Jardins do Palácio

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Jardins do Palácio

Mensagem por Balerion em Sex Mar 10, 2017 11:45 am



Jardins

O s Jardins de Água foram levantados pelo Príncipe Maron Martell como um presente à sua nova noiva, Princesa Daenerys Targaryen, para marcar a união de Dorne com o resto dos Sete Reinos. As famílias nobres de todas as áreas e classes sociais de Dorne mandam suas crianças para os Jardins para se entreterem, onde brincam na praia e nas lagoas e fontes, além do mar, decisão tomada pela princesa Daenerys.Mármores rosa-claros pavimentam os jardins e o pátio.

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Re: Jardins do Palácio

Mensagem por Rylon Martell Ontem à(s) 7:01 pm



Unbowed, Unbent, Unbroken







Nymeria X




Os Jardins de Água eram de longe o lugar mais aprazível em toda Dorne. Suas fontes jorravam água cristalina e os diversos canais alimentavam árvores, arbustos e incontáveis tipos de plantas, belas e coloridas, como se ornamentadas especialmente para decorar aquele lugar nobre.

Não era à toa que os Martell estabeleciam sua residência ali e recebiam os convidados mais ilustres. Os Jardins eram uma demonstração de poder e opulência em um Domínio cercado por desertos. Representava a capacidade dos dorneses, de florescer mesmo nas circunstâncias mais improváveis.
Rylon Martell caminhava pelos Jardins acompanhado de Norrano Irren. O mercador era um homem ligeiramente rechonchudo e com uma calvície precoce avançada. Tinha belos anéis de prata ornando seus dedos e roupas de seda leve e de cores vibrantes que ele usava para se adaptar ao clima do local.

- Entende, milorde, que tem sido cada vez mais difícil manter os negócios com a mesma fluidez para esses lados. – Disse o mercador.

Rylon entedia o quão difícil deveria ser para um mercador ser totalmente honesto. A verdade é que para Volantis, estava se tornando cada vez menos lucrativo estabelecer comércio com Westeros, visto que o retorno da escravidão com força total era a nova tendência entre as Cidades Livres do Sul. A tradição westerosi rejeitava o costume da escravidão e isso colocava Dorne em extrema desvantagem, visto que as vezes era necessário quebrar contratos com guildas aproveitadoras ou cercear outras que visavam se aproveitar das dificuldades estruturais do lugar.

- Me conte como está Volantis. Acredita que será capaz colocar dois Tigres na eleição que virá?
– indagou Rylon.

- Eu duvido, milorde. A queda da Baía dos Dragões sob o controle do Império-Topázio e o retorno da escravidão no Mar de Jade devolveu aos Elefantes uma quantidade absurda de poder que Daenerys Targaryen havia conseguido reduzir. – disse Norrano, comprimindo os lábios – A Imperatriz Sayuri vem ganhando muita influência na cidade.

- Não é tão ruim que o poder repouse nas mãos dos Elefantes – disse Rylon, ponderando acerca da situação da Primeira Filha – São comerciantes e isso é bom para nós, as rotas permanecerão abertas enquanto estiverem no controle. Acredita que Volantis abdicaria de sua independência?

Uma consequência imediata da mudança do equilíbrio de poder entre os Elefantes e os Tigres era a adoção da complacência comercial substituindo o orgulho militar. Os Elefantes eram negociantes de escravos e demais mercadorias oriundas advindas do Mar de Jade. Muitos dos navios de Westeros sequer viajavam além de Volantis, portanto, a cidade era o ponto mais importante que conectava Westeros ao negócios do Extremo Leste. No entanto, os mercadores poderiam se sentir muito mais inclinados a ceder aos avanços do Império-Topázio do que os Tigres, que era a facção mais ligada a tradição militar da cidade. Com os militares enfraquecidos, a cidade se tornaria vulnerável a interesses de reinos estrangeiros.

- Eu duvido, senhor. A Velha Volantis é uma cidade muito orgulhosa e não aceitaria um arconte estrangeiro com tanta facilidade. – Afirmou o mercador, coçando o pouco de cabelo que tinha ainda sobre a orelha – No entanto, o destino de Qarth e de outras cidades na Baía dos Escravos talvez seja um indício para nos mantermos atentos.

- Se algo mudar em Volantis, eu desejo saber. – Disse Rylon, pensava consigo mesmo que era muito mais fácil desejar do que obter. Desde que ele começara a afastar Dorne dos outros reinos westerosi, a situação das Cidades Livres o preocupavam cada vez mais. Além de que, qualquer mudança e alternância de poder é uma chance para ganhar mais influência e até mesmo, para lucrar. – A posição da cidade é vital e embora eu preferisse que o equilíbrio se mantivesse nela, precisamos nos adaptar rapidamente a qualquer mudança.

- De fato, milorde. Posso garantir que lhe transmitirei todas as más e boas novas na cidade. O comércio com Dorne é essencial para mim e para o meu consórcio – disse o mercador.

- Eu sei, por isso você vem sendo um dos meus melhores contatos na cidade, caro Norrano – disse Rylon. Injetava os comentários onde lhe era necessário de forma a reafirmar a importância que cada homem possuía em seu serviço. Essa era a forma primária de mantê-los na linha, concedendo a eles um valor através das palavras. Caso essa primeira linha de ação falhasse, poderia se usar de outras maneiras, inclusive a violência, para assegurar que alguém soubesse o seu lugar. – Acredito que os tempos para o comércio em Volantis estão melhorando e o fantasma da guerra se afasta. Essas Cidades Antigas não mudam do dia para a noite. Nisso confiamos nossos negócios, não é mesmo?

- Tem razão, milorde. – O mercador assentia exageradamente com a cabeça – O fortalecimento dos Elefantes, embora utilize como base a escravidão, também nos garantirá futuras oportunidades indispensáveis.

Rylon pensava na natureza volátil dos mercadores e de suas “oportunidades indispensáveis”. De certa forma, um homem confiava seu dinheiro e bens naquilo que ele imagina que concederá o maior retorno. Nesse caso, nenhum homem gosta de apostar no lado perdedor. É uma máxima da sobrevivência humana e Rylon precisava estar pronto para garantir que o lado perdedor não seria o dele. A ascenção do Império-Topázio trazia mais problemas do que benefícios. Com todo aquele poder concentrado nas mãos da Imperatriz Sayuri, ela havia estabelecido monopólios poderosos por todo o Mar de Jade e agora, mirava no Mar de Verão. Era a oportunidade para alguns crescerem, mas uma possibilidade muito maior para que outros caíssem.

O Príncipe Governante, mais do que ninguém, entendia que o sangue de dragão nunca é confiável. Eles possuíam algum tipo de tendência sanguínea para enlouquecer e para tomar dos outros o que não lhes pertencia. Se assim fossem movidos pela loucura e pela ambição, não podiam ser ignorados quando do outro lado do tabuleiro.

- Tenho certeza. – Disse Rylon e parou sua caminhada, apertando a mão do mercador – Agradeço pela visita e pela conversa esclarecedora, senhor Irren. Terei que me dirigir para outros compromissos agora pela tarde, mas peço para que me visite novamente antes de partir de volta a sua cidade.

Ele dispensou o mercador e o viu se afastar até sair dos Jardins por um dos portais principais. Em seguida, caminhou até uma das fontes e lavou suas mãos com a água cristalina que jorrava delas. Enquanto via a água jorrar diante dele, pensava na necessidade de tomá-la como exemplo. Numa terra onde a areia era a principal característica, era exigido que Rylon fosse como a água, ele tinha que se adaptar a cada curva, a cada mudança de trajeto, dividir seus recursos ou reuni-los quando necessário, precisava saber como ultrapassar grandes barreira acumulando energia para passar sobre elas e principalmente, precisava evitar o calor escaldante.


Treino::
Política

Rylon Martell.




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