Sala de Estudos

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Sala de Estudos

Mensagem por O Corvo em Dom Maio 14, 2017 2:27 pm



Sala de Estudos

Uma sala cheia de vastas estantes livros e papiros, além de pergaminhos e tinteiros. Fazendo dessa sala uma quase biblioteca com escadas, mesas e cadeiras, também escadas para pegar livros. Várias janelas complementam e arejam o local, assim como candelabros que o iluminem a noite.


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Re: Sala de Estudos

Mensagem por Lyonel Tully em Sex Jun 02, 2017 4:37 pm

Lady Lianna


Lyonel havia acabado seu treino físico matinal, caminhou junto a seu mestre até adentrarem a torre das águas, ao chegar lá Lyonel se afastou do cavalheiro que o treinava, o jovem lord lutava melhor a cada dia, ganhava mais confiança das suas próprias habilidades,  apesar de alguns machucados, dores e outros empecilhos o jovem estava pegando o jeito de como se lutar, apesar de sua idade o lord já tinha potencial conseguir surpreender o próprio Sir que estava o treinando desde muito novo, mas uma surpresa nunca funcionava duas vezes, ele constantemente se reinventava, seus ataques surpresas eram aprimorados e cada vez ficavam mais perigosos, portanto ele necessitava estudar técnicas de combates, precisaria aprender mais sobre guerras, batalhas, lutas de todos os lugares de Westeros, todo esse conhecimento ele só conseguiria em um local da torre das águas, a sala de estudos, aquele local provavelmente era o berço de toda sabedoria que jovem poderia obter como futuro Lord do Correrrio.

Após uma pequena caminhada, um lance de escadas que o jovem subiu pacientemente até se deparar com um local que poderia ser chamado de biblioteca, longas fileiras de livros, pergaminhos até mesmo papiros, centenas ou quem sabe até mesmo milhares de anos de conhecimentos de história, geografia entre outras matérias que gerariam muita reflexão por parte de estudiosos e do jovem lord. Após chegar naquele local procurava por algum livro sobre grandes guerras e suas estratégias, talvez algum estilo de luta diferente do que o ensinavam no castelo, mas não encontrou o que procurava de início começou a vasculhar pelas prateleiras até que achou um livro, seu título dizia “A Guerra Da Conquista”. Lyonel o abriu e começou a ler em voz alta: -Aegon I chegou a Westeros com a intenção de conquistar o continente. Foi o início da Guerra da conquista que terminou com seis dos Sete Reinos consolidados sob seu domínio... Com o início da leitura sentiu uma mão quente tocar seu ombro e dizer em tom rouco e agradável, uma senhora já velha, sua avó, Lady Lianna Stark se sentou ao lado de Lyonel fechando o livro que o garoto começou a ler indagando com o tom rouco e agradável: -Com a ajuda das duas irmãs/esposas, Visenya e Rhaenys Targaryen, seus três dragões e um pequeno exército de soldados Targaryen, Aegon I conquistou os seis dos Sete Reinos! A mulher deu uma pausa levando seu dedo indicador até os próprios lábios como se disse mesmo em silencio, o jovem obedeceu e em vez de ler a história começou a ouvi-la de sua avó que por algum motivo passava muito de seu tempo na biblioteca ela continuo após a pausa dizendo: -Nem todo o continente foi tomado pela força. Algumas casas apoiaram a Casa Targaryen e outras foram submetidas voluntariamente, jovem Lyonel preste atenção meu neto! O garoto tinha desviado o olhar distraído por alguns instantes, mas ao ser chamado voltou sua atenção para a Lady Lianna dizendo em um sussurro: - Perdão Milady, por favor continue! Lianna sorrio e disse: -Vou pular para parte que você deve estar interessado. Os Targaryen investiram pela primeira vez contra o Noroeste, contra os homens de ferro e seu rei, Harren o Negro . Harren governava tanto as Ilhas de Ferro quanto as Riverlands de sua recém-concluída fortaleza monstruosa de Harrenhal , o maior castelo de Westeros, considerada inexpugnável contra cercos ou tempestade. Um senhor local, Edwyn Tully de (Correrrio) Riverrun , ficou do lado Aegon e começou uma revolta local contra o Rei Harren. Os Targaryen então atacaram Harrenhal com seus três dragões, Harren foi assado vivo na sua torre. Aegon assumiu o controle dessas duas regiões, e nomeou Vickon Greyjoy como Senhor das Ilhas de Ferro, e Edwyn Tully como Senhor das Terras Fluviais, meu neto, as vezes você deve escolher suas batalhas muito bem assim como seus antepassados fizeram, nunca lute uma luta que não pode ganhar milord!

Lyonel levou seus dedos até seu queixo refletindo sobre toda aquela história tentando tirar algo proveitoso para o presente, Lianna se levantou da cadeira e saio silenciosamente deixando o garoto pensar sobre o assunto e em meio a seus pensamentos começou a imaginar uma luta de espadas por algum motivo aquilo o deu inspiração para um novo golpe que com certeza pegaria seu mestre de surpresa, mas em sua imaginação era muito fácil acontecer as coisas, na realidade ele iria necessitar de diferentes planos, mas por hora já estava satisfeito com ao menos aprender um pouco sobre como sua casa tomou conta de suas terras isso o levou a pensar em como agiria se fosse um rei, como lidar com a rebelião e recuperar seu território, mas pela falta de conhecimento do garoto não conseguiu chegar em uma solução, mas sua avó o deixou uma ideia do que o rei Harren, o Negro poderia ter feito, não seria bonito, sua honra provavelmente morreria ao jurar lealdade aos Targaryen, mas poderia ao menos viver, mas o que siguinificaria a vida sem a sua honra? Talvez Harren estivesse certo, talvez não, mas em meio a tantos pensamentos uma voz o tirou de seus devaneios: -Lord Tully, Lady Ellery solicita a sua presença... O garoto olhou para o serviçal e disse em tom pensativo ainda: -Certo! Lyonel se levantou e começou a seguir o serviçal que levou o jovem lord até sua madrasta.                    


Família, Dever, Honra...
THANK YOU WEIRD BY LOTUS GRAPHICS EDITION!


treinado:
Historia

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Tully

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Re: Sala de Estudos

Mensagem por Sansa Tully em Qui Ago 24, 2017 10:32 am

I can make you
scream for mercy



O pulmão de Sansa doía pela respiração afobada, suor escorria pelo corpo e podia sentir o coração batendo com força se colocasse a mão sobre o peito. Uma mistura de pavor e contentamento a envolvia de tal forma que seria impossível distinguir quem vencia. A noite caía do lado de fora do quarto, as janelas pesadas davam uma visão privilegiada das estrelas cintilando, mas não conseguiria mais dormir, não depois do sonho estranhamente realístico, como se estivesse lá a cada momento.
Levantou-se da cama, não conseguiria mais ficar deitada, não quando precisava retratar tudo o que havia visualizado. Capturando um dos muitos mantos dentro do anexo, esgueirou-se pela porta de madeira, estranhando o fato de não haver nenhum guarda; Onde eles poderiam estar?
Os corredores estavam escuros e gélidos, poucos archotes espalhados pelo caminho que estavam quase extinguindo a luz.
Os pés estavam descalços, sentindo o frio duas vezes maior, contudo não iria desistir e regressar aos aposentos pessoais estava fora de cogitação. A sala de estudos, como sabia, devia estar a meia luz mas com todos os materiais necessários muito bem organizados.
Era quase uma obsessão ter todos arrumados em categorias. A porta pesada rangeu quando a Tully arrastou-a, tomando um susto com o barulho e quase correndo dali, Clive iria dar-lhe um sermão se a pegassem, uma donzela não deve andar sozinha no meio da madrugada. Os utensílios estavam onde os deixou no dia anterior, uma capa negra os encobrindo.
Nunca gostou de pintar, mas após tantos anos o fazendo, era quase natural quando riscava os lápis sobre o papel ou os pincéis sobre a tela.
Acomodou-se sobre um assento mais alto, respirando ruidosamente ao pegar um pincel longo. A paleta de cores ainda estava úmida o suficiente para poder usar sem ter que repor. O sonho voltou a mente como flechas, atingindo de forma mais abrupta. Na tela branca o primeiro registro foi feito, uma trilha rubra como sangue; Negro sendo colocado por cima do carmesim, sangue escuro. O preto deu origem a um réptil estranho é deformado, grande o suficiente para engolir um elefante por inteiro. Um dragão negro de asas vermelhas.
O desenho estava levemente tremido, talvez porque a própria mão de Sansa não estava firme, conduzindo o pincel de forma imprecisa. Tomando um segundo pincel, mais fino e de cerdas suaves, fez as presas do animal; Afiadas, pontiagudas e opacas. O glorioso dragão estava tombado.
Segurando um arfar, a jovem dama sentiu lágrimas escorrendo pelo rosto. A imagem era tão nítida que lhe causava horror. Mergulhando o pincel no tom branco, misturou-o com o preto.
Da coloração insossa, recriou uma criatura com metade do tamanho do réptil. Uma águia gigante, como o que o primeiro Arryn montou para tomar o Vale. A ave atacava os olhos do dragão com uma fúria abominável, mas ele já estava morto, entretanto, Sansa podia ouvir o piar doloroso que o símbolo dos Arryn soltava, como uma blasfêmia.
O enorme animal tinha as asas abertas e as garras apontadas diretamente aos glóbulos oculares do inimigo que parecia sem vida. A Tully moveu o pulso sutilmente, replicando uma mancha dourada que pairava sobre ambas as criaturas. Um dragão dourado com cristas vermelhas que soltava um fogo incadescente em uma cor vibrante que a paleta sobre o colo não poderia recriar. Quase como um alaranjado em junção de pérola.
Os animais se atacavam simultaneamente, mas o negro já estava morto. No entanto quando um caía, outro o sobrepujava. A pintura foi tomando uma atmosfera fúnebre, tão destoante do que a dama estava acostumada a traçar. Quase como um presságio do que estava por vir ou um pesadelo de alguém que nunca saiu das próprias terras. No topo da tela, nuvens carregadas com trovões se faziam ver, iluminando os animais. O braço doía por ficar tanto tempo na mesma posição, a cabeça latejava em uma dor irritante; Precisava pintar tudo o que havia visto.
Terminou a obra quando um enorme trovão roxo cortou o céu, ia atingir a águia e queimá-la, mas no sonho, não chegou a ver se realmente machucava a ave. Com um suspiro, Sansa regressou alguns centímetros para trás, observando atentamente, limpando as lágrimas de forma grosseira. Na vã tentativa de encontrar qualquer coisa; Nada. Não encontrou nada, o céu do lado de fora da sala de estudos começava a clarear, um novo dia estava raiando e necessitava voltar aos aposentos se não quisesse sofrer uma represália. Deixou o quadro onde estava, talvez após dormir um pouco, pudesse rever e pensar mais.



Treino de pintura.


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