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Mensagem por Balerion em Seg Mar 06, 2017 11:12 pm



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O enorme salão onde o Lord Tyrell costuma jantar com sua família, e as vezes com alguns convidados. Um brasão um tanto quanto grande da casa Tyrell, fica posicionado logo atrás da cadeira onde o Senhor de Jardim de Cima costuma se sentar. As paredes são constituídas de mármore branco da mais pura formação, com detalhes em mármore negro lembrando brotos de rosas e gavinhas. A abóbada do saguão Tyrell é uma das obras mais belas dos Sete Reinos, construída nos últimos anos de governo de Willas Tyrell, quando tornaram-se a Casa mais rica dos Sete Reinos. Inteiramente esculpido em ouro de ourives, exibe a orgulhosa rosa dourada dos Tyrell em detalhes luxuosos e exorbitantes. É a maior exibição de poder em toda Jardim de Cima.

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Re: Salão Principal

Mensagem por Desmera Tyrell em Sex Maio 19, 2017 4:26 pm

"Oh yeah... All Lannisters are lions and all Starks are wolfs... And when the Tyrell farts its smells like a rose..."
 

     
(Flashback).


    Cyressa era uma jovem fabulosa. Em muitos sentidos diferentes, mas especialmente em fazer outros lhe desejarem o bem, através de gestos gentis e uma voz amável. Ela era bela, sim, mas generosa. Os Redwyne da Árvore haviam feito bem em enviá-la para mim, três anos antes. Não fossem minhas lições, esta menina seria de fato, uma boa moça em Westeros. Uma combinação entre lugar e sujeito que nunca terminava bem. Entre minhas tarefas governando a Campina em nome de meu filho, ensinando-o a lidar com o poder, além de mantê-lo a par de todos os acontecimentos, era vital que eu treinasse as donzelas de meus vassalos. Não só para garantir as relações de amizade, mas para casá-las de modo a sempre trazer vantagem para nossa região. E também para mim mesma. Todo Lord casado com uma flor ca Campina sabia exatamente a quem agradecer pela união. A maioria delas passava por mim, e as que não vinham, eram mal vistas pelas outras e futuramente excluídas dos círculos mais internos das ladies proeminentes do sul. Algumas já vinham prometidas, e nestas questões eu não influenciava. Outras, ficavam apenas tempo o bastante para que eu as devolvesse, certa de que não possuíam o menor talento. Mais de uma vez seus pais haviam oferecido quantis em ouro para que eu as mantivesse. Dependendo de meu humor, eu aceitava ou não. Mas Cyressa era diferente. No Granda Salão de Banquetes, sob o teto ornado de ouro e rosas Tyrell, ela parecia uma visão dos deuses, em ouro e roxo. Pedras de ametista no formato de uvas envolviam o busto e as laterais de seu vestido, com um bordado verde esmeralda tão perfeito, que era quase possível enxergar as parreiras descendo por seu vestido. Seus olhos brilhavam de ambição e alegria, na mesma medida que os de minhas outras donzelas que observavam das arcadas laterais, ardiam com inveja.

- Lady Desmera. É uma honra imensa e uma alegria inenarrável apresentar-me diante de seu filho. Eu nunca trairei a confiança que em mim foi depositada. - Cyressa fez uma reverência, curvando-se respeitosamente. Sentada no trono do Lord, feito de carvalho e envolto em gavinhas vivas, assenti com um aceno, indicando que ela sentasse à mesa do Lord, com sua família. Os Redwyne haviam comparecido. Os pais da donzela, além de seus irmãos, incluindo o herdeiro. Observando a etiqueta e os traços delicados do rapaz, imaginei se ele não estaria com inveja da irmã. Ele parecia bastante interessado em Joseph. Meu filho trajada as cores de nossa casa, com uma espada nova em sua cintura. No dia seguinte, ele se tornaria um homem feito e seria ungido cavaleiro pelo nosso Mestre de Armas. Então, eu deixaria de ser sua Regente. Satisfeita, vi o brilho em seus olhos ao observar pela primeira vez, a esposa que eu escolhera para ser sua Lady.

     Com a confiança de que, ao menos para gerar filhos não haveria problema algum, ordenei que o banquete tivesse início. Bardos e acrobatas entretiam os vassalos e membros da corte do castelo, enquanto na mesa da família, Hightowers, Tyrells de Águas Claras e Redwynes conversavam animadamente. Levantei-me, as vestes deslizando pelos degraus do cadeirão até que eu estivesse próxima da cabeceira da mesa, o lugar do Lord. Era minha última noite sentando-me ali, com a benção dos deuses. A gravidez tardia de Joseph preocupara seu pai e seus vassalos, antes de seu nascimento. Muitos insistiam para que eu fosse exilada em Torralta, e que uma donzela mais fértil ocupasse meu lugar. Eu mesma chegara a sugerir a solução ao meu marido, ou que ao menos, nós roubássemos um bastardo seu e o colocássemos entre nós. Mas Garlan não tinha bastardos. Ele não queria nada além do que eu lhe proporcionava todas as noites. E tampouco aceitou ouvir sugestões para me afastar. Ele era devoto, e o pouco que sei dos deuses, foi alimentado pela sua fé. Meu único filho nasceu, um menino. Eu não poderia ter outros, infelizmente. Meu sonho de ter uma filha teria de se realizar nas sobrinhas, filhas de Uther, meu irmão. Meu coração doeu ao lembrar das donzelas Hightower. Minhas amadas filhas. Uther não era o mesmo desde o fim trágico de ambas. Ele culpava-se pela morte de Aleria, e eu também, embora não admitisse em voz alta. Sabia do caso dela com o escudeiro, e não fizera nada para impedir aquela loucura. Sua morte sangrava em minhas mãos, também.

       Já Alyssenia, inocente como uma ovelha, fora destroçada pelo próprio marido, dia após dia. Eu a avisara que os Bulwer não eram uma boa opção, mas ela fora iludida pela beleza ofuscante de seu assassino. O rapaz era promíscuo, interessado no dinheiro de seu pai. E meu tolo irmão achara um alívio que sua filha gorda encontrasse um Lord que a aceitasse. Ele a entregara, e ela morrera logo após gerar seu filho. O jovem Lorian já tinha sete anos, e não havia um dia em que eu não lembrasse de sua mãe, vendo-o correr em meus jardins. Sob minha tutela, ele aprenderia a nunca bater numa mulher, mas principalmente, seria leal. Agora, eu via meu sobrinho tomando vinho ao lado de seu pai. O jovem Avalon mudara muito desde suas viagens pelos Sete Reinos. Parecia mais um homem e menos um Meistre. Já passara da idade de casar, e eu tinha a esposa perfeita em mente para indicar ao seu pai. Uma jovem menos bela que Cyressa, porém mais bondosa. Merida Fossoway seria a ideal para lidar com as… peculiaridades de meu sobrinho. Joseph parecia feliz em servir vinho na taça de sua prometida, que já tinha as bochechas rosadas. O pai da garota os fitava com um prazer quase explícito. Faziam algumas gerações que os Redwyne não eram consortes dos Tyrell. Já era hora de reforçar este laço, especialmente considerando a frota de sua família, capaz de rivalizar com a frota real. Minha desagradável cunhada, a rainha, certamente entenderia aquilo como uma posição de nossa força. Seu recente fracasso em conter a Fúria dos Desertos fora vergonhoso para os Blackfyre. Mas os Tyrell haviam visto uma oportunidade única de demonstrar poder. Ao lado dos Baratheon e Tully, havíamos alimentado Dorne e estabelecido um pacto de paz como nunca antes, no sul. Porém a semente da discórdia fora plantada, ao deixarmos claro que as ações do rei nos causaram decepção e descontentamento. Logo ela cresceria forte nos Martell, sem dúvidas.

- Meus senhores! M’ladies. Esta é uma noite gloriosa para a Casa Tyrell. E também para a Casa Redwyne. Não há dúvidas. Ainda assim, é também uma ocasião especial para toda a Campina, pois marca o início de um novo governo. Todos os senhores aqui presentes, sempre foram leais e generosos com o meu governo. Saibam que minha família jamais esquecerá de tamanha honra. Agora, sob a liderança de meu filho, seguiremos numa jornada de prosperidade e riqueza como nunca antes. - Ergui minha taça de vinho da Árvore, e todos os vassalos e cortesãos fizeram o mesmo. - Os Lannister tentaram nos queimar. Onde estão eles agora? A rosa cresce forte, e o rugido do leão não passa de um miado! - Gritos e gargalhadas se seguiram, enquanto eu bebia lentamente. Ergui delicadamente uma das mãos, e os lords silenciaram. - Os Sete sabem que não foi fácil manter Joseph vivo. Desde que aprendeu a brandir um graveto, meu filho sempre desejou ser um cavaleiro. Treinou tanto nos quartéis de Jardim de Cima, quanto no pátio de Monte Chifre. - Sorri para Lord Tarly, nosso melhor espadachim. - Amanhã, seu novo Lord será ungido sob a luz dos Sete, como o novo Cavaleiro das Flores!

    Palmas e congratulações se seguiram. Joseph ficou levemente envergonhado, embora orgulhoso. Ele não era naturalmente imponente, era um rapaz muito bom e com um senso de justiça apaixonantes. Mas eu havia garantido que compreendesse que sua vontade deveria ser sempre respeitada. Eu não toleraria governar por trás de um filho. Não aceitaria que o herdeiro de Garlan fosse um tolo, como Mace Tyrell o fora, quase levando nosso nome à ruína. Joseph seria um Lord, e seria forte. E eu sempre faria o que fosse necessário para mantê-lo bem longe do túmulo. Enquanto a música começava a inundar o salão, e as servas circulavam com cerveja e comida, observei mais uma vez enquanto Cyressa Redwyne curvava-se para dizer algo ao ouvido de meu filho. Ela era a mais sedutora das minhas pombinhas. Certamente, não teria problema algum em engravidar, o quanto antes. Meu pobre filho não teria a menor chance em resistir àquela criatura bela e misteriosa. Uma das minhas melhores criações.

- Um brinde ao novo Lord! Um brinde à sua prometida! - Esbravejou o Lord Redwyne, bêbado de emoção e prazer mesquinho. Seu orgasmo ao pensar na influência adquirida era quase tão divertido quanto os comentários de sua esposa à respeito de suas habilidades no amor. Uma vez belo e atraente o bastante para seduzir mesmo a mim na juventude, se fosse este seu desejo, agora era um velho bastante roliço com um ego bem maior que seus atributos naturais, por assim dizer. Uma criatura agradabilíssima, portanto.

- Sim. Um brinde ao futuro! - Concordei, e os urros de “Crescendo Fortes”, “Nós iluminamos o caminho” e “Maduros para a Vitória” encheram o salão, fazendo o que os homens faziam de melhor. Exaltarem a si mesmos. Tênue, meu sorriso ficou preso ao rosto de Cyressa. Em silêncio, trocamos uma solene reverência e bebemos ao mesmo tempo.

     Nós duas sabíamos a mesma coisa. Que tudo o que os homens julgavam governar, era apenas aquilo que as mulheres cediam a eles. Pois afinal, quem é o verdadeiro poder? Aquele que comanda as tropas, ou aquele que comanda o comandante? Cyressa era uma aluna exemplar. Talvez por isso, viesse a ser perigosa no futuro. Mas eu a havia criado. Poderia facilmente desfazê-la, se necessário fosse. A Velha bem sabia, que não seria a primeira vez.

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Queen of Thorns...

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Re: Salão Principal

Mensagem por Joseph Tyrell em Qui Jul 20, 2017 10:04 am





Reunião

Aqui ira ocorrer a reunião do lord Tyrell, com seus vassalos, dentro de alguns dias. Convidados não esquecam de postar recebendo, o corvo.

Importante
O post inicial sera feito por mim, então todos devem esperar. Entretanto se os lord's convidados quiserem postar em outros locais do castelo chegando com suas comitivas, tudo bem. Post's de pessoas que não foram convidadas serão desconsiderados !

Att. Lord Tyrell!

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Joseph Tyrell // Growing Strong

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