Labirinto de Argella

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Labirinto de Argella

Mensagem por O Corvo em Seg Maio 15, 2017 9:48 pm



Labirinto de Argella

O Labirinto de Argella é um jardim de pedra criado antes da Guerra da Conquista e que sobrevive até os tempos atuais. Ganhou o nome em homenagem à filha de Argilac, O Último Rei da Tempestade. É um lugar de sossego e tranquilidade, onde pode se ouvir o canto de outros pássaros além das aves marinhas. Há uma árvore em seu centro, nomeada Chuva-de-Ouro, que floresce uma vez por ano, presenteando os olhos com lindas e perfumadas flores amarelas.

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Re: Labirinto de Argella

Mensagem por Ella Baratheon em Dom Jun 25, 2017 4:34 pm







STORMBORN




Our is the fury. And mine is the crown
Não havia um corpo. Isso alimentava a loucura de minha mãe, e me afundava em um poço ainda maior de tristeza. Bandeiras negras ornavam nossos portões, lágrimas banhavam nossas faces. Endric havia sido tão querido quanto meu pai, havia procurado ser um Lord justo, bondoso e firme, e havia alcançado esse propósito por alguns anos. Mas o destino era amargo, e o Senhor da Luz havia escolhido agir de maneira traiçoeira.

O Bastardo, um de nossos principais navios de guerra, havia sucumbido frente as ondas. Diziam que havia afundado nas proximidades de Dorne, mas ninguém sabia precisar ao certo. Durante meses, expedições foram lideradas por mim e minha irmã mais nova, na vã tentativa de encontrar nosso irmão perdido em uma ilhota. Nada foi encontrado, nada além de destroços do Bastardo.

Cobri meu rosto com as mãos quando nossos portões foram erguidos mais uma vez. Agora que a morte se tornara oficial, nobres de todos os cantos dos Sete Reinos chegavam para prestar suas homenagens e compartilhar de nosso luto. A maioria deles começam com suas especulações, citando uma névoa negra que pairava sobre nossa linhagem. Fato era que Endric não era o primeiro de nós a morrer no mar. Anos antes, na juventude de Robert Baratheon, Lord e Lady de minha casa foram engolidos pelas ondas da Baía dos Naufrágios.

A temporada de infortúnios não acabou por ai. Com a ascensão de Robert ao Trono de Ferro, a situação se estabilizou, mas logo chegou sua hora de ser vítima. Em uma manobre ardilosa de sua mulher, foi ferido de morte por um javali. Seu irmão Renly sucumbiu pelos poderes de uma Sacerdotisa Vermelha a serviço de Stannis, uma manobra odiosa que levou à sua própria morte, pelas mãos da Espada Juramentada de Renly, Brienne de Tarth.

Verdade era que os Baratheon não encontravam harmonia e paz, seja pela disputa do Trono, seja pela sobrevivência. Por muito tempo, a casa foi tido como extinta, até a legitimação de Gendry, bastardo de Robert Baratheon. Gendry havia tido uma vida feliz, mas o terror voltou a se abater sobre nós, com a morte precoce de seu neto. Endric era uma espécie rara de homem e líder, e eu temia não ser capaz de lhe fazer justiça. Em meio ao luto, cresciam os comentários sobre a sucessão, sobre o meu dever para com as Terras da Tempestade.

Eu não queria pensar naquilo, queria ser envolta pela minha dor, sem obrigações ou preocupações. Mas isso parecia impossível. Encontrei refúgio no Labirinto de Argella Durrandon, minha ancestral distante, e alguém mais forte que eu. Me encostei em uma pedra maior, sentindo o vento seco contra meu rosto, longe dos olhares dos inúmeros convidados. Completara meus vinte anos poucos meses antes, ainda era solteira, o que era algo extremamente incomum. O que faria a seguir? Como daria o próximo passo? Seria tão fácil ignorar a criação que tive? Sempre preparada para ser uma boa esposa? Logo eu descobriria a resposta.

Suspirei fundo e me mantive imóvel. Tinha medo de tornar tudo mais real ao sair dali. Porém, meu momento foi quebrado por passos pesados sobre a pedra, ergui meu rosto para identificar o recém-chegado, e fui surpreendida pela imagem do Senhor do Vale. Não nos víamos há muito tempo, cerca de cinco anos ou mais, e eu trabalhara muito tentando esquecer nosso último encontro. Diferente da menina que ele havia conhecido, mantive-me serena e um pouco curiosa, mas não me deixei ficar vermelha e perder o ar. Ele ainda era o mesmo, com um ar de maturidade a mais e com os olhos claros encantadores.

A diferença fundamental era que o homem vestido de negro na minha frente era agora viúvo. A situação que nos afastara antes não existia mais, mas eu tampouco queria me dar esperanças, tampouco queria sonhar com uma felicidade vindoura, pois sabia que minha sorte não era generosa. O Senhor da Luz havia me tirado Artys uma vez, e agora o trazia aos meus olhos novamente. Não havia garantias de que aquilo fosse acabar bem. Suspirei pesadamente e o encarei com amabilidade. - Milorde. - Disse, em um sussurro quase inaudível.






TREINO DE HISTÓRIA

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ARGELLA BARATHEON


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Re: Labirinto de Argella

Mensagem por Artys Arryn em Qua Jun 28, 2017 1:31 am

"I wanna see the bad man fly....."
 
     Flashback.

O negro combinava com Ponta Tempestade, mas de forma sombria. As honras daquela família ancestral estavam conectadas desde suas origens, com tragédia e pesar. Uma sucessão de altos e baixos, de vitórias e derrotas esmagadoras. Mais uma vez, eles enfrentavam o perigo do desconhecido. A incerteza sobre as gerações seguintes, sobre a continuidade daquela Casa que já fora a governante dos Sete Reinos. No interior de minha carruagem, bebi um gole de água, forçando a garganta a umedecer. Eu não via Endric há muitos anos, e doía pensar que nunca mais o veria de novo. Como Arthos, meu outro irmão também fora tirado de mim. Se existiam deuses, havia um motivo para que eu não acreditasse neles. Eram todos uns babacas. Um bando de desgraçados, se vangloriando na eternidade enquanto esmagam os mortais como besouros sob uma pedra. Eu temia por Ella. A irmã mais velha de Endric era agora a protetora das Terras da Tempestade, Lady de Ponta e líder dos Baratheon. Embora ela tivesse um parente masculino, de ramo menor, era ela quem envergava o direito de liderar seu povo, e precisaria garantir sua posição.

Meu coração apertou-se como uma criatura da noite sob a luz do sol, quando o portão ergueu-se e a passagem dos Cavaleiros do Vale foi autorizada. A comitiva ostentava homens em armaduras completas, e para cada estandarte do quarto lunar e da águia, havia uma bandeira negra em sinal de luto. O tamanho e o luxo da comitiva tinham o propósito de honrar Endric, razão pela qual nenhum investimento seria pouco. Cabisbaixo, olhei através da janela para o céu tempestuoso, imaginando onde aquele maldito navio devia ter afundado, e se meu amigo sofrera ao afogar. Para os nascidos do ferro, o que estava morto não podia morrer. Ele viveria para sempre nos salões do Deus Afogado. Na minha opinião, aquela era uma tola desculpa para os que viviam no mar, perecendo constantemente. Meu olhar cruzou com Nyria, e a lysena cruzou as pernas de maneira contida. Ela vestia um manto fluido de tecido negro, com algumas partes vaporosas e transparentes, à moda dornesa. Seu irmão, Aerion, vestia-se de negro, porém de forma mais contida. Ele usava uma versão de colete e calças semelhantes às de um nobre de baixo nascimento do Vale, embora os traços valirianos de ambos deixassem claras suas origens de Essos.

- Nyria, Aerion… Quando descermos, preciso que fiquem com o resto da comitiva. Para todos os efeitos, vocês são meus bardos e protegidos. Não podemos arriscar que nos tomem por amantes. Não aqui. Não nesta situação. Ella precisa de mim. - Expliquei, esfregando levemente os olhos, afastando o sono de uma viagem longa.

- Não se preocupe. Ficaremos com o restante da comitiva. - Garantiu Aerion, embora Nyria estivesse contrariada. - Ouvi dizer que a nova Lady Baratheon é bela o bastante para inspirar canções. Talvez nós façamos uma sobre ela. - Sorri para ele. Aerion sempre entendia os anseios do meu coração. Seria um prazer ouvir uma canção sobre ela.

- Não a cantaremos aqui, isto é certo. - Cortou-lhe Nyria, estalando a língua. - A morte exala deste lugar. Os poderes da Deusa de Lys não podem penetrar estas paredes escuras. Cantaremos sobre morte e renascimento, no banquete, se a família desejar. É mais adequado. Valar Morghulis.

- Valar Morghulis. - Repetiu Aerion, calando-se.

        A carruagem já havia ficado para trás, quando finalmente alcancei os salões principais de Ponta Tempestade. Reclusa, Lady Baratheon recusava-se a ver qualquer pessoa. Agradeci ao Meistre e pedi que ele me mostrasse o caminho para meus aposentos. Certamente meus pertences já estariam à minha espera. Meus filhos haviam ficado para trás com a tia, no Ninho. Tendo apenas a mim para servir, meus servos teriam muito menos trabalho. Assim foi feito, e fui levado aos aposentos dos hóspedes, onde minhas vestes e objetos aguardavam. Sob a luz das velas, fui beber uma taça do vinho depositado à minha cabeceira. Foi quando uma batida leve à minha porta chamou minha atenção. Curioso, abri a tranca de ferro, puxando o portal para revelar Aerion, que aguardava de modo solene. Surpreso, abri a boca para orientar que ele fosse embora, mas o lyseno curvou-se em uma reverência, coisa que não fazia normalmente. A expressão de alguém que conhecia a servidão como ninguém apresentou-se, de repente o tornando um escravo novamente. Não gostei de vê-lo daquela forma, mas ficava feliz que ele soubesse jogar o jogo dos tronos.

- Meu senhor. Venho avisar-lhe de que Lady Ella foi vista retirando-se na direção do Labirinto de Argella. Acredito que seja este o nome que a serva das cozinhas utilizou. Não foi difícil conseguir informações, ela é uma criatura gentil. - Havia malícia nos olhos dele. Certamente, como um homem treinado pelas Casa dos Prazeres, Aerion saberia arrancar qualquer coisa de uma mulher. - Tenha uma boa noite. Espero que a informação seja proveitosa.

- Certamente será. Boa noite, Aerion. - Sorri, pela primeira vez feliz, em um bom tempo.

Quando alcancei o labirinto, havia trocado de roupas. O negro cobria meu corpo, um manto largo escorrendo aos meus pés, com couro tingido de preto e apenas um broche brilhante com o símbolo de minha Casa brilhando na fraca luz que refletia pelo local. Ela estava ainda mais bonita, e parecia diferente, de alguma forma. Ela parecia uma escultura viva, no centro do labirinto. Não era difícil encontrar o local, mas podia ser difícil sair. Eu apostava que Ella conhecia ele inteiro, e que o tinha gravado em sua mente. Ela estivera chorando, era fácil notar. Ainda assim, não parecia de forma alguma com a frágil menina que eu conhecera, e que me dissera tanto de seus sentimentos em nosso último encontro. Eu temia que ao vê-la, tudo aquilo que ficara esquecido retornasse, e miseravelmente concluí que tinha razão. Não poderia ser o mesmo, e agir com indiferença. Não na frente dela. Ella suspirou, e seu olhar inquisitivo tornou-se um amável sorriso. Sorri também, embora o gesto parecesse mais com um esgar de pesar, indeciso entre dor e felicidade.

- M’lady. Embora seja maravilhoso revê-la, eu preferia que não fosse assim. Ambos perdemos um irmão, e por isso lamento muito. - Confessei, permitindo que meus olhos ardessem com as lágrimas contidas. - Quando soube das expedições, permiti que meu coração conservasse a esperança de encontrá-lo. Eu deveria ter ido junto. Mas esta é apenas uma das coisas que não pude fazer, das quais me arrependerei para sempre... - Ela sabia a quê eu me referia. Aproximando-me lentamente, pisquei rapidamente para afastar as lágrimas, aproximando-me dela. Aquela mulher forte, devia ter a oportunidade de descansar. o peso do mundo devia pender sobre seus ombros. - Saiba que pode contar comigo e com minha família, Ella. Nós apoiaremos a memória de Endric, e seu governo… Eu… Eu realmente desejo que tudo tivesse sido diferente.

    Mais sentimentos inconfessáveis. Agora que era viúvo pela terceira vez, acreditava que poderia finalmente pedir que Endric me concedesse Ella, e que viesse com ela até o Ninho da Águia, onde poderíamos selar nosso casamento. Eu considerara a proposta muitas vezes, enfernizando Aileen para que escrevesse de uma vez a carta. Minha proposta, como havia dito meu Meistre, estava no bico do corvo, quando soubemos do naufrágio. Agora Ella comandava uma Grande Casa. Nem eu, nem ela, poderíamos deixar nossos povos. Não sem nomear um regente. Não sem pôr em risco seu governo, tão fragilizado nos primeiros momentos. Ela não podia correr risco algum, agora. E eu não suportaria viver em Ponta, longe de meus filhos. Mais uma vez, nossos destinos estavam fadados à frustração. Mesmo sabendo de tudo isto, não pude controlar meus gestos. Avancei na direção dela, puxando-a pela cintura para um abraço forte. Queria que a dor a abandonasse, queria que Endric estivesse de volta, com suas risadas e sua habilidade única de beber canecos de cerveja num só gole. Queria ver o veado dos Baratheon brilhando sobre as ameias do castelo em suas cores reais, e não o dourado sobre o negro.

- Eu sinto muito, minha Ella… Sinto muito mesmo… - A consolei, sussurrando meu lamento em seu ouvido e mantendo-a unida a mim.
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As High As Honor✖️

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Re: Labirinto de Argella

Mensagem por Nikola Baratheon em Seg Jul 10, 2017 6:02 pm

A brisa produzida pelas plantas do jardim soprava os fios soltos do cabelo castanho de Nikola, fazendo-a ter de puxá-los para trás de sua orelha, onde não fariam cócegas em sua face. Seu penteado não estava mais tão bonito quanto estivera mais cedo, mas não havia ninguém ali além dela mesma, e, por conta disto, ela o deixara do jeito que estava. Era uma espécie de coque trançado e fora feito por uma de suas aias, das quais tanto gostava — e não só pelas habilidades com seu cabelo. Sentada em um banco de pedra no Labirinto de Argella com os raios de sol a aquecerem seu rosto, a garota sonhava acordada, lembrando de seu passado e de todos aqueles que amara mas que, entretanto, não veria mais — pelo menos não neste mundo.

Trajava um vestido amarelo de tecido leve naquela manhã, um de seus favoritos. As mangas do mesmo eram rendadas e chegavam até seus cotovelos; na altura do busto, ele era bastante apertado ao seu corpo, mas a partir da cintura se tornava um pouco mais rodado e solto. Ela não tinha uma coleção de vestidos assim tão imensa; a jovem não era nem um pouco consumista, e prezava mais a qualidade do que a quantidade. De tal modo, gostava de todas as suas vestes, mesmo aquelas que já usara várias vezes e das quais nunca cansava.

Com seus olhos fechados, a morena não percebeu um coelho andando por ali, a poucos metros de distância. Acabou por, primeiramente, ouvi-lo abrir caminho entre a folhagem verde das plantas, que ficavam ao lado de onde estava. Nikola abriu seus olhos azuis da cor do céu daquele dia e focou-os no pequeno roedor, que também parecia a observar; ele era predominantemente cinzento, mas haviam algumas manchas de tom mais esbranquiçado. Sua pelagem era de comprimento mediano, o que deixava-o com a típica aparência de animal fofo; suas orelhas eram róseas no interior, e grandes como a de qualquer outro ser daquela espécie. Os seus pequenos olhos castanhos a fitavam, parecendo desconfiados; ele estava parado, então, a menos de trinta centímetros dela.

Olá, amiguinho — a morena cumprimentou-o, abrindo um pequeno sorriso. Talvez, se alguém a visse conversando com o animal, a acharia louca ou muito solitária, mas ela não se importava com o que os outros pensariam. Estava, de qualquer modo, sozinha ali, e ele era sua única companhia. — Como foi que você entrou aqui?

O coelho parecia estar escutando-a atentamente, mas, obviamente, não pôde respondê-la. Parecia um pouco assustado, porém não o suficiente para fugir dela; tal pensamento a instigou a estender lentamente a mão direita na sua direção, com a intenção de acariciar seu pelo. O roedor, entretanto, afastou-se e pulou para o meio das plantas, visivelmente amedrontado, o que fez a jovem franzir as sobrancelhas. "Ganhar a confiança é o primeiro passo", pensou consigo mesma, lembrando das palavras que um cavaleiro lhe dissera certa vez a respeito de como domar um cavalo selvagem. Aquele animalzinho não era equino, mas ela tinha certeza de que teria de ser tratado do mesmo modo caso ela quisesse poder tocá-lo.

Levantou-se, então, com delicadeza para não deixá-lo com medo, e dirigiu-se, enquanto segurava as saias amarelas de seu vestido, para o interior do castelo. Atravessou rapidamente os corredores iluminados pelo sol daquela manhã que a levariam à cozinha de Ponta Tempestade; ao chegar nela, abriu as portas escuras e sentiu o aroma delicioso do que, provavelmente, seria o almoço daquele dia sendo preparado nos fornos a lenha. Nikola abriu um sorriso e murmurou um "olá" para algumas pessoas que trabalhavam no local, e pôs-se então a procurar algum alimento para oferecer ao coelho, enquanto era audível o som de suas sapatilhas no chão de mármore branco.

Encontrou, por fim, as cenouras das quais precisava; pegou uma, lavou-a na água de uma vasilha branca e saiu do cômodo pelas mesmas portas que entrara, retomando o caminho para o exterior do castelo. Passou pelo pátio e foi até o Labirinto de Argella novamente, esperando encontrar o animal no meio das plantas, como ele estivera antes. Parou ao lado do banco e olhou ao seu redor, em busca do pequeno roedor; parecia ter sumido, o que deixou a morena decepcionada. Esperara, somente, poder alimentar o coelho; não estivera esperando domesticá-lo nem nada parecido.

A jovem ouviu, então, um ruído no chão de pedra; parecia vir de algo a poucos metros dela, mas ela não conseguiu identificar o causador do barulho naquela distância. Desejando que fosse novamente o mesmo animal, pôs-se a andar lentamente, temendo assustá-lo e perdê-lo de vista mais uma vez. Acabou o encontrando ao lado da Chuva-de-Ouro — a árvore de flores amarelas do jardim —, e, fitando-o, ajoelhou-se a certa distância e estendeu-lhe devagar a cenoura que ainda estava em sua mão. O roedor a observou por alguns segundos, aparentemente um tanto desconfiado, até que, para a surpresa de Nikola, se aproximou com cuidado e mordiscou o legume que ela lhe oferecia.

Você está mesmo com fome, não é? — perguntou a garota baixinho, com uma expressão mista entre pena e ternura em sua face. Fitou o coelho enquanto este se alimentava, saciando sua fome; era uma criatura doce e selvagem que, provavelmente, vivia além do castelo. Teve vontade, mais uma vez, de acariciá-lo: estendeu a mão livre com delicadeza, mas o animal se esquivou, amedrontado. — Acalme-se, não irei machucá-lo — murmurou, e, após esperar alguns instantes, aproximou novamente os dedos de sua pelagem.

Daquela vez, pôde tocá-lo. Sentiu em sua pele a textura macia de seu pelo, tal como plumas ou o algodão de seus cobertores, e viu o roedor semicerrar os olhos enquanto terminava de comer, como se desfrutasse da carícia. Aquilo a fez abrir um sorriso, sem conseguir imaginar se já vira, anteriormente, alguma coisa que pudesse disputar com tanta fofura; ela passou a acariciar suas orelhas, vendo-o deleitar-se da sensação. Ela sabia que não deveria tentar domesticá-lo por completo, principalmente porque não ficaria com ele, mas aquilo, para um animal arisco, já era um bom trabalho.

O som de cascos de cavalo se aproximando, porém, acabou sobressaltando tanto ela quanto o coelho: o bichinho fugiu rapidamente para longe, deixando-a ajoelhada sozinha no chão do jardim. Olhando na direção do barulho que os assustara, Nikola viu um cavaleiro desconhecido, que se dirigia ao estábulo.

Bom dia, senhorita — disse o homem montado no equino castanho, notando-a ao lado da árvore mais chamativa do local. Ela pôde ver que ele possuía uma barba negra, mas não conseguiu observar seu rosto por completo, já que estava coberto por um elmo; parecia bastante alto e forte, e tinha idade para ser seu pai ou avô.

A morena olhou ao redor, buscando pelo jardim, com seus olhos azuis, o coelho cinzento que estivera a acompanhando. Não conseguiu encontrá-lo: provavelmente fugira do castelo, e ela não voltaria a vê-lo tão cedo. A jovem pôs-se de pé e sacudiu a poeira em seu vestido, triste por tal pensamento.

Bom dia, Sor.
treino 01 - adestramento animal

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Re: Labirinto de Argella

Mensagem por Myla Baratheon em Ter Jul 11, 2017 11:15 pm

Myla Baratheon
Os passos de Myla ecoavam pelo ambiente conforme ela andava, com a sola das botas de couro impactando no chão. A moça acordara havia pouco tempo, saindo da parte coberta do castelo e enfrentando a luz cegante do sol em seus olhos - logo, manteve o olhar baixo enquanto caminhava para o jardim de Ponta Tempestade, nomeado Labirinto de Argella. Myla nunca deixava seus afazeres para depois, mas nos momentos em que podia descansar e dar passeios relaxantes ao ar livre, ela aproveitava a oportunidade.

A brisa marítima soprou sutilmente os cabelos soltos escuros da moça e impregnou suas narinas com o cheiro de costa do mar. A quantia de sal presente na maresia vinda foi o suficiente para causar uma leve ardência nos olhos da Baratheon, que piscou e resolveu ignorar a sensação. Com a luminosidade e o reflexo do Sol, os olhos de Myla adquiriam o tom verde amendoado que ela tanto gostava em si mesma. Vestia uma calça de algodão escura e uma blusa de linho branca e mangas compridas, que lhe caíam pelos braços folgadamente. Apesar de suas roupas normalmente não corresponderem ao seu título elevado na nobreza, a postura e os passos de Myla eram articulados do mesmo modo que os das pessoas nessa classe social - treinada desde criança a andar com o queixo erguido e as costas arqueadas, como uma dama, Myla não deixava a desejar nessa característica.

A caminho do jardim, a morena se deparou com um cavaleiro novo indo em direção aos estábulos. Não pôde deixar de notar o belo equino que o homem montava. Myla adorava animais quase tanto quanto os humanos - na verdade, ela preferia até mesmo passar o tempo com um animal quadrúpede do que com certas companhias bípedes.

Bom dia, Sor. — Meneou a cabeça na direção do homem, em um gesto de cumprimento. O cavaleiro puxou as rédeas e parou ao seu lado, olhando para baixo ao encarar a moça. Ela não sabia quem ele era e também não iria se preocupar com isso - assuntos alheios não eram do seu interesse. Não notara nenhum brasão ou marca na armadura do sor, logo, só poderia ser um cavaleiro errante ou conhecido de sua família, nada de extrema importância. — Está um belo dia hoje, não concorda?

Bom dia, milady. — Ele inclinou respeitosamente a cabeça na direção de Myla, a voz abafada devido ao uso do elmo. — Não mais que a senhorita, milady.

Agradecida pela gentileza, Sor. — A Baratheon lhe abriu um pequeno sorriso. Se lembrando do objetivo inicial do dia, gesticulou com um breve sinal para a direção do Labirinto de Argella, de onde o cavaleiro parecia ter vindo. — Bom, se me permite, irei dar uma caminhada... Com sua licença.

Continuou o percurso para o jardim, observando a paisagem e o céu decorado pelo voo matinal dos pássaros. A brisa marítima continuava a soprar os fios escuros de seu cabelo para trás, causando-lhe cócegas nas laterais do pescoço. Myla invadiu o perímetro do jardim de pedra, caminhando com passos preguiçosos enquanto se deleitava com a visão de belíssimas flores rasteiras e com o cântico dos passarinhos que repousavam ali por perto. Céus, como amava Ponta Tempestade! Era seu lar desde que se entendia por gente. A morena passara todos os momentos - felizes ou tristes - de sua vida naquele castelo e em suas redondezas, pelo menos até aquele momento. Não se imaginava vivendo em outro lugar que não pertencesse às Terras da Tempestade, embora soubesse que essa era uma possibilidade bem presente em seu futuro próximo.

Chegando ao centro do jardim, porém, Myla se deparou com uma companhia inesperada: sua irmã caçula, Nikola. Era a primeira vez que a via no dia, já que não tinham se encontrado durante o café da manhã.

Irmã. — Cumprimentou-a com um sorriso e uma pequena mesura, imitando os movimentos no ar como se puxasse as dobras de um vestido imaginário e dobrando o joelho, assim como havia aprendido muitos anos atrás. — Aproveitando a luminosidade com a qual o Senhor da Luz resolveu nos agraciar esta manhã? — A morena se dirigiu para a árvore central do jardim, recostando-se no tronco e cruzando os braços por sobre o peito. A sombra da qual estava usufruindo era fruto dos cachos de flores amareladas que nasceram da grande planta. Olhando para cima, a Baratheon se sentiu em um mundo novo, em uma galáxia onde as estrelas eram compostas por flores douradas. — Um pouco de céu aberto sempre é bom, mesmo nas terras mais tempestuosas dos Sete Reinos.

Ao contrário de Myla, Nikola vestia-se como uma perfeita donzela, o vestido amarelo combinando com as flores desabrochadas da Chuva-de-Ouro. Olhando com atenção, porém, a irmã mais velha percebeu terra e sujeira no tecido das vestes da menor, se concentrando na parte da frente do vestido.

Nikola, querida, se agachou para procurar um brinco no chão?

Treino: Etiqueta  
THANK YOU WEIRD BY LOTUS GRAPHICS EDITION!


Última edição por Myla Baratheon em Qui Jul 13, 2017 10:44 pm, editado 3 vez(es)

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Re: Labirinto de Argella

Mensagem por Nikola Baratheon em Qui Jul 13, 2017 7:24 pm

Nikola inclinou sua cabeça respeitosamente ao homem e observou o cavaleiro seguir caminho, montado em seu garanhão castanho. De pé, observou novamente o lugar à sua volta: seus olhos azuis percorreram as plantas com folhas extremamente verdes do jardim, os caminhos feitos de pedra que o atravessavam e as aves que pousavam no local. Olhou para a Chuva-de-Ouro, indagando a si mesma se existia outra árvore tão bonita quanto esta nos Sete Reinos. Era um ambiente de beleza excepcional, que a fazia sentir-se bem consigo mesma e lhe permitia esquecer de todos os problemas que tinha.

A morena estava fitando o céu ensolarado e ouvindo o canto dos pássaros quando uma voz feminina bastante conhecida chamou sua atenção. Olhando para sua esquerda, viu sua irmã, Myla — a segunda mais nova da família Baratheon, terceira filha mulher — conversando com o mesmo homem que ela cumprimentara, e que também assustara o coelhinho anteriormente. Enquanto a mais jovem usava seu vestido dourado e rendado, a outra trajava uma blusa folgada de linho e uma calça escura; Nikola apreciava a escolha das roupas, porém não era algo que ela vestiria, exceto quando estivesse treinando o uso de força física. De qualquer modo, sua irmã tinha uma postura impecável, e conseguia demonstrar que fazia parte da nobreza mesmo sem um vestido.

Irmã — disse a mais velha em um cumprimento, sorrindo e fazendo uma mesura para a jovem. Suas mãos seguraram o ar próximo às suas calças enquanto se curvara, agindo como se este fosse um vestido, já que não trajava um. As duas não se viam desde o dia anterior: não eram tão apegadas quanto alguns acreditariam que devessem ser, mas sempre conversavam educadamente quando se encontravam pelos corredores.

Myla — cumprimentou a morena, sorrindo ao ver sua irmã se aproximar, e fez uma cortesia tal como ela: dobrou um pouco os joelhos e inclinou a cabeça, enquanto segurava as saias de seu vestido para fora do corpo e mantinha sua coluna reta. Tal gesto era uma demonstração de respeito que Nikola fora instruída a nunca esquecer na presença de outra pessoa de sangue nobre, já que seria uma grande falta de educação.

Praticamente tudo o que sabia a respeito de etiqueta fora ensinado por sua mãe, Lady Joana, nascida Arryn. A garota aprendera como portar-se à mesa, como conversar educadamente, quais gestos deveria fazer; sempre fora incrivelmente apegada à mesma, e fora este o motivo pelo qual a perda lhe foi tão dolorosa, há poucos anos atrás. De todo modo, não esquecera de nada que ela lhe dedicara tempo para explicar e demonstrar, mesmo que sua mãe não estivesse mais ali para elogiá-la pelas suas boas maneiras.

Aproveitando a luminosidade com a qual o Senhor da Luz resolveu nos agraciar esta manhã? — indagou sua irmã, recostando-se no tronco da árvore e admirando sua beleza com um olhar fascinado. As flores amarelas da Chuva-de-Ouro eram realmente belíssimas, e era por conta delas que a árvore fora nomeada daquele jeito. Uma vez ao ano, durante certo tempo, as flores desabrochavam e exalavam seu majestoso perfume, além de conceder a todos a visão de sua beleza. Por ser algo raro de se ver, Nikola passava bastante tempo no Labirinto de Argella quando era época para apreciar tal encanto. — Um pouco de céu aberto sempre é bom, mesmo nas terras mais tempestuosas dos Sete Reinos — disse Myla, referindo-se ao fato de que moravam nas Terras da Tempestade. A mais nova assentiu em concordância, esboçando um pequeno sorriso simpático.

Sim, creio que devemos desfrutar dos dias ensolarados quando R'hllor nos presenteia com eles. É maravilhoso sentir o sol aquecendo nossa face, você não concorda? — perguntou, erguendo o queixo em direção ao céu para sentir o calor da luz em seu rosto. Ela não conseguia imaginar como alguém poderia encontrar felicidade no inverno interminável do Norte: dias frios lhe faziam sentir-se triste e solitária, como se não houvesse mais esperança.

Ao ver Myla olhar atentamente a parte frontal de seu vestido com uma expressão de confusão, a morena baixou a cabeça e fitou a própria roupa, procurando o que havia de errado. Ao notar que ainda estava um pouco suja, mesmo que tivesse limpado, ela riu baixinho, tentando conter-se: a mais nova sabia que gargalhar, para uma mulher, era um ato considerado extremamente "feio" e desprezível.

Nikola, querida, se agachou para procurar um brinco no chão? — foi a pergunta de sua irmã, que fez a jovem abrir um sorriso. Ela adorava usar brincos, especialmente se tais joias combinassem com sua roupa, já que seu cabelo comumente estava preso. A morena gostava de sentir o calor do sol aquecer seu pescoço em dias quentes, ou mesmo uma brisa leve que a fazia estremecer um pouco.

Oh, não, eu estava admirando a natureza existente neste belo jardim — respondeu, sorrindo e pensando carinhosamente no roedor que estivera acariciando. Nikola sempre fora apaixonada por animais, sobretudo aqueles menores, que pareciam necessitar de proteção por conta de sua fragilidade aparente. Teve vontade de, com as mãos, espanar os vestígios de terra que ainda restavam em seu vestido, para deixá-lo completamente limpo. Sabia, porém, que aquilo seria um ato de grande falta de etiqueta, e teve de entrelaçar os dedos à frente do corpo para conter-se; logo a morena entraria e trocaria suas vestes, ou limparia aquelas que já estava usando. Talvez ajoelhar-se ao chão não tenha sido um ato digno de uma nobre, mas ela acreditava que tivera um bom motivo para tal coisa no calor do momento; pudera, pelo menos, alimentar um coelho faminto. Voltou a olhar para Myla, que estava ainda recostada na árvore e a fitava atentamente. — E você, irmã, está usufruindo desta bela manhã de sol tanto quanto eu? Pude perceber que estava iniciando uma caminhada pelo jardim.
treino 02 - etiqueta

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Re: Labirinto de Argella

Mensagem por Myla Baratheon em Seg Jul 17, 2017 10:44 pm

Myla Baratheon
Nikola parecera ligeiramente surpresa com o surgimento de sua irmã mais velha no jardim - Myla só desejava que fosse o tipo bom de surpresa. Ela valorizava seu bom relacionamento para com as irmãs - apesar de não ser a amiga mais íntima de nenhuma delas, não havia rixa alguma entre a morena e sua família.

Nikola fez a mesura digna de uma nobre, com a delicadeza e elegância pelas quais fora ensinada por sua mãe a sempre apresentar na companhia de terceiros. Lady Joana havia sido uma mãe muito carinhosa com todos os filhos, sem distingui-los por motivos fúteis como sexo e idade - como Myla sabia que muitas mulheres nobres em Westeros faziam.

A jovem recordou-se das histórias sobre os Lannister de Rochedo Casterly, vivos e presentes na Guerra dos Cinco Reis, há um século. Pelo que lera nos livros da biblioteca de Ponta Tempestade, os Lannister lideravam o topo da lista das Casas mais ricas dos Sete Reinos, com suas minas consideradas infinitas jorrando ouro e prata para o bolso dos leões. A má administração do dinheiro e o acúmulo de empréstimos não pagos ao Banco de Ferro, porém, havia quebrado boa parte da economia da Casa, transformando o bordão "Um Lannister sempre paga suas dívidas" em uma anedota.

Todo Baratheon vivo nos últimos cem anos sabia também que a morte do rei Robert I Baratheon havia sido o estopim para o início da guerra que se sucedia. Três homens, autoproclamados Senhores do Trono de Ferro, marcharam para as terras da coroa, em direção a Porto Real - levaram consigo também um exército cada e devastaram as terras e casas por onde passaram. Robb Stark e Balon Greyjoy se declararam reis de seus territórios - Norte e Ilhas de Ferro, respectivamente -, ambos querendo libertação da suserania da Coroa. Myla pensou em como os boatos acerca da incerteza da paternidade de Robert para com Joffrey Baratheon atiçaram o povo e colocaram muitos do lado de Stannis Baratheon, autodeclarado rei por direito.

Myla nunca aprovara o modo como a família era abordada tão superficialmente por ambições egoístas. "O seu lugar no mundo é definido assim que a semente de seu pai é plantada na barriga de sua mãe", uma vez Myla ouvira seu pai dizer ao irmão, Endric. Era, inegavelmente, uma verdade: nos Sete Reinos, tudo o que parecia importar era o sobrenome e o órgão reprodutor entre as pernas de cada um.

Um exemplo de família conhecida por distinguir os filhos pelas características físicas era, justamente, a Casa Lannister. Mesmo após tantos anos, os apelidos maldosos destinados ao filho mais novo de Tywin Lannister, Tyrion, eram conhecidos e lembrados pelos livros de história que o mencionavam: monstro, duende, aberração. Era, para Myla, lastimável que um homem com notável capacidade de intelecto tivesse sofrido tanto repúdio devido à sua aparência - sendo que muito dessa aversão fora incitada pelos próprios membros da família Lannister.

Sim, creio que devemos desfrutar dos dias ensolarados quando R'hllor nos presenteia com eles. É maravilhoso sentir o sol aquecendo nossa face, você não concorda? — Nikola levantou o rosto em direção ao céu aberto, se deleitando com o calor sutil que os raios solares traziam consigo. Apesar de, no momento, estar coberta pelas sombras das folhas da Chuva-de-Ouro, Myla sabia muito bem sobre o que a irmã mais nova falava. A sensação da quentura do sol em sua pele lhe causava tranquilidade - mesmo que batalhas estivessem sendo travadas na terra, era reconfortante saber que, no céu, as nuvens estavam em trégua e tudo permanecia calmo como num conto de fadas.

Myla abriu-lhe um sorriso fraterno e assentiu com a cabeça, concordando em relação a magnitude de tomar um pouco de sol, nos momentos em que ele aparecia por aquelas terras. A brisa marítima novamente veio, soprando alguns fios soltos do cabelo escuro da jovem para seu rosto, retirando-os do esconderijo de trás da orelha. Myla insistiu em devolvê-los para lá, desencostando do tronco da árvore e esticando os braços para cima, espreguiçando-se preguiçosamente como um felino que acaba de acordar de sua soneca. Ela tinha plena consciência de que o gesto não era exatamente um modelo de boas maneiras, mas acreditava que não precisaria agir de modo impecável aos olhos de sua companhia atual.

Oh, não, eu estava admirando a natureza existente neste belo jardim. E você, irmã, está usufruindo desta bela manhã de sol tanto quanto eu? Pude perceber que estava iniciando uma caminhada pelo jardim.

Sim, sim. Acredito que todos estejamos igualmente encantados com a aparição de nossa brilhante estrela hoje. — Myla saiu da sombra fria na qual estava abrigada, revelando-se novamente ao sol e colocando-se frente a irmã. — Iniciei, e devo portanto terminá-la. Espero que o seu passeio seja tão prazeroso quanto o meu está aparentando ser. Vejo-a no almoço, creio eu. Com sua licença, Nik. — Myla fez uma pequena mesura e continuou seu caminho, indo para o lado oposto do qual ficava a entrada do belíssimo jardim de pedra.

Treino: História  
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