sobre mim. Se ela me desprezava, então eu seria desprezível. Frio e distante. Se era tão impossível me amar, então não daria razão alguma para que mudasse de ideia. Talvez assim fosse mais fácil. Desde que o apoio de Avalon se mantivesse ao alcance de minhas mãos, eu não precisava mesmo que sua filha estivesse feliz. Preferia que estivesse, mas não precisava. Poderia muito bem ser infeliz ao meu lado, em minha cama. Não era como se eu pudesse esquecer de Ella, de qualquer forma. Não naquele instante, quando via a indiferença e lembrava-me da sensação do verdadeiro desejo.

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Re: [RP Fechada/ Flashback] Just Business

Mensagem por Alerie Arryn em Qui Nov 23, 2017 4:15 pm


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— Não há necessidade de reafirmar sua autoridade e poder sobre mim, Lorde Arryn. — Começou a falar com um tom sereno e cínico ao mesmo tempo. Mas sua fala fora interrompida quando ele rompeu a distância entre eles, levantando-se e indo a seu encontro. Alerie ergueu seu olhar de encontro ao dele e encarou seus olhos azuis como safiras enquanto o dedo dele deslizava por sua pele. Ele tinha propriedade em seu toque, sua pele era morna e por mais que não desejasse, foi inevitável o leve arrepio que percorreu sua pele à medida que o dedo dele desbrava suas linhas, revelando o colo pálido da dama de Torralta. Pensou em desviar seu olhar do dele, mas isso demonstraria fraqueza e esse não era seu intuito. Então a jovem sustentou seu olhar sem hesitar, enquanto ele adornava seu pescoço com a bela peça. Delicadamente a morena levou a mão ao pingente observando então melhor o presente, tinha que aceitar que era belo e delicado, digno de uma lady de uma grande casa, mas de alguma forma era estranho ostentar o símbolo de uma outra casa que não fosse a sua.  

A Hightower já sabia que era inevitável aquela união, que não havia mais nada que poderia fazer, mas não tornaria aquilo uma coisa fácil. Qualquer simpatia que ela poderia ter por Artys se foi no exato momento em que seu pai e Desmera impuseram a ela aquela situação. Se ele achava que era o único capaz de dizer verdades naquele lugar, ele estava muito enganado: — Pouco me importa sua reputação e os rumores sobre seus casamentos. Se fosse um homem capaz de ganhar meu coração, isso não faria diferença alguma para mim. Aliás. Não faz. Não sou o tipo de mulher obtusa, que se deixa levar por palavras tolas. Gosto de fundamentos. Até que eu tenha provas concretas que os rumores são verdadeiros, o que matou suas esposas para mim, é indiferente. — Disse Alerie voltando a encarar olhos de Artys: — Sei que homens como o lorde, não se preocupam com o que acontece ao seu redor. Apenas com sua própria reputação. Tenho a absoluta certeza que, da mesma forma como meu pai está me entregando ao senhor, vai dar a mão de sua filha a aquele que pagar mais, que for mais conveniente. Tenho certeza que fara isso com cada um de seus filhos, em prol de aumentar seu poder e manter sua reputação ilibada. Eu jamais esperaria que minha angustia fosse tirar seu sono e reitero o que disse anteriormente, já estou ciente de minha condição e do que devo fazer. São esses pontos que me fazem repudiar totalmente esse casamento.  

Preparava-se para levantar-se quando o nome de Olyvar foi citado. Aquele talvez fosse o único ponto fraco de Alerie, um que ela desejava acabar o mais rápido possível. O casamento de seu primo com a Stark ainda não havia sido esquecido, doía no fundo de seu coração saber que aquela garota nortenha estaria no lugar que ela tanto desejava estar. Entre todas as traições, jamais esperava que Olyvar fosse ser tão sórdido em aceitar aquela ideia estapafúrdia. Em sua última visita ao Jardim de Cima, ele fizera juras de amor a ela, dizendo que era a única em seu coração. Alerie se entregou a aquelas palavras com todo seu sentimento, deixando que ele lhe desse seu primeiro beijo, aquele que ela jamais esqueceria. Mas a realidade naquele momento era cruel demais até mesmo para ela e mesmo contra sua vontade sentiu seus olhos arderem e o choro tomar seu peito diante das revelações que o Arryn fazia bem ali, de como ele e Desmera haviam manipulado o destino, dela, de Olyvar e de Maelle.  


O ressentimento para com Olyvar que já era grande, tornou-se ainda maior, a covardia dele a enojava por tê-lo amado. Seus olhos por um momento fitaram o chão e mordiscou seu lábio inferior. Artys poderia ter lhe dado um duro golpe, mas não sairia sem se arranhar, com certeza não. Alerie o observou se sentar e então fora sua vez de se erguer imponente e forte como sempre foi: — Realmente uma jogada de mestre, milorde. Vejo que teve que fazer algum esforço para conseguir esse casamento. — Ela fez uma pausa e olhou profundamente nos olhos dele: — Eu desejava me casar com Olyvar, seria o único que eu aceitaria o pedido de bom grado. Ele tem meu coração, meu afeto. Ele tem o melhor de mim. O lorde me tirou algo que eu muito desejei. Na verdade, desejei quase toda a minha vida. — A morena fez uma pausa enquanto suas mãos jogaram os lustrosos fios para trás: — Já que estamos sendo sinceros, creio que seja a minha vez de falar. Saiba que, todas as vezes que eu estiver me deitando com o Lorde, estarei pensando em meu primo, o desejando. Quando seus lábios tocarem os meus, estarei pensando qual seria o gosto da boca dele. Não serei sua verdadeiramente, não terá nada de mim e saiba que meu coração é algo que jamais poderá ter. Pode me odiar por isso, não vou me importar. Assim como não se importa comigo ou com o que penso, não me importo com o que sente ou pensa sobre mim. — Concluiu suas palavras, se afastando do lorde.  

Tinha consciência que havia extrapolado, mas sabia que homem nenhum suportaria ouvir a mulher com quem está prestes a se casar dizer tais verdades. Se ele queria feri-la, não seria a única a se machucar e se havia algo que um Arryn tinha em demasia, era orgulho. E Alerie estava disposta a ferir o dele cada vez mais: — Creio que não há necessidade de estender ainda mais essa conversa. Tudo que deveria ser dito já foi dito. Com sua licença milorde. Preciso cuidar dos preparativos de nosso casamento. — Disse com sarcasmo esperando que ele desse a palavra final para se retirar.  



with:@"Maelle Tyrell" in: Pátio Central
All my agony fades away When  you hold me in your embrace



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