Porto do Sangue Verde

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Porto do Sangue Verde

Mensagem por Balerion em Sex Mar 10, 2017 11:49 am



O Porto

U m pequeno porto onde se encontram vários navios mercantes vindos, principalmente, das Cidades Livres, permitindo o transporte de produtos através da terra para Dorne.

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Re: Porto do Sangue Verde

Mensagem por Olyvar Yronwood em Dom Ago 13, 2017 2:52 pm


Olyvar Yronwood
Heir of Bloodroyal


Sanguerreal II

Durante minha infância lutas de espadas eram a minha coisa favorita no mundo. Isso mudou quando Allyria me ensinou algumas coisas que eu não sabia sobre as garotas.

Flashback – Nessa passagem Olyvar tem doze anos.

Era o terceiro dia de seu nome que Ollie passava longe de Paloferro. O primeiro foi dois meses após fugir da prisão imposta por Tytos e ele sentia medo, se sentia fraco, se sentia perdido, dessa vez tudo que ele sentia era liberdade. Ele estava livre de Meistre Tytos, estava livre de Arving, livre de Sor Rodner, ele estava livre até de seu nome, agora ele era Olyvar Sand e só havia três pessoas que poderiam dizer que isto era mentira. O primeiro era Archibald, o soldado que havia o ajudado a fugir e o último homem de Paloferro leal à Lady Elia. O segundo era a velha cobra ghiscari que atendia pelo nome de Kazar e a terceira era uma mulher de quinze anos de idade, a pele tão clara quanto de um nortenha e os cabelos tão loiros quanto de uma Lannister e que sempre fazia Yronwood acreditar que estava com uma leoa na cama.

Apesar do desejo retornar para a cama daquele quarto de bordel exageradamente colorido em comparação ao resto da Vila Tabueira, Olyvar tinha um trabalho a fazer. Ele havia tomado algum gosto pelos venenos, Kazar havia o explicado bastante sobre eles e Yronwood havia se comprometido em estuda-los. Talvez veneno não fosse a arma mais honrada existente, longe disso era sempre considerada uma arma de mulheres e bastardos mas Olyvar não lutava com honra, ele lutava para vencer.

O único ingrediente que Olyvar precisava era o cacto vermelho sobre uma pequena mesa e a única ferramenta era uma pequena faca e uma vasilha que também lá repousavam. Olyvar havia vestido luvas de couro que sempre usava ao trabalhar com venenos.

Enquanto se vestia e revisava mentalmente o procedimento para a fabricação do Sangue de Viúva o jovem propositalmente evitou olhar para Allyria que ainda estava deitada na cama. Foco Olyvar, foco.

Como sempre acabava fazendo quando segurava uma faca Olyvar imaginou o quão elegante ela ficaria cravada na cabeça de Tytos. Não no peito, não na garganta, na cabeça. Quebrando seu crânio no processo, ele adoraria matar a velha raposa assim. Merda Olyvar, foco!

As luvas acabavam com a ameaça que os espinhos do cacto poderiam ser e a lâmina dava um fim a sua vida arrancando-os da planta. Era a primeira parte para a extração do veneno, retirar os espinhos. Espinhos são coisas fascinantes, é a natureza mostrando sua verdadeira fase, não importa se em um cacto tão horrível quanto possível ou em uma bela rosa, espinhos são espinhos e existem com o objetivo de ferir.

Após retirar todos os espinhos, Olyvar pode envolver o cacto com a mão esquerda enquanto sua mão direita envolvia o cabo da adaga com mais força e como se o cacto fosse a cabeça de Meistre Tytos ele o apunhalou, como se quisesse fazer um buraco em um crânio. Após a lâmina entrar na planta Olyvar fez um corte para baixo fazendo o pequeno buraco se tornar um grande rasgo na superfície vermelha.

A parte interior do cacto era onde residia a seiva que servia de veneno, Olyvar primeiramente raspou a parte interna da planta com a faca, deixando a seiva que retirava se derramar sobre a tigela. Quando julgou que era hora de usar um pouco mais de força bruta, largou a faca e começou a apertar o cacto, expremendo a planta com as duas mãos e deixando os resquícios de seiva seguirem para a tijela e continuou com esse exercício até a planta estar seca.

Se Olyvar e Archibald tivessem combinado não teriam tido uma sincronia tão grande. Assim que o jovem Yronwood terminou de extrair o veneno, o soldado bateu na porta.

- Não atenda. –
Olyvar não havia notado mas Allyria estava acordada. Ela era bastante silenciosa quando queria.

Por mais que fosse difícil para ele não atendar a um pedido dela, ele atendeu a porta.

- Você está vestido, ótimo. –
Archibald e Allyria não se davam muito bem. Um não confiava no outro, Allyria achava Archibald um soldado leal demais a Elia e que por isto eventualmente iria ser um inimigo de Olyvar, Archibald lembrava Ollie que Allyria era uma prostituta e que tudo que viesse dela era falso. – Os órfãos querem falar com você.

- Certo, irei pegar minhas coisas e vou vê-los. – Olyvar olhou para dentro do quarto procurando sua espada, manto e alforje mas acabou vendo Allyria, a luz do dia tornava seu corpo mais visível e ela parecia ainda mais bela. – Ou melhor, diga a eles que eu irei em uma hora.


Treino de Venenos





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Re: Porto do Sangue Verde

Mensagem por Olyvar Yronwood em Dom Ago 13, 2017 3:05 pm


Olyvar Yronwood
Heir of Bloodroyal


Sanguerreal III

Eu nunca soube muito quem era Kazar zo Aqqaz. Ele era um assassino habilidoso e por algum motivo queria matar Tytos, para mim isto era o bastante.

Flashback – Nessa passagem Olyvar tem doze anos.


De dentro do bordel Ollie não havia percebido o quão alto o sol já estava, devia ser quase meio-dia e ele não estava com nenhum um pouco de vontade de sair, seu desejo era voltar para dentro do seu pequeno esconderijo onde acreditava que nem mesmo Tytos era capaz de o alcançar mas Archibald Sand havia o levado para fora, Oly deveria ir ver os Órfãos, essa idéia o agradava.

Desde a fuga de Paloferro o garoto havia conhecido muito mais de Dorne do que teria sido capaz viajando como um lorde, ele havia conhecido os impulsivos e violentos Uller na Toca do Inferno.

“Metade dos Uller são meio-loucos, e a outra metade é pior.” E isso é verdade.

Ainda assim, eles haviam o recebido. Não, eles haviam recebido Olyvar Sand, seu novo nome que o garoto havia descobrido que preferia. Como Yronwood ele era um alvo para Tytos, um alvo para outras casas e uma criança impotente. Como Sand ele era só mais um bastardo, ele era invisível.

Também vestindo o manto de desinteresse concedido pelo sobrenome Sand Olyvar visitou Graçadivina e após isso navegou o Sangueverde nas jangadas dos órfãos, onde ouviu muitas histórias dos roinares. Onde ouviu sobre as cidades Chroyane e Ny Sar. Sobre o Príncipe Garin, o Grande e sobre as guerras com Valíria. Também havia aprendido sobre a Mãe-Roine e sobre a luta entre o Velho do Rio e o Rei Carangueijo.

- Vamos ver os Órfãos. – Olyvar estava pronto para ir falar com os verdadeiros roinares.

- Na verdade, eu menti quanto a isto. Kazar quer falar com você. – Olyvar poderia criar algum interesse pelos costumes roinares naquele dia em que o mundo parecia ter sido colocado dentro de uma panela mas não para ver o velho ghiscari. – Eu apenas não quis falar isso na frente da puta.

- Não fale assim dela. – Olyvar sabia bem que Archibald não confiava em Allyria mas odiava quando o guarda o fazia lembrar do que ela realmente era.

Ollie dispensou a companhia do verdadeiro Sand, ele já era capaz de cuidar de si mesmo e Kazar não estava escondido longe de li. Uma construção pequena e bege, porém bastante simpática e atrativa, cercada por um lado pelas águas do rio e por outro pelas areias da margem e que aparentava ser tímida em meio aos demais prédios da cidade era a nova residência de Kazar zo Aqqaz.

Por dentro era uma pequena loja de venenos, Kazar precisava ganhar dinheiro de algum jeito e acreditava que como um comerciante de venenos e ingredientes para os mesmos ele não levantaria suspeitas e poderia lidar com a sua coisa favorita no mundo: morte.

O cheiro dentro da loja não era tão simpático quanto a aparência exterior da mesma. Haviam muitos tipos diferentes de ervas ali e seus odores se misturavam, entre odores perfumados e agradáveis e odores bastante incômodos criando um cheio enjoativo geral. Para tentar combater tal situação incenso era queimado mas era o suficiente para amenizar apenas um pouco, sem de fato combater aquele cheiro que não era nem de longe a principal razão para Olyvar não querer estar ali.

Kazar não estava lá quando Yronwood entrou, como sempre. Parecia que ele sabia o quanto o cheiro era horrível e causava ansias no aprendiz e buscava prolongar a estádia do dornês lá tanto tempo quanto possível.

- Kazar! – Olyvar Yronwood havia sido ensinado por sua mãe a manter um tom de voz cordial e a sempre saudar respeitosamente seus anfitriões. Olyvar Sand não precisava seguir tais regras da etiqueta e gritava pelo mestre.

Enquanto o mais desagradável dos ghiscari não aparecia, Ollie caminhava observando o que estava à venda naquele grande cubo marrom que Kazar chamava de loja. Sua atenção foi voltada principalmente para os venenos prontos que ficavam a mostra em prateleiras.

Acônito, Chapéu Cinzento, Sono Doce, Poção Definhante, o maldito tem um pouco de tudo aqui.

Olyvar quando via os venenos não pensava apenas em seus nomes, na verdade seus efeitos surgiam na mente do jovem antes de como aqueles frascos de morte em sua forma líquida eram chamados. Dois frascos em especial chamaram sua atenção.

Lágrima de Lys!

Olyvar não se conteve e precisou pegar em suas mãos o frasco do famoso veneno lyseno. Ele já havia lido muitas vezes o veneno ser citado e Kazar havia lhe falado sobre ele mas nunca havia tido a oportunidade de por suas mãos em um frasco do mesmo.

Quando se usa venenos há muitos aspectos a se levar em conta para não ser pego. O gosto, o cheiro, a cor, a densidade não podem denunciar a substância? A mistura não ser perfeita não pode fazer com que seu plano de errado? Além de preparar perfeitamente o veneno deve ser estudada a forma com que ele será transmitido ao alvo para que seja efetivo.

Olyvar retirou a pequena tampa de vibro do frasco e sentiu o cheiro. Ou melhor e não sentiu nada, como esperava mas precisava constatar por si mesmo.

A Lágrima de Lys não tem cheiro, não tem cor e tem gosto de água facilmente disfarçado com praticamente qualquer outra coisa. O diagnóstico é quase impossível, a Lágrima não deixa rastros ao corroer os órgãos e provocar problemas intestinais, pode ser facilmente confundida com uma gastrite ou ou alguma doença.

- Incríveis os venenos lysenos não? – E lá estava o maldito Kazar.

- Kazar. O que você queria?

- Além da Lágrima de Lys, os alquimistas lysenos também são os criadores do Estrangulador, conhece? – Olyvar já havia aprendido que quando Kazar desviava da pergunta não havia motivo para perguntar de novo, ele iria falar o que queria primeiro.

- Sim, um veneno raro de fabricação lysena.


- Os alquimistas de Lys descobririam que uma planta envelhecida do Mar de Jade embebida em uma mistura de tília, água açucarada e algumas especiarias exóticas das Ilhas de Verão poderia criar uma líquido que se engrossado com cinzas criaria cristais capazes de impedir uma pessoa de respirar se ingerido misturados com alguma bebida. O que você acha disso?


- Que eles não poupam tempo para pensar em novas maneiras de matar seus inimigos.


Kazar pegou o frasco com o estrangulador com uma mão e pegou a Lágrima de Lys que estava com Olyvar com a outra.

- E eu tenho os dois.

- E quem você vai matar com eles? – Olyvar sabia quem ele mataria se tivesse aqueles venenos, Meistre Tytos, Capitão Zhallas, Sor Anders, Lady Elia, seu pai, o próprio Kazar, Sor Rodner, quando ele terminasse Dorne ia ficar bem vazio.

Saber o que se passava na mente de Kazar era um desafio para Olyvar, ele sabia tão pouco do ghiscari e o que ele faria com aqueles venenos se tornou mais uma das perguntas sem resposta quanto ao seu mestre que apenas sorriu com a pergunta.

- Eu sei que você quer falar comigo mas primeiro eu gostaria que você avaliasse um veneno para mim. Quero que me diga se está bom.

- E o que você fez?

- Sangue de Viúva. – Olyvar tirou de um bolso um pequeno frasco envolvido por um pedaço de tecido azul.

- Só há uma maneira de saber se você fez certo, teste-o em alguém.


Treino de Venenos





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