Pátio Externo

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Mensagem por Azor Ahai em Qua Maio 24, 2017 9:34 am



Pátio Externo

Um amplo pátio dentro das muralhas internas de Darry, pavimentado com pedras e contendo estábulos, forja, depósito de armas (subterrâneo) e um pequeno barracão de refeições (à esquerda do Grande Salão). No meio do pátio existe uma árvore coração com um cercado de pedra.


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Re: Pátio Externo

Mensagem por Esmond Frey em Qua Maio 24, 2017 10:55 am

AVISO: Esta interação se passa anos atrás, mostrando uma pequena parte da infância de Esmond.

O ressoar do aço se chocando numa música descompassada se alastrava pelo pátio externo do castelo Darry. Homens recém recrutados pelo pai de Esmond experimentavam os benefícios de uma espada curta e um escudo. Ting, ting, ting, tuk, ting, tunk, vush. Era o que se escutava. Homens verdes tanto na vida como nas batalhas seguiam os comandos do mestre de armas para memorizar golpes e posições de combate vantajosas enquanto berrava incentivos e ofensas à aqueles que erravam seus comandos.

Lorde Elrond estava resoluto diante do Grande Salão, observando todo treinamento daqueles rapazes verdes e ao seu lado, um jovem Esmond, um rapazote de doze anos apenas mas com a altura de um de quinze. Sempre foi grande e de ossos largos e quando bebê dera a mãe um trabalho e tanto para nascer.

- Pegue sua espada bastarda garoto, vai treinar com ela, sem espadas curtas ou longas. Vou lhe mostrar posições e movimentação e quero que me acompanhe. Disse o senhor seu pai entregando uma réplica de espada bastarda talhada em madeira e empunhando ele mesmo outra que sobrara.

Quando agarrou a espada acharia ser mais leve do que realmente era e esta quase escapou das mãos. O pai afastou os joelhos e segurando com as duas mãos, ergueu a espada á altura dos ombro no canto esquerdo. Esmond fez o mesmo e se afastou do pai, mantendo o olhar rente ao gume de madeira.

- Mantenha os pés firmes, sempre fique em movimento em um combate real mas mão se movimente tanto a ponto de ficar cansado e coroar vitorioso o seu inimigo. Com uma boa base e braços fortes dificilmente um homem conseguirá desequilibra-lo! Essa posição permite ataques altos e fatais mas expõe a parte baixa. Me ataque. Ordenou. Esmond avançou com passos firmes e descreveu um arco, atacando o flanco esquerdo do pai com força. O homem girou em si e bateu sua madeira contra de seu filho, parando o golpe. - Vê? Tive que girar para poder defender visto que você atacou e eu defendi pelo mesmo lado. Sempre que sei inimigo tomar a esquerda, tome a direita dele, espada cruzadas, não lado a lado. Continue, me ataque opostamente a minha espada. Pediu, e Esmond fez chover sua espada bastarda diante do pai. Esquerda, direita, dividida de pressão e jogado no pavimento do pátio.

O pai mostrou o poder das divididas e como serviam para ganhar espaço e pensar numa estratégia. O treino recomeçou. Direita, esquerda, dividida, recuo. Esmond sabia que não poderia disputar com o pai, portanto deixou a dividida optando por recuar e obtendo uma brecha, que não notou.

- Repita o movimento e observe. Comandou. O jovem Frey executou os movimentos e na hora da dividida segurou a espada bastarda com uma mão no cabo e outra na parte cega da mesma, firmou o pé esquerdo e o dominante e recuou para instigar sua força manual para frente e cima enquanto recuava. - Minha brecha se abriu, fui atordoado. Explicou, parado feito estátua até seu filho perceber com um olhar alegre.

Os dois voltaram a posição e recomeçaram sua dança. Esquerda e direita, esquiva, bloqueio, recuo. Os golpes soavam sonoros entre os dois e a cada ataque ou defesa as espadas entravam em ressonância e vibravam toda a mão e o braço do jovem Frey. Ficaram ali durante quanto tempo? Provavelmente metade de hora ou três quartos de hora, digladiando-se, enquanto Lorde Frey bradava instruções, explicava movimentos e os repetia duas ou três vezes para fixar na mente do filho e voltar a testá-lo em combate “real”.

Os recrutas pareciam tão cansados quanto Esmond, mas na presença de seu senhor e o herdeiro não ousavam reclamar do treinamento. O rapazote Frey continuava a dança mortal que aprendia conforme a melodia era tocada por seu adversário. Agora misturava ataques baixos e altos com o intuito de pressionar o inimigo por todos os lados. - Tática perigosa, pode cansar homens mais fracos e sem vigor e matar homens desatentos e presunços. Sempre que atacar dessa forma tenha em vista suas brechas e cubra-as com a certeza de que conseguirá defendê-las. Chegará a hora que irá cansar, recue e movimente os pés e analise o combate com o que aprendeu com seus ataques e as defesas dele. Não ache que lutar é apenas bater espadas garoto, é preciso muito mais que o corpo, precisa da mente também. Bradou, atacando rápido mas de forma previsível e proposital. O rapaz ergueu a espada a sua esquerda e desenhou a espada do oponente para a diagonal inferior, depois defendeu horizontalmente o golpe ascendente cruzado duas vezes e girou a espada em parábola e rebateu a do inimigo para o lado direito e para o lado esquerdo, todavia, foi jogado para trás com um golpe e desarmado com um golpe no cabo da espada.

- Saiba usar a empunhadura da espada garoto, ela não tem um pomo em forma de cruz á toa. Use o pomo para impedir que seu inimigo arranque sua mão ou te desarme. Fez o herdeiro atacar-lhe da mesma forma e projetou o pomo na direção da madeira, impedindo o golpe e com uma mão agarrou o pulso do filho. - Vê? Impedi seu golpe de desarme e agarrei seu pulso, posso agora escolher desarmá-lo pois sou mais forte, ou atacá-lo e atordoá-lo com minhas mãos. Uma oportunidade de ouro. Sorriu. Era difícil Lorde Frey fazê-lo, e isto animou Esmond que pisou no pé do pai com força, fazendo-o grunhir e vacilar. Num instante depois o herdeiro fazia chover golpes sobre seu pai, com uma astúcia nos olhos e um sorriso preenchendo o rosto, sentia-se feliz pelo pai estar próximo dele e ter exibido um sorriso em sua presença, era como se os Sete o tivesse enchido de energia para continuar a passar o dia com seu pai.

Permaneceram por mais tempo que Esmond desejava e tudo teve fim quando o mestre de armas do pai soou uma corneta anunciando a pausa. Os homens recrutados caíram sob o cansaço em qualquer lugar que pudessem cair e o Lorde Frey e seu herdeiro pararam o treinamento.  O mestre de armas chegou, caloroso como sempre era e deu um tapa no ombro do herdeiro e uma saudação sonora e quente para seu lorde.

- Vejo que és naturalmente bom com a espada bastarda, jovem senhor. Proferiu o servo animado e piscando para o herdeiro, este deu um sorriso.

- Não o elogie tanto, sor. Homens são bons todo o tempo mas basta um momento para se juntarem ao Estranho. Seu pai fazia isso com frequência, tratava seu filho não diferente de como tratava seu meistre ou seu castelão. Lorde Frey era gelado como o Mar Tremente quando se tratava de seu filho e exigia bastante do mesmo. A mãe do rapazote dizia que não era culpa dele e sim dela, e que apesar de tudo ele amava o filho. Esmond duvidava a maior parte do tempo. Via cuidado, sim, mas amor? Não… Certo dia perguntou para o meistre sobre amor e este lhe ofereceu respostas ora religiosas ora filosóficas e complicadas demais para um garoto entender e dissera certa vez:

- Existem alguns amores que são quentes como uma fogueira e outros gelados e longos como um iceberg, jovem senhor. Amor tem várias formas e facetas, assim como suas energias, disse-me uma septã uma vez. Terminou, e esta foi a resposta mais coerente que achou e por semanas passou a se perguntar qual era de fato o amor que seu pai talvez sentisse por ele, caso existisse.

Lorde Frey ordenara ao mestre de armas que treinasse pessoalmente seu filho e o preparasse todo o mês para um combate a fim de provar seus progressos na espada até ser digno de manejar aço de verdade, e após tal cumprimentou o sor e seu filho com um aceno, despachando-o seus afazeres.



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Última edição por Esmond Frey em Qua Maio 24, 2017 11:52 am, editado 2 vez(es)

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Re: Pátio Externo

Mensagem por Esmond Frey em Qua Maio 24, 2017 11:47 am

AVISO: Esta interação se passa anos atrás, mostrando uma pequena parte da infância de Esmond.

[justify]Fervoroso já estava o castelo Darry dos Frey. O sol estava alto, o barulho de aço e gritos e fora das muralhas as vozes da Vila do Lavrador logo ao lado. Esmond mantinha-se em pé diante de boneco de linho e estofado de palha. O mestre de armas com uma túnica com o emblema dos Frey e por baixo uma cota de malha bradava golpes a medida que batia com seu bastão no solo pavimentado, ordenando os ataques. Tuk. Desferiu uma estocada. Tuk. Um corte lateral na altura da costela direita e depois outro na costela esquerda.

- Um golpe a cada sinal meu, senhor Esmond! Siga meu tempo e mantenha esses braços firmes. Exclamou o sor, recomeçando os batuques no piso pavimentado. Tuk. Repetiu o movimento anterior. Tuk. Refez o mesmo, todavia da maneira certa. Esperou outro baque e completou-o corretamente. Tuk. Defendeu um golpe alto com a espada na horizontal e a ponta para sua direita. Tuk. Empurrou o golpe imaginário para cima. Tuk. Estocou o boneco na barriga. Tuk. Retomou a posição inicial e respirou fundo. - Novamente, senhor. Indicou, reiniciando o batuque.

Os soldados recrutados que treinavam com espadas se digladiavam em confrontos sobre o comando do castelão. Os arqueiros disparavam a comando do chefe dos arqueiros de forma sincronizada. O pátio fervilhava…

” Já estou nisso a quanto tempo? Ele apenas me ordena os mesmos movimentos!! Gostaria de estar agora na Torre do Bastardo, junto com o meistre, alimentando os corvos e pedindo histórias para ele. “ Pensou o rapaz, completando a defesa ascendente e ficando imóvel.  Tuk. Estocada na barriga. Na torre dos Aposentos do Leão encontrava-se a mãe de Esmond, lendo sentada diante a janela de seu marido e observando o fluxo de pessoas no pátio externo, com especial atenção em seu filho. O rapazote notou de relance a mãe sob a janela, embora não soubesse que a mesma o vigiasse e animou-se com sua imagem, seus golpes saíram diferentes.

Mais um, mais outro e novamente e de novo. A espada descrevia arcos e parábolas diante o boneco de palha arrancando seu conteúdo a cada golpe. Tuk. Tuk. Tuk. Tuk. Uma estocada; Corte lateral na direita, outro na esquerda; Defesa alta e empurrão e por fim uma estocada, retornando a sua posição original. E repetiu novamente, por metade de hora. Seus braços já estavam cansados visto que devia sempre manter a espada na altura dos ombros. Sua testa já molhada banhava seu rosto. Sua vestimenta já lhe causava incômodo e estava vestida apenas com camiseta de algodão, calças pretas, túnica azul e botas de couro.

- Vamos lá jovem senhor, agora faça sem intervalos, quero movimentos rápidos e consistentes. Quando bater faça-os, ao bater novamente repita-os. Ao ouvir isso Esmond desejou atacar o mestre de armas mas nada fez. Tuk. Estocada, golpe lateral direito, golpe lateral esquerdo, defesa ascendente e estocada. Tuk. Repetiu o processo. Tuk. Novamente refez os golpes. O herdeiro notou que o mestre de armas aumentava o ritmo cada vez mais obrigando-o a atacar mais rápido enquanto tentava manter a consistência dos mesmos. - Mantenha a consistência! Não abandone a base da postura. Ordenou.

” Como posso manter a consistência e a base se você aumenta o ritmo a cada sequência? Pensou, carrancudo enquanto realizava os golpes.

- Muito bem, senhor! Vamos agora fazer outro exercício. Realizarei os movimentos com minha espada e quero que os repita.Vamos voltar aos golpes bases e reafirmar sua integridade antes de continuarmos. Exclamou, retirando seu aço da bainha com um silvo mortífero.

” Eu fiz isto ontem, anteontem e na semana passada!! “ Pensou o rapaz, insatisfeito, todavia engoliu a seco o desconforto e se pôs em posição de combate.

Golpe de direita, alto e descendente, novamente e de novo até contabilizar dez repetições. Golpe de direita, baixo e ascendente, uma, duas e assim adiante até contabilizar dez repetições. Golpe de esquerda, alto e descendente, muitas vezes até atingir dez golpes. Golpe de esquerda, baixo e ascendente, para atingir dez golpes. Ataque vertical, descendente e dez vezes. Ataque vertical, ascendente com dez repetições. Com este padrão realizou estocadas e depois combinações duplas de ataques laterais e verticais e estocadas até o comando do mestre de armas sinalizar o fim da atividade.




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Re: Pátio Externo

Mensagem por Esmond Frey em Qua Maio 24, 2017 1:53 pm

AVISO: Esta interação se passa anos atrás, mostrando uma pequena parte da infância de Esmond.

A tarde caía perante Darry, os recrutas do senhor seu pai já terminavam seu treinamento e dirigiam-se aos barracões de refeição ou á Vila do Lavrador, todavia Esmond ainda trabalhava, ofegando e suando como um porco na fogueira. A brisa da tarde aliviava seu calor. Estava calado, até mesmo em pensamentos e isto já datava de algumas semanas desde que o pai lhe ordenara praticar esgrima com o mestre de armas, Sor das Cobras, como apelidara o jovem herdeiro em seus pensamentos. Às vezes sentia-se tão sozinho como uma águia das montanhas do Vale, e cada vez mais seu tempo livre era consumido, deixando-o num estado de cansaço permanente. Era um alívio as vezes que visitava a mãe ou era letrado pelo meistre.

Havia mais cedo praticado as mesmas sequências praticadas na semana passada e repetido os movimentos bases mais de vinte vezes cada, deixando seu braço dormente. Sor das Cobras dizia que a espada era uma extensão de seu dono, como um ferrão de vespa ou o veneno de uma cobra mas quando o rapaz questionou o mestre das armas sobre venenos o mesmo disse que não era um artifício bem visto nos Sete Reinos, arma de mulher e conspiradores dissera, e o herdeiro pegou-se pensando se a mãe ou o meistre conhecia algo a respeito.

- Muito bem, senhor! Agora vamos fazer outro exercício. Vou atacá-lo com a espada de madeira e você deverá apenas defender, não pode deixar que eu lhe toque a pele com minha arma. Compreende? Indicou, afastando as pernas e trazendo sua espada ao seu flanco, na altura dos olhos. Esmond fez o mesmo, mantendo-a do lado contrário como o senhor seu pai havia ensinado e Sor das Cobras, reforçado.

O mestre de armas bradou um sonoro “há” e partiu para cima. Com um passo avançou mais do que Esmond achava ser possível e golpeou por cima, verticalmente. O rapaz esbugalhou os olhos e ergueu a lâmina, apoiando a mão esquerda na parte cega e empurrando o ataque esquerda para favorecer a força de seu braço direito na empunhadura, visto que o homem embora um pouco velho era forte e experiente.

Mais um golpe do homem, dessa vez diagonal de cima para baixo e da esquerda para direita. O Frey aplicou a mesma defesa e o mestre das armas repetiu seu movimento anterior mas ao contrário e assim permaneceram por quinze segundos com o herdeiro perdendo espaço e o homem, ganhando e crescendo na batalha.

” Ele sabe que esse golpes são previsíveis e sabe que eu sei, creio eu. O objetivo não parece ser me ensinar novos golpes defensivos mas refinar o que eu sei… De novo… “ Analisou o garoto. De repente, Sor das Cobras alterou os ataques, aumentando a velocidade e perdendo força. Madeira choveu ante o Frey, esquerda, direita, cima, baixo e meio, transversais e no final iguais. Esmond forçou a aumentar o ritmo, seus pulmões ardiam e quando recebia um golpe mais forte do que calculara o ar escapava dos mesmos e saía pela boca, no final da sequência mordeu a língua ao ser atingido no braço e no ombro esquerdo, caindo no solo com dores, cansaço e um punhado de ressentimento mal disfarçado.

-  Achou que isto era brincadeira, pequeno lorde? Sibilou como uma velha cobra e de sua boca suas palavras mais pareciam veneno de prepotência e má intenção. Pensou em contar ao pai mas já era quase um homem feito, por quê haveria de contar? O pai jamais o respeitaria se achasse que resolvia seus problemas pedindo ajuda como uma criança. Sua integridade emocional e moral estava comprometida, fervendo dentro de um caldeirão de dor e raiva infantil, iria resolver sozinho.

Segurou a arma com tanta força que suas mãos poderiam bem sangrar na hora, mas não sangrou. O ambiente estava mais quente na hora e o ar abafado, seria a raiva? Não importava, levantou-se correndo, fechando o maxilar fortemente e estreitando as sobrancelhas involuntariamente. Seus cabelos louros empapados de suor voaram e seus olhos ofereceram a sentença ao Sor das Cobras. Bombardeou o homem com diversos golpes, gemendo a cada choque de espada, mas de forma gutural. Esquerda e direita, por cima e depois por baixo. Tentou estocadas mas o homem girou, gingou e recuou numa dança frenética para o rapaz mas leve para o sor.

Buscou a cobra, e queria sua pele. O leão da torre caiu em mais golpes, rugindo e mostrando as garras nos portões de sua dupla fortaleza e a cobra se limitou a deslizar para lá e para cá e sibilar provocações. Houve um momento que as espada se chocaram  uma lasca voou no rosto de Esmond. Sor das Cobras golpeou a dobra do joelho esquerdo, fazendo flexionar a perna, todavia, no mesmo instante o garoto retribuiu com um pisão no pé do homem e se afastou batendo espada contra espada, mancando. Mesmo com dor, cansaço e raiva a sensação era ótima, estava tão vivo e excitado!

Sor das Obras avançou, deslizando como antes,  ergueu sua espada com uma mão e golpeou na vertical de forma óbvia e simplória, mas carregada de força, Esmond ergueu sua espada e parou o golpe, todavia, a mão livre do mestre de armas voou e agarrou os cabelos louros do rapazote e girando-o bruscamente bateu sua arma na mão do Frey, fazendo-o largar a arma e posicionando a madeira no pescoço do mesmo.

- Saiba controlar sua raiva e esperar o momento certo para atacar. Não saia atirando golpes à esmo. Uma abelha tem apenas um ferrão em sua vida e não abre mão dele até o momento certo. Explicou, soltando o rapaz que tropeçou e caiu no chão do pátio.

- Não sou uma abelha. Protestou, tomando a espada em mãos.

- E certamente não és um leão como podes ter pensado agora pouco. Objetou, rindo do rapaz. - Atacava feito uma fera do ocidente, mostrando as garras e grunhindo feito um gato das sombras. Veja bem Esmond, essa foi sua lição de hoje, aprenda a se controlar para não cair em armadilhas. Dispensado, amanhã continuaremos. Exclamou, fazendo um aceno de mão e o rapaz retirou-se carrancudo e calado.



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Re: Pátio Externo

Mensagem por Esmond Frey em Qua Maio 24, 2017 5:10 pm

AVISO: Esta interação se passa anos atrás, mostrando uma pequena parte da infância de Esmond.

Paf. Paf. Paf. O som da espada bastarda de madeira atingindo o saco de linho que não passava de bonecos indefesos cheios de palha ressoava no pátio externo sob o comando do mestre das armas, a pouco havia amanhecido e o Lorde de Darry retirara Esmond de seus aposentos para fazer o desjejum com ele e ter uma conversa sobre o futuro e estipular uma série de imposições e parte destas era que acordaria logo ao amanhecer para treinar com Sor das Cobras (era assim que o chamava).

Os recrutas em treinamento estavam foram, haviam sido levados para uma patrulha aos arredores de Darry e domínios sob o comando do castelão e guiados pelo capitão da guarda. Estar dentro quando queria estar fora o entristecia um pouco, mas nada comparado ao sono perdido ou a rigidez amarga do pai.

- Golpes fortes e consistentes, relaxe os braços, endureça a base mas não muito para não virar pedra. Faça as repetições de todos os movimentos. Instruiu, sentado num barril, batendo palmas para sinalizar o timing para os golpes.

Nos Aposentos do Leão pôde ver sua mãe tomando uma bebida quente e conversando com o senhor seu pai enquanto olhavam para ele. Queriam disfarçar? Parecer calados e atenciosos? Sua mãe o era de fato, mas seu pai mais parecia seu capitão do que seu pai e isso o abalava, mesmo que escondesse e engolisse para si, junto com as palavras e o que fazia  o silêncio aumentar cada vez mais e os pensamentos gritarem mais a cada semana passada naquele esforço dos infernos que era a esgrima e as lições morais de Sor das Cobras e de Lorde Frey.

Uma nova cota havia sido estipulada pelo seu mestre. Cinquenta golpes. Haveria de desferir cinquenta golpes verticais da direita e da esquerda; Cinquenta golpes horizontais da direita e da esquerda; Cinquenta golpes de estocadas e assim adiante até a espada quebrar ou o boneco, mas Esmond se perguntava quem era o boneco de fato, se era ele mesmo ou a palha.

Toda essa mudança súbita de sua vida o amargava e o entristecia mais do que as pessoas julgavam, e todavia, o povo do castelo o olhava diferente agora. O tratavam como adulto cada vez mais e o saudavam naturalmente, como faziam ao senhor seu pai e Esmond nada tinha a fazer se não devolver as cortesias com acenos, sorrisos e gestos.

Mais um golpe horizontal e o boneco rasgou e a palha vazou. O rapazote tomou outro alvo e retomou a prática, faltava pouco…

- Endireite a base, ponha força nesse braço e relaxe os ombros. Aconselhou Sor das Cobras, nome dado á ele devido seu brasão-broche no peito de duas cobras entrelaçadas. Às vezes, Esmond tinha vontade de golpear o mestre de armas com a mesma fúria que golpeava os bonecos de palha.

Metade de hora foi o suficiente para Esmond concluir a etapa da vez e sentar-se no pátio para descansar. Conseguia ouvir o ferreiro trabalhando perto do refeitório dos soldados e observou o aço sendo temperado. - Quando acha que me será dada minha primeira espada de aço, sor? Perguntou inocentemente. Sor das Cobras o analisou com seus olhos astutos e viperinos.

- Quem sabe? Há garotos que o receberam antes de você. Disse o homem, e isto afetou ao Frey. - Mas isso pouco importa, cada homem aprende à sua maneira e a seu tempo. Pode ser amanhã ou daqui a cinco anos, pode ser quando matar seu primeiro homem ou quando salvar alguém… Deveria se preocupar antes com seu treinamento e não com as possibilidades dele. Declarou, oferecendo a mão ao garoto e o trazendo de pé.

Praticaria novamente golpes básicos e depois movimentação de defesa, de ataque e mista, este havia sido o acordado entre Lorde Frey e Sor das Cobras. Ambos os espadachins ficaram em posições de  combate, opostas e começam a dançar, sem atacar ao outro, era esta regra, mas podia simular.

Ao iniciar, ambos andaram em sentidos opostos de forma circular. Esmond mantinha os braços rijos e a espada com a parte cega à altura dos olhos. Seus pés afastados e se movimentando em passos pequenos, rápidos e firmes. Sor sas Cobras mantinha a espada à moda de seu pequeno senhor, todavia movimentava-se com passos mais largos e seguros. Aproximaram-se e “cruzaram” as espadas, Esmond girou e atacou pelo lado livre e depois gingou para trás.

Sor das Cobras continuava se movimentando, oferecendo espaço para o rapaz simular seus ataques enquanto ele apenas se defendia. O Frey avançou com um passo ousado e longo, quase como se deslizasse pelo pátio e tentou simular uma estocada mas Sor das Cobras girou para a direita, agarrou seu pulso e com a mão livre desferiu um corte na altura da cabeça. O mestre das armas parou o exercício e foi falar mas o jovem ergueu a mão.

- Foi uma armadilha. Estava me dando espaço para me encher de coragem e ousadia e desferir um golpe vencedor. Não é? Indagou pensativo.

- Precisamente. É bom ver que seu poder de julgamento tem aumentado. Venha, vamos retomar. Agora tente me analisar melhor e procurar brechas. Proferiu, tomando sua posição, e o jovem a fez também. Reiniciando a dança, vagava para a esquerda e para direita, avançava dois passos e recuava três e às vezes ganhava cinco e perdia um para depois ser pressionado. Girava rapidamente, mas estes eram arriscados e por isto limitava-os para não perder o sor de vista por muito tempo. Golpeou aqui e acolá, mantendo-se na defensiva, mas pouco viu.

” Ele é velho, é só isso que vejo… “ Pensou, avançando e se pondo como vulnerável para atiçar o velho a atacar, sem resultado, mas pôde observar que sua movimentação não exibia passos mais largos e sim mais curtos. Seria cansaço? Rezaria para que sim. Era jovem, tinha mais energia, poderia se movimentar mais e fazê-lo se cansar para obter vantagem.

Esmomd gingava para lá e para cá, atacando e defendendo e até entrando na linha de ataque para se desviar de maneira desajeitada e Sor das Cobras respondia, entretanto nem todas. Houve uma hora então que Esmond abaixou-se de um golpe horizontal e estocou-o mas homem jogou-se para o lado e avançou. O Frey levantou-se com um golpe ascendente na face do mestre de armas, mas este desviou a lâmina com uma mão e simulou um soco na face do herdeiro.

- Morreu. Disse e riu, levantando o menino após isto. Não demonstrava sinal algum de cansaço! Fora tudo encenado, um engodo utilizado para atraí-lo sutilmente e pensar que ele havia encontrado uma forma genial de superar o próprio mestre. Esmond concordou com a inteligência do homem e ambos recomeçaram o exercício de postura.
[Encerrado para Esmond Frey]




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Re: Pátio Externo

Mensagem por Esmond Frey em Qui Jun 08, 2017 11:46 pm

Darry
AVISO: Esta interação se passa no passado de Esmond Frey, quando este tinha quinze anos de idade.

A espada bastarda de aço e sem fio de corte jazia rente ao ombro direito do jovem Frey. Seus pés se movimentavam lentamente, fazendo-o rodear o senhor seu pai a medida que este fazia o mesmo. O tinir do aço, de gritos e cascos no piso de pedra do pátio estavam absurdamente altos mas o rapaz se concentrava apenas em seu embate. Sua testa banhada em suor e decorada com seus cabelos louros, nela colada.

Sor das Cobras permanecia afastado, observando o duelo. Lorde Frey avançou com um passo, ergueu sua espada com um rugido feroz, descendo-a num golpe poderoso contra  o ombro esquerdo do rapaz. Recuou para trás num pé, ganhou impulso e lançou-se para frente, pousando com o outro enquanto executava um giro em seu eixo. A espada cega voou contra o flanco esquerdo de seu pai, entretanto este bloqueou com um tinir ácido entre as duas espadas. Não satisfeito o mais velho emendou um corte vertical contra a cabeça do novo, na intenção de atingir o mesmo e acabar com a luta desmaiando-o, entretanto, seu filho avançou em dois passos ligeiros e buscou a lâmina inimiga antes que o movimento fosse completo, projetando a empunhadura contra a mesma.

Num movimento rápido, ambos se afastaram, roçando suas espadas. Esmond percebeu que seu pai demonstrava indícios de cansaço, talvez devido a idade, e reconhecendo a condição do mesmo como vantagem este avançou, distribuindo ao pai uma tempestade de aço que visava atingir a espada inimiga e não o corpo dele, pretendia cansar o braço do lorde e vencê-lo de forma estratégica. Se conseguir cansar seu braço e deixá-lo dormente vou conseguir uma grande vantagem sobre ele no quesito velocidade e talvez eu tenha alguma chance de vencer este duelo. Pensou, dando continuidade ao plano.

Os golpes soavam estridentes e provocavam leves faíscas, entretanto, toda a fúria do jovem Frey foi interrompida quando seu pai executou um giro extremamente veloz que o posicionou no flanco do rapaz e com um golpe atingiu a parte detrás do joelho do rapaz. - Sua tentativa previsível de cansar minha espada não vai funcionar, rapaz. Soou imponente. Esmond respondeu em raiva ao pai golpeando de forma desajeitada em sua direção, ainda ajoelhado, entretanto, tudo que o homem fez foi recuar tranquilamente e se pôr em posição de combate.

O rapaz ofegava fortemente enquanto se apoiava sobre sua espada bastarda com a mão direita, encarando seu progenitor. Ele vai me atacar agora, tenho certeza disso mas não consigo me levantar, meu joelho está formigando feito o diabo. Merda. Minha melhor chance é esperar o golpe e me jogar para trás e ergueu a espada para me defender, se conseguir chutar ele com a direita talvez consiga ganhar tempo e espaço. Raciocinou, fechou o olho num breve suspiro e quando abriu lá estava seu pai, erguendo a lâmina para os céus.

Esmond jogou seu peso para trás e ergueu a espada bastarda com as duas mãos, uma no cabo e outra no gume. O corte vertical se chocou com tanta ferocidade que o rapaz pensou por um instante que a lâmina iria se quebrar perante seus olhos e acertar seu dorso em cheio, todavia, não quebrou, apenas defendeu e deixou a mão esquerda dormente e a direita com um corte devido a pressão aplicada pelo ataque de seu oponente. Após defender o ataque com grande custo o jovem Frey aplicou um chute com a planta do pé direito na coxa de seu pai, fazendo-o perder a postura e novamente aplicou outro, no tendão direito , derrubando-o.

Com o lorde no solo, apressou-se para montar em cima do mesmo e posicionar sua espada cega sobre seu pescoço mas este agarrou-o pelos cabelos louros encharcados de suor o jogou para o lado com brutalidade, posicionando sua lâmina sobre o pescoço do mesmo, declarando a derrota de seu filho. Maldito! Sete vezes maldito! Praguejou o rapaz, em seu íntimo. Sor das Cobras aplaudiu brevemente e riu, oferecendo uma mão ao herdeiro e depois ao lorde, elogiando a ambos.

- Ele não está bom, o treinamento continuará da mesma forma, sor. Quero que o leve até os bonecos e trabalhe melhor os cortes e as bases de combates, meu herdeiro parece se esquecer dos fundamentos da batalha quando se encontra em uma e isto é inadmissível. Declarou, entregando a espada cega ao mestre de armas e se retirou sem mais nenhuma palavra. O sabor de ferro rangia entre os dentes de Esmond, tal como sua raiva e insatisfação para com o pai.

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Re: Pátio Externo

Mensagem por Esmond Frey em Sex Jun 09, 2017 12:40 am

Darry
AVISO: Esta interação se passa no passado de Esmond Frey, quando este tinha quinze anos de idade.

Haviam se passado duas semanas desde o duelo entre Esmond e seu pai Garric e sob ordem expressa do lorde de Darry o mestre de armas reforçado o uso das bases de combate e feito o mesmo repetir inúmeros golpes sobre bonecos recheados com palha seca. Todo seu treinamento exigia uma mudança e a mesma veio quando Sor das Cobras lhe disse que treinariam esquivas e movimentação. - Tome sua espada, jovem senhor. Vou atacar você e quero que desviei de minha arma da forma mais eficiente possível, dessa forma vou treinar melhor sua movimentação em uma situação real de combate. Vamos! Esbravejou, e avançou. Primeiramente um corte horizontal óbvio contra o rosto do rapaz, este abaixou-se e meio segundo após uma estocada em arco e este rolou o corpo para o lado e levantou-se com um movimento reverso de cambalhota, feito a muito custo visto que nunca havia tentado isso numa situação “real” de combate.

Um corte vertical vindo da direita superior e um segundo da esquerda superior. Esmond recolheu ar nos pulmões e movimentou os pés, para esquerda e direita ao passo que girava o corpo em alguns graus, deixando a lâmina cega passar rente ao seu dorso. O mestre de armas correu então e aplicou um encontrão no rapaz, jogando-o contra o solo do pátio. Imediatamente uma lâmina voou numa parábola contra o peito do rapaz todavia este jogou seu corpo desajeitadamente para o lado e o resultado foi uma esquiva imperfeita que lhe conferiu um hematoma doloroso em sua clavícula o que o fez grunhir de dor. - Velocidade, consistência! Sem choramingar! Gritou, já preparando o mesmo estilo de golpe.

O golpe veio, entretanto, o rapaz fincou a ponta da espada numa pedra do piso, conseguindo um ponto de apoio e ergueu a lâmina com a mão direita, defendendo o golpe e rolou para trás com um movimento muito custoso, distanciando-se com passos largos e pulmões ofegantes. Mais aço choveu, dessa vez na altura da garganta do jovem o que fez com que este inclinasse o corpo para trás num súbito movimento. - Mantenha a base quando se inclina caso contrário irá cair! Vociferou, atacando com um corte vertical contra a clavícula do rapaz, que desviou com o corpo para o lado. - Não vai escapar! Indicou, raspando a ponta da espada no chão e arrastando-a em busca da perna do Frey.

Esmond saltou ao ver o golpe do mestre de armas mas a velocidade que este empregou no movimento havia sido tanta que seus pés foram pegos e com a força fez o rapaz cair de forma estabanada no solo, ferindo as mãos e a lateral do corpo. Não ousou reclamar, nem mesmo pensar, limitou-se a gemer de dor e levantar novamente.

Uma série de estocadas se fez presente pela mão do mestre de armas do castelo obrigando o herdeiro a gingar para a esquerda, para a direita, novamente para a direita, depois para esquerda e por fim para a direita. A cada vez que Esmond desviava, seus pés começavam a lhe cobrar todo o preço daquele esforço, tal como o resto de seu corpo que era pressionado cada vez mais graças ao Sor e o treinamento apenas se encerrou quando o Frey estava demasiadamente cansado e dolorido pelos golpes não defendidos.

- Tem certeza que queres parar, sor? Ironizou o rapaz, ofegante e carrancudo, assustando o mestre de armas que conhecia-o bem o suficiente para saber que a ironia não fazia parte do repertório psicológico do herdeiro.



[Finalizado para Esmond Frey]



Habilidade treinada:
Espada Bastarda



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Falas
Narração
Pensamentos
Falas de Terceiros


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Re: Pátio Externo

Mensagem por Jon Rivers em Ter Jul 04, 2017 10:29 pm




Darry



Jon, o castelão de Darry encontrava-se no pátio de seu senhor Frey instruindo os homens mais recentes que se alistaram para sua milícia a como manejar uma espada. Vestindo de forma simples e escura, puxou sua espada curta da bainha e deixando o braço esquerdo estendido na frente do corpo, afastou os pés e respirou fundo reunindo energias para uma breve dança de espadas. - Alto! Venha! Exclamou o velho homem.

O miliciano novato adiantou-se com dois passos jovens e vigorosos e golpeou horizontalmente, da esquerda para a direita visando o peito do castelão. O bastardo recuou para trás, avançou para frente, desferiu um estocada que foi bloqueada, um corte vertical também falho, um segundo e então deu um passo rápido em direção ao inimigo enquanto colava as duas espadas para depois pressionar a mesma contra a de seu adversário. - Nunca deixe vossos inimigos golpearem de forma sucessiva e vigorosa pois desejam desestabilizar vossas bases e explorarem sua fraqueza para abrirem uma oportunidade. Estejam atentos ao seus dorsos. Explicou, empurrando sua espada para cima com intenção de abrir a guarda do inimigo para a mesma direção.

O recruta tentou disputar com sua força e seu vigor jovem e Jon sabia que não fazia sentido disputar aquilo e foi vencido e empurrado, todavia, o castelão pisou no pé de seu atacante e projetou seu ombro contra o peito do mesmo fazendo este recuar com dores. - Também preste atenção nas pernas e nos pés, nem sempre o inimigo irá atacar por cima ou ser honrado a ponto de atacar nos lugares mais visíveis. Elucidou, afastado e com a postura resgatada.

Os dois elementos tomaram suas respectivas posturas e passaram a rodear um ao outro. - Busquem sempre observar a movimentação de seu inimigo a fim de detectar falhas, e consequentemente, oportunidades de ataque. Não deixem que o calor da batalha e o medo impeçam e ou distorça o senso analítico de vocês. Proferiu com sua voz grave e poderosa que imprimia respeito em seus homens e legitimidade em suas explicações e movimentos. - Um homem inteligente e com poder de análise pode vencer dez que tem consigo somente a força e o extinto. Adicionou, girando em seu eixo para desviar da estocada do recruta.

Um golpe diagonal da direita para a esquerda, de cima para baixo contra o dorso do homem em treinamento. Uma boa defesa. Rivers avançou um passo e repetiu o golpe ao contrário, ou seja, de baixo para cima da esquerda para a direita. Outra boa defesa. - Muito bom! Exclamou, erguendo a espada para rebater um golpe para a esquerda e chutando a perna direita do oponente que se levantava para tentar um chute. - Sempre que a lâmina de seus inimigos estiverem longe da guarda tentem utilizar suas pernas e suas mãos livres para golpear o corpo deles e atordoar para obter a vantagem, como ele fez. Recomendou, movimentando-se para o lado, para trás, para o outro lado e de novo para trás.

A rápida e sucessiva movimentação causou em Jon Rivers um cansaço que era amplificado por sua idade avançada, seu aluno tinha descoberto um elemento para explorar. O iniciado começou então a investir com sua juventude e espada longa contra a experiência, idade avançada e espada curta do castelão. De cima e pelos lados, seu aço “verde” começava a chover sobre o maduro e este bloqueava com uma mão enquanto utilizava a outra para empurrá-lo uma, duas, três vezes e ganhar espaço e tempo para planejar seus movimentos, todavia, este era bastante vigoroso e rápido. ” Apenas a juventude e velocidade não são suficientes para vencer a técnica e experiência. “ Matutou.

O servo Frey impediu a investida de seu aluno que atacou com uma estocada, girou ao mesmo tempo que se aproximava e elegantemente projetou a parte cega de sua espada curta contra a costela do homem, fazendo-o sentir tal golpe. Após o golpe de impacto na costela este abriu sua mão esquerda e golpeou sua orelha com um tapa, atordoando-o.

O aluno sentiu o golpe e num acesso de precipitação cortou desajeitadamente em direção ao bastardo, fazendo-o deslizar com um leve giro. Jon olhou ao seu redor e munido de certo cansaço e anseio por continuar o treinamento decidiu. ” Tenho que acabar com isso logo e prosseguir com o treinamento, Lorde Esmond não gostará de saber que estou dando mais teoria do que prática. “ Concluiu.

- Sor Rivers. Soou a voz que pertencia ao meistre Bard, um velho colaborador de Darry, servidor e amigo leal de longa data de Esmond Frey. -  Lorde Frey o chama para uma reunião. Explicou, parado perto do Grande Salão com suas correntes tilintando.

- Alto. Nolan, você é o mais experiente aqui e conhece os métodos, continue com o treinamento dos homens até eu retornar, por favor. Disse Jon, sempre educado e bem aplicado em exercer sua autoridade. Nolan era um homem maduro e que sempre ajudava o castelão desde que havia entrado para o serviço dos Frey.

- Sim, senhor! Respondeu, Nolan.

- Vamos então, Bard. Proferiu o velho, armazenando sua lâmina curta na bainha presa no lado esquerdo de sua cintura.

[Finalizado para Jon Rivers]


Habilidade treinada:
Espada curta

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