Jardins Internos

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Jardins Internos

Mensagem por Azor Ahai em Dom Abr 09, 2017 2:14 pm

Jardins voltados para o interior da casa, onde a finalidade era fornecer um pouco de sombra e ar fresco na capital. Não é tão belo ou refrescante quanto a casa de verão dos Martell, mas ainda é melhor do que nada. Alguns aposentos são virados para cá.

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Re: Jardins Internos

Mensagem por Rylon Martell em Sab Abr 22, 2017 10:08 pm

Treino:
Espadas


Eu havia acordado naquela manhã disposto a realizar um treino, mesmo que breve, com a boa e velha espada longa, uma arma que havia conhecido em minha infância. Não era exatamente minha arma preferida e a casa Martell era conhecida por sua lança, entretanto não poderia negar que saber manusear bem uma espada poderia ser muito útil em qualquer momento da vida de alguém. “Se as coisas saírem de controle, devemos estar preparados”, eu mesmo havia dito na noite anterior para a jovem Katherine e o conselho era tão valido para mim quanto para ela. Se a guerra viesse a estourar, como eu supunha que viria, ambos correríamos perigo e a casa devia se manter forte e unida para podermos sobreviver aqueles tempos conturbados.

No pátio interno do castelo, o comandante de minhas tropas aguardava paciente por mim. Era apenas dois ou três anos mais novo que eu, mas era leal e um ótimo combatente. Com um sorriso nos lábios, ele fez uma breve reverencia ao ver-me que respondi com um aceno de cabeça, antes de falar.

Desde quando fazes reverencias para mim, Drake? – Perguntei, com um sorriso divertido nos lábios enquanto pegava a espada que ele havia pegado para treinarmos. Parecendo achar graça, ele respondeu.

Às vezes é bom lembrar que você, antes de meu amigo, é meu lorde, senhor. – Ele disse e arqueei uma sobrancelha para ele, entretanto sem dizer mais nada a cerca daquilo. Haveriam momentos mais adequados do que em um pátio com armas na mão.

Nossos pés começaram a mover-se quase de modo instantâneo e considerei a hipótese de, talvez, eu ainda ter um pouco de jeito para a coisa, mesmo com a falta de treinamento obvia. Recordava-me dos princípios básicos da esgrima: nunca fique parado, avalie seu oponente e não de brechas para que ele encontre suas falhas. Um homem parado em combate poderia morrer com imensa facilidade e, portanto, andávamos de um lado ao outro avaliando-nos simultaneamente. Meus olhos assimilaram o oponente e ambiente, ao mesmo tempo, para tentar criar uma estratégia. O sol quente e brilhante lançava sobre nós seus raios e isso me dera uma ideia quando passava por onde havia maior taxa de luz. Segurando a espada com firmeza, ergui a lamina numa posição horizontal de modo que a luz do sol refletisse nela e fosse à direção dos olhos de Drake. Não era a coisa mais justa do mundo, mas em um combate real não poderíamos nos dar ao luxo de sermos... Honrados.

Isso causou uma pequena cegueira nele e usei o momento para avançar contra ele, realizando um corte de cima para baixo da minha direita para a esquerda. Mesmo temporariamente cego o homem ainda era um guerreiro e tinha reflexos bons o suficiente para recuar um passo e erguer a lamina para bloquear o golpe em sua totalidade, mesmo tendo sido ferido levemente próximo ao ombro, antes de falar.

Pelos deuses, Rylon. Isso não é a coisa mais nobre do mundo, sabia? – Havia um pouco de diversão em sua voz. Em uma região onde venenos eram comuns, como ele esperaria honra e nobreza de alguém? Isso era para os homens do vale, não para nós. E creio que meu amigo sabia disso.

Sinto muito, Drake. Mas sabe que no meio de uma batalha não existe espaço para ações nobres ou honradas. – Ele deu uma risada daquilo, o que interpretei como um sinal de que ele não estava ofendido mesmo com aquilo, e então retomou sua postura, mas dessa vez estava mais ofensivo.

A doce melodia de laminas chocando-se começou a encher o pátio de treinos, ressoando em meus ouvidos antes de diluir-se no ar após breves segundos - se não fosse ainda menos. Os pés moviam-se de modo a descrever círculos ao redor de nós e as laminas participavam de uma dança mortal. Não estávamos realmente fazendo alguma sequencia lá muito complexa, longa ou padronizada de golpes, pois não há sentido em seguir coisas pré-definidas em um combate. Deixávamos as armas e os instintos guiar nossos movimentos e golpes, o que as deixavam mais mortais. O único motivo para ambos estarmos bem e inteiros era o fato de que não queríamos de fato nos matar e aqueles golpes não eram dados com total intensidade.

Nossas laminas agora estavam cruzadas no ar e ficaram assim por tanto tempo quanto um instante pode durar. Então fiz força para empurra-lo para longe e dei um chute em sua barriga, forçando-o a se afastar e derrubando-o no chão. Antes que ele se recuperasse e levantasse, coloquei a lamina em seu pescoço.

Creio que perdeste, Drake. – Falei, aguardando que ele se rendesse formalmente após ser derrubado no chão e estar com uma lamina “prestes a mata-lo”.

Ou não. – Ao dizer isso, ele chutou minhas penas de modo a me derrubar no chão e rolou para longe. Precisei de alguns minutos para me recuperar e me erguer após o tombo e agradeci silenciosa aos desses por não ter me ferido com a própria lamina ao cair no chão. Minhas costas estavam doloridas pelo tombo, mas não era nada que realmente tornasse aquilo insuportável. Os cortes e lugares onde havíamos acertado com a parte cega da lamina incomodava bem mais do que aquilo.

E mais uma vez recomeçamos a trocar golpes e nos envolver com aquela batalha. Os golpes estavam mais intensos, as sequencias mais vorazes e havia alguma paixão nos movimentos que normalmente não havia em treinos simples com armas... Mas quando as coisas estavam começando a ficar boas, uma voz feminina e animada nos interrompeu vinda de uma das janelas que davam para o jardim interno.

Papai! Chegou um corvo para o senhor. – Suspirando, disse a minha filha mais velha e herdeira que já ia e Drake pegou a espada comigo, dizendo que guardaria ambas. Despedi-me e agradeci, voltando suado para o interior do castelo para ver o que a carda do corvo dizia.

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Re: Jardins Internos

Mensagem por Katherine Martell em Seg Maio 22, 2017 10:04 pm

Treino de
Arquearia


Eu nunca havia treinado com um arco antes e não sabia o quanto aquilo poderia ser difícil manusear aquela arma. Eu havia notado que era preciso mais força do que eu achava realmente necessário para puxar a corda, mesmo sendo um arco curto, e eu precisava usar os músculos de meus braços e costas para dar certo. Mesmo assim, era cansativo e difícil, fazendo-me já estar com os frágeis braços doloridos, principalmente depois de ferir-me acidentalmente com a corda do arco. Drake havia preparado aquele treino para mim e eu estava me achando uma completa negação com aquele treino. Consistia em atirar em alguns alvos fixos a distancias, ângulos e inclinações variadas, onde eu apenas podia atingir cada um apenas uma vez antes de começar de novo. Se eu acertasse o mesmo alvo duas vezes, seria obrigada a recomeçar do zero para que eu prestasse mais atenção na próxima vez.

Devo dizer que, nas vezes que eu acertava o alvo, não pegava no centro dele. O mestre de armas do castelo havia me dito que eu não estava considerando o peso das flechas, a perda de velocidade e altura da mesma e nem o vento, o que prejudicava meu tiro, o que pareceu fazer sentido. Aquele detalhe fez-me ficar um pouco chateada e então decidi me esforçar mais para compensar aqueles detalhes. Recolhendo todas as flechas nos alvos, eu coloquei de novo na aljava. Voltei a minha posição inicial e coloquei a primeira flecha no arco, apoiada no dedo indicador e com a parte de trás, entre as penas, presa entre meu dedo indicador e médio ao puxar a corda. Precisei de bastante força e esforço para faze-lo devido a resistência da própria corda e usei os músculos das costas e dos braços juntos, de modo a deixas as omoplatas juntas ao faze-lo. Mirava o alvo mais próximos a uns cinco metros de distância. A flecha mirava mais ou menos no centro, mas considerando o que o homem havia me dito, ergui um pouco mais para acertar dois círculos a cima, pois ventava um pouco e também havia o peso da flecha e a perda de altura. Como ventava um pouco, corrigi levemente para a esquerda para compensar o desvio que viria em decorrência do mesmo.

A flecha voou e pela primeira vez acertei o centro, fazendo-me saltar um pouco e comemorar, o que lançou ondas de dor pelos músculos cansados dos braços e costas e depois para as pernas pelo tempo de pé fazendo aquele exercício. Reclamei um pouco - não muito - e recomecei os meus treinamentos com a arma, até a dor ficar grande demais para mim suportar e o suor molhando-me demais para ser confortável ou agradável. Após chegar nesse estado, recolhi todas as flechas nos alvos e levei o arco e aljavas para guardar, satisfeita. Havia acertado poucas flechas com perfeição no treino todo, é verdade, mas o que eu havia acertado era o suficiente para me deixar animada. Ao menos eu estava aprendendo.

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