Pátio Central

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Pátio Central

Mensagem por O Corvo em Dom Maio 14, 2017 2:52 pm



Pátio Central

Local vasto onde comitivas e visitantes esperam ser recebidos pelo senhor da casa, servindo como um grande hall ao ar livre logo após entrar pela grande ponte levadiça. E uma área também usada para treinos pelos cavaleiros e guardas do castelo; possuindo estábulos, canis e um profundo poço de pedra. Vários lanceiros montam guarda no local e seu piso d todo feito de pedra escura.


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Re: Pátio Central

Mensagem por Lyonel Tully em Sex Maio 26, 2017 11:49 am

Espada Bastarda


Após acordar meus reflexos ainda estavam um pouco lentos e minha respiração, calma, coisa que não era muito comum, após comer algumas frutas já deveria ir ao pátio central encontrar meu professor de esgrima um homem alto de cabelos castanhos encaracolados, já marcado pelas cicatrizes de grandes batalhas, batalhas que ele contava sem muito esforço enquanto duelava comigo ao mesmo tempo que me ensinava claro que tem uma diferença enorme entre uma espada de aço e uma de madeira, porem para a minha segurança precisava ao menos estar no nível mínimo de habilidade para sobreviver a um treino de combate com uma espada real.

Assim que cheguei diferente dos outros dias meu mestre estava de pé com três réplicas de espadas diferentes, estas réplicas eram de uma espada curta, longa e a bastarda que vale constatar que era a minha preferida, após um pequeno sermão dizendo a diferença entre as empunhaduras e a manuseio delas ele disse em tom áspero: -Milord (Uma pronuncia com sotaque francês) escolha sua arma! Eu fui me aproximando e peguei a replica feita de madeira da espada bastarda e com as duas mãos segurei em seu cabo minha postura estava horrível, mas sentia confortável com a mesma, mas ao mesmo tempo tive dificuldade para balancear seu peso com isso a falta de equilíbrio era terrível, como a minha postura não era adequada e o peso da mesma era bem próximo da original, meus passos eram lentos e o homem com a réplica da espada curta desferiu um golpe apenas contra a madeira da minha espada, com a impacto senti uma vibração que o meu corpo absorveu e por puro extinto abri um pouco mais minhas pernas conseguindo me equilibrar, mas minha postura era claramente defensiva e com um novo golpe vindo do lado oposto do meu professor a espada escapou pelas minhas mãos e ele disse em tom irônico: -Está morto Milord! Desferiu um golpe na minha perna esquerda assim que senti o impacto instantaneamente fui ao chão, aquele de pedra escura, logo me levantei e fui até a minha espada que escapou de minhas mãos tão facilmente e voltei até meu mestre.

Eu podia ver em sua face o desgosto, mas ele disse em tom ríspido: -Fique em posição! Assim que eu o ouvi sem questionar voltei a uma postura ainda muito falha e extremamente defensiva, ele pode notar todos os meus erros na primeira vez, mas ele precisava que eu entendesse meus próprios erros e com isto ele disse: -Mantenha a postura ereta, suas mãos devem ficar firmes se você não quiser morrer, deixe uma perna um pouco mais à frente da outra, mas não muito isso é uma espada não um arco, antes de desferir um golpe respire fundo e prenda a respiração na hora do impacto force o seu corpo a responder com a mesma força ou superior, agora vamos de novo! De primeiro não pude entender tudo que o homem me instruía, mas firmei um pouco mais minhas mãos com mais força, minha coluna agora estava ereta e minha perna direita um pouco a frente, desta maneira o peso da espada praticamente desapareceu e com as instruções do homem facilitou muito a minha ofensiva.

O homem desferiu um golpe que seria contra o meu braço direito, o protegi interceptando com a minha espada de maneira a dar um passo para trás com o impacto, mas ao absorver o impacto respirei fundo prendendo a respiração devolvi a mesma força contra a espada do mestre que o fez recuar, pude perceber que a guarda dele estava um pouco aberta então avancei contra ele sem muita cautela com um golpe na transversal com destino ao seu abdômen, mas o mesmo interceptou, com isto toda a força que coloquei naquele golpe se voltou contra minha espada que por ter me colocado em uma postura muito exposta acabou abrindo uma grande brecha  ele novamente com um golpe em minha perna me levou ao chão e disse com um sorriso irônico: -Milord, morto, se levante e repita este movimento várias vezes  contra o ar, pratique-o, já! Como ordenado repeti aquele golpe na transversal de cima para baixo da esquerda para direita contra o ar várias e várias vezes e pude notar que ficava desequilibrado ao liberar força excessiva ao executá-lo, tentei de diferentes posições, mas simplesmente nem uma posição me deixava com uma base de equilíbrio satisfatória, com isto tentei melhorar minha postura deixando a perna esquerda à frente do meu corpo e a coluna se mantendo ereta notei uma pequena melhora, mas já estava ficando tarde e eu tinha outros afazeres então cumprimentei meu mestre e disse em tom calmo: -Obrigado, até amanhã Sir! O meu mestre apenas acenou em um sinal de dispensado, sentia minha respiração ofegante e estava um pouco suado devido ao treino.                

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Última edição por Lyonel Tully em Seg Maio 29, 2017 2:01 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Pátio Central

Mensagem por Six em Sex Maio 26, 2017 8:54 pm

the black moon
O sol batia na pele dourada da menina, esquentando completamente a derme, da maneira que ela gostava. Six estava deitada em cima do muro, as mãos atrás da cabeça, os olhos fechados. Tão confortável que até mesmo parecia que ainda estava no Norte, na densa mata da floresta da Mata dos Lobos. Se não fosse pela falta do frio tão aconchegante, poderia pensar que ainda estava lá, com Magnus ao seu lado, descansando, para voltarem a mais uma rodada de treinos. Ah, que saudades ela sentia!

Alguns guardas já tinham avistado ela, perguntando como ela chegara ali ou qual era seu nome. Mas claro, a capa fina que usava, rubra como sangue, mostrava a luva prateada da Casa que lhe abrigava. Os Glover. Claro que ninguém das Terras Fluviais saberia da existência da Casa Glover de Bosque Profundo, cujo lema era Fortes como Aço, e que era uma casa nobre, mas a nível magistral do Norte. Poucos os informados conheciam Susanne Glover, a assassina de alguns nobre de Volantis, Myr e Yi Ti. Six ligava? Nenhum pouco. Não tinha um sobrenome pendurado em seu pescoço, pesando sua honra, dinheiro ou primeiras impressões. Era apenas Six, a menina sequestrada por piratas na infância, sem lembrar de seus pais ou de seu antigo nome. Apenas Six, a garota que estava sobre a proteção dos Glover.

Um som de madeira batendo contra madeira chegou ao seus ouvidos, fazendo com que a atenção da menina fosse tirada momentaneamente de seus desvaneios. Ficou de pé com um equilíbrio precário. Não terminara suas lições de acrobacias com sua tia, e agora ficava a mercê de seu pouco conhecido naquela habilidade. Assim que ficou de pé, respirou fundo, tentando não cair dali de cima, caminhando lentamente até a árvore por onde tinha subido. Não sinta medo, a voz de Anne chegou aos seus ouvidos. Era a única lição obrigatória que ela deveria ouvir. Não sentir medo.

Medo é o inimigo da perfeição – Six riu com certo escárnio, pulando do muro. Segurou com firmeza o galho mais próximo e mais forte, lançando o corpo para frente. Quanto mais perto chegava do solo, mais seus dedos reclamavam de segurar com força aqueles galhos ásperos. Girou o corpo por último, lançando as penas para frente, para que assim pudesse prende-las no galho mais forte que tinha perto de si. Ficar de cabeça para baixo, sustentada pelas pernas não é uma posição muito agradável devo admitir.

Se estivesse de vestido, seria uma situação constrangedora, principalmente pelo fato de que os guardas ao redor já tinham notado a garota trapezista, e observavam e apontavam para ela ali, em cima da árvore. Um sorriso sádico apareceu nos lábios rosados da aspirante a amazona, que começou a balançar para frente e para trás, tentando segurar o galho mais a sua frente. Mesmo com a calça de couro cozido, a fricção exercida ainda queimava sua pele um tanto quanto sensível, fazendo com que a menina se perguntasse se tinha sido uma boa ideia.

Quando por fim conseguiu segurar a madeira, soltou as pernas, caindo no chão com uma cambalhota atrapalhada. Magnus com certeza riria se visse tal cena. Ficando de pé, Six caminhou até o banco mais próximo, observando o garoto duelar com seu mestre sem muita habilidade. Quem seria ele? Bem, para o menina estar treinamento com o mestre de armas do castelo existiam duas opções: ou ele era Tully, ou um protegido da Casa. Vê-lo treinar com a espada bastarda fez a menina abrir um meio sorriso. Pegou uma espada tão grande para treinar, quando deveria ter começado com as menores? Preferência adagas, mas cada um tinha seu gosto. Six preferira começar com combate corpo-a-corpo; o nobre começou com aquela arma gigantesca. Dane-se, gostara dele.

Muito ocupado? – perguntou caminhando em sua direção, os braços cruzados logo abaixo dos seios, olhando as costas do garoto com curiosidade. Como ele planejava aborda-la?

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Re: Pátio Central

Mensagem por Lyonel Tully em Sab Maio 27, 2017 4:05 pm

Etiqueta...


Lyonel havia acabado seu treino matinal, sua respiração estava um tanto quanto ofegante, suor escorria pelo seu rosto, seu passos eram lentos e calmos, aquela replica de espada bastarda feita de uma madeira extremamente resistente, foi deixada junto com seu professor, agora mesmo iria estudar algo que o meister do local o dissesse, afinal seria muito difícil dele escapar de seus afazeres, mas alguém o abordou antes de poder ir em direção ao local planejado, uma garota morena, pele dourada, olhos claros,  nunca tinha visto a mesma naquele local, como seu pai o ensinou respirou fundo parando de ofegar, finalmente, com um lenço em seu bolso limpou o suor de seu rosto, se virou para garota que mantinha os braços cruzados e a cumprimentou como se fosse uma lady já que não sabia quem era poderia ser uma nobre, talvez não pelas roupas, mas não saberia  afirmar com certeza por tanto aproveitou para ser bem educado como manda a etiqueta: -Bom dia Milady, não muito, como posso ajuda-la? Abriu um sorriso sutil mantendo os olhos nos da garota, manteve uma distância por precaução afinal por algum motivo os guardas estavam alvoroçados por algum motivo desconhecido, não eram tempos de guerra, mas seu pai lhe ensinou a ser precavido, alem do mais desde sempre mulheres eram as melhores assassinas, por que tolos as subestimavam, com isto abaixavam a guarda. Lyonel havia ouvido diversas histórias sobre assassinas lendárias, as mesmas abatiam suas vítimas até mesmo em público e os outros notavam apenas quando era tarde demais. Observou atentamente a garota como se pudesse ser atacado a qualquer momento, mas apenas mentalmente, por fora estava com um semblante amigável e poderia se dizer até de um “nobre idiota” pessoas passavam ao lado deles, conhecidos, o que o deixava tenso era a garota que nunca havia visto antes.

Atento aos detalhes, pode perceber luvas prateadas em suas mãos e em tom calmo apesar da tensão que aterrorizava sua mente perguntou: -Luvas bonitas... Não me lembro de ver outras iguais por aqui... Provavelmente veio de uma longa viajem, estou correto? O jovem tentou de maneira sutil conseguir alguma informação sobre a mulher a sua frente, a mesma aparentava ter a mesma idade que o jovem herdeiro, e o mesmo se lembrou de algo que lhe foi dito a algum tempo. “A etiqueta não é apenas se se portar bem, mas sim esconder seus pensamentos dos outros enquanto aparenta se portar bem. ” O garoto começou a caminhar em passos lentos ao lado da garota sem oferecer abertura para a mesma o pegar de surpresa esperou alguma reação dela, porem por fora estava calmo por dentro profundamente desconfiado, não poderia chamar os guardas afinal se ela o quisesse morto por que o abordaria? Pensou brevemente, mas não conseguia relaxar sua mente que estava borbulhando pensamentos, mesmo assim o garoto se manteve calmo e não criou alarde, afinal se ela fosse apenas uma nobre desconhecida chamar os guardas seria algo vergonhoso para ele, aprendeu não julgar pelas aparências, afinal para ele, ninguém é inocente até que se prove ao contrário.                                


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Re: Pátio Central

Mensagem por Six em Ter Maio 30, 2017 6:36 pm

the black moon
Um sorriso quase se abriu nos lábios da menina, mas ela se deteve. Não tinha um pretexto para estar na sede da Casa Tully, e também não acreditariam se dissesse que era a protegida da lady Glover. Usar sua personalidade comum com o nobre não seria algo bom. Ele poderia muito bem mandar ela ser presa ou ficar trabalhando nas cozinhas... Caso os guardas fossem rápidos o suficiente para pega-la. Fingindo uma expressão hesitante, Six umedeceu os lábios, aparentando estar desconfortável. Depois de respirar fundo, segundos depois, a garota disse: – Não sei se pode me ajudar – mesmo com o disfarce de nobre perdida, a aspirante a amazona observava cada reação de outrora, vendo se o mesmo hesitaria ou se aproveitaria da "situação". Possibilidades demais, ação de menos.

Quando o mesmo citou suas manoplas, a menina o fitou. Estava lidando com um garoto esperto, que poderia muito bem saber de onde vinha. Abriria mão do disfarce? Mais ou menos – Muito longa. Estava com alguns guardas da minha Casa quando fomos assaltados na Estrada do Rei. A maioria morreu, e os poucos sobreviventes acharam abrigo aqui – Six baixou a cabeça, forçando um olhar triste que não condizia com o quase imperceptível meio sorriso que aparecera em seus lábios. Era uma mentira? Sem dúvidas. Mas agora ela deveria terminar a farsa.

Me confundiram com uma serva, e acabei me separando dos guardas. Devem ter me dado como morta ou coisa assim – mordeu o lábio inferior sem muita força – Desculpe, eu comecei a falar sobre meus problemas quando você nem deve ter interessado. Nem o conheço! – colocando uma mecha do cabelo curto atrás da orelha, Six fingiu recuperar a compostura, se curvando levemente para o garoto – Sou Six, protegida de Susanne Glover.

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Re: Pátio Central

Mensagem por Lyonel Tully em Qua Maio 31, 2017 1:05 pm

Politica


Lyonel observava a garota, ele não sabia muito bem diferenciar uma atuação de alguém que lhe dizia a verdade, mas naquele instante só se preocupou em se atentar as reações dela, abaixou sua guarda por alguns instantes ficando próximo a ela enquanto analisava as palavras ditas por ela, aquela história triste de donzela perdida, não era algo que o garoto iria acreditar, afinal já havia visto pessoas perdidas ou no mínimo triste e ela não aparecia perdida e aquela tristeza simulada dela quase o enganou, porem ele pode ver seu sorriso, não acreditou em uma só palavra que a garota desferiu, mas quando ela se apresentou o jovem se lembrou dos Glover, casa que estava servindo a casa de minha avó por mais de mil anos, não poderia acusar a garota naquela situação e durante toda a fala da garota ele estava sem expressão pensando sobre o que deveria fazer, talvez seria melhor chamar seu pai para decidir o que seria daquela mulher, mas achou melhor ele mesmo resolver.

Guardas se aproximavam dela como se fosse a cercar por algum motivo ela não havia percebido ainda, os guardas disseram em voz alta: -Garota venha conosco! Ela não pareceu muito feliz com o que estava acontecendo, o jovem lord analisou a situação e aquilo poderia não ser muito bom para a relação dos Tully com o norte ele andou em direção aos guardas e perguntou: -Quem deu essa ordem? A garota não tinha para onde correr, mas não seria necessário ela se desesperar correr fugir, apesar da garota ser bela não iria se aproveitar da situação, não era um ato honrado, os guardas recuaram e apenas um ficou a minha frente tentando se explicar que queria a interroga-la aproximei os lábios do ouvido do guarda e disse em tom baixo que ela não poderia ouvir: -Já sei quem ela é, olhe as luvas dela, casa Glover, volte aos seus afazeres! Se afastou do guarda, foi se aproximando da garota que estava verdadeiramente desconfortável desta vez e calmo disse: -Perdão pelo ocorrido, meus guardas são um pouco exagerados, os Glover servem aos Stark a mais de mil anos, e minha avó é uma Stark, não pretendo me indispor com a Lady Susanne, porem o que pude perceber de você milady, você é uma guerreira estou certo? Abriu um sorriso calmo esperando uma reação não muito exagerada e aproxima os lábios do ouvido dela e sussurra: -Cá entre nos... Você não é uma boa atriz! Se afastou rindo, um homem alto se aproximou de ambos, era o mestre do garoto, o mesmo logo disse em tom calmo: -Lord Tully, por que não treina com a protegida dos Glover, os Glover não costumam proteger quem é fraco Milord! O garoto respirou fundo, não queria baralhar com aquela mulher então disse sorrindo: -Deixo a Lady Six decidir se deseja ou não testar as minhas habilidades Sir! O garoto esperou a reação de ambos os envolvidos no dialogo pensando se deveria ou não lutar, não queria perder para uma garota, mas também não desejava se indispor com a casa Glover essa era uma situação política não mais uma simples conversa ou duelo, uma decisão errada e seu pai teria problemas.                                            


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Re: Pátio Central

Mensagem por Esmond Frey em Ter Jul 18, 2017 10:29 pm


The Frey
winds of the northmen


A noite em Correrrio ganhava cada vez mais forma com o passar das horas. A lua estava alta, poucas nuvens e dúzias e mais dúzias de estrelas concediam sua mágica presença ao astro lunar. O vento era constante e congelante. ” Parece que os nortenhos trouxeram o frio com eles. “ Objetivou o jovem Lorde Esmond Frey. O homem encontrava-se em pé em volta de uma pequena fogueira no pátio que servia para os soldados de vigia aquecerem a alma durante a madrugada gélida.

- Boa noite, lorde Frey. Disse um soldado que se aproximou da pequena fonte de calor. Seu tom de voz era duro, como se o saudasse por obrigação e não por respeito ou vontade própria, Esmond entendia o que era aquilo, mas pouco se importou.

- Boa noite, meu caro. Devolveu com um sorriso, envolvendo-se na  manta de lã negra que cobria seu corpo e sua espada bastarda. Ao tocar em sua arma a lembrança de seu filho invadiu-lhe a mente por alguns segundos e pegou-se perguntando mentalmente o que o garoto teria jantado.

- Uma noite gélida, não? Comentou o soldado, talvez incomodado com o silêncio ou por obrigação. O lorde torceu a boca e bateu os dentes por alguns segundos, sua respiração transformava-se em vapor ao sair de sua boca.

- Sim, sem dúvidas. Parece que esses nortenhos trouxeram o frio com eles. Riu levemente.

Esmond e o soldado Tully permaneceram por alguns minutos numa conversa sobre o clima e como os nortenhos poderiam ter um dedo naquele fato. Discutiram que talvez eles tivessem conjurados os ventos perdidos da Longa Noite, ou que talvez seus corações fossem de gelo, no entanto  o lorde sabia que isso não era verdade e pegou-se pensando em Mormont e depois em Darlessa Tallhart. O vigia despediu-se com uma vênia e caminhou em direção ao seu posto, fazendo o Frey um solitário com seu fogo reconfortante.

Enquanto perdia-se em seus pensamentos sobre os lordes presentes na reunião promovida por seu suserano e pelo lobo Stark, um ruído característico lhe quebrou a abstração. Um homem utilizava sua pedra de amolar em suas espada longa e um impulso vivaz jogou Esmond e o dito soldado num pequeno combate para aquecer o corpo e limpar sua mente de tantos pensamentos, afinal, lutar era algo que o lorde apreciava em demasiado.

Retirou sua espada bastarda com um silvo mortífero e empunhou a mesma com as duas mãos, deixando-a em posição horizontal, a frente de seu dorso e com suas pernas afastadas e firmes. O soldado permanecia as mãos levantadas e sua espada longa em apenas uma, rodeando o lorde com um olhar astuto.

O soldado desferiu um golpe pela esquerda, um pela direita e outro por cima. Esmond executou uma parábola para ambos os lados e ergueu sua espada contra a de seu oponente, utilizando uma mão para agarrar a cota de malha do soldado e jogá-lo para frente, saindo de seu caminho.

O jogo de pés era simples, ligeiro e consistente. Rebateu mais dois cortes e gingou para o lado evitando uma estocada para depois atacar pelos lados com três golpes poderosos, do mesmo lado, com objetivo de gerar pressão em seu oponente. O aço se chocando contra aço produzia um som que enchia o pátio e que logo atraiu passos apressados que se dispersaram ao ver que não se tratava de um ataque noturno e sim de um simples combate amistoso entre um lorde e um soldado. ” Ótimo, assim meu suserano não soa o alarme para pedir minha cabeça. “ Pensou de forma cômica.

Esmond foi lançado para trás por uma dividida entre sua espada bastarda e a espada longa do soldado, e este não perdeu tempo avançando com um passo largo e uma mão livre para um murro na face do lorde - ele havia dito que não precisava se conter por ele ser um lorde. O golpe físico foi evitado pelo senhor de Darry, todavia, o homem Tully agarrou-lhe a nuca e puxou o nobre em sua direção para aplicar uma cabeçada poderosa ao mesmo tempo que pisava em seu pé. ” Ele é bom. “ Pensou. ” Muito bom. “ Completou, recebendo os danos que foram amplificados pelo efeito psicológico e o frio que atingia sua derme de forma massiva.

O Frey soltou o cabo de sua espada por um segundo, apenas para mudar o modo que a segurava, para em seguida elevar o povo da mesma contra o peito do vigia. Outra cabeçada o lorde recebeu, essa mais fraca, talvez por medo do soldado ferir mais seriamente o nobre. Esmond então aplicou uma joelhada na virilha do homem e se desvencilhou de forma ofegante, com sua espada já preparada e analisando seu oponente como uma raposa. - Muito bem! Respondeu com um sorriso quase infantil e serelepe.

O homem sorriu e assentiu novamente, parecia se divertir em bater em um lorde, ainda mais um Frey. O loiro olhou em volta e percebeu que um pequeno grupo se formou para observar, todavia, os soldados nas ameias e torres permaneciam fiéis às suas atribuições, com pequenas olhadelas é claro.

O jovem senhor avançou com um passo, um corte alto pela direita. Avançou novamente com um passo largo, um corte baixo pela direita. Recuou, bloqueando um golpe na esquerda e saltou evitando um corte simplista que era óbvio que tinha mais intuito de afastar e assustar do que atingir as pernas do Frey.

O soldado Tully então fez chover seu aço longo sobre a espada bastarda de Esmond, com golpes rápidos e poderosos de uma mão, mantendo certa distância que dificultaria um golpe efetivo contra o mesmo. ” Não é burro… “ Objetivou mentalmente, bloqueando todos e abaixando sua cabeça para evitar um movimento vão. Era sua vez agora, e o lorde avançou com uma sequência pesada mas sem intenção de cortar o homem. As espadas chocavam-se violentamente, como dois amantes problemáticos que não conseguiam viver sem o outro, mas que também não conseguiam se entender plenamente. A cada golpe trocado a respiração de ambos tornava-se mais pesada, e o vapor aumentava na atmosfera, até uma lufada de vento gélida - mas que não foi sentida por ambos devido a adrenalina e empolgação - soar nos tímpanos do lorde e quebrar seu transe.

- Vamos parar por aqui, obrigado. Respondeu calmamente, com um sorriso branco e sincero no semblante. Seus pensamentos agora eram leves, e não pesados e contemplativos como antes, até que...

[Interação entre Darlessa Tallhart e Esmond Frey. A cronologia dessa interação está situada horas após a reunião nortenha em Correrrio.]

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Re: Pátio Central

Mensagem por Darlessa Tallhart em Qui Jul 20, 2017 10:53 pm

Darlessa Tallhart
Com: @Esmond Frey; Em: Correrio; Palavras: 1629 .

Em tudo o Sul era diferente do Norte, não precisaram se afastar muito para que isso ficasse evidente aos olhos da lady de Praça de Torrhen. Havia escutado infinitas histórias, boatos e canções que falavam de um povo totalmente diferente. Quando jovem, sentia vontade de conhecer uma terra que não fosse gelada, onde campos verdejantes se espalhavam até onde a visão pudesse alcançar. Mas os anos se passaram e mudaram sua alma totalmente, tudo que mais desejava naquele momento, era sentir o vento gélido das manhãs nortenhas. Estar longe de casa não agradava a mulher, pensava todo o tempo como Lyanna e Lyessa estariam. Sua fama corria boa parte da região e temia que sua ausência encorajasse inimigos a atacar a fortaleza enquanto estava longe. Justamente pensado assim, trouxe apenas um pequeno número de homens da casa Tallhart, deixando a fortaleza guarnecida e protegida. Seus melhores homens haviam sido incumbidos de proteger suas irmãs e nenhuma das duas colocaria a cara para fora do portão principal. Depois de uma longa viagem, uma reunião cansativa, Darlessa ainda encontrava tempo para se preocupar com seus assuntos corriqueiros, mas não menos importantes.

A noite já havia caído e mesmo assim, o calor a incomodava como se o sol ainda estivesse alto no céu. Depois de refrescar-se em um bom banho, optou por um traje mais leve, a peça era semelhante a um vestido, mas no lugar de algum nobre tecido, o couro cozido moldava as curvas da Tallhart. Os braços alvos estavam totalmente expostos, mas mesmo assim, colocou os braceletes que tomavam boa parte do antebraço. Prendeu o cabelo de forma simples, um rabo de cavalo no alto da cabeça, afunilando os lustros fios negros. A morena não era uma mulher de muita vaidade, não se prendia aos detalhes e convenções que a maioria das senhoras seguiam. Não era uma lady, era uma guerreira. Pegou suas espadas, prendendo-as em seu cinto e optou por um passeio noturno, já que estava tão longe de casa, pelo menos precisava aproveitar a ocasião para conhecer o castelo da família Tully. Correrrio era uma fortaleza histórica, já havia escutado inúmeros contos sobre o lugar e com seus próprios olhos confirmava que a estrutura era formidável como as contadas pelos seus ancestrais.

Pretendia fazer uma breve caminhada sozinha, mas passos em suas costas chamaram a atenção, mas a forma de pisar familiar logo foi reconhecida. A morena girou em seus calcanhares e voltou-se para o vulto que se revelava a sua frente: — Pensei que já estive dormindo como uma criança Jorah. — Falou de uma maneira debochada enquanto cruzava os braços. O homem de cabelos negros meneou a cabeça e sorriu de lado encarando os olhos negros da mulher: — E perder a oportunidade de um passeio noturno com você, Lessa? Jamais. — Respondeu ele no mesmo tom. A lady apenas deu de ombros e quando estavam lado a lado voltaram a caminhar. Já esperava que ele não estivesse dormindo, Jorah gostava de aproveitar a noite e diferente dela, conhecia vários lugares, vivido inúmeras aventuras, o que também havia o tornado um guerreiro extremamente hábil e valoroso. Ele era uma das poucas pessoas com quem Lessa gostava de conversar, também era um de seus conselheiros em Praça de Torrhen. Jorah além de um ótimo guerreiro, tinha um intelecto aprimorado, conhecedor de muitas coisas, suas palavras eram dotadas de uma sabedoria ímpar, via algo parecido apenas das bocas dos meistreis.

— Minha garganta está seca. Será que conseguimos algum vinho a essa hora da noite? — Indagou enquanto caminhavam pelos corredores do castelo a procura do acesso para um dos pátios. Jorah levou o indicador direito aos lábios e fez um semblante pensativo, mas era obvio que a Senhora de Praça sabia que tudo aquilo se tratava de deboche por parte do homem: — Minha Lady. Essa é uma questão complexa. Talvez com alguma sorte e benção dos antigos, encontraremos uma ânfora de vinho de seu agrado. — Respondeu enquanto segurava uma risada. Darlessa dirigiu seu olhar a ele e depois revirou os olhos soltando um longo suspiro. A caminhada pelos corredores não se estendeu muito, algumas esquinas dobradas e encontraram o acesso para o pátio central, um lugar amplo e movimentado mesmo a àquela hora da noite. Jamais compararia com o pátio de sua fortaleza, mas sua mente comparou o castelo com Winterfell, a fortaleza de seus suseranos e senhores. Deu sorrisinho de canto e olhou para seu par: — Então? Vamos procurar o vinho? — Perguntou com displicência enquanto jogava os cabelos para as costas, deixando seu rosto totalmente livre. Ele apenas sorriu, não precisava dizer uma só palavra para que ela o compreendesse, com certeza, ele já sabia onde conseguiriam um pouco de bebida.

Os guardas logo reconheceram a figura da lady, alguns abaixavam a cabeça enquanto ela passava com Jorah ao seu lado, outros observavam a exótica figura que ela era. Astuta, observou que todos aqueles que passavam por ela, estavam agasalhados, o que ela achou engraçado, já que a temperatura estava longe de ser o frio que se faz no Norte, para ela, o clima estava completamente ameno, Jorah também parecia não estar com frio, então apenas guardou a observação para si mesma: — É realmente grande. E um castelo muito belo. Mas não sei.... Algo me incomoda. Não sei se são as antigas lendas ou apenas fantasias da minha cabeça. — Desabafou buscando o olhar do homem. Pela primeira vez as feições dele mudaram, se tornaram mais sérias e rígidas: — Você precisa se permitir viver Darlessa. Ter um pouco de fé nas pessoas não custa nada. Não digo que deva simplesmente acreditar em todos. Mas tenho certeza que sua intuição nesse momento, lhe diz que está fora de perigo. O passado não pode nos alcançar. O que houve com os Stark no passado não vai acontecer nesta noite. Nem o que aconteceu com Brandom vai se repetir. — Concluiu suas palavras cessando seus passos, assim a obrigando parar também.

Ela sabia o poder que as palavras dele tinham sobre ela e de imediato suas bochechas tornaram-se rubras e seu cenho franziu. Procurou as palavras para responde-lo, mas como sempre o argumento faltou-lhe, criando uma enorme frustração em seu âmago. Gentilmente o homem repousou a mão direita em seu ombro e encarou seu olhar ciano: — Ainda vejo a mesma menina que enterrou o marido. Você ainda era uma menina, não tente me convencer do contrário. Quantas luas já se passaram? O quanto você já perdeu e o quanto está disposta a perder? Eu não preciso mais lhe dar sermões Darlessa. Você já sabe que está no tempo de deixar o passado no passado. — Concluiu deslizando a mão por seu braço e segurando sua mão, puxando levemente: — Vamos procurar vinho? — Convidou para colocar um ponto final naquela conversa. Mais uma vez, ela havia perdido um debate para Jorah, algo comum quando o assunto era Brandom. Seu falecido marido e ele eram melhores amigos. Eram um trio e tanto, uma lembrança tão distante que Darlessa se perdia cada vez que tentava encontrá-la.

Caminharam pelo pátio e teriam continuado por mais algum tempo, mas uma pequena aglomeração de homens chamou a atenção da dupla. Não se aproximaram muito, mas o suficiente para perceber que dois homens duelavam sob a lua, um burburinho era audível e o nome Frey foi reconhecido prontamente. Lessa se aproximou cuidadosa sem chamar a atenção, seus olhos atentos observavam ambos os combatentes. Esmond usava uma espada bastarda, uma arma que requer algum treinamento já que seu peso e tamanho poderiam ser grande empecilho. O outro soldado optava por uma espada longa, uma arma bem mais comum de usar. O tilintar dos metais ecoava de maneira frenética e os olhos atentos da mulher tentavam acompanhar todos os movimentos: — Esse não é o Lorde que beijou sua mão? — Jorah perguntou com ironia procurando irrita-la: — Sim. É. — Respondeu de maneira seca e direta sem desviar o olhar. A mão esquerda dele alcançou o cavanhaque e coçou lentamente os fios ásperos: — E você não vai mata-lo? Lembro que por muito menos, você espancou Lorde Cassel em um duelo. — Insistiu no assunto o homem: — Não vou prejudicar o Norte todo, por um deslize que ele nem sabe que cometeu Jorah. Onde quer chegar com essa conversa? — Perguntou irritada com as insinuações do amigo: — Que a Dama Tallhart foi beijada depois de dezoito anos. Está amolecendo Lessa? — Falou abafando o pequeno riso com dificuldade: — Irei chutar você, se não calar a boca Jorah. — Respondeu já irritada com as palavras dele a àquela altura.

As espadas continuavam a bailar pelo ar e as insinuações do amigo haviam roubado boa parte da atenção da lady. Depois de um encontro intenso entre as lâminas, a luta chegou ao fim, Esmond parecia cansado e o soldado também. Ele tinha uma perícia admirável, sabia dominar muito bem a arma que usava, tinha força em seus braços, mas parecia ser menor que a de Dorian. A cabeça da mulher meneou enquanto algumas ideias pairavam em sua mente. Ambas as mãos repousaram nas empunhaduras das espadas gêmeas que carregava e lentamente deu alguns passos à frente, saindo de uma vez por todas da escuridão. Quando finalmente foi notada alguns homens se dispersaram dando passagem a dama do Norte, alguns pareciam um pouco incrédulos com sua presença, outros a observava com curiosidade. Tinha a plena certeza que eles duvidavam que ela era capaz de usar as duas espadas que trazia consigo e talvez aquela fosse uma bela oportunidade para usa-las. Além do mais, Darlessa jamais perderia uma oportunidade de trocar alguns golpes de espada com novos adversários: — Uma pena que esteja fadigado, Lorde Frey. Gostaria de conhecer sua lâmina e a força que ela pode ter. — Falou Darlessa chamando a atenção totalmente para si naquele momento. Suas mãos já seguravam as espadas, agora tudo dependeria da determinação do Frey.  

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Re: Pátio Central

Mensagem por Esmond Frey em Sab Jul 22, 2017 12:01 am


The Frey
winds of the northmen


O combate havia se encerrado após o decreto de Lorde Frey e a mínima comoção armada para presenciar aquele combate começou a se desfazer após uma gélida brisa que fez com que o homem guardasse sua espada e se enrolasse em sua manta negra, entretanto, a chegada da senhora nortenha quebrou os planos do homem de se recolher para a fogueira.

— Uma pena que esteja fadigado, Lorde Frey. Gostaria de conhecer sua lâmina e a força que ela pode ter. Proferiu a mulher com sua voz forte e firme. Duas duplas que assistiam o combate anterior permaneceram para observar o desfecho da prosa, acompanhado por homens nas ameias que olhavam curioso de tempos em tempos.

— Acho que aguento mais uma dança, Lady Tallhart. Rebateu o Frey com um sorriso franco no rosto e uma vênia cavaleiresca em sua direção. Sua manta negra permanecia sobre seu corpo mas o capuz não encontrava-se em sua cabeça, revelando seu rosto levemente suado e adornado com cabelos louros, grandes olhos e um nariz proeminente mas sem arrebitação. O homem agarrou o cabo de sua espada bastarda e a retirou da bainha lentamente.

A senhora Tallhart tomou sua posição de combate com duas espadas, uma em cada mão. O jovem senhor agarrou sua arma com as duas mãos e a ergueu à altura do olhos, mantendo na horizontal e deixando seu flanco esquerdo vulnerável direcionado para trás, diminuindo “o alvo”. ” Ela luta com duas armas, então é rápida. Eu sou lento mas em compensação sou maior, mais forte e tenho uma espada maior. Tenho uma vantagem nesses pontos mas se avançar primeiro e tentar acompanhar o ritmo dela irei me cansar ou serei atingido por uma espada enquanto ataco outra. “ Planejou, analisando a postura da mulher com olhos ponderados. ” Devo adotar a ofensiva, explorar as brechas para instigar ela e desarmá-la com um golpe forte e decisivo, mas tenho de ser paciente. “ Finalizou, montando sua estratégia.

— Não irá atacar, mulher? Disse com intenção de provocar a mulher e obter uma vantagem psicológica naquele pequeno embate amistoso.

Esmond não sabia se tinha sido bem sucedido em provocar a nortenha e fazer com que ela atacasse primeiro mas a mesma avançou. Uma espada voou para um flanco, partindo do lado oposto e sua outra espada repetiu o mesmo movimento, ambos diagonais. O homem esquivou-se de um, absorveu e redirecionou o segundo para o lado oposto com um empurrão.

A mulher era habilidosa, rápida e com movimentos consistentes carregados de destreza. Uma estocada, um corte alto e outro baixo. Esmond esquivou-se de um por pouco e aparou os outros, girando em seu eixo completamente com um golpe na altura da costela, mas com o lado cego da arma.

Darlessa bloqueou o golpe poderoso com um custo físico aparente ao olhos de seu oponente, devido ao tamanho e força que o mesmo empregou. Não satisfeita, a mulher empurrou a espada bastarda do senhor do rio para trás e saltou para cima do mesmo projetando seu ombro contra o peito do homem que cambaleou e recuou. ” Ela é ousada, mas é segura sobre seus movimentos. “ Observou. A nortenha avançou novamente com um soco no rosto de Esmond, e este recuou por precaução com fortes dores e com uma fino filete de sangue escorrendo. ” Ela está levando a sério? “ Ponderou, com sua posição recuperada.

O Frey esperou a nortenha avançar, bloqueou um, dois e um chute ágil. Devolvendo a cortesia aplicou um corte, dois, três, todos verticais e com o objetivo de pressionar a mesma e exercer sua força para ganhar tempo para realizar um corte giratório - que foi desviado - e uma sequência de duas estocadas, retornando para a posição defensiva afim de manter sua estratégia.

A morena avançou logo depois com um golpe da direita para e esquerda e depois ao contrário, os dois horizontais e na altura do dorso do homem. O senhor de Darry recuou para o primeiro e avançou para o segundo, parando-o com sua espada. ” Vamos lá… “ Mentalizou. Com o fracasso de seus golpes a segunda espada voou numa estocada contra sua costela e num movimento rápido o homem envolveu seu antebraço e o prendeu, imobilizando.

A lady de Praça de Torrhen não se conteve ao ver a vulnerabilidade na mão que empunhava a espada bastarda, sabendo que o mesmo não conseguiria mover a arma satisfatoriamente com apenas uma e assim, golpeou a guarda-mão e em seguida o pulso do Frey, no entanto, este largou a espada antes de ser cortado!

Esmond então apertou o braço imobilizado da mulher e agarrou sua vestimenta, acima de seus dorso e perto do pescoço. Ao mesmo tempo, soltava o braço imobilizado da mulher e girava brevemente o corpo da mulher, lançando-a alguns passos para trás com um movimento abrupto e grosseiro para em seguida correr e retomar sua espada, realizando uma “dividida” de espadas segundos após.



[Interação entre Darlessa Tallhart e Esmond Frey. A cronologia dessa interação está situada horas após a reunião nortenha em Correrrio.]

Habilidade treinada:
Espada bastarda




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Re: Pátio Central

Mensagem por Darlessa Tallhart em Ter Jul 25, 2017 11:49 pm

Darlessa Tallhart
Com: @Esmond Frey; Em: Correrio; Palavras: 1726 .

Quando desafiou o Lorde de Darry, Darlessa não tinha em mente o perigo que corria, não tinha em mente que o desdobramento daquela situação fosse um totalmente diferente do que ela havia imaginado. Mas o ímpeto de guerreira fez com que ela aceitasse o duelo imediatamente, seu amor pela espada a impediria de recuar não importasse o inimigo, todavia seu maior adversário seria ela mesma. Lorde e Lady se enfrentariam em um combate amistoso, mas amistoso para alguém nascido e vivido no Norte tinha um outro significado, por um momento a morena ponderou em não ser tão intensa, mas o homem a sua frente poderia ver tal ato como uma grande desfeita e não o culparia. Aquele sulista aprenderia como as coisas no Norte eram resolvidas e torcia para que ele não se segurasse com aquela espada em suas mãos. De fato, o Frey era maior, um pouco mais que uma cabeça de diferença, mas para quem passou os últimos quinze anos na Ilha dos Ursos treinando com o Mormont, ele não parecia tão assustador assim. Já havia combatido mais de mil vezes homens bem maiores e mais fortes e se realmente não fosse uma boa guerreira, jamais teria sido capitã de uma guarda, com homens que a respeitavam como uma igual.

As lâminas se encontram afoitas e o tilintar dos metais logo se espalhou por boa parte do pátio, chamando a atenção até mesmo daqueles que estavam dispersos. Ainda que fosse uma batalha, era uma bela cena de ser ver, os golpes e passos muito bem marcados pareciam uma dança embalada pela canção de suas espadas ao se tocarem no ar. Ela não podia negar que ele era bom, muito bom por sinal. Dominava com maestria a arma que usava, apesar de grande sabia usar sua força a seu favor e bloquear e desviar os golpes dele requeriam esforço por parte da Tallhart, seus pés tinham que pisar de maneira segura e firme, com toda aquela força ele poderia joga-la no chão sem o menor esforço dando uma ampla desvantagem. A noite passava sem que percebesse e a cada novo golpe a luta parecia mais e mais equilibrada, um adversário como ela havia visto poucas vezes em seu caminho. Um misto de sentimentos tomava a mulher, uma mistura de excitação e obstinação que a impelia em ataques cada vez mais ousados e precisos, não tinha a intenção de perder aquele duelo. Mas sua ousadia teria um preço e quando finalmente conseguiu desarmar o Lorde, viu o homem arremessa-la para trás na tentativa de recuperar sua espada, o que para Lessa fora um erro bobo de sua parte.

Com a força empregada pelo Frey, Darlessa cambaleou vários passos para trás e se viu obrigada a abaixar-se para encontrar apoio no chão com uma das mãos, porém teve tempo o suficiente para ver que Esmond se preparava para correr de encontro a espada caída: — Ah! Não vai mesmo! — Sussurrou para si mesma. Habilmente puxou a perna esquerda um pouco para trás e flexionou o joelho, com um impulso forte partiu em direção a arma, uma investida forte e cheia de vigor, mesmo que a luta já estivesse durando algum tempo. Ainda que estivessem em lados opostos da batalha, o movimento de ambos era coordenado com o único intuito de agarrar a espada bastarda e por um milésimo de segundo a Tallhart não conseguiu seu objetivo. A mão dele puxou a espada rapidamente e Lessa teve apenas tempo de parar a última passada e recuar dois passos para trás, abrindo novamente uma pequena distância: — Se tudo acabasse aqui, não teria muita graça. Não é verdade? — Perguntou de forma desafiadora. Suas palavras tinham o nítido intuito de brincar com a concentração e as emoções de seu oponente. Todavia, percebeu que havia subestimado e muito seu adversário, ele não era tão fácil de se vencer como havia pensando no início da luta.

Suas mãos envolveram com firmeza a empunhadura das espadas, enquanto seus pés afastaram-se simetricamente e os joelhos levemente flexionaram, uma base sólida como as montanhas do Norte. A brisa noturna soprou forte, balançando os cabelos negros que a àquela altura, estavam totalmente bagunçados com vários fios fora do lugar. Sua respiração era compassada e controlada, seus olhos atentos observavam as feições, cada linha singular de seu rosto. Havia muito mais do por baixo daquela faceta de lorde e bom guerreiro, mas ela não tinha tempo naquele instante para desvendar os segredos daquele homem e também não tinha razões para o fazer. Sua cabeça ergueu-se novamente e vendo que ele não tomaria iniciativa do ataque, fez a cortesia de dar a primeira estocada, visando o ombro esquerdo. Obvio que não acertaria, mas ele apenas tinha apenas a opção de defender aquele lado do corpo, abrindo a guarda do lado direito. Aproveitou-se da brecha para atacar então o torso pelo lado direto, mas com agilidade o lorde se moveu, fazendo com que a lâmina passasse bem próxima de seu corpo. Mas como aquela era uma batalha de detalhes, a velocidade dos reflexos seria algo que decidiria o rumo da luta.

Esmond não esperou um próximo golpe e desferiu um ataque na diagonal em direção ao corpo da mulher, naquele momento ela não teve outra escolhe se não juntar ambas as espadas e redirecionar a espada para o chão. Deu um passo para trás e então subiu a lâmina da mão direita em golpe aberto obrigando seu adversário a recuar, seu corpo abaixou-se um pouco gerando impulso para que a mão esquerda estocasse contra o pescoço. Logo estavam trocando mais uma sequência interminável de estocadas e golpes fortes e determinados. O barulho de aço contra aço já havia se torando comum e mesmo que ambos não percebessem, havia uma plateia considerável para o pequeno espetáculo da noite. Em uma tentativa de acertar a nortenha, o homem fintou seu golpe, mudando a direção em seu último momento, mas graças a sua experiência de combate, Lessa teve tempo para cruzar suas espadas um pouco ao alto e aparar a grande espada. Buscando uma vantagem, o Lorde usava de sua força para que ela não suportasse a pressão de aparar o golpe, mas o que ela viu foi uma brecha que poderia usar a seu favor. Rapidamente deu uma passada mais larga levando seu corpo mais para a direita e quando ele novamente forçou a espada contra as suas, Darlessa guiou a lâmina para o nada se colocando na lateral do corpo dele. Certeiramente a mulher investiu contra o pé de apoio do adversário em um chute certeiro que o fez dar alguns passos bêbados para frente.

Um combate tão longo tinha suas consequências e era nítido em ambos os lados a fadiga que tomava seu corpo e seus músculos. Aos poucos já não havia a mesma rapidez e a mesma virilidade nos golpes de ambos os lados, mas algo impelia os dois a continuar e as espadas continuavam se encontrar sedentas uma pela outra. Darlessa começava a admirar a fibra do homem que a enfrentava, muitos já teriam perecido e desistido do duelo. Claro que aquela era uma situação amistosa, se fosse uma situação de vida ou morte o desfecho poderia ser completamente diferente. Mas em nenhum momento a nortenha encarou aquele homem como um perigo ou algo assim, mas via a nobreza e a hombridade que havia nele. Suas espadas voltaram a se emparelhar, um novo duelo de força começou e Darlessa procurou encarar os negros olhos do Frey com determinação. Um erro que não deveria ter cometido já que tinha a intenção clara de vencer aquela batalha. Algo a envolveu, como se um redemoinho em mar revolto a puxasse, os olhos dele a envolveram e por um instante teve a nítida sensação de ver uma sombra conhecida naquele olhar, uma sombra que lhe apertava o peito e a deixava totalmente afoita.

“— Brandon.—” Pensou consigo mesma enquanto o encarava, o peito doeu como se mil espadas o perfurasse, as mãos firmes relaxaram mais rápido do que ela pudesse retomar o controle daquela situação. Somente recobrou a razão quando a dor intensa e o calor do sangue a escorrer por seu braço a incomodou, ambas as mãos largaram as espadas que caíram no chão ao lado da mulher. Por ímpeto afastou-se e levou a mão a ferida de imediato sem avaliar o que havia acontecido: — Que inferno! — Brigou consigo notando o tamanho do erro que havia cometido. A dor intensa mostrava que aquele não era um ferimento simples de se tratar, mas antes que qualquer palavra fosse dita novamente, ela notou a figura de Jorah a sua frente: — Deixe-me ver isso. Rápido. Machucados bobos não sangram dessa forma. Vamos logo Darlessa! — Instruiu preocupado com o que havia acontecido. Seu semblante se retraiu assim que percebeu o tamanho e a gravidade da ferida e conhecendo a amiga muito bem sabia que ela preferia cuidar daquilo sozinha ou que ele o fizesse. O tempo agora parecia passar mais lentamente a medida que a dor se tornava mais intensa: — Por favor Lorde Frey, cuide dela enquanto procuro algo para cuidar dessa ferida. Leve-a a um lugar que possa descansar. Esse braço precisa ser tratado o quanto antes. Eu os encontrarei. — Pediu educadamente para o outro homem. Lessa não teve chance para protestar, Jorah sumiu rapidamente deixando ela e Esmond a sós.

Facilmente percebeu a preocupação em seu olhar, nenhum dos dois esperavam por aquela situação, precisava pelo menos tentar acalma-lo: — Não se preocupe milorde. Jorah é exagerado. Eu mesma posso cuidar disso. — Explicou no meio de uma careta de dor, mas mesmo assim o encarou novamente: — Me desculpe. Isso não foi culpa sua. Não há necessidade que se preocupe. — Concluiu sua frase. Deu alguns passos para trás na tentativa de recuar, algo dentro de si gritava para não ficar a sós com ele e ainda tinha receio de encontrar aquele mesmo olhar nos olhos dele. A morena mordiscou o lábio inferior à procura de conter sua dor física e também aquela que começava a incomodar sua alma. Não havia uma ocasião pior para aquele acidente e ela se preocupou com as consequências daquele ato impensado: — Lorde Frey. Realmente posso cuidar disso sozinha. Vou me recolher em meus aposentos. Não vou incomoda-lo com uma bobagem como essa. — Insistiu para que ele partisse e esquecesse o ocorrido e talvez com alguma sorte não precisaria mais encara-lo.

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Re: Pátio Central

Mensagem por Esmond Frey em Qui Jul 27, 2017 9:58 pm


The Frey
winds of the northmen

A luta se desenrolava de forma frenética e empolgada. As três espadas se abraçavam e se empurravam de segundos em segundos enquanto golpes físicos eram mesclados para tentar quebrar os padrões, tática de Esmond e até aplicada pela Tallhart vez ou outra como por exemplo o soco deveras forte no rosto do senhor do rio.

Enquanto a dança amistosa para o Frey, e não tão amistosa assim para a amazona nortenha se desenvolvia, o cansaço dominava o corpo de Esmond que não se preparara adequadamente para uma luta tão acirrada. O ambiente gélido não ajudava e tão pouco a leve sensação de cansaço e sono que havia se apoderado de seu corpo antes mesmo de atingir o pátio e iniciar uma peleja amigável para com o soldado Tully e agora, o preço era cobrado graças a perícia e a habilidade da Tallhart.

Um golpe alto, outro baixo, defesa e esquiva. Uma reviravolta fracassada e um contra-ataque por parte da mulher. As espadas se abraçaram novamente e assim permaneceram. Esmond encarou os olhos da mulher e sorriu brevemente, empolgado e admirado. A disputa de força ameaçava ser concorrida até que a mulher fraquejou e um corte se formou nua mulher, de forma um tanto quanto incalculada por parte do senhor do rio. O combate cessou.

— Que inferno! Exclamou a mulher, claramente irritada. O senhor de Darry embainhou sua espada imediatamente e foi em sua direção mas um homem que se revelou como Jorah precipitou-se para ajudá-la. Esmond observou o homem a questionar e discutir.

” Ela não abre mão da posição dela como uma guerreira, mesmo ferida. “ Pensou, deslizando entre a realidade e seus pensamentos. Seus olhos permaneciam na mulher. ” Mas o que aconteceu? Num instante ela fraquejou mas aguentou meus golpes mais fácil do que pensei que seria capaz. “ Completou, analisando a situação até ser trazido de volta a realidade como era comum.

— Por favor Lorde Frey, cuide dela enquanto procuro algo para cuidar dessa ferida. Leve-a a um lugar que possa descansar. Esse braço precisa ser tratado o quanto antes. Eu os encontrarei. Disse o servo da Tallhart. Esmond afinou sua visão  observou o ferimento, assentindo em resposta a Jorah e se aproximando, ganhando um vislumbre detalhado do corte que não parecia simples como a mulher alegava.

— Não se preocupe milorde. Jorah é exagerado. Eu mesma posso cuidar disso. Proferiu a mulher com uma voz que exibia resquícios de vacilo que foi acompanhada por uma careta de dor. — Me desculpe. Isso não foi culpa sua. Não há necessidade que se preocupe. Continuou enquanto o homem se aproximava da mesma.

— Creio que vocês tenham as muralhas e recintos do seu senhor de Tully para vigiar. Começou com uma voz alta e imperativa, não gostava de assumir um papel desses, ainda mais na fortaleza de seu senhor. Os homens começaram a se dissipar mas não sem antes Esmond rasgar sua capa negra de algodão, molha-la com a água do cantil de um soldado e torcê-la, aproximando-se da mulher. — Desculpe-me… Adicionou, ficando a centímetros da mulher que exibia o ferimento que pingava sua essência. O senhor de Darry segurou o braço da mulher com a mão livre e deslizou a mesma pelo membro da mulher até perto do ferimento, sentindo sua pele quente e lisa, fazendo uma expressão que beirava a preocupação e desapontamento, mas para com si mesmo.

— Lorde Frey. Realmente posso cuidar disso sozinha. Vou me recolher em meus aposentos. Não vou incomoda-lo com uma bobagem como essa. Investiu a lady novamente, mas o homem se limitou a não exibir um face abatida, entregando a mulher um sorriso quase indetectável e um cenho franzido que originava uma expressão acalentadora e reconfortante, tal qual aquela que um dia expressara com a mãe de seu filho bastardo, para sua mãe quando era jovem ou para seu filho que cuidava em segredo.

— Ora, vamos, temos de cuidar disso. Proferiu, aproximando o pano úmido e limpo do ferimento da mulher. —  Desculpe por isso e até mesmo uma guerreira como você precisa de ajuda, afinal … Disse, tentando distrair a mulher para sua frase enquanto a fazia se desvencilhar de seu próprio ferimento, começando a limpar em volta e avançando até o corte. — … os nortenhos precisam de cuidados igual outros seres humanos, por mais habilidosos ou fortes que sejam. Esboçou um sorriso para a mulher, continuando a limpar o ferimento enquanto a mulher gemia de dor e grunhia.

— Eu não sei o que aconteceu ali, uma hora estávamos nos divertindo e de repente… Disse confuso e até um pouco infantil e simplista demais. A mulher olhou-o, ele utilizou sua visão periférica para tal mas se focou no ferimento.

O Frey então torceu o pedaço de pano adquirido, retirando suor e sangue para depois improvisar um curativo que contivesse o fluxo sangue temporariamente e que consistia em envolver e amarrar o mesmo. Seria forte o suficiente para conter o sangramento, mas não tão forte a ponto de esfolar ou abrir mais o corte. — Está melhor assim? Perguntou enquanto ignorava os protestos da mulher.

Não satisfeito, retirou sua capa de si e rasgou mais um grande talho para formar um tipóia improvisada para o braço da mulher, colocando a devida parte em seu pescoço, gentilmente, e deixando que ela apoiasse o braço ferido na mesma. — Vamos para dentro, lhe acompanharei até os aposentos do meistre. Disse o lorde, todavia a mulher não concordou e iniciou seu caminho de forma imponente mas claramente alterada para seus aposentos.

O Frey protestou, no entanto a mulher não parou. ” Quanta teimosia! “ Exclamou mentalmente, correndo brevemente até a mulher que ameaçou fraquejar em uma passada de perna se não fosse o auxilio do homem. Ela repetiu que estava bem e se agitou, livrando-se das mãos do senhor de Darry e este distanciou-se um pouco mas manteve o apoio de seu braço para a mesma de forma delicada e firme, conduzindo-a até seus aposentos a fim de evitar alguma discussão e até inimizades.

— Lhe deixarei em seus aposentos e irei relatar o meistre o seu caso, talvez ele tenha algum unguento que ele possa dar-me para aplicar em você. Proferiu por fim, atingindo os aposentos da mulher algum tempo após.






[Interação entre Darlessa Tallhart e Esmond Frey. A cronologia dessa interação está situada horas após a reunião nortenha em Correrrio.]



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