Jardim Central.

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Jardim Central.

Mensagem por Deus de Muitas Faces em Sab Maio 13, 2017 4:45 am



Jardim Central

É o principal jardim da região norte do castelo, localizado logo após os portões de entrada e a muralha atrás do labirinto vivo, que cerca o primeiro nível da construção. Possui um lago artificial de tamanho considerável, com uma série de fontes com figuras de deuses e heróis esculpidos em mármore, que levam até o Saguão de Entrada e o Salão Principal dos Tyrell. É o local por onde entram os visitantes mais proeminentes e seus séquitos, evitando a entrada sul dos servos e soldados.

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Joseph Tyrell em Dom Jun 25, 2017 2:14 pm



Trough the Flames.


  Era começo da noite Joseph se encontrava nos jardins do seu castelo, o vento batia levemente em sua face a temperatura naquela noite estava absolutamente agradável. Estava tudo tranquilo em Jardim de cima e o mesmo torcia para que logo, logo seu filho Oylvar voltasse para seu lar, estava completamente nervoso por aquela atitude dele e com esperanças que tudo voltasse ao normal em breve. Os pensamentos sobre a morte da sua espora Cyressa por hora não estavam o incomodando, mas ele ainda não havia desistido de procurar o assassino ou assassina da sua amada e fazer tal pessoa pagar por aquela atrocidade e afronte a Campina.

Estava caminhando calmamente por entre as arvores até que resolver se sentar em um dos vários bancos que tinham por ali, de repente um jovem garoto veio correndo até ele. Era o jovem Polux Redwyne o escudeiro que cujo agora estava sobre os seus cuidados, dado um pedido do lord Tristan Redwyne após a morte de sua irmã. O garoto já estava chegando a adolescência e logo teria, mas responsabilidades sendo quem era, seus esguios braços já começavam a ficar mais fortes e os traços de Tristan já refletiam nele com certeza seria um baita cavaleiro. O jovenzinho sentou-se ao lado de Joseph e imediatamente com um largo sorriso, começou a falar:

– Olá m’lord boa noite, estava mais cedo treinando equitação quando o meistre me contou que meu pai está prestes a vim até Jardim de Cima, isso e verdade ? Não vejo a hora de poder encontra-lo novamente...

Joseph respirou fundo e sorrio no mesmo instante que olhava as estrelas que já começavam a despertar ao céu, de fato um corvo havia chegado naquela manhã com a resposta de Tristan sobre o convite que Joseph havia feito. Sendo assim logo mais o Redwyne que era seu irmão de casamento, em breve estaria se hospedando em Jardim de Cima junto com alguns de seus homens. Os planos dos dois eram de uma vez por todas resolver o cara da jovem Cyressa, pois aquilo perturbava a mente de ambos diariamente. Tinham algumas suspeitas, algum criado tinha feito o crime a mando de alguém de uma casa com desejos nada modestos, ou alguém tinha invadido o castelo naquela noite feito tal crime e saindo o que seria bem difícil, dada a forte guarda daquele lugar. Em meio aos seus pensamentos se lembrou da presença do jovem que ali estava, e voltando a fita-lo respondeu:

- Sim Polux creio que não irá demorar para seu querido pai, logo mais desembarga aqui em Jardim de Cima, imagino que esteja de fato com muita saudade... entretanto eu Tristan temos muitos assuntos a tratar, então não aconselho a ficar aborrecendo seu pai com coisas sem importância no momento não concorda ?

O garoto olhou para baixo na direção de seus próprios pés e parecia levemente aborrecido e chateado, mas em poucos segundos
olhou Joseph aos olhos e deu um sorriso um tanto quanto forcado, o lord ignorou o fato e percebeu que alguém vinha caminhando na direção em que se encontravam. Era sua filha Maelle conseguiu distinguir alguns segundos depois, então se levantou e olhando para o jovem escudeiro prosseguiu:

– É melhor ir descansar garoto, você sabe como ninguém que amanhã suas atividades começam logo cedo... pelos sete se eu fosse você não gostaria de se atrasar e irritava o Sor. Marley...

O capitão que treinava o garoto era um homem absolutamente confiável e extremamente nervoso, além de habilidoso não gostava de atrasos e bobeiras durantes os treinos. Joseph quando ainda novo sofria em suas mãos mesmo sendo quem era... sorriu lembrando daqueles tempos e em seguida observou Polux sair correndo em direção ao castelo. Seria melhor conversar com sua filha a sós naquela bela noite.




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Re: Jardim Central.

Mensagem por Maelle Tyrell em Dom Jun 25, 2017 3:15 pm




MAELLE




When you kiss me Heaven sighs
And though I close my eyes
I see la vie en rose
Havia ordenado que as amas se recolhessem mais cedo. Não tinha humor para suportar suportar suas ordens naquela noite.Havia encontrado um broche de minha mãe entre meus guardados, e a simples visão da peça destroçara por completo o meu dia. Minha irmã parecia a mesma, raramente se deixava afetar pelas lembranças, e isso era uma afronta que eu jamais perdoaria.

Antes que minha mãe me fosse tirada, tecíamos planos maravilhosos. Agora, ela não estaria ali para compartilhar qualquer deles. Eu amaldiçoava silenciosamente todos os deuses pela minha perda, e seria capaz de queimar até a última alma camponesa se fosse o preço para ver o sorriso de minha mãe novamente.

Triste e com a expectativa de melhora, vesti eu mesma minha túnica, aproveitando uma noite de bom clima em Highgarden, e deixei meu quarto na penumbra, fazendo meu caminho pelos corredores silenciosos, passando quieta por dois ou três guardas. A segurança havia sido reforçada em toda a nossa fortaleza, como medida de proteção depois da invasão medonha realizada pelo assassino de Cyressa Tyrell.

Meu pai raramente se recolhia tão cedo, e era fácil prever qual seria seu destino antes do descanso. Joseph Tyrell poderia ser um homem sereno, especialmente quando apreciava a grandeza dos jardins de sua família. Segui calmamente pelo jardim principal, viçoso e com um perfume inigualável, enquanto afirmava para mim mesma que minha avó, meu pai e meu irmão eram tudo que possuía naquele momento.

Avistei a figura do escudeiro Redwyne, por quem papai demonstrava afeição. O detestava internamente por isso, mas fiz questão de sorrir ao passar por ele, pois era o comportamento mais apropriado. Ergui suavemente minhas saias, fazendo o caminho sobre a grama até meu pai, sentado em um dos muitos bancos de pedra. - Papai, sua benção. - Pedi, me inclinado e beijando cordialmente sua fronte. - Se importa se eu lhe fizer companhia sob as estrelas? - Questionei, me adiantando para o espaço ao seu lado. 





Última edição por Maelle Tyrell em Sex Jul 07, 2017 7:28 pm, editado 1 vez(es)

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Maelle Tyrell

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Joseph Tyrell em Dom Jun 25, 2017 6:41 pm



Trough the Flames.


  Maelle a filha mais velha de Joseph sempre foi uma bela e inteligente garota, era inteligente e se tornaria com certeza uma grandiosa lady. Naquela noite sobre as estrelas estava absolutamente linda e a fitando-a o lord percebeu o quanto a mesma era semelhante à sua falecida esposa, de todas as filhas era a mais apegada a Cyressa e Joseph imaginava o quanto ela estaria sofrendo. Após fazer uma rápida reverencia o Senhor de Jardim de cima sorriu e caminhou até ela, onde depositou um rápido beijo sobre sua testa e disse:

– Filha... boa noite... claro que não, já faz algum tempo que a gente não conversa entre pai e filha... desde a morte...

Mordeu os lábios interrompendo o que estava prestes a dizer, o céu estava completamente estrelado e lindo naquela noite, não seria bom obstruir aquele tocando naquele assunto que levava tristeza a ambos. Logo pegou uma das mãos de Maelle apertando forte contra seu peito e voltou a falar sorrindo torto:

– Maelle sei que você deve estar sentindo vários sentimentos desde, bem você sabe... mas você sempre pode contar comigo para tudo tudo bem ? Não sou tão linda quanto sua mãe era, mas sou seu pai e quero seu bem sempre... se tiver algo que está de aborrecendo ou te perturbando juro pelos sete que eu dou um jeito...

Piscou para ela enquanto terminava e respirou voltando a olhar as estrelas, muito antes de tudo se transformar numa tempestade na Campina Joseph e sua já falecida esposa, costumavam ficar na janela da mais alta torre da fortaleza contando as estrelas. Nessa época eram nada mais que grandes amigos, e nem tinham sido prometidos um ao outro. Talvez ali tinha nascido aquele amor, que proporcionou a maior felicidade daquele lord; seus três filhos.

– Enfim... tenho uma coisa a lhe contar, logo mais seu tio Tristan estará chegando na campina com seus homens... temos algumas coisas para resolver... peço que me ajude a manter sua irmã mais nova sobre controle, não quero que ela cause confusão enquanto nossos visitantes estiverem aqui, mas não seja tao rigorosa ela ainda é nova e assim como todos nós ainda deve estar sentindo falta de Cyressa...

Joanna sua filha mais nova era absolutamente bagunceira e sempre se metia em confusão, principalmente com Maelle. Apesar que Tristan conhecia todos seus filhos muito bem e fosse um homem absolutamente generoso, Joseph não queria se sujeitar a passar por alguma confusão na presença de seu irmão de casamento.





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Re: Jardim Central.

Mensagem por Maelle Tyrell em Seg Jun 26, 2017 7:29 pm




MAELLE




When you kiss me Heaven sighs
And though I close my eyes
I see la vie en rose
Crescer em uma das grandes casas do Sul não era fácil. Mesmo como herdeira mulher, eu podia sentir o peso de minhas obrigações. Parte do meu fardo era aliviado por meus pais. Cyressa Tyrell havia sido uma mulher incomparável, elegante e carinhosa. Os deuses não fizeram meu pai diferente. Por tal carinho, ele se conteve quando notou que inevitavelmente chegaríamos ao assunto mais doloroso.

- Os sentimentos são muitos, meu pai. Na maior parte da noite, não consigo distinguir o que são sonhos e o que são lembranças dela. Mas não há motivo para evitarmos o assunto. Seria insensato não falarmos de alguém que proporcionou tantas alegrias a todos nós. - Respondo, sorrindo amavelmente e com a minha melhor pose corajosa. - Eu sou a mais agraciada das jovens por tê-los. Não se preocupe. Quaisquer que sejam minhas aflições, o procurarei imediatamente. - Prometi.

E isso não era de tudo uma mentira. Havia, é claro, certos assuntos que poderiam ficar longe dos ouvidos do Guardião do Sul, mas em todos aqueles que fosse saudável sua ciência, eu o chamaria. Isso era  o que ser uma família significava para mim.Confiança e divisão de preocupações. Sorri suavemente para ele, ao ouvir a notícia da chegada de meu tio.

A casa Redwyne era a casa de nascimento de minha mãe. Gostaria de dizer que era próxima deles, mas isso não era verdade. Havia as ocasiões e o dever de cortesia, mas não passava disso. Meu tio porém, era um homem tolerável, e era notório que sua presença era algo importante para meu pai. Logo, seria algo importante para mim também. - Ficarei atenta àquela desvairada, mas não prometo nada. Ela anda cada dia mais incontrolável. Ainda ontem arrancou as cabeças de minhas bonecas antigas. Todas elas. - Aproveito para me queixar, baixando os olhos em falsa tristeza. 

- Me pergunto se não seria melhor mandá-la para os cuidados de Lady Tarly ou qualquer outra dama bem recomendada. Joanna, carece de disciplina, meu pai. E talvez não seja sábio esperar que o luto termine - Sugeri, com grande esperança que meu conselho fosse considerado. Joanna era um estorvo, mal educada e curiosa. Seria bom poder respirar tranquilamente na ausência dela.





Última edição por Maelle Tyrell em Sex Jul 07, 2017 7:29 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Joseph Tyrell em Qui Jun 29, 2017 2:46 pm



Trough the Flames.


  Joseph tinha noção que Cyressa e Maelle eram muito unidas e sempre mantinham conversas escondidas entre elas, mas pelo tom de voz de sua filha a mesma estava sofrendo bem mais do que ele imaginava. Após ela comentar sobre seus sonhos o lord percebeu que ela não era o único com aqueles sintomas, entretanto sua filha tinha razão seria insensato não falar daquela mulher cujo lhe deu as maiorias felicidades da vida, e proporcionou alegria a todos ao seu redor naquele castelo.

– Você tem razão minha filha, não devemos apenas evitar falar de nossa Cyressa... “ apertou o lado direito da bochecha de Maelle rapidamente e prosseguiu “ ... sua mãe ficaria orgulha da mulher que você está se tornando...

Sua filha por fim prometeu que tomaria conta de sua irmã caçula, e lhe contou que a mesma havia arrancado as cabeças de suas bonecas. Joseph se controlou para não rir mesmo sabendo que era errado Joanna ficar atormentando a vida de Maelle, ele não pode deixar de imaginar a cena, mas logo assumiu a forma seria de um pai e prosseguiu:

– Pelos sete ela está passando dos limites vou falar com ela querida... e lhe agradeço por ficar de olho nela nos próximos dias...

A ideia que Joseph ouviu da sua filha mais velha naquele momento o assustou, mesmo Joanna sendo muita tagarela e bagunceira ela era sua filha e assim como seus outros filhos, o senhor de jardim de cima só iria deixar os mesmos partirem quando enfim fossem se casar. Respirou fundo e se levantou do banco de pedra, caminhando de um lado para o outro observando as arvores voltou a falar:

– Filha querida nenhuma de vocês minhas filhas sairão de Jardim de Cima, a não ser quando forem prestar seus votos de matrimonio perante os sete e se mudarem para o castelo de seus maridos... assim Olyvar governara a Campina após minha morte e tudo ficara bem, Cyressa não me perdoaria se eu deixasse algum de vocês quatro perdidos nesse mundo...

Terminou dando um sorriso torto enquanto estendia a mão na direção de sua filha, e a convidou para acompanha-lo até o castelo, enquanto caminhavam aproveitou para continuar em seguida:

– Vamos voltar ao castelo tenho alguns afazeres para com esse castelo, e embora não possa te prometer o que acabou de me pedir, posso providenciar bonecas novas o que acha ?

Brincou esquecendo que sua filha já não era criança e que não brincava com bonecas mais, entretanto suas palavras saíram com um tom de brincadeira.








ENCERRADO PARA AMBOS !

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Maelle Tyrell em Seg Jul 24, 2017 9:39 pm




MAELLE




When you kiss me Heaven sighs
And though I close my eyes
I see la vie en rose
Embora Highgarden fosse um lugar importante, nem todos os convidados eram dignos da mesma classificação. Esse, felizmente, não era o caso da dama que esperávamos naquela tarde. Alerie Hightower era uma das primas que eu mais desejava ter por perto, mas por infortúnio, havia grande distância entre nós. A filha de Avalon havia estado em Highgarden por um longo período, seguindo as instruções de minha avó como Joana jamais poderia seguir. Logo, era alguém por quem todos nós nutríamos grande estima, motivo pelo qual fiz questão de recebê-la pessoalmente, me atrevendo a tomar o lugar de meu pai.

Em pouco tempo a Campina estaria em festa. Cantores, comidas e os melhores vinhos do reino estariam reunidos no torneio em honra do dia do nome de Lady Desmera Tyrell. Eu mal podia esperar para ver nossos portões serem abertos e finalmente entrar em meu vestido de baile, confeccionado com fios do mais puro ouro das minas do rochedo. Era vaidosa, não tentaria negar. Quando Lords e Ladys de todas as regiões chegassem para as comemorações, era meu dever encantar os primeiros e ofuscar as segundas.

Minhas damas de companhia esperavam afoitas pela oportunidade de colocar os olhos nos cavaleiros que escoltavam Alerie, tolas como eram. Meu cabelo caia em cachos dourados até a cintura, ligeiramente ondulados, como haviam sido os de minha mãe. A comitiva Hightower encontrava-se em nosso pátio. Os cavalos finalmente desmontados, as carruagens finalmente parando de rodar. Ajeitei a saia de meu vestido e acenei levemente para o porta bandeira de minha casa, para que aprumasse nosso estandarte. Poucos segundos se passaram, mas minha impaciência fazia deles uma eternidade. Então, os primeiros acompanhantes da jovem Hightower surgiram no acesso ao Jardim Central.

Não colocara meus olhos sobre minha prima havia três longos anos, mas era fácil distingui-la entre os outros. Havíamos alcançado a primavera de nossas vidas juntas, e assim como eu, Alerie ainda era solteira. Sorri em reconhecimento e esperei que se aproximassem alguns metros a mais. - Prima Alerie, que alegria. Os deuses nos brindam com a sua presença. - Disse com um sorriso sincero. Aquele era o começo de uma época feliz, capaz de dissipar o terro que havíamos vivido pouco tempo antes.




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Maelle Tyrell

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Zakintia Martell em Ter Ago 01, 2017 12:04 am




Zakintia Martell

sacerdotisa vermelha - 22 y/o - princesa de dorne





ㅤ ㅤ ㅤ“Cordialmente, venho através desta, avisar a Lady Desmera sobre minha viagem de Dorne, onde nasci e muito cedo fui raptada, até a Campina. Creio que minha história já tenha se espalhado até Jardim de Cima, e, portanto, deve compreender que Dorne já não me é exatamente a melhor ideia de refúgio. As chamas me disseram que meu marido me espera nas prósperas terras da Campina, e o senhor do fogo me faz sentir que é para lá que preciso seguir para encontrar um companheiro que aceite-me independente de meu histórico nada agradável. Acredito que Lady Desmera, que mesmo com minha reputação abalada, seja única que conseguiria arrumar-me um marido que me aceitasse e seguisse os planos que as chamas mostram para mim. Espero vê-la em breve.”


Zakintia Martell, Princesa de Dorne e Sacerdotiza Vermelha.



ㅤ ㅤ ㅤA carta era escrita a próprio punho pela morena do alto de seu quarto no castelo dos Martell. Era incrível como, mesmo ao voltar para casa, sentia-se como uma estranha, como se não fizesse parte dali, e, mais ainda, como se sua presença não fosse bem-vinda por todos. Ela sabia que não era. Havia retornado a Dorne por uma única razão, e apenas preparava-se para ir embora, temporariamente, por sentir que era chegada a hora de colocar seus planos em ação. Os baús continham algumas poucas vestes rubras que levaria consigo, diferente dos tons de veraneio usados pelas demais damas em Dorne. Além de algumas de suas poções e ingredientes, frutos de rituais ao deus vermelho.
ㅤ ㅤ ㅤO arquivo fora entregue ao mensageiro, e os próximos dias que passaria ali seriam meramente preparativos. Os dias passaram mais rápido do que esperava, e a cada vez que cruzava com Breniell, precisava respirar fundo para manter o semblante brando, sabia que a justiça pelo que lhe acontecera não demoraria a chegar. Viu nas chamas, era o que precisava fazer. Bem como seu irmão seria o próximo, quando enfim tivesse um companheiro e apoio para tal. -- Já tenho tudo o que preciso? -- Perguntou a um fiel criado na noite que antecedia sua partida, tendo apenas um aceno com a cabeça em confirmação.  
ㅤ ㅤ ㅤNão era uma mulher de muitos pertences, fora rápida em, sozinha, programar seu transporte, os criados que a levariam, e a organização de um jantar em que se despediria da família a caminho da Campina. Os dias passaram-se e lá estava enfim pronta para partir. Os escravos preparavam o jantar, o salão estava impecável e cheio do puro luxo e conforto que emanava dos Martell. Zakintia, por sua vez, preparava-se em seus aposentos, trajava um vestido negro, com bordados rubros, um tecido mais pesado, contrastando com o clima da região. Os longos cabelos negros estavam soltos e bem escovados, ressaltando ainda mais a beleza da sacerdotiza, que mantinha um semblante sério e sereno aquela altura.
ㅤ ㅤ ㅤDescendo as escadas, percebia a movimentação no salão de jantar, ao qual não apareceria. Certamente quando notassem de fato sua ausência, já estaria longe dali e certa de que aquela que contribuira com sua ruína, não mais em vida a atrapalharia em nada.. Iniciara a viagem, assim que certificou-se de que seus servos haviam cumprido suas ordens. O jantar possuía os mais variados pratos, incluindo uma tortinha de limão, que crescia exatamente no clima tropical de Dorne, a preferida da irmã da sacerdotiza que a entregara aos seus sequestradores, que a fizera passar por todos os abusos e escravidão. No creme da torta, o suco de limão não era o único ingrediente principal, já que várias gotas de lágrimas de lys também foram depositadas ali.
ㅤ ㅤ ㅤDemoraria alguns dias, enferma, sufocando, morrendo lentamente, quase como em morte natural, mas fora já perto de chegar a Campina, que Zakintia recebera a mensagem do “triste e doloroso falecimento da irmã”. Seu semblante não se modificou, embora, por dentro, a sacerdotiza sentisse que finalmente estavam pagando por tudo que ela havia passado, que finalmente o senhor da luz beneficiara sua humilde serva.  O papel com a mensagem fora guardado em suas vestes e a viagem seguiu normalmente, até que dias depois, finalmente avistou a Campina. Descera da carruagem já sendo recebida por um dos criados de Lady Desmera, que certamente recebera sua mensagem. -- Minha senhora a espera, logo após estar devidamente acomodada, Milady. -- Dizia o servo enquanto a conduzia até seus aposentos. -- Certamente a verei em breve. -- Respondeu enquanto seus sapatos escoavam pelo assoalho de jardim de cima.

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Mahie Redwyne em Ter Ago 01, 2017 10:59 pm

You don't own me, Don't try to change me in any wayFILHA DE TRISTAN REDWYNE
ㅤ ㅤ ㅤ15 PRIMAVERAS
ㅤ ㅤ ㅤMahie Redwyne
ㅤ ㅤ ㅤCaminhava pelo jardim principal na compainha de uma de suas servas, bem como de algumas amigas a caminho do toldo onde o lanche da tarde seria servido, quando viu que um dos mensageiros de Lady Desmera vinha a seu encontro e das demais. Sentou-se a mesa e segurou uma xícara de chá, estando pronta para leva-la aos lábios, quando o mensageiro enfim a alcançou. Ao pé do ouvido o servo sussurrara rapidamente um "seu pai está a caminho, milady." Que a fez arregalar os olhos e quase derrubar a xícara ao ouvir a mensagem, empolgada com a notícia que acabara de receber. -- Meu pai? Mas quando ele chegará? Quando ficou sabendo disso? Ande, me diga! Temos muito o que fazer! -- Indagava quase que sem parar, não demorando a cumprimentar as outras ladys ali presentes e levantar-se da mesa, caminhando junto ao mensageiro para dentro do castelo, afinal de contas, se iria receber o pai, queria que ele recebesse o melhor tratamento possível.  
ㅤ ㅤ ㅤMahie simplesmente não conseguia esconder a felicidade após a notícia de que finalmente o pai estava a caminho da Campina. Já não o via a um bom tempo, assim como ao restante da família, e a saudade que tinha de todos, em especial de Tristan, era inevitável. O sorriso que era sempre presente no rosto da pequena, desde a chegada da carta vinda do pai, tornava-se cada vez mais constante. Tudo precisava estar perfeito para recebê-lo, no fim das contas. Os dias seguintes a mensagem foram totalmente dedicados aos preparativos, até que enfim a comitiva Redwyne chegara a Jardim de Cima. No salão, Mahie carregava um pergaminho em branco e uma pena, enquanto sua serva segurava um tinteiro, no qual molhava a pena vez ou outra enquanto listava todos os itens que precisaria providenciar. -- Quero um dos melhores aposentos, troquem todas as roupas de cama por outras limpas e bem perfumadas, borrifem camomila nas almofadas para que Lorde Tristan tenha a melhor das noites de sono após a longa viagem. Não esqueçam do jantar, como combinamos. O estábulo, ah sim, o estábulo! Deixem os cavalos também tão confortáveis quanto, os alimentem e escovem, quero todos impecáveis. -- Dizia enquanto anotava tudo no pergaminho e percorria o salão em direção a cozinha, onde deixaria uma lista já pronta das iguarias preferidas do pai.
ㅤ ㅤ ㅤMahie era extremamente detalhista e aprendera cada toque para administrar preparativos com maestria, graças a educação fornecida pela senhora dos espinhos. Após certificar-se de que tudo corria conforme o planejado era chegada a hora dela mesma aprontar-se para receber a comitiva. Em seus aposentos, os cabelos da pequena eram bem escovados pelas servas, enquanto também era auxiliada na vestimenta do vestido que encomendara as pressas. Rosado, com bordados de flores por todo ele, simples e bonito para sua idade. A Redwyne era de longe extravagante. Não muito depois, ouvira o toque em sua porta, aviso de que a comitiva havia chegado. O sorriso aumentava a cada instante, e Mahie desceu correndo as escadas do castelo em direção ao Jardim principal, onde o pai chegaria, e ao longe já pôde ver a comitiva se aproximar. Arrumava a saia do vestido um tanto nervosa e ansiosa enquanto seguia acompanhando a aproximação.    

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Tristan Redwyne em Qua Ago 02, 2017 4:51 pm


Lord Redwyne
Flashback


A
manhã era menos aconchegante do que o habitual, quando a comitiva Redwyne finalmente aproximou-se dos campos de rosas douradas, a região das fazendas e pomares Tyrell, que ladeavam a longa estrada da rosa, até Jardim de Cima. A viagem marítima havia sido um tanto aborrecida, com um mar bravio com que lidar e uma briga entre marinheiros da tripulação do Gota de Ouro, principal embarcação e orgulho da Casa Redwyne. Os dois homens acabaram açoitados por seus imediatos e relegados à navios menos proeminentes, afinal não podiam aborrecer o seu Lord com disputas particulares, quando deveriam servir com eficiência. Desde a morte de sua esposa e irmã, Tristan não era um homem muito paciente. Apenas a visão dos filhos e do irmão por casamento era capaz de abrandar-lhe o temperamento. E ambos esperavam por ele no mesmo local, de modo que não podia admitir atrasos ou desarranjos em seu navio.

Sua Mahie devia estar linda, os cabelos negros brilhando longos como os da mãe, uma Vyrwell. Seus meninos deviam ser pajens em Jardim de Cima. Em breve, conseguiria que Joseph ou Olyvar os ungissem cavaleiros. Desejava recuperar o convívio com sua prole, agora que seu pai saudoso falecera, e não deixara-lhe alternativa a não ser assumir o nome e as posses de sua família. Pólux seria seu herdeiro, e um dos três homens mais ricos da Campina, quando ele morresse. Precisava recuperar o tempo perdido, assumindo uma nova postura, uma determinada busca por um futuro grandioso para sua família. O estômago ainda doía um pouco, depois dos poucos dias no mar. Julgava que algo poderia estar errado com sua saúde, talvez por alimentar-se tão mal durante toda a viagem. Ainda que excelente, o vinho da Árvore sozinho não é capaz de manter de pé um homem adulto. A embriaguez também não era conhecida como uma ideal dieta para um Lord, muito embora muitos a seguissem com franca religiosidade.

Os portões abriram-se amistosamente à visão da parreira Redwyne. Os estandartes de sua Casa eram os primeiros a chegar, julgou pelas ameias do castelo. Ao lado da enorme rosa dourada, que repetia-se pelas longas ameias e torres, havia dois ou três estandartes das rosas gêmeas, dos Tyrell de Águas Claras. Sabia que sua Lady viajara com a mãe do Guardião do Sul, mas algo de sua comitiva permanecera para trás, já que o ramo secundário da Casa permanecia representado ali. Logo seus estandartes se ergueriam ao lado daqueles, até que todos os principais Lords do domínio viessem, atendendo ao chamado. Os Hightower, os Tarly, os Ashford, os Oakheart, os Graceford, os Vyrwell, todos dignos de nota. Não podia, contudo, deixar de ser o primeiro a chegar. Há anos competia com Avalon pela predileção de seu Lord. Os Hightower eram a Casa de origem da Rainha dos Espinhos, o que de certa forma ressentia seu pai, já que sua tia fora oferecida ao Lord Tyrell na mesma época. De fato, nenhuma mulher podia competir com Desmera em sua juventude, e Alena foi deixada de lado, casando-se com o Lord Brax das Terras Ocidentais.

Finalmente alcançamos o Jardim Central, sempre belíssimo e bem conservado. O restante da comitiva continuou seu caminho para os estábulos e os quartéis, onde meus homens e criados poderiam buscar um local apropriado para que se instalassem. Apeei meu cavalo com certa dificuldade, já que odiava cavalgar, e aproximei-me da figura esguia e resplandecente que aguardava, um vestido chamativo e coberto das flores de nossos senhores cobrindo-lhe o corpo. Minha Mahie, enviada para ser educada por Desmera e oferecida em casamento a um esposo adequado. Não tinha certeza se gostaria de dizer-lhe adeus tão logo a encontrava de novo. Ao seu lado, uma serva aproximou-se, seguida dos meus gêmeos. Pólux e Castor usavam os trajes de couro de um escudeiro, o que surpreendeu-me. Joseph devia estar mais próximo de nomeá-los cavaleiros do que eu imaginava. Já estavam prestes a completar catorze anos, como os meninos de Avalon. Logo seriam homens feitos, para meu espanto. Não devia ter sido tão negligente com a educação de minhas crianças. Certamente os Tyrell eram para eles, muito mais uma família do que eu mesmo, ocupado demais bebendo meu próprio vinho e transando com prostitutas caras nas Cidades Livres, escondendo a dor e evitando olhar nos olhos daqueles que pudessem me lembrar a família que perdi e reneguei.

- Mahie… Pelos Sete. Está linda, como sua mãe. - Desmontei um tanto desajeitado do cavalo, evitando tropeçar com certo esforço. - Venham, meus filhos. - Abri os braços, abraçando os três num único gesto. Aquele abraço trouxe lágrimas de remorso aos meus olhos, que eu escondi bem. - Espero que os três estejam trabalhando para orgulhar a Casa Redwyne. Nosso Lord e a Senhora dos Espinhos me contarão do progresso de todos os três. Sei que ficarei contente com o que ouvirei. - Deslizei uma das mãos pelos cabelos lisos e negros de minha filha. - Está linda, minha querida. Como a uva mais doce da Árvore. Como tem sido o seu período de educação com Lady Desmera?

    Elogiei, sabendo que tinha muito pelo que desculpar-me com minhas crianças. Ao menos, aquele era o começo de um novo tempo para nossa família. O início novo para a Casa Redwyne.




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Tristan Redwyne

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Mahie Redwyne em Qua Ago 02, 2017 6:04 pm

You don't own me, Don't try to change me in any wayFILHA DE TRISTAN REDWYNE
ㅤ ㅤ ㅤ15 PRIMAVERAS
ㅤ ㅤ ㅤMahie Redwyne
ㅤ ㅤ ㅤNão demorou muito para que o pai, montado em seu cavalo, finalmente chegasse perto de Mahie e de seus irmãos, descendo de seu cavelo e já indo de encontro a eles, entretanto, tudo parecia uma eterminade, e assim que viu os braços de Tristan se abrirem, a jovem Redwyne segurara a barra de seu vestido e corria junto aos gêmeos para abraça-lo. Mahie abraçava firme o pai, como se aquilo fosse matar toda a saudade que sentia dele e de casa, sem muito sucesso. Os gêmeos, por sua vez, haviam sido enviados para a campina um pouco mais novos que Mahie, que pôde sentir o que era viver junto aos pais e em sua casa no castelo Redwyne.
ㅤ ㅤ ㅤMas todos aqueles pensamentos eram simplesmente ofuscados pela presença de Tristan ali, quando finalmente afastou-se do abraço, a morena ouvia os dizeres do pai e sua preocupação com a educação dela e de seus irmãos. Mahie era impecável, aprendia tudo muito rápido, tinha a educação de uma princesa, graças a Lady Desmera, mas o que de fato orgulhou-se em dizer, falou em um sussurro próximo ao ouvido do pai, algo que poucos além dele sabiam. -- Aprendi muito bem a ser uma dama, mas também melhorei muito com as lâminas, como me ensinou! -- Riu enquanto olhava-o de cima a baixo, já com um tanto de tristeza tomando-lhe conta só em pensar em sua partida, que certamente não demoraria. Mas apenas espantou os pensamentos, afinal, tinha que pensar no agora. -- Estava morrendo de saudades, meu pai. Deixei tudo pronto para que fique confortável e tenha tudo do bom e do melhor. Seus aposentos já estão prontos, assim como seu cavalo será cuidado. E adivinhe? Temos torta! -- Quase não conseguia parar de falar, um tanto eufórica, enquanto os gêmeos, por sua vez, já estavam querendo entrar.
ㅤ ㅤ ㅤComo foi a viagem? Aposto que viu muitas coisas que eu adoraria conhecer! -- Perguntava bem curiosa, afinal, Lord Tristan sempre voltara de suas viagens com mil histórias que, quando mais nova, faziam Mahie passar tardes encantada e quieta, apenas as escutando. Era com certeza a melhor das ouvintes. Apesar de em certo tempo começar a perceber que o pai aumentava algumas delas para dar mais emoção, o que em nada diminuía o quanto a pequena gostava de ouvi-las. -- Deve estar exausto de sua viagem... -- Comentou enquanto caminhava pelo jardim em direção a uma das entradas do castelo junto ao pai e aos gêmeos.    

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Alerie Hightower em Qui Ago 03, 2017 10:27 pm


Love of my life
Can you still see the heart of me?



A expectativa da chegada ao Jardim de Cima me consumia a cada instante, na verdade bem antes daquele momento, desde que papai havia me comunicado de nossa partida. Durante dias preparei tudo da maneira mais perfeita possível, cuidando de meu pai, meus irmãos e por fim de mim mesma. Claro que, apesar de ter realizado meus preparativos por último, eu não estava menos exuberante. Eu era a Pérola de Torralta e isso por si só, já me garantia um brilho maior do que o de qualquer outra. Durante a última quinzena me desdobrei entre meus afazeres e ainda encontrei tempo para visitar modistas, sapateiros, joalheiros, pedi que um perfumista recém-chegado de Myr e Lys viesse até mim, queria ser a mais perfumada flor daquele jardim. Graças aos Sete, papai não questionava meus luxos e mimos, tinha consciência de que era uma dama muito cara e exigente. Todavia, todos meus esforços não eram somente para encantar os Lordes da Campina ou os visitantes de todos os lugares que lá estariam. Meu maior desejo era encarar os olhos de Olyvar e ver o quão embasbacado ele ficaria diante de minha presença. Sua atitude precipitada e impensada de partir para a Capital havia me magoado, bem mais do que eu gostaria, mas eu faria questão de lembra-lo que eu era a Pérola de Torralta e ele não seria imune ao meu brilho.

Meu corpo sucumbiu ao cansaço sem que eu percebesse, eram tantas coisas que se passavam por minha mente. Escorei delicadamente no ombro de meu pai e deixei que meu olhar vagasse perdido pelas estradas da Campina. Eu desejava que meus pensamentos me deixassem em paz apenas por um instante, mas quanto mais me aproximava, mais eu pensava em meu primo. Como ele estaria? Teriam feito algum mal a ele? Me sentia tão boba e infantil por nutrir tais preocupações, que a minha real vontade era de brigar comigo mesma. No entanto, nossas lembranças pelos jardins de Highgarden muitas vezes falavam mais forte, fazendo com que meu coração palpitasse de súbito, pregando peças em minha mente e sentidos. Estávamos confortavelmente acomodados em nossa liteira, meus irmãos estavam sentados lado a lado, se divertindo com a viagem. Queria eu ter tanta energia depois de cuidar deles. No meio daquela confusão de sentimentos, logo adormeci, sem me dar conta que usava meu pai de almofada para meu repouso. Seria bom descansar um pouco, com sorte tornaria o caminho mais curto.

Eu não fazia ideia que me desejo seria tão prontamente atendido e quando despertei com o auxílio de papai, já estávamos as portas do Castelo da família Tyrell. Um sorriso tomou meu rosto e eu não pude esconder minha euforia. Eu amava meu lar, a cidadela, mas o Jardim de Cima era estupendo. Seus belos campos de rosas, o perfume harmonioso que todas as flores formavam, era tudo tão belo e delicado que era impossível meus olhos não serem cativados daquela maneira. Meus irmãos logo ficaram inquietos também e olhei para o trio franzindo o cenho em repreensão: — O que é isso meninos? Que modos são esses? Pelos Sete! — Eles logo me obedeceram, mas eu podia ver os sorrisinhos em seus lábios. Eu tinha plena certeza que estaria muito pouco na presença de meus irmãos durante nossa temporada no lar dos Tyrell. Era bom, todos nós precisamos de um momento como aquele. Nenhum de nós havíamos superado a perda de mamãe e tão pouco a perda de nosso irmão, talvez eu, mais do que os outros. Muitas vezes eu me pegava imaginando como seria bom tê-lo conosco e por alguma razão que não sabia explicar, continuava nutrindo esperanças que um dia ele poderia voltar.

Assim que chegamos no pátio central, meus irmãos saíram correndo desesperados, como me senti envergonhada por eles e a minha real vontade era de ralhar com eles até que não suportassem mais a minha voz. Virei-me para meu pai e segurando a volumosa saia de meus vestido me curvei diante dele: — Meu pai, vou a procura de Maelle e Joanna. Nos vemos mais tarde. — Quando tomei outra direção, notei lorde Tyrell e o Lorde Redwyne se aproximando de meu pai, realmente aquele não era o momento para eu continuar ao seu lado. Para minha sorte, minha querida prima já se encontrava à minha espera e parti em sua direção eufórica me aproximando o quanto antes: — Prima Maelle. Que bom vê-la. Está mais bela que todas as rosas douradas da Campina. — Um fato que eu tinha que aceitar. Talvez de todas as donzelas, Maelle era a única com que eu não procurava competir. Ela era tão bela e inteligente quanto eu, não havia o que se questionar. Sua companhia era um bálsamo para mim, diante de damas tão obtusas e tediosas: — Senti uma imensa saudade. Comprei um lindo presente para lhe entregar. Assim que minha bagagem for acomodada vamos busca-lo. Por hora, o que acha de um passeio? Sinto saudades de tudo aqui. — Segredou a prima que era tão próxima como uma irmã.



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Re: Jardim Central.

Mensagem por Maelle Tyrell em Qui Ago 10, 2017 9:29 pm




MAELLE




When you kiss me Heaven sighs
And though I close my eyes
I see la vie en rose
Alerie era uma visão como poucas. Apesar dos laços que nos uniam, a moça possuía cabelos escuros, que junto aos seus olhos claros a colocavam entre as mais belas jovens do reino. Era, em verdade, a Pérola de Torralta. Um de meus sonhos, e desconfiava que minha avó também, era poder unir Alerie e Olyvar. Meu irmão, porém, não parecia fazer esforços para se tornar digno de tão bela prometida, o que me frustrava e irritava. Infelizmente, qualquer descontentamento que tivesse com Olyvar, se dissipava ao mero sinal de sua voz, provando que nosso sangue e fraternidade eram mais fortes que tudo.

Enquanto os homens tratavam de seus assuntos, ocupados com a reunião que se aproximava, eu poderia desfrutar da melhor companhia do reino. - Sempre gentil, minha querida. São seus cabelos, essas belas ondas negras, que enfeitam nossos jardins. - Garanti, adiantando-me para capturar suas mãos nas minhas. Alerie sabia como me mimar, e tinha certeza de que qualquer presente escolhido por ela me deixaria infinitamente contente. Era difícil, eu suspeitava, encontrar mesmo entre irmãs de sangue a harmonia que existia entre minhas preferências e as da jovem Hightower. - Venha, sei que não precisa de guia, mas será um prazer fazê-lo. - Afirmei.  

As damas de companhia se apressaram para nos seguir, mas eu fui igualmente rápida em dispensá-las. - Minhas queridas, porque não vão até os criados de Lady Hightower e mostram à eles por ondem devem levar as bagagens dela? - Questionei, acenando levemente com as sobrancelhas.
Mesmo parecendo frustradas, as mocinhas seguiram na direção ordenada, parecendo disputar entre elas quem seria a responsável por cumprir meu pedido.

- Isso as deixará ocupadas por um tempo. - Afirmei com uma risadinha, pousando minha mão sobre os lábios. Com suavidade e elegância, Alerie e eu começamos nosso trajeto pelo Jardim Central, o mais belo de Highgarden, com suas rosas recém desabrochadas. - Conte-me tudo sobre Torralta e seus belos irmãozinhos. - Pedi com doçura, lembrando-me em seguida do irmão sequestrado de minha amiga, que a essa altura estaria morto.
Não fosse por tal tragédia, se os deuses tivessem sido mais generosos, nosso sangue se uniria uma vez mais através de meu casamento com Garth,
e minha felicidade teria sido  inquestionável.




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Re: Jardim Central.

Mensagem por Tristan Redwyne em Dom Ago 27, 2017 9:50 pm


Chegada a Jardim de Cima

Depois de muito tempo e da tragédia ocorrida com sua irmã finalmente Tristan estava de volta em Jardim de Cima, não podia se dizer que estava animado em voltar de novo naquele lugar. Entretanto o fato que agora estava na presença de seus filhos o animava, sempre era bem ligado e unido com os filhos e apaixonado pelos mesmo, depois da morte de Cyressa ele se preocupava ainda mais com eles, pois ainda temia que os culpados pela morte dela voltassem a fazer mal a sua família ou aos Tyrell.

Começou a caminhar com Mahie enquanto ela sussurrava algo em seu ouvido sobre ter aprendido a se comportar como uma dama, e suas habilidades com lâminas, esse segundo fato deixou Tristan um tanto quanto preocupado e franzino a testa, mas sorriu demostrando que estava orgulhoso da garota.
Mahie continuou falando por todo caminho realmente estava animada e contente na presença do pai e o lorde se sentia exatamente igual, deixou que ela falasse enquanto os gêmeos já esperavam para adentrar o castelo. Quando ela terminou Tristan deu um largo sorriso acariciando os cabelos lindos da garota:

– Eu também estava com muitas saudades minha querida, e bem realmente uma torta cairia bem, estou faminto... muito obrigado minha Mahie...

Abraçou a filha e começaram a adentrar o castelo naquele instante começou a reparar seu interior, já havia frequentado aquele lugar muitas vezes em sua vida. No dia do casamento de sua irmã com Joseph, em reuniões que o Senhor de Jardim de Cima marcava com seus vassalos e em muitas outras vezes depois da tragédia, onde ele e seu irmão de casamento ficavam horas sobre a mesa tentando deduzir quem havia cometido aquele crime.

Sacudiu a cabeça tratando de esquecer aquele assunto por hora, pois aquele momento era dedicado a apenas seus filhos e logo ouviu a pergunta de sua garota e respondeu imediatamente, sorrindo torto.

– A viagem foi tranquila o mar estava calmo e as estradas estão absolutamente ótimas, seu tio Joseph tem feito um bom trabalho na Campina, ele lhe trata bem? Gosta dele?

Alguns criados passavam pelo local carregando algumas malas e sorriram ao ouvir o nome de Joseph, com certeza aquele homem tratava todos absolutamente bem inclusive os filhos do Redwyne deveriam está sendo tratados como se fossem filhos dele. Todos adoravam o Tyrell até mesmos os criados e guardas demostravam em suas feições que amavam está ali, a Campina passava por um momento de lucros e felicidades.

– Estou um pouco exausto sim minha filha, mas a saudade que eu estava de você e seus irmãos é bem maior, hoje quero ouvir suas aventuras que tem passado aqui em Jardim de Cima podemos comer torta enquanto eu descanso um pouco sobre a cama, o que acha ?

Tristan se afastou de seus filhos rapidamente e caminhou até uma criada que estava passando por ali subindo as escadas, a chamou e a mulher imediatamente se virou “ – Posso ajudar M’lorde ? “ Tristan educadamente e sorrindo respondeu “ – Leve uma das tortas que minha filha comentou até meus aposentos, vamos nos alimentar por lá mesmo enquanto mato a saudade de meus filhos tudo bem ?? “ À serva fez uma rápida reverencia e saiu apressada em direção a cozinha, o lorde voltou para onde os filhos estavam e começaram a subir em direção ao quarto em que ele ficaria hospedado.

Enquanto passavam pelas janelas do castelo na subida das escadas, respirou fundo o ar que adentrava o recinto. Estava absolutamente feliz naquele dia e embora a viagem e o treino que havia feito durante a manhã tivessem deixado um tanto quanto cansado, não poderia se queixar pois estava na presença das pessoas que mais amava nesse mundo.


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tag: #Chegada with: Mahie/Npc's  song: King  notes: Tarde
Ripe for Victory !
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Tristan Redwyne

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Egan Arrow em Ter Ago 29, 2017 10:32 pm

Lords of the Reach
Golden Flowers

Jardim de cima era um castelo magnifico tanto por sua beleza tão agradável aos olhos. Muitos castelos poderiam ser amontados de pedras cinzentas e frias, Jardim de Cima não, sua colunas de mármore formavam uma combinação como as fontes e jardins do castelo tão boa quanto o beijo apaixonado de dois amantes. O castelo inteiro parecia cheirar a rosas e as culpadas por isso era provavelmente as rosas douradas que se estendiam belas, delicadas e majestosas pelos jardins do castelo.

Qualquer intendente, guarda, servo ou plebeu seria incapaz de indicar qual dentre os cavaleiros com armaduras prateadas decoradas com tecido verde-relva e com faixas de mesma cor cruzadas sobre seus troncos com as flechas brancas dos Arrow bordadas era Lord Egan Arrow. Porém qualquer cavaleiro de Dunstonbury poderia responder: ele era o da frente. Lord Egan sempre cavalgava a frente da coluna de cavaleiros.

Egan passava pelos campos de rosas douradas em um trote suave, Garth seria incapaz de cavalgar de forma tão obediente e por isso era uma benção que fosse Salta-Fogo a montaria do cavaleiro naquela visita. Egan estava pensativo enquanto observava as rosas que enfeitavam seu caminho. Pouco mais de um ano atrás Sor Egan Arrow admirava Joseph Tyrell. Admirava que enquanto muitos lordes buscavam por riqueza, glória e expansão através de guerra Joseph buscasse paz e prosperidade para o seu reino. Aquele era um homem a quem o antigo Egan teria orgulho em servir como espada juramentada se os Sete houvessem traçado um rumo diferente para sua vida. Agora quando Egan via rosas o que ele observava eram os espinhos e a rosa dourada dos Tyrell possuía uma rainha deles. Vamos descobrir o que Desmera pretende com essa reunião.

Arrow bateu seus calcanhares na barriga de Salta-Fogo fazendo a velocidade do trote aumentar consideravelmente e levou uma das rosas douradas que admirava naquele dia. Possuindo tantas delas os Tyrell não ligariam para seu pequeno furto.

...


Assim que adentrou a encantadora atmosfera do castelo que era a alma do cavalheirismo Egan dispensou a guarda de seus próprios cavaleiros. Alguns foram se instalar nos quartéis, outros para tavernas, alguns saíram para cavalgar e a maior parte foi em busca de profissionais na arte dos desejos carnais. Apenas seu primo Sor Damon e Sor Orrin Arrow, seu irmão mais jovem o acompanhavam. Assim que desmontou de Salta-Fogo e deixou tão estimada companhia sob os cuidados de um cavalariço que Egan marcou o rosto, ele sempre marcava muito bem quem cuidava de seus cavalos, Egan retirou seu elmo e escudo com um escudeiro pois não seria muito galante entrar pronto para uma batalha no castelo.

Apesar de tal elemento ter estado ausente do rosto do cavaleiro no último ano Egan tinha um sorriso desenhado perfeitamente para seu rosto e naquele dia ele decidiu mostrar seus dentes. Sua armadura polida juntamente a seus olhos cor de mar e cabelos loiros-escuros, podendo ser tidos por alguns como dourados, podiam chamar a atenção do povo mas um sorriso cordial no rosto de um homem era algo muito mais apreciado.

Os cavaleiros cruzaram por algumas jovens no caminho que usavam vestido coloridos e penteados que deviam ser a moda agora, coisas que Egan saberia se tivesse dado mais atenção as donzelas recentemente. Coisas que Orrin com certeza sabia.

Com bastante gentileza em seu olhar Arrow permitiu que as palavras brotassem suavemente ao cruzar por tais flores daquele jardim.

- Uma boa tarde miladys. Como tem passado?


Uma conversa bastante agradável se iniciou. Egan permitiu que suas palavras fossem carregadas de cortesia e frases agradáveis comuns do dia-a-dia e apesar de tal companhia o agradar Egan avistou um velho amigo com quem realmente deveria ir falar.

- Peço perdão miladys mas precisarei me retirar por hora porém tenho certeza que meu irmão tem uma história ou duas sobre os torneios que ele venceu para dividir com vocês.

Egan se aproximou calmamente de um amigo muito estimado a quem não via já há algum tempo.

- Tendo um dia agradável Lord Redwyne?

Talvez tenha sido impressão sua mas Egan pode jurar que Tristan não o reconheceu de imediato. De fato ele havia deixado a barba cresceu e sua expressão já em muito divergia da do jovem cavaleiro que havia se respeitosamente se apresentando ao Lord Redwyne na Árvore anos atrás.

- Como você tem passado Tristan? De verdade. Já faz um bom tempo meu amigo.

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Última edição por Egan Arrow em Ter Set 05, 2017 7:46 pm, editado 2 vez(es)

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Re: Jardim Central.

Mensagem por Tristan Redwyne em Qui Ago 31, 2017 10:53 am


Lord Redwyne
Reencontrando um Velho Amigo.


T

udo estava absolutamente bem em Jardim de Cima já fazia alguns dias que a comitiva Redwyne havia chegado. Tristan e Joseph estavam muito felizes em estar na companhia um do outro, e embora todas as noites fizessem reuniões para tentar descobrir quem havia matado Cyressa, o clima estava agradável em todo castelo.

Naquela manhã Tristan dedicou seu tempo livre para se divertir com seus gêmeos, contou algumas histórias para os mesmos e após isso foi para o quartel treinar, estava bastante enferrujado e fazia alguns dias que ficava apenas bebendo com seu irmão de casamento. O sol estava quente sobre o céu e aquele dia com certeza seria um dia um tanto quanto diferente, pois alguns lordes da Campina chegariam para a reunião que Joseph havia convocado. Tristan o lorde Redwyne tinha muitos amigos por toda a Campina, seria agradável reencontrar vários deles.

Quando finalmente terminou o treino o lorde e seu capitão da guarda se conduziram até a cozinha, estavam famintos depois de todo esforço e com certeza as servas dariam algo para se alimentarem de bom gosto. No caminho o não muito novo, mas habilidoso capitão da guarda Redwyne Sor Tramel indagou seu lorde, com uma pergunta.

– Qual será o intuito dessa tal reunião programada pelo lorde Tyrell, você tem alguma ideia Tristan ??

Desde quando havia se tornado lorde e Senhor da Arvore, Tristan havia pedido para que seu capitão lhe chamasse pelo nome e não por m’lorde como o restante fazia. Por fim pensou na pergunta feita pelo cavaleiro, todas as noites pensava em quais motivos seriam tratados na reunião e embora fosse irmão de casamento de Joseph e seu amigo, o mesmo não havia criado coragem para perguntar quais seriam seus objetivos. Mesmo que impaciente, esperaria a reunião para assim como os outros lordes descobrir o motivo.

– Hum embora como você saiba eu e Joseph sermos bons amigos e família, ele ainda não me disse o porquê dessa reunião com os lordes.... Mas creio que seja algo relacionado ao governo dos Sete Reinos, ou algo sobre minha irmã Cyressa. Os Sete sabem o quanto Joseph, e eu também, temos nos esforçado para finalmente capturar o culpado dessa tragédia e afronte a casa Tyrell e Redwyne..

O capitão da carta assentiu e concordou que de fato Tristan provavelmente estaria certo, ambos continuaram caminhando e quando se encontravam no salão principal do castelo avistaram várias figuras reunidas conversando no centro do recinto. De imediato um rapaz veio caminhando até eles, usava uma bela armadura com três flechas estampadas no peito, tal brasão o lorde conhecia muito bem.

- Tendo um dia agradável Lorde Redwyne?

De imediato Tristan não reconheceu aquele rapaz diferente de seu capitão que sempre teve a memória boa, Sor Tramel abaixou a cabeça levemente e sussurrou para seu lorde “ – Esse é o lorde Egan Arrow Tristan.. “ Fitou o Redwyne por um momento e sorriu, achando engraçado a memória do mesmo.

– Egan Arrow meu dia acabou de ficar mais interessante, a quanto tempo, não é? Lembro quando aquele rapazinho chegou na arvore para enfim se tornar um cavaleiro, tudo está tranquilo por aqui e meus filhos estão absolutamente bem, e você como tem passado e como anda seus parentes ? Fiquei sabendo que Dunstonbury está sendo muito bem governada...

A alguns anos atrás Tristan conheceu aquele rapaz e o mesmo não tinha tanta barba, mas sempre se demostrava habilidoso, entretanto agora estava diferente embora transmitisse as mesmas feições de ser alguém muito habilidoso em tudo que se proponha a fazer. Ambos trocaram um rápido abraço e cumprimentos o Redwyne ficou realmente feliz em revelo, e por fim com um grande sorriso Tristan voltou a falar.

– Vamos nos sentar ali e beber um belo vinho, como você sabe não existe vinho melhor que o da minha Casa e eu não saiu da Árvore sem trazer algumas garrafas comigo, devem ter feito uma cansativa viagem, alguma surpresa ou novidade ??

Tristan conduziu o Arrow educadamente para a mesa que se encontrava ao centro do salão e mandou que seu capitão buscasse uma garrafa de vinho da Arvore, o lorde havia trazido algumas garrafas que agora se encontravam na adega dos Tyrell. Ambos sentaram-se em suas cadeiras e Tristan esperou para que Egan lhe contasse suas novidades, e se ele tinha alguma questão sobre a tal reunião.





Jardim de Cima


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Re: Jardim Central.

Mensagem por Alerie Hightower em Sex Set 01, 2017 10:17 am


Love of my life
Can you still see the heart of me?



Se algum dia da minha vida eu pudesse escolher uma irmã, com toda certeza minha escolha seria Maelle. Minha prima tinha ideais e princípios muito próximos aos meus, nossos pensamentos se conectavam de uma maneira mística, onde muitas vezes as palavras eram dispensadas. Não era necessário mais do que uma simples troca de olhar para compreender o que se passava pela mente dela. Joanna era totalmente diferente de nós, seu jeito era rústico e até mesmo um pouco rude, sempre acabava por perder a paciência e nos abandonar. Ela tinha muito mais jeito com meus irmãos do que comigo. Enlacei o braço de Maelle gentilmente enquanto observava ela dispensar suas damas de companhia, garantindo um pouco mais de privacidade ao nosso passeio: — Sinto-me mais aliviada longe da presença curiosa de nossas damas. Elas não podem imaginar a afinidade que possuímos e quão deslocada ficariam no meio de nossos assuntos. No mais, tenho absoluta certeza que vão aproveitar esse tempo para admirar os cavaleiros que chegaram na nossa comitiva. Tenho que admitir que há vários rapazes garbosos compondo a guarda de meu pai. — Comentei com uma pontada de ironia e malícia em minhas palavras.  

As flores daquele jardim eram únicas e a beleza dos dias no Jardim de Cima era sufocante, seus perfumes tomavam nossos olfatos com facilidade inebriando todos os sentidos. Maelle tinha muita sorte em morar em um lugar como aquele, onde as manhãs eram sempre formidavelmente belas. Eu sabia admirar a intrínseca e complexa arquitetura de meu lar, é inestimável a sabedoria dos homens que projetaram nosso castelo, mas o castelo da família Tyrell era única nos Sete Reinos. Naquele mesmo jardim, tempos atrás eu e Olyvar trocamos palavras de afeto e amor, agora tudo não passava de lembranças, aquelas palavras haviam se tornado vazias e sem sentido para mim. Mas aquele não era o momento para tais pensamentos e estava muito feliz de estar na presença de Maelle. Com carinho deslizei meus dedos pelos braços de minha prima: — Meus irmãos, continuam dando trabalho como sempre. — Reclamei revirando meus olhos e dei um pequeno sorriso: — Eles estão cheios de energia, crescendo cada dia mais. Vão se tornar belos homens assim como papai. Tenho me desdobrado para cuidar de tudo desde que a mamãe morreu. Pelos Sete, não é fácil. Mas prefiro todo esse trabalho do que ver meu pai se casar novamente. — Desabafei sem esconder o descontentamento que tal situação me causaria.  

Mas o assunto me dava uma pequena brecha para que eu fizesse a pergunta que eu desejava desde o começo: — E você minha prima. Que novidades me conta? Fiquei sabendo que vosso pai ficou furioso com a partida de Olyvar para a Capital.— Cometei da forma mais displicente que pude. Ela não era boba, sabia que eu nutria sentimentos por seu irmão, mas Maelle sempre fora a irmã que eu não tive. Se meu irmão não tivesse desaparecido, tenho certeza que papai faria muito gosto nessa união assim como eu. Parei meus passos e virei minha prima para que nos olhássemos, precisei respirar fundo para criar coragem para dizer as próximas palavras: — Sabe Maelle. Preciso lhe confessar algo. Todos os pedidos de casamento que recusei até hoje, não foi nada por acaso. Espero o dia que seu irmão o faça. Meu coração palpita de alegria e êxtase na presença dele. Desde que éramos mais jovens, desde que meus olhos se encontraram com o dele, eu nunca mais pude tira-lo de minha mente. Tenho medo de pensar que ele possa voltar de Porto Real com algum compromisso já selado. Seria a maior decepção de minha vida. — Segredei a ela algo que somente havia contado a minha mãe e tinha certeza que meu pai já desconfiava. Eu tinha certeza que ela me entenderia e me ajudaria.  



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Re: Jardim Central.

Mensagem por Egan Arrow em Seg Set 04, 2017 9:24 pm

Lords of the Reach
Grapes and Arrows


– Egan Arrow meu dia acabou de ficar mais interessante, a quanto tempo, não é? Lembro quando aquele rapazinho chegou na Árvore para enfim se tornar um cavaleiro – Muito tempo de fato. Egan ainda não era Sor Egan quando foi até a Árvore com Sor Bors, o Gordo e se apresentou ao Lord Redwyne e virou seu amigo após isso. Dias balançando sua espada e noites conhecendo melhor a companhia feminina, tudo regado a vinho. Parecia que havia sido em outra vida.

- Tudo está tranquilo por aqui e meus filhos estão absolutamente bem. E você como tem passado e como andam seus parentes? – Aquela frase pegou Egan de surpresa. “Como tem passado e como andam seus parentes?” Tristan realmente não sabia ou aquilo era uma provocação?

Meu pai está morto. Minha mulher está morta. Meu filho está morto e meu irmão que matou eles virou a diversão dos meus guardas.


Egan guardou para si as palavras que realmente queria dizer e afastou os pensamentos obscuros de sua mente. No último ano aquilo acontecia frequentemente, Egan desconfiava que todos estavam tramando contra ele, ele estava preocupado. O tipo de preocupação de quando você acorda e sua faca não está onde deveria.

- Estão bem.


- Fiquei sabendo que Dunstonbury está sendo muito bem governada...


De novo. Aquilo era uma provocação de Tristan? Algum comentário em forma de alfinete com a intenção de espetar o orgulho de Lorde Arrow? Egan não tinha certeza. A Árvore e Dunstonbury eram muito diferentes. Os Redwyne e os Arrow eram muito diferentes. Tristan vivia em meio a uma ilha rica, um mar de vinho, elegância, pessoas refinadas, palavras floreadas recheadas de más intensões, não surpreenderia Egan em nada se Tristan fosse uma serpente em forma de nobre.

Dunstonbury poderia ser visto como um grande quartel. Soldados. Era isso que os Arrow eram. Algumas casas escolhiam usar bestas como símbolos, eles levantavam leões, lobos e veados em seus estandartes como se usar tais animais como símbolo os tornasse neles. Os Arrow usavam flechas como símbolo, as flechas que seus soldados usavam para abater seus inimigos. Egan era um soldado.

Novamente a escuridão em seus pensamentos não foi o suficiente para transparecer. Um sorriso cordial e palavras cordiais, era isso que Egan deveria usar, não era?

- Eu tento fazer meu melhor para o povo comum. E a Árvore? Prosperando como sempre? Eu acho que você consegue encontrar uma forma de ganhar dinheiro com qualquer coisa Tristan. Estou errado?

Pronto. A conversa havia retornado para um rumo agradável e Egan poderia esperar para confrontar suas dúvidas e suspeitas sozinho. Tristan Redwyne era um amigo. Ou não? Ele era. Egan não deveria ter espaço para dúvidas quanto a isto mas ele tinha. Era isso que ser um Lorde significava? Suspeitar de todos? Até de seus amigos? Quanto tempo levaria para Egan dúvidar da lealdade de Damon? De Marwyn? Até da de Orrin?

– Vamos nos sentar ali e beber um belo vinho, como você sabe não existe vinho melhor que o da minha Casa e eu não saio da Árvore sem trazer algumas garrafas comigo. – Tristan talvez pudesse ler pensamentos e fizesse um favor a Egan ao interromper seus pensamentos com suas palavras cordiais? Ou era apenas o acaso agindo? Pouco importava, Egan seguiu o caminho indicado até um banco. Um banco de madeira todo branco, simples porém bastante elegante. Bastante bem alocado no jardim, ele pertencia aquele lugar.

Não demorou para que uma serva aparecesse trazendo o vinho mencionado por Tristan. Assim como onde havia um Arrow havia um soldado, onde havia um Redwyne havia um especialista em vinho. Flechas e uvas, dois elementos tão distintos e ainda assim tão necessários.

- Devem ter feito uma cansativa viagem. Alguma surpresa ou novidade?

- Foi uma viagem tranquila, acho que passei mais tempo da minha vida sobre um cavalo e acho que já não sinto cansaço por isso. Sem novidades, bom, há alguns meses encontrei Lord Peake na estrada tentando ir me matar. Foi um encontro divertido.

Egan sorriu ao lembrar daquele encontro. O sorriso vermelho que ele havia dado ao herdeiro dos Peake havia formado um arco perfeito no rosto daquele idiota mas Egan sabia que não seria cortês relembrar a morte de um lorde da Campina quando se preparavam para uma reunião entre os lordes. Ele permitiu que o gosto do vinho da Árvore enchesse sua boca e escondesse seu sorriso.

- Sabe Tristan. A Rowen estava grávida. Ela perdeu a criança, foi isso que a fez tirar a própria vida. Eu não pude impedir isso, eu não pude prever o que Lorent tencionava. Eu não fiz meu trabalho de protege-la. Agora ela está morta e meu herdeiro também e não me vejo tomando outra esposa. Não tão cedo. Talvez eu não devesse. Deixar que os filhos que Orrin venha a ter herdem Dunstonbury, deixar que os próximos lordes sejam descendentes de um homem melhor. Seria o correto não é?

O tom sério e obscuro havia tomado conta das palavras, do semblante e da alma de Egan. Ele não podia permitir isso, não ali. Ele deveria deixar seus demônios presos dentro dele e os libertar apenas quando olhasse um homem nos olhos e estivesse prestes a tomar sua vida.

- Então, o que você acha que vai sair dessa reunião?

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