Ambientações/Tramas Gerais

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Ambientações/Tramas Gerais

Mensagem por O Corvo em Seg Abr 17, 2017 1:51 pm

Os Sete Reinos de Westeros


Longo e prospero foi o reinado de Daenerys Targaryen, após conquistar o trono com ajuda de seus dragões e vários vassalos poderosos de Westeros, a rainha-dragão subiu ao Trono de Ferro como legitima governante e senhora incontestável de todos os Sete Reinos. A subida de Daenerys não foi fácil, ela teve que derrubar Cersei Lannister, a Rainha Louca e em seguida, derrotar os poderosos vagantes brancos e seu exército incontável de mortos-vivos, na conhecida e sangrenta Batalha da Aurora. Com o trono estável, ela viria a governar por mais de 50 anos, sufocando todas as rebeliões que viriam contra seu governo, inclusive as temíveis insurreições Blackfyre. No décimo quinto ano de seu reinado, a poderosa Companhia Dourada aportou em Vila Gaivota, porém, graças ao poderio do exército da rainha, em conjunto com os exércitos do Vale, Norte e Lannister, os invasores foram derrotados e expulsos de Westeros. O episódio ficou conhecido como a Sexta Rebelião Blackfyre, já que o líder desta era Aegon Blackfyre, que por muito tempo se autodenominou como um Targaryen, inclusive, dizendo que era o filho assassinado de Rhaegar Targaryen e Elia Martell.

A derrota Blackfyre serviu para a Mão da Rainha, Tyrion Lannister, fortalecer todas as defesas do reino, inclusive, criando um poderoso exército formado por cavaleiros de todas as regiões, tal organização ficou conhecida como a Armada do Dragão. Os anos que se seguiram foram de paz e prosperidade, embora que pouco antes do final do reinado de Daenerys, logo após a morte de seu mais fiel conselheiro, Tyrion Lannister, uma nova rebelião orquestrada pelos Blackfyre eclode pelo reino, desta vez, eles estavam sendo apoiados por duas Cidades Livres e alguns opositores contra o domínio Targaryen na Baía dos Dragões. A Sétima Rebelião Blackfyre foi travada no mar, próximo a Ponta Tempestade, Daenerys só conseguiu vencer a batalha graças à frota da Campina. Não muito tempo depois desse episódio, a Rainha-dragão morreu tranquilamente enquanto dormia. A velhice da monarca a deixara mais sábia, logo após a sua morte, sem herdeiros para sucedê-la, uma regência denomina de Conselho Governante de Daenerys é formada, esta seria composta por 15 conselheiros das mais variadas regiões do reino. Os regentes governariam os Sete Reinos por apenas dois anos e meio, tempo este que fora o suficiente para mergulhar o país em uma terrível crise política. Várias casas tramavam em conquistar o Trono de Ferro, enquanto que outras preferiam se separar da coroa e viver independentes como foram em outrora, antes da Conquista Targaryen.

A Oitava Rebelião Blackfyre, também chamada de a Conquista dos Dragões-Negros, invadiu Westeros com apoio do exército de cavalaria do Vale, a Companhia Dourada, além dos apoios das casas: Lannister, Tully e Tyrell. Está última, recebeu apoio por causa do casamento arranjado entre o filho de Aegon Blackfyre, Aerys, com a filha mais nova do Lorde de Jardim de Cima, Janna Tyrell. Com um exército poderoso, os Blackfyre conseguiram conquistar Porto Real, além de subjugar as Ilhas de Ferro, as Terras da Tempestade e Dorne. O Norte se ajoelhou perante aos dragões do leste, temendo mais uma guerra que pudesse colocar a Casa Stark e seus aliados em outra situação de risco, como acontecera no período histórico conhecido como a Guerra dos Cinco Reis. Aegon Blackfyre, o sétimo de seu nome, foi coroado assim que adentrou junto com seus exércitos, os portões da capital. Aegon governaria apenas por 100 dias. A morte do rei não foi algo espantoso, pois devido à idade avançada, alguns problemas já eram evidentes naquele homem, logo sua morte não tardaria a chegar. Ele foi sucedido por seu filho mais velho e herdeiro, Aerys, este viria a ter três filhos com sua esposa, oriunda da Casa Tyrell. O mais velho dos filhos de Aerys III viria a se tornar rei depois se sua morte, usando o título de Daemon II Blackfyre.

Uma guerra não irá demorar a eclodir e envolver todos os Sete Reinos. Os Blackfyre contam apenas com o apoio das casas Lannister e Arryn, enquanto que outras: Stark, Tully, Greyjoy e Tyrell, preferem a neutralidade a entrar em um conflito aberto contra a coroa. Os Martell e Baratheon anseiam por tomar o poder, principalmente depois do episódio conhecido como a Fúria dos Desertos, onde toda Dorne esteve mergulhada em uma seca por anos, causando a morte de milhares de pessoas, além do sentimento de aversão aos Blackfyre, que foi criado por parte dos dorneses. Uma união entre os Tully, Baratheon e Tyrell salvaram Dorne da fome com o envio de cargas com suprimentos e barris de água, mas a humilhação imposta pela inércia da Coroa nunca foi esquecida.

Devido ao isolamento estabelecido entre todas as casas depois do ocorrido, com a pobreza dos Lannister, ressentimento dos Tully, e egoísmo dos Tyrell, o Trono de Ferro não consegue arrecadar fundos monetários o suficiente como antes conseguia, causando certa dependência do Banco de Ferro de Braavos, este já impaciente com a demora da Coroa em pagar todas as dívidas pendentes. Não irá tardar para que a instituição mais poderosa das Cidades Livres busque uma mudança no regime de Westeros ao apoiar um rival para derrubar os Blackfyre do poder, além destes, os dragões-negros também deverão tomar cuidado com um novo poder que se levanta no leste, um novo Império Valíriano, que almeja não só conquistar Essos, mas todo o mundo conhecido junto a esse. Quando se joga o jogo dos tronos, ou ganha-se ou morre, não existe meio-termo.


Última edição por O Corvo em Ter Jun 27, 2017 7:41 pm, editado 9 vez(es)

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Re: Ambientações/Tramas Gerais

Mensagem por Deus de Muitas Faces em Dom Maio 21, 2017 12:23 am

O Império Dourado de Yi Ti


Toda criança yitish sabe, mesmo na mais tenra idade, das grandes fábulas e histórias que enchem o mundo oriental de assombro e fascínio. A história antiga e recontada através dos séculos. Uma história de amor entre o ódio e a misericórdia. A luz e a sombra que digladiavam-se apenas para amar. Todos escutam ainda hoje estas lendas, de como o glorioso filho do Leão da Noite e da Donzela Vestida de Luar dominara o Império Dourado, guiando este povo à um estado de prosperidade e poderio que nunca mais seriam presenciados no mundo. O semideus imperador fez florescer a grandeza de Yi Ti, e quando ascendeu para unir-se à sua mãe, deixou para seu filho a tarefa de proteger o povo escolhido pela Senhora da Lua e pelo Escuro. Séculos se passaram, até que a desgraça acometeu-se sobre os yitish, quando o Grão Sacerdote da Igreja da Sabedoria Estrelada assumiu o poder através do assassinato e da traição. Com seus atos de feitiçaria e canibalismo, mergulhou Yi Ti em décadas de horror e perseguição. Adorando uma profana pedra negra que caíra dos céus, se banqueteou com  o sangue daqueles que ousaram enfrentá-lo. Seu reinado ofendeu a Donzela do Luar, que afastou-se do mundo dos homens, mergulhando todo o reino na mais profunda Escuridão. Demônios ergueram-se após a Traição de Sangue, e o Leão da Noite aproximou-se, liberando sua fúria na terra dos vivos. Neste ponto, história e mito se misturam, pois de fato há relatos sobre as enormes estrelas negras que caíram não só em YiTi, mas em diversas regiões do mundo conhecido, mesmo em Westeros. A Longa Noite teve início depois deste reinado de terror, e apenas quando Azor Ahai e seus escolhidos ergueram-se em batalha contra as hostes frígidas da Morte, a luz pôde retornar ao mundo na figura da Donzela, que perdoou a humanidade purificada pelo sofrimento e pela destruição. Aqui, os mitos do oeste e do leste se encontram na figura do herói lendário. É incerto as razões de tal influência, mas há a vaga crença de que a figura messiânica do príncipe prometido, advém de um antepassado cultural em comum com os povos antecessores aos Ândalos e Roinares que pisaram em Westeros apenas muito depois de YiTi ter surgido no mundo.

           A partir dali, o império nunca mais retornou aos seus dias gloriosos. Embora ainda hoje seja maior e mais poderoso do que qualquer cidade ou reino ocidental possa supor, Yi Ti e seu Império Dourado ainda trazem firmes os reflexos e cicatrizes de séculos de disputas pelo poder e estratagemas pelo domínio do território. Com mais reis deuses do que poderíamos contar, os séculos seguidos à Longa Noite foram repletos de dor e sofrimento de inocentes. Não muito diferente de Westeros e Essos, que viram a configuração do poder mudar nos últimos cem anos. Governado pelos Imperadores Azul-Celestes, Yi Ti permaneceu num período de paz relativa, apenas lidando com incursões de invasores das Terras das Sombras e caravanas de saqueadores de Jogos Nhai com seus zebralos velozes. Mas tudo mudou na época do reinado de Joffrey Baratheon I, quando o décimo sétimo imperador azul-celeste, Bu Gai, sentava-se em esplendor no palácio de Yin, capital e sede do Império. Sua bondade fora rapidamente confundida com fraqueza, pelos pretendentes ao trono. Assim, além das fronteiras do Império Dourado, rumores assustadores não tardaram a ser ouvidos. Na Cidade de Carcosa, no Mar Oculto das Terras das Sombras, um Senhor feiticeiro alegava ser o sexagésimo nono imperador amarelo, de uma dinastia que fora derrubada há mil anos, naquela época. Seu nome era Soun Chai, da antiga linhagem que só casava-se com mulheres valirianas e cujos antepassados já haviam mantido dragões na capital dourada de Yin. Bu Gai não teria dado-lhe importância, até que relatos de magia obscura e novos dragões chegaram aos portões da Cidade Dourada. Insatisfeito com a inércia de seu soberano, o general Pol Qo, encarregado de manter a província de Jogos Nhai sob controle, concedeu honras imperiais a si mesmo. Denominou-se o primeiro Imperador Dourado, com a cidade rústica chamada Vila do Comerciante como sua capital.

       Com o apoio dos servos e populares, o Imperador Dourado marchou contra Yin com forte adesão. Ainda assim, o ouro de Bu Gai comprou exércitos mercenários em velocidade surpreendente, uma vez que os nobres e príncipes das cidades-estado dispunham de fortes ligações com as cidades de Essos mais à leste. Ainda assim, levaria algum tempo até que as forças contratadas e compradas chegassem à representar ameaça aos rebeldes. Deixando um rastro de saques e mortes que sacudiu mesmo as mais ricas e belas cidades do reino do Sol Nascente, as forças armadas de Pol Qo tomaram como quartel os Cinco Fortes. Gigantescas Cidadelas antigas localizadas ao extremo nordeste do Império Dourado, com maciças muralhas de trezentos metros de altura e tamanho monstruoso capaz de abrigar dez mil homens cada um. Pol Qo sabia que os havia tomado apenas pela insensatez de seus governantes, que decidiram enfrentá-lo em campo aberto. Com tanto território para manter, alastrou o fogo ao redor do Império, ganhando cada vez mais homens em suas fileiras. Foi quando as frotas contratadas com o ouro de Yin chegaram. Piratas, mercenários, assassinos, feiticeiros, cavaleiros westerosi e mesmo umbromantes de Asshai uniram-se sob o estandarte do Imperador Azul-Celeste, retomando cidade por cidade. Encurralado nos Cinco Fortes, Pol Qo manteve-se em silêncio por quase um ano, todos os cinco resistindo com seus homens. Relatos de barbárie e loucura vinham de dentro dos muros, mas nenhum general sedia o seu Forte.

   No segundo ano, as tropas de Pol Qo descobriram a fome. Bu Gai já começara a reconstruir as cidades ao redor dos Cinco Fortes, recompensando os comerciantes e antigos moradores que decidissem habitar o local novamente. No Oeste, a Rainha Dragão marchava contra a Rainha Louca, com o inverno anunciando-se sobre o mundo. Previsto para durar anos, o cerco aos Fortes certamente seria um dos mais longos da história. Mas da longínqua Carcosa, Soun Duq cansou-se de esperar até que seus inimigos destruíssem uns aos outros. Após sobreviver à uma série de tentativas de assassinato (o feiticeiro afirmava ter impedido até mesmo um Homem Sem Rosto, que tentara tirar-lhe a vida), o Imperador Amarelo voou nas costas de seu dragão cor de topázio, honrando os antecedentes valirianos de sua dinastia esquecida. Com estranhos olhos azuis apesar da aparência yitsh, plantou o medo nos corações dos príncipes, que renderam tributos a ele declarando-o um novo soberano divino. Abandonado e sem aliados, Bu Gai envenenou toda a corte de Yin e tentou atirar-se da torre mais alta de seu Palácio banhado de ouro. Foi impedido pelos próprios servos, que o atiraram aos pés de Soun quando este decidiu reclamar seu trono. Bu Gai foi queimado e devorado vivo por Wyvern, assim batizado pela sua semelhança com as serpentes caçadoras de mesmo nome.

   Com o auxílio de Wyvern e os nobres que temiam a feitiçaria vermelha estrangeira praticada por Soun Duq, Pol Qo fora finalmente derrotado. Conta-se que, na mesma noite, todos os seus quatro generais bem como o primeiro e último Imperador Dourado, foram mortos pelos espectros sinistros de sombras com feições humanas. Atribui-se o acontecimento às muitas sacerdotisas vermelhas que acompanhavam o séquito do Imperador Amarelo, uma vez que cinco homens nobres com sangue Azul-Celeste (da descendência de Bu Gai), foram encontrados mortos no dia seguinte. O Dragão de Topázio finalmente sentou-se no trono de ouro de Yin, declarando-se o primeiro da Dinastia Topázio,  Imperador do Sol e dos Corais. Soun Duq dominaria ainda em seu reinado a Ilha de Naath, cuja estranha feitiçaria provara-se inútil contra seus sacerdotes Mãos Ardentes e feiticeiras vermelhas, imunes ao veneno das borboletas da costa de Sothoryos. Dominou também as Ilhas Basilisco e os arquipélagos do Mar de Jade, com a Ordem dos Corsários Topázio realizando atrocidades em seu nome, com punho de ferro. A Ilha dos Açoites, a Ilha dos Elefantes, Marahai e mesmo a misteriosa Leng (que uma vez já fora dominada por Yi Ti, séculos antes), caíram perante seu governo. Nos primeiros anos de reinado, convocou sacerdotes de tantas crenças quanto julgara exisitir, para que escolhessem sua Rainha Consorte. A escolha das profetisas ficou com a deusa-imperatriz de Leng, a quem seu povo adorava muito mais que o soberano dourado, mesmo sob a ameaça da espada. Como toda mulher lengii, Khiara Har era uma mulher encantadora, ágil e atlética, de carisma incomparável. Era mais alta que o Imperador Topázio, e possuía poderes misteriosos para ocultar a própria presença ou brilhar como o luar. Tão apaixonado tornou-se Soun Duq, que não tomou o harém de Bu Gai para si.

           Quando os trigêmeos de Soun Duq nasceram, o Imperador presenteou a cada um deles com um dos ovos de dragão que Wyvern chocara. Prosperidade borbulhava pelo Império Dourado, alimentado pelo novo comércio com as ilhas colônias, que também prosperavam com as tecnologias e embarcações do Império com novos colonos mais a oeste. Jogos Nhai foi definitivamente anexada nos primeiros cinco anos de vida dos trigêmos Sayuri, Korin e Nobu, quando os últimos partidários de Pol Qo foram aniquilados ao serem denunciados pela rede de informantes sombrios e sobrenaturais de Soun. Dominando seus domínios com sua deusa-imperatriz e forte feitiçaria, logo o Império de Yi Ti expandiu-se à uma nova era de glória. Quando Soun e Nobu morreram em batalha numa campanha contra Asshai da Sombra pelas Terras das Sombras, a Deusa-Imperatriz Khiara assumiu o trono dourado, nomeando sua filha Sayuri como herdeira de modo oficial. Wyvern caíra na ocasião, mas deixara três dragões adolescentes para trás. Infelizmente, o dragão de Nobu fora feito prisioneiro pelos feiticeiros de Asshai, embora mesmo com feitiçaria não conseguissem uma maneira de fazê-lo obedecer. Mas a derrota e a ausência da besta agitou os príncipes, que começaram a conspirar. Sayuri era a segunda a sair do ventre, e pelas leis de Leng, seu direito suplantava o de Korin. Mas em Yi Ti imperatrizes não eram tão comuns, embora no passado outras tivessem governado. Por este motivo, a decisão gerou controvérsias, e muitos desejavam que o último príncipe vivo tomasse o poder de sua irmã.

           Quando Khiara morreu logo depois, dando a luz à uma menina natimorta, Sayuri foi coroada a Segunda Imperatriz Topázio, aos dezesseis anos. Como seu primeiro decreto, mandou realizar uma celebração em memória da grande deusa-imperatriz, e convidou todos os grandes príncipes do reino. Em meio ao banquete, mandou que seus lanceiros yitish passassem na espada todos aqueles que ela sabia terem conspirado contra sua coroação. Alimentou Ghyscarr e Valyrrion com a carne fresca dos príncipes, ordenando que atirassem Korin do alto da Fortaleza Dourada. Não tardou até que todos soubessem que a criança sombria no trono de ouro possuía o sangue de seu pai, e um coração ainda mais duro. Com olhos ambiciosos e uma mente perspicaz, não tardaria até que a nova deusa Imperatriz virasse seus olhos para terras mais à Oeste. Recusando-se a dividir seu domínio com um homem, manteve-se casta até idade avançada de vinte anos, ignorando os pedidos desesperados dos príncipes yitish, que a desejavam casada com seus filhos. Aceitou apenas quando lhe foi interessante o Príncipe Lilás em casamento, por ser este o jovem governante da importante cidade-estado de Jinqi, local que já fora a capital de Yi Ti nos séculos passados. A união fortaleceria seu governo, que continuou conquistando cidades e impondo medo mesmo aos povos bárbaros do Mar Dothraki. A humilhação da derrota de seu pai ainda não fora esquecida, e Sayuri desejava demonstrar força, para intimidar Asshai da Sombra e vingar a vergonha de ter permitido que aprisionassem um dragão de sua dinastia.

Com o auxílio de seu diluído sangue valiriano, a descendente de Dunq Chai montou o dourado Ghyscarr, dobrando com o auxílio de sua frota de navios corsários e tropas terrestres, cada ilha e província conquistados por seu pai. Visitou seus domínios e destronou magísteres, lordes e príncipes, dando poder aos seus partidários e lavando seu território com o sangue de seus inimigos. A guerra com a Terra das Sombras recuou, e nenhum governo do leste atrevia-se a violar um navio ou caravana mercante yitish. O comércio em Essos tornou-se vasto, e mesmo as mais longínquas regiões do mundo conhecido passaram a ouvir canções e rumores à respeito do Império Nascente, no extremo leste. Da Cidade Dourada, Sayuri deu à luz seus filhos, garantindo a continuidade do legado de sua família. Ambiciosa, voltou seus olhos mais à oeste conforme suas crianças cresciam. Financiando mercenários e lealistas Blackfyre, inflamou a força dos dragões negros. Fez então com que partissem para Westeros, pois ela mesma desejava ardentemente a Baía dos Dragões e a Grande Pirâmide de Meeren, ainda subjugadas pelo governo dos Conselheiros Targaryen. Ainda em seus primeiros dez anos de governo, viu e ouviu, enquanto Westeros modificava sua estrutura política, assim como boa parte das Cidades Livres. Já em idade mais avançada, liberou suas hordas contra a Baía dos Dragões, um frágil amontoado de cidades com glória e orgulho esquecidos. Sua incursão rumo à oeste chamou a atenção de todo o mundo, em temor. Sayuri tomou as cidades de Astapor, Yunkai e Meeren, estabelecendo o Império Topázio como o maior que Yi Ti já produziu. E atualmente, o maior império do mundo. Com esta conquista, toda a configuração política de Essos tem sofrido alterações constantes, com o retorno da escravidão como fonte econômica imediata, a partir da aliança de Sayuri com Volantis e outras cidades escravocratas. Mas a Imperatriz ainda amargura seu ódio por Asshai, lembrando-se do dragão de seu irmão mais velho, atualmente utilizado nos rituais sombrios dos Umbromantes e membros dos Cultos das Sombras, adoradores das pedras negras que descem dos céus de centenas em centenas de anos.  Além disso, um recente apetite pelas terras westerosi, não tardará a impulsionar suas forças para além do Mar Estreito...

Para sua consideração, Jared Harlaw; Explorador-Meistre a serviço da Cidalela em Yi Ti.

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Re: Ambientações/Tramas Gerais

Mensagem por O Corvo em Ter Jun 06, 2017 1:40 pm

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