Porto de Pentos

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Porto de Pentos

Mensagem por Deus Afogado em Ter Jun 20, 2017 10:18 pm



Porto de Pentos

O porto de Pentos é vasto e contorna boa parte do litoral da cidade oferecendo ancoradouro para diversos navios vindos de todos os cantos, desde navios westerosi, ibbeneses até mesmo navios bravosi e lysenos. Funcionários da cidade, trabalhadores portuários e todo o tipo de comerciantes e mercenários transitam e preenchem a paisagem portuária. Logo depois do porto encontram-se inúmeros edifícios de tijolo e pedra que abrigam tavernas, estalagens e outros tipos de comércio.

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Re: Porto de Pentos

Mensagem por Tristan Redwyne em Sab Set 02, 2017 10:59 am


Uma Surpresa ao Mar


Desde quando ainda era muito novo Tristan sempre foi ensinado pelo seu pai lorde Paxton Redwyne a se tornar um belo comerciante e estrategista marítimo. Ficava horas no quarto com seu pai lendo alguns livros e aprendendo a arte da persuasão, matemática e como se tornar um exímio navegador. Dito e feito agora já adulto Tristan era um dos lordes mais importantes de sua região e a Arvore era um dos lugares mais bem governado de Westeros. O período lucrativo que a Campina estava passando atualmente era praticamente graças ao Redwyne que se dedicava para vender seu famoso vinho, e alguns outros produtos.

Após a morte de Cyressa sua irmã, Tristan ficava absolutamente sempre ao mar, realizando grandes viagens mercantes para Essos ou simplesmente visitando lugares longínquos, tentava entender porque a saúde das mulheres de sua família era tão frágil e procurava motivos para alguém ter cometido tal brutalidade com sua falecida irmã. Pensava em seus filhos em todas as viagens que fazia e sentia saudades dos mesmos e de sua já morta esposa, mas tinha certeza que um dia tudo iria se ajeitar e seria feliz novamente.

No momento Tristan se encontrava no Porto de Pentos em uma do galês da frota Redwyne, chamada de Rainha da Arvore, em homenagem a aquela que um dia pertenceu ao seu pai. Possuía três grandes velas cor de vinho e vários bancos de remos pintados de branco e dourado. Havia ido até Pentos para fazer um acordo com o Conselho de Magísteres, aqueles homens conhecidos por sua inteligência e por governarem Pentos tão bem. Graças aos Sete Tristan havia firmado um belo acordo de comercio com os mesmos, e como sempre havia recebido alguns galeões de ouro por adiantamento. A Arvore iria fornecer alguns produtos e vinho por durante alguns meses a Pentos e os Redwyne receberia um bônus pelas qualidades dos produtos, e pela preferência ao famoso vinho.

Já era quase fim de tarde o sol já ameaçava repousar, os homens da tripulação do navio já começavam as preparações para enfim voltarem para a Arvore. Tristan andava atentamente por todo o navio observando se a medida dos nós estava correta, se os mastros estavam firmes e se os homens haviam abastecido o navio com tudo que precisavam.

– Puxem a ancora vamos embora... “ ordenou o lorde.

Logo a ancora foi puxada e o navio começou a tomar movimento, Tristan olhou para trás e sentiu a sensação de mais um dever cumprido, o ouro estava no convés do navio e agora poderia voltar para casa após ter feito grandes investimentos lucrativos para com a Campina. Observou o movimento do vento e percebeu que estava favorável e direcionado para seu destino, levantou a mão e gritou bem alto.

– Soltem as velas, o vento está favorável e se tudo der certo e os Sete ajudarem antes do fim da noite estamos na Arvore...

Os homens se adiantaram e preparam para descer as velas onde o brasão da casa Redwyne estava estampado, observou os servos darem firmes nos da vela aos mastros e sorriu animado logo sua tripulação chegaria ao destino.

Após já algumas horas ao mar o navio agora estava passando por Passopedra aquele conjunto de ilhas, que era famoso por suas lendas. Quando mais novo sua ama contava que os degraus ( um dos nomes mais comuns dados a Passopedra ) era o que havia restado de uma ponte natural conhecida como braço de Dorne, que conectava Westeros e Essos. Há mais de dez mil anos atrás os primeiros homens a usaram para começar a invasão deles em Westeros.

Tristan se adiantou e foi até onde os homens reimavam, deus algumas ordens para que os mesmos tomassem cuidado com aquelas aguas e gritou para que a sentinela avisasse se possíveis navios, provavelmente de piratas entrasse no curso da Rainha da Arvore. O lorde por fim foi até a parte frontal do navio e pegou firme no timão, conduzindo a melhor rota para passarem, mas logo foi interrompido pelo sentinela, que gritou cortando o silencio da noite que se iniciava.

– Um navio se aproxima capitão, creio que sejam piratas... tem uma certa neblina dificultando minha visão, espere um pouco...

Aquela região era conhecida por ter covis de piratas, mas Tristan estava acostumado a enfrentar tais homens, embora nunca tenha dado importância para combate, seu navio nunca havia sido tomado ou invadido e não seria agora que isso iria acontecer ainda mais que estavam abastecidos de ouro e alguns presentes. Suas mãos suavam no timão e o mesmo esperou para enfim saber de quem era o navio que se aproximava.


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tag: #Treino with: Magdah Pyke song: Believer notes: Começo de uma paixão
Ripe for Victory !
THANK YOU SECRET FROM TPO!



Treino Navegação

_________________
Tristan Redwyne

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Re: Porto de Pentos

Mensagem por Magdah Pyke em Qua Set 06, 2017 6:18 pm




Magdah




What is dead may never die...


         A espada zuniu próxima de minha orelha, o deslocamento de ar provocando um uivo característico que apenas estimulava meus sentidos. Gostava de sentir a energia que corria em minhas veias, estimulando o coração e fazendo tudo parecer… vermelho. Sorrindo, girei o corpo na direção contrária, desviando de outro golpe. Meus cabelos tomaram meu rosto por um breve momento, instante em que o marinheiro tentou agarrá-los para possuir alguma vantagem. Impiedosa, lancei mão de minha agilidade natural para acertá-lo nas bolas, com toda a minha força. O homem curvou-se levemente, gemendo de dor, e acertei seu rosto com a lateral de minha espada, derrubando-o de lado sobre o convés da Gaivota Louca. Aquele não era meu melhor navio, mas boa parte da minha esquadra tinha permanecido nas Ilhas de Ferro, agora que minha missão era apenas levar carga para Lys. Os ilhéus das Ilhas de Verão haviam rendido um bom ouro, agora que eram propriedade das Casas dos Prazeres. O retorno para as Ilhas devia ser tranquilo, já que nossos amigos no Passopedra tinham recebido um bom lucro em nosso auxílio. Muitos eram os piratas do passo, que conheciam e colaboraram com os homens de ferro ao longo dos últimos anos. Eu, particularmente, era respeitada e temida entre aquela raça escusa de homens do mar.

         Portanto, o treinamento com a espada de uma mão era o melhor que eu podia fazer, agora que teria de aguardar toda a viagem de volta, para Velha Wyk. Isto é, claro, depois que eu fizesse uma pequena visita à Pyke e entregasse ao meu irmão o valor correspondente, já que eu jamais roubaria os impostos do rei de sal. Precisava também recuperar os meus navios em seu porto, incluindo aquele que meu pai pessoalmente havia passado ao meu comando. A joia da frota de ferro. A Meretriz Salgada. Enquanto ansiava pelo retorno, ergui a minha espada em pleno convés, desafiando o próximo oponente. Outros marujos recolheram aquele que estava desmaiado, afastando-se depressa quando viram passar um Mão de Ferro, membro do esquadrão de assassinos que eu fundara. Não era minha Mão Direita, o mais mortal entre eles, mas sabia que qualquer um de meus quinze assassinos era capaz de derrubar-me, pois fora treinado para tanto, até que pudessem vencer um duelo, ganhando assim uma máscara. Estalando os lábios, girei meu pulso para mobilizar a espada, estalando meus ombros. Era hora de descobrir se meus melhores homens eram dignos da máscara que vestiam. Na minha mão, comprimindo a arma, senti a pele suada esfregar-se contra o cabo de couro. A Mão de Ferro caiu sobre mim com um estrondo, quando ergui a espada para detê-lo. Meu braço vibrou com o impacto, e rodeei meu adversário, tentando ignorar a dor que se espalhava, com a pancada.

              Ele investiu novamente, e com um golpe ascendente, mandei para o alto a sua espada, mas resistindo ao meu ataque, ele não a largou. Nossas lâminas encontraram-se algumas vezes, até que outra lâmina menor surgiu em sua outra mão. Movendo-se com o dobro de ângulos a seu favor, mal pude evitar os golpes do meu assassino. Eu girava tentando ampará-los, apenas para ser atingida de outra forma, enquanto a progressão de investidas permanecia inalterada. Sabia que minhas Mãos adoravam treinar contra mim, onde eles descontavam o sofrimento que eu os fizera suportar. Castigos, açoites, mutilações. Aqueles homens pertenciam a mim. Mas era inegável que por vezes, o desejo de dar o troco, ainda que de maneira velada, me era útil como treinamento. Quando a espada do soldado atingiu a lâmina da minha, resisti, segurando em seguida o seu pulso, que tentara perfurar minha defesa com a lâmina de assalto. Não vendo outra saída, fiz o que qualquer pirata faria. Joguei sujo. Enquanto mantinha seus braços parados, prendendo-os, pisei com força em um dos pés de meu homem, que grunhiu com a surpresa. Em seguida, empurrei seus braços para trás, rapidamente agachando-me e chutando uma de suas panturrilhas. Ele caiu logo depois, e joguei-me sobre seu peito, a lâmina de minha espada sobre sua garganta.

- Preciso melhorar na espada. Mas sua lâmina de assalto deu-me uma ideia. - Confessei, interessada naquele talento. - Quero usar as duas mãos. Você vai me ensinar.

- Como quiser, senhora. - respondeu a Mão de Ferro, timidamente. Saí de cima dele bem a tempo de ouvir o som de uma trombeta, vindo do mirante onde um de meus imediatos observava com uma luneta.

- O que está havendo, Mão? - Indaguei, irritada. Por acaso algum daqueles desgraçados do Passopedra ousava quebrar o nosso acordo?

- Navio mercante próximo, senhora. Devemos emparelhar? - Mercadores de Essos não eram parte do nosso acordo ancestral com a Rainha Dragão. Sorri. Toda oportunidade de ouro era uma boa oportunidade.

- Emparelhe, e prepare os arpões e as pontes de assalto. Vamos cair sobre os patifes antes que percebam o que os atingiu! - Ordenei, apressada. Larguei meu assassino no chão, enfiando a espada na bainha e agarrando o timão do navio, empurrando um dos navegantes para o lado. - Vamos virar tudo à bombordo! Quero surpreendê-los com esta neblina. Cazanes, erga meu estandarte. Faça as gaivotas negras voarem neste mar!

           A enorme vela oliva inflou-se, revelando o desenho de minhas gaivotas negras, os animais escolhidos como meu brasão, meu símbolo particular. Como Lady de um castelo e detentora de terras, eu tinha direito àquela demonstração de poder. Conquistara minha riqueza com o sangue de meus inimigos. Como a melodia que eu ouvira naquele dia, no mar, havia prometido… Todas as esperanças de meus adversários seriam afogadas num único suspiro. Minha Chuva Rubra ainda beberia o sangue de outros inimigos, eu tinha certeza. Ainda veria muitos homens orgulhosos e arrogantes caírem ao meu comando. Ao longe, comecei a ver os contornos do enorme navio. Era um depósito flutuante, tão grande eram seus celeiros. Sorrindo com a expectativa, fiz sinal para que meus homens calassem o bico, mergulhando todo o local no fúnebre silêncio.

- Arqueiros, preparem as flechas incendiárias. - Pedi, num sussurro. Até que finalmente vi as velas do navio abordado, e minhas esperanças dissiparam. - Maldição! É um navio Redwyne, da Árvore! Desarmar arcos! Abaixar arpões!

 - Não tememos o povo da Campina, senhora. Um comando, e destruiremos este navio! - Garantiu-me um marujo, e quis afogá-lo por sua tolice.

 - Tolo! E acredita que eu temo as rosas douradas? Não, mas não sou tola como a toupeira que me fala! A frota Redwyne pode aportar em Pyke em menos de uma quinzena, com um exército bem armado, treinado e abastecido, bem como a frota de Vilavelha e os navios Tyrell, combinados numa armada que nos destruirá a todos. Querem ajoelhar para a Rainha dos Espinhos? - Vi o entendimento e o medo instalar-se no rosto do rapaz, que ficou pálido. - Imaginei que não. Agora passe meu comando à frente, antes que eu mesma os incentive com sua cabeça na minha mão!

        Todos os homens abaixaram as armas, e uma bandeira branca foi içada. O navio Redwyne aproximou-se, enorme ao lado do Gaivota Louca, e os navios por um breve momento pararam em paralelo, embora um estivesse virado para a proa do outro, em direções opostas. Mandei que erguessem minha ponte de assalto, e agarrei numa das cordas, pendurando-me com um único braço para fora de meu navio. Avistei a figura de um homem com cabelos vermelhos, que segurava o timão de sua embarcação, e parecia tenso. De espada embainhada e os cabelos voando no ar salgado, olhei para sua expressão, e soube imediatamente que era um nobre almofadinha, muito embora parecesse bom o bastante para minha cama. Considerando que havia um trato entre a Campina e as Ilhas, trato este que não se estendia aos leões do Oeste, não havia mal algum em dar uma palavrinha com aquele homem interessante, e aparentemente pouco experimentado pelas mulheres de ferro. Não devia saber o que era conhecer uma mulher de verdade, acostumado com aquelas pombas pomposas da Campina.

- Perdoe o infortúnio de nossa abordagem. Os filhos do ferro não resistem ao chamado para o saque. Felizmente, há uma agradável coincidência entre nós. Ao que parece, sua embarcação retorna à Árvore, e nós às Ilhas de Ferro. Se assim desejar, m’lorde, ofereço-lhe a escolta de meus navios, como um método de garantir passagem segura através de Passopedra. Não precisará pagar o pedágio dos piratas, comigo à bordo de seu navio. - Virei a cabeça sobre o ombro, olhando para minha Mão Direita. - Assuma o Gaivota, imediato! Vamos escoltar este homem de volta à Árvore. Aposto que o tal Lord Redwyne ficará contente em me ceder uns barris de seu vinho, por garantir a segurança de seu ouro. Em seguida iremos para casa, cheios de vinho! - Os homens comemoraram, e balançando-me na corda, apoiei o pé sobre um nó de marinheiro, pendendo de um navio para o outro.

     Durante o movimento, larguei a corda bem sobre o convés daquele homem, caindo de pé, sobre meus pés. Embora o navio Redwyne fosse maior em largura e comprimento, a Gaivota era mais alta, de modo que não foi difícil acertar. Caí bem à frente do homem bonito, perguntando-me se ele não seria algum parente de seu Lord. Meus navios começaram a manobrar ao redor daquele, preparando-se para seguir viagem. Dois Mãos de Ferro caíram sobre o convés, pulando atrás de mim, com a ilusão de que eu precisava que me mantivessem segura. Suas máscaras de prata intimidavam um pouco a tripulação da Árvore, mas eles meramente permaneceram parados, as mãos nas costas, aguardando algum comando.

- Magdah Pyke, meu senhor. - Anunciei-me, usando a pouca etiqueta que eu recebera com a família de minha mãe. - Irmã bastarda do rei das Ilhas de Ferro, última descendente da família Drumm de Velha Wyk. É uma honra servi-lo, nos próximos dois dias. Para evitar as rotas arriscadas, teremos de tomar o caminho mais longo. É um caminho perigoso até a Árvore através de Passopedra; seria bom mudar o curso para longe das ilhas piratas.

       Não sabia o que aquele homem estava pensando, mas o caminho que tomara o levaria de volta para casa naquele mesmo dia. Isto é, se de alguma forma sobrevivesse ao trajeto que planejava fazer. Não havia chance alguma de chegar inteiro, ou com seu carregamento intacto, com aquele planejamento. Seria a primeira vez daquele rapaz? Ou ele possuía um nascimento tão alto que simplesmente não conhecia bem as rotas daquela região? Estava curiosa, e decididamente ansiosa por descobrir detalhes à respeito...



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