Campos das Rosas Douradas

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Campos das Rosas Douradas

Mensagem por Senhora das Lanças em Dom Jun 11, 2017 10:57 am



Campos das Rosas Douradas

Os campos que cercam o castelo Tyrell possuem roseiras douradas por toda sua circunferência, bem como lagos e rios profundos, dando nas estradas de terra bem pavimentadas e patrulhadas por guardas da Casa, que levam à Vilavelha ao Sul, e à Porto Real ao Norte. São uma terra fértil e vívida, com fazendas e plantações de melões, pêssegos e figos roxos. Navios de menor porte destinados à pesca também transitam em seus lagos, e é comum ouvir as centenas de bardos que viajam para apresentarem-se ao Lord na esperança de conseguir um lugar em sua corte. Eles ensaiam e se hospedam da Estalagem da Rosa, à três dias de viagem até o castelo exuberante, que pode ser visto ao longe muito antes que se possa chegar até ele.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Campos das Rosas Douradas

Mensagem por Joanna Tyrell em Dom Jun 11, 2017 11:55 am

We're both the same: half in the shadows, half burned in flames
Leaving the things we lost, leaving the ones we've crossed. I have to make an end so we begin to save my soul at any cost

Não havia som mais bonito do que o cantar dos pássaros, escondidos por entre as árvores nos Campos das Rosas Douradas. Ao longe, as águas corriam na direção das vilas e aldeias mais próximas.
Lady Joanna retornava a casa após uma de suas muitas visitas à pequena população que vivia não muito longe dali. transportando, numa das bolsas presas na lateral de seu cavalo, um ramo de flores selvagens oferecido pelas crianças.
Ao contrário de sua irmã, a mais jovem dedicava grande parte do seu tempo com os plebeus e desafortunados, que lutavam cada dia para sobreviverem, principalmente nesses tempos em que a paz parecia ser cada vez mais escassa. Isso a fazia lembrar sua avó, que uma vez ou outra falava das terríveis consequências de uma possível guerra e o quão importante seria para os Tyrell formar várias alianças fortes. Claro que isso significava algo que desagradava a jovem flor, o casamento. Toda vez que o assunto surgia, Joanna marcava sua posição e até hoje ninguém havia conseguido demovê-la. Ela era muito nova e não concordava com a ideia de ser vendida em troca de apoio. Na verdade ela não conseguia se ver casada com qualquer lorde pois os achava covardes. Todos os que conhecera apenas bajulavam seu pai e a loira valorizava um homem de guerra, forte e corajoso, que a visse como igual. Não um que se escondesse atrás de um exército.

Joanna não era mercadoria, era uma pessoa que se valorizava, ao contrário de muitas outras mulheres, como por exemplo sua irmã. Maelle era ridícula, sempre sonhando com casamentos porque isso lhe traria poder. Mas Joanna tinha suas dúvidas, pois sua prima Mina não tivera essa sorte. Seu falecido marido parecia ser uma verdadeira besta e, felizmente, estava morto.
Joanna não se envergonhava de ter estes pensamentos. Sempre ouvira dizer que os deuses sabiam dos pensamentos de cada um e que tudo o que acontecia na vida era uma lição enviada por eles. Pois bem, eles que a castigassem por celebrar a morte de um homem.

Com as duas mãos, puxou as rédeas de modo a travar seu cavalo castanho. A jovem viajava sozinha, armada com uma adaga bem visível sobre sua cintura. Usava vestes de montar e o cabelo solto, embora antes estivesse preso em uma trança.
Seus pensamentos se focaram mais uma vez em Mina e Joanna quase jurou ter visto seus cabelos cor de fogo esvoaçarem por entre as árvores.
Elas haviam crescido juntas, na verdade, nem tanto. Mina era mais velha, seria de esperar que fosse mais próxima de Maelle. Mas ao contrário dessa, Mina era mais doce, demasiado até. Joanna a via como uma garota inocente, sonhadora e frágil, muito diferente dela. Ainda assim, nutria um sentimento de amizade para com sua prima distante, muito maior do que aquele que sentia por sua irmã.
Desceu do cavalo e pisou a terra lamacenta, se encaminhando na direção do riacho que por ali passava. As águas não eram tão fundas como em outras partes da região, no entanto mantinham suas propriedades cristalinas. Formou uma concha com ambas as mãos e as levou até a boca, cheias de água.
O sol indicava que a hora de almoço se aproximava o que queria dizer que sua suposta aula de costura havia chegado ao fim. Esboçou um sorriso e descalçou as botas, deixando que as águas frescas beijassem seus pequenos pés.



_________________

Separate Or United
Someone gets excited, in a chapel yard catches a bouquet. Another lays a dozen white roses on a grave.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Campos das Rosas Douradas

Mensagem por Mina Tyrell em Dom Jun 11, 2017 1:35 pm

Lady Tyrell de Águas Claras
Eh bien, si ya, lookin for me, je suis probablement dans la métropole, i le fais pour l'amour donc ce est de la merde sans but lucratif je suis, je suis boardwalkin ', de sorte que vous pouvez appeler ce monopole de toute évidence, mon approche la musique ne est pas modérée, mon Mascoma tourne, je suis l'anomalie Je aime tous mes ennemis, mes ennemis causer ┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈┈

A
s lembranças da conversa que havia tido com Lady Desmera ainda ecoavam em sua mente, cada palavra, cada verdade revelada, perturbava a jovem Lady de Águas Claras. Mina jamais imaginou que um dia teria que tomar frente de sua vida e tão pouco da vida de outras pessoas, mas lá estava ela, tendo que decidir entre o que seu coração queria e o que sua mente dizia que era certo. Ansiou tanto para que seu pai ainda estivesse ali, para lhe afagar os cabelos e dizer que no fim, tudo ficaria bem outra vez. Mas não era mais uma menina e sabia muito bem disso e os Deuses haviam lhe reservado um futuro bem mais complicado do que ela havia planejado. Tinha medo de estar escolhendo errado novamente, mas tinha certeza que a matriarca Tyrell não lhe jogaria em um casamento tão sofrido como o que teve com seu falecido marido. Na verdade, Mina sentia-se tão insegura quanto da primeira vez que se casou, talvez com um pouco mais de medo diante de tudo que havia passado nas mãos de Garth.

O dia estava belo como todos os outros em Highgarden, o clima estava fresco e o céu azul límpido era um belo convite a um passeio. Mina vestiu um delicado vestido em tons de lilás, com um decote comportado, mas a sedaria era tão bela que seu brilho lembrava uma delicada ametista. Os cabelos vermelhos estava, soltos com cachos frondosos nas pontas, apenas uma delicada tiara com detalhes de prata adornava o topo de sua cabeça. Não gostava de ostentar, desde criança gostava de se vestir com mais simplicidade, na verdade, sempre se portou de maneira humilde, tratando todos os servos do castelo de maneira gentil e educada, o que fez ela sempre ser adorada por todos. Agora, seus mais leais homens se preparavam para marchar com ela até Porto Real, selando o pacto que havia feito com Lady Desmera e os Tyrell de Jardim de Cima. Um frio na barriga tomou conta da ruiva e precisou fechar os olhos e respirar fundo algumas vezes para se recuperar do choque.

Sozinha, Mina desbrava as belas roseiras douradas que circundavam o castelo da família Tyrell, precisava meditar sobre seu futuro. O lugar tinha uma beleza impactante e de tirar o folego era verdade, o mar dourado de rosas se entendia até onde sua visão poderia alcançar. Não era atoa que aquelas flores estavam estampadas em seus brasões, elas tinham uma beleza peculiar, as transmitiam uma imponência única. O olhar da jovem Tyrell continuou a percorrer todo o lugar à medida que caminhava entre as roseiras se aproximando dos rios que cortavam o lugar, era fácil se guiar com o barulho das águas que corriam nas proximidades. Lembrou-se de Águas Claras e seus espelhos d’água que eram de tirar o folego. Porém, de acordo com os planos de Desmera, logo estaria em Torralta, ao lado de seu marido e não teria mais seus belos jardins e seus espelhos d’água. Seria difícil se acostumar a ficar longe de casa, mas era necessário ou pelo menos precisava acreditar em tais palavras, ou as forças que tinha naquele momento se esvairiam como neblina em manhãs frias.

O nome de Avalon Hightower não era o de um completo desconhecido, ele era um dos homens mais ricos e poderosos da Campina. Tinha uma boa reputação, inclusive de marido devotado, uma vez que ainda guardava luto pela esposa falecida. Era um homem jovem e viúvo assim como ela, sabia também que ele possuía quatro filhos, dentre eles a famosa Pérola de Torralta, Alerie Hightower. Dizia-se que a menina havia recusado vários pretendentes, das mais poderosas casas dos Sete Reinos, além de ter uma personalidade forte e uma inteligência invejável. Lady Desmera já havia falado da jovem, que ela era sua aluna mais brilhante e a mulher mais cobiçada em toda a Campina. Pelo menos, Lorde Higjtower tinha uma reputação infinitamente melhor que a reputação de Garth quando se casou com ele, já era algo melhor. Tinha pelo menos a esperança de casar-se com um homem que não a machucaria e tão pouco machucar Lily.

Seus pensamentos foram interrompidos pelo galope de um cavalo, virou-se rapidamente, mas teve tempo apenas de notar os cabelos dourados reluzentes. A ruiva riu, pois sabia quem era a única jovem em toda a Campina para montar um cavalo daquela maneira. Tomou a saia do vestido em suas mãos caminhando com rapidez em direção ao pequeno que riacho que estava próximo dali. Seria bom conversar um pouco com Joanna, ainda não havia tido tempo para isso desde que chegara a Highgarden. Lembrava-se dela ainda bem pequena, mas uma garota cheia de personalidade. No fundo, admirava-a por ser como era e tinha certeza que ela jamais passaria pelas coisas que havia enfrentado. Tinha na jovem garota, a irmã mais nova que nuca teve e sabendo como Maelle era, tinha certeza que ela se sentia muito sozinha as vezes.

Não se aproximou tão sorrateira, não queria que ela se assustasse e sacasse a arma que carregava, seus passos eram mais pesados e barulhentos. Encontrou a menina com os pés dentro d’água refrescando-se depois de uma longa cavalgada: — Parece-me que a água está um pouco fria, não acha?  — Perguntou chamando a atenção para si. A sombra da frondosa árvore tornava o clima mais agradável e fresco, propício para uma boa conversa: — Ainda não tinha te visto desde que cheguei, Joanna. Pensei que não quisesse mais falar com a velha prima. — Brincou a ruiva enquanto se aproximava da margem do rio.

Can you feel the pressure between your hips?

thank you weird for lotus graphics!

_________________

Mina Tyrell
Casa Tyrell da Fortaleza de Águas Claras
Beautiful, delicate and strong."
thanks, lizzie @ TPO

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Campos das Rosas Douradas

Mensagem por Joanna Tyrell em Dom Jun 11, 2017 2:32 pm

We're both the same: half in the shadows, half burned in flames
Leaving the things we lost, leaving the ones we've crossed. I have to make an end so we begin to save my soul at any cost

A jovem lady soltou uma pequena risada. Imaginava sua septa que com certeza a estaria procurando, pronta para fazer queixa a Lady Desmera Redwyne. Vovó ficaria furiosa, mas Joanna não acabaria castigada, pois seu jeito de ser, ainda que rebelde, era raro, e alvo de admiração pela própria senhora dos espinhos, ainda que ela sempre demonstrasse o contrário.
Joanna era uma garota muito peculiar, totalmente imprevisível, de um temperamento tal que quase poderia ser considerada uma Baratheon. Ela tinha certeza que teria sido um perfeito filho, talvez até melhor do que Olyvar.
Com os pés agredia a água, salpicando tudo em sua volta, incluindo suas vestes. Gostava de ter alguém com quem partilhar esses momentos, mas todos em Jardim de Cima eram extremamente educados e nobres demais para se comportarem desse jeito. Ela teve um amigo, faz já algum tempo, Richard. Seu sonho era ser cavaleiro, igual seu pai e por isso ele treinava todos os dias. Joanna via nele seu melhor amigo, o único que a aceitava do modo que ela era, sem julgamentos ou preconceitos. Mas Richard foi embora, a deixando sozinha num mundo onde ela sabia não pertencer.

Por sorte sua heroína lhe dava forças para prosseguir. Ainda que Nymeria seja chamada de rainha guerreira erradamente, pois Joanna sabia que Nymeria não se envolvia diretamente nos combates, ainda que fosse uma grande general e comandante.
Passos ruidosos interromperam sua reflexão e a loira se virou, dando de caras com sua prima Mina. Joanna invejava seus longos cabelos ruivos, que ela herdara das Fluviais. Essa caraterística tornava Mina única de entre todas as Tyrell, que eram conhecidas por seus agora cabelos loiros, semelhantes aos dos Lannister.
Com um sorriso rasgado, a loira se ergueu e abraçou a prima, não se preocupando com a possibilidade de amarrotar ou molhar seu vestido violeta.
- Não está fria o suficiente para me afastar. - a loira explicou, encarando agora a prima, ainda a segurando pelos ombros.
Mina era mais alta, mas Joanna não ficava muito atrás. Para uma garota de 15 anos, era já bastante desenvolvida.
Retomou sua posição junto da água, mergulhando novamente os pés na corrente e fazendo sinal para que a prima se juntasse sem medos.
- Claro que não! Você não é como Maelle. Aquela cobra faz da minha vida um verdadeiro inferno, mas eu me vingo.
O encolher dos ombros fazia parecer que o assunto era banal, mas na verdade não o era. A pequena Tyrell tinha muitas qualidades, mas também muitos defeitos, sendo a vingança um deles. Claro que ela não deixaria passar todos esses anos em branco, Maelle pagaria pelo que falava e fazia contra ela, mais cedo ou mais tarde.

-Estou fugindo sim de minhas obrigações de lady.
Joanna falava num tom zombeteiro, mostrando que pouco se importava com as responsabilidades que recaíam sobre seus ombros.
- Mas e você, Mina, como está? Fiquei sabendo de tudo, vai casar de novo. - Não era uma pergunta, Joanna tinha o costume de ser bastante direta, fosse qual fosse o assunto. - Espero que dessa vez mostre seus espinhos, querida prima.
Dessa vez a garota conteve-se para não chamar a prima de "burra", pois para Joanna inocência e burrice andavam de mãos juntas. Contudo não queria machucar Mina ainda mais, conseguia apenas imaginar por tudo aquilo que ela havia passado e isso a deixava enraivecida. Com certeza nada disso aconteceria com ela, pois Joanna não daria sequer oportunidade.
- Presumo que tenha sido vovó o cérebro por trás de todo esse plano.
O tom de voz da flor mudou, se tornando mais sério e até um pouco descontente. Todas as garotas da família eram fantoches nas mãos de Desmera e nenhuma parecia ter coragem de cortar o fio. Exceto, claro, Joanna, que se mostrava bastante incomodada com a situação da prima. A amava como uma irmã, uma verdadeira irmã e a preocupava a possibilidade de que alguém a machucasse de novo. Teve uma ideia louca, sabia que não seria aprovada com certeza, mas decidiu abrir a boca.

- Me leve com você Mina.
De fato nem era uma ideia tão louca assim. Joanna teria a oportunidade de conhecer uma nova terra, novas pessoas e ainda manter a prima sobre sua vigilância. - Me faça sua dama de companhia, só não me obrigue a bordar, pelos sete! Eu prometo que a protejo, não vou deixar que ninguém te machuque de novo. Juro que não te envergonho!
Joanna segurava as mãos da prima nas suas, molhadas e calejadas pelas rédeas do cavalo. Seu rosto exibia um sorriso contagiante, que tentava manipular a decisão da prima, a fazendo aceitar a proposta.



_________________

Separate Or United
Someone gets excited, in a chapel yard catches a bouquet. Another lays a dozen white roses on a grave.

Voltar ao Topo Ir em baixo

Re: Campos das Rosas Douradas

Mensagem por Mina Tyrell em Qui Jun 15, 2017 3:04 pm

A felicidade de Joanna ao vê-la, arrancou da ruiva um largo sorriso, já esperava a mais nova de braços abertos para um receptivo e longo abraço. Mina sempre desejou ter uma irmã ou irmão, porém a Mãe não abençoou sua família com mais filhos, seus primos então se tornaram o que tinha de mais próximo disso. Maelle era uma verdadeira lady, a jovem possuía uma elegância que nem ela conseguia acompanhar, um ar aristocrático natural. Sempre se deram muito bem, mas havia muita polidez na forma como se tratavam. Já Joanna era mais alegre, mais aventureira e destemida, achava fantástica a maneira como ela vivia sua vida. Não se importava com as convenções e protocolos, fazia apenas aquilo que gostava. Obviamente, deixava seu pai e avó muitas vezes loucos, mas a jovem parecia pouco se importar com todas essas coisas. Em alguns momentos até mesmo a invejava, se fosse mais parecida com ela, não teria passado por todos os problemas e humilhações que sofreu em sua vida. No fundo, Mina sabia que a jovem loira seria verdadeiramente feliz como ela nunca fora e nunca seria.

O abraço durou o suficiente para que afagasse os cabelos dourados de Joanna, Mina arrancou os sapatos e ergueu a saia de seu vestido, sentando-se ao lado da jovem, mergulhando seus pés na água fria, não era algo insuportável, mas sim refrescante: — Você e Maelle sempre brigando. — Comentou com um sorriso sincero, como se visse graça no conflito entre as duas irmãs. Mas não tirava a razão da mais nova, Maelle tinha um comportamento determinado, principalmente quando se tratava de moldar a irmã nos padrões de uma jovem lady. Os olhos esmeraldas da Tyrell observaram a água beijar-lhe os pés com delicadeza, revelando a pele alva como neve. Dentre todos os Tyrell, sua aparência era a mais diferenciada, herdando muito mais de sua mãe, que vinha das Fluviais. Hoje, a semelhança fazia muito mais sentido para ela, uma vez que em suas veias não corria o sangue de Lorde Alester: — As obrigações de Lady não são tão ruins assim. — Disse em um tom zombeteiro dando uma risada em seguida enquanto a prima também sorria. A bem da verdade, ela também odiava, se pudesse, gostaria de aprender a cavalgar e ter um cavalo, branco como a neve. Porém, sua mãe já quase enlouqueceu quando ela decidiu aprender a usar espadas. Talvez, se tivesse um pouco mais de coragem dentro de si, teria matado ela mesma o falecido marido.

O perfume silvestre tornava o clima mais agradável e o gostoso som das águas correntes eram como música aos ouvidos de Mina. Por um instante seus pensamentos foram longe, esquecendo-se até mesmo que sua prima estava ao seu lado, mas a pergunta direta de Joanna a chamou de volta para a realidade. Em um primeiro momento não soube o que dizer, as notícias corriam mais rápido do que ela poderia esperar: — Estou bem. No fim tudo acabou bem. Acho que os Sete tiveram alguma compaixão por mim e meu sofrimento. — Respondeu com a voz melancólica. Na verdade, quem tivera compaixão por sua causa fora Desmera, que sabia que Mina estava em uma situação complicada. Os dedos deslizaram pelas madeixas vermelhas ajeitando alguns fios que estavam fora do lugar: — Creio que em breve, me casarei novamente prima. — Ela ficou em silêncio por alguns instantes, meditando nas palavras da mais jovem: — Eu não sou uma rosa com tantos espinhos. Mas posso sobreviver as maiores adversidades. — Comentou como se fosse uma brincadeira.

Por mais que ela ainda fosse uma menina, queria defende-la e Mina não podia deixar de ver a beleza e o carinho em seu gesto, não imaginava que ela nutria tamanho carinho por ela. Claro que, desde sempre a via como uma irmã mais nova e temia que esses laços se perdessem com o passar do tempo: — Sim, fora Lady Desmera quem arquitetou tudo. Vou lhe confessar, não tinha a pretensão de me casar novamente tão cedo, mas ela soube exatamente como me convencer. — Mina abaixou o olhar, fitando a água límpida: — É muito difícil carregar a responsabilidade de Lady sozinha. Mais do que isso prima. É complicado saber que tantas pessoas dependem exclusivamente da sua vontade. Eu não posso e nem devo pensar só em mim. Devo pensar no bem daqueles que eu governo e estão sob a minha responsabilidade. E eu, infelizmente não tenho capacidade para fazer tudo isso sozinha. — Desabafou a mais nova. Mina sabia que havia muito mais coisas, a questão de ela ser uma bastarda tornava tudo ainda mais difícil para ela.

Desvencilhou sua mão carinhosamente das de Joanna e depois deslizou pelos fios sedosos da mais jovem, um sorriso terno e ao mesmo tempo acolhedor revelou em seus lábios: — Seria uma imensa honra levar-te comigo, querida prima. Todavia, não há com o que se preocupar. Lady Desmera teve a sensibilidade de me arranjar um bom pretendente. Avalon Hightower. Seu primo também. Ouvi dizer que ele é um bom homem. E Lady Desemera reforçou isso. A reputação do Senhor de Torralta é muito boa e até mesmo ilibada ao meu ver. — Mina silenciou-se por alguns instantes pensativa: — Mas intercederei para que passe uns dias comigo. Não prometo assim que me casar, mas em breve, a levarei para passar alguns dias comigo. E sem bordados. O que acha? — Propôs a jovem Tyrell na expectativa de acalma-la.  
.
Make me your wife, Your one and only. I'll give you everything you need. I'll give you sons, I'll give you glory, For I was born to be your queen

_________________

Mina Tyrell
Casa Tyrell da Fortaleza de Águas Claras
Beautiful, delicate and strong."
thanks, lizzie @ TPO

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum