Estreitos de Tarth

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Estreitos de Tarth

Mensagem por Deus Afogado em Ter Jun 27, 2017 6:53 pm



Estreitos de Tarth

Os Estreitos de Tarth são um corpo de água que separa a ilha de Tarth do Continente, localiza-se ao norte da Baía dos Naufrágios, nas Terras da Tempestade.

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Re: Estreitos de Tarth

Mensagem por Gregor Tarth em Qua Jul 26, 2017 5:21 am





O   sol queimava a pele pálida e açoitava as madeixas alouradas enquanto Gregor de Tarth tomava a dianteira na popa do navio; as pálpebras semicerradas devido a luz que irradiava por todo o convés. Como adorava aquela sensação de sal impregnado na derme e o gosto do mar permeando os lábios, seria de capaz de abandonar qualquer coisa pelo oceano. Contudo, era um Lord e as vontades de um único homem ficam sob o destino de muitos. Galgando por toda a dimensão, o louro tomou seu lugar na parte traseira.
- Sabe, deveria ficar mais tempo conosco e menos tempo enfurnado naquele maldito castelo. - o timoneiro proclamou, as mãos calejadas agarrando com força o timão. Era um lyseno com mais anos nas costas que o normal, mas ainda mantinha as forças.
- Sabe porque você esta nesse navio, Boggs? Para seguir o curso e não me dar conselhos. - a voz arrastada de Gregor saira alguns oitavos mais baixa, o som bravio da água dardejando com força a madeira. Não planejava sair do Solar durante as épocas de chuva, mas necessitava firmar laços e confrontar antigos amigos e aliados que há muito não via; encontrar-se-ia com Icarus Estermont e quiçá alguns outros regentes.
O timoneiro soltou uma risada grasnada, escarrando no mar. - Você mete medo nesses punhados de homens aí embaixo, Gregor. Eu te vi chupando as tetas da tua mãe e tomando sua primeira surra quando não tinha nem pelos nas bolas. O que falo é verdade e sabes disso.
Tarth resignou-se, a firmeza nas palavras do timoneiro atingindo-o mais firme que uma lâmina. Descendo as escadas, deparou-se com os marinheiros recostados a pelos cantos; muitos desgastados pela falta de objetivo. Pelo Estranho, como Tarth ansiava por uma aventura.
- A bombordo, homens! - ladrou, perscrutando o contramestre que compelia os demais nas tarefas, faltava pouco para chegarem a ilha. Manteriam o curso lento e desembarcariam na encosta rasa. O vento favorável que denotava a tempestade sendo demasiadamente bom quando liberaram o cordame do garupé para que a vela do mastro de proa pudesse ser estendida por uma distância superior, aumentando o uso da força eólica. O navio impulsionou para frente, arrebentando as ondas com o casco enegrecido.
Aquela era a tripulação de Gregor desde que se lembrava de subir em uma embarcação por conta própria; sabia que os marujos lhe eram leais, entretanto, todo lobo do mar não se sente bem quando fica aprisionado muito tempo em terra. Com estes pensamentos, Tarth comoveu os pensamentos em uma linha tênue enquanto uma carranca abrangia as feições.
- Cinco nós, senhor. - o imediato pairou ao lado do Lord que acentuou as características emburradas. Há muito perdera o título de Capitão, ganhando a nomenclatura de "senhor" ou "milord".
Estavam em uma embarcação menor e mais leve, comumente chamada de terco. Com três mastros e pouco espaço para uma tripulação abastada; em casos de problemas aparentes, poderiam esconder a embarcação facilmente entre ilhas ou na encosta.
- Libere a vela principal, mas mantenha a mezena baixa. - regressou para o lado do timoneiro, relembrando com gosto de façanhas de outrora. O imediato pediu novamente a direção, forçando os homens a seguirem os comandos como um cão raivoso.


treino de navegação.

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Re: Estreitos de Tarth

Mensagem por Ella Baratheon Stark em Sab Jul 29, 2017 4:00 pm

POST FLASHBACK - CERCA DE SEIS ANOS ATRÁS



STORMBORN




Our is the fury. And mine is the crown
Já estávamos parados por muito tempo. Mesmo em nossos domínios aquilo era um comportamento perigoso. Era minha primeira vez no comando do Bastardo, um dos navios mais velozes da frota de Ponta Tempestade. Era também minha primeira vez no comando de qualquer navio. A tripulação não tinha qualquer limitação quanto a receber ordens de alguém do sexo feminino, mas parecia incomodada com o fato de termos zarpado sem o consentimento de meu irmão. Afinal, ele era o Lord. Havia experimentado um surto estranho, uma veia de revolta que me consumira até os ossos, e entrara no primeiro navio Baratheon tripulado. As coisas não estavam melhores agora que tudo que tínhamos diante de nós era mar aberto, agitado e turvo até alcançar a praia de Tarth.

As ondas e o vento frio não me assustavam. Os Baratheon eram forjados no mar, criados como parte dele, mesmo que não fossemos tão próximos das águas como os Greyjoy. Era injusto estabelecer uma comparação como aquela. Mesmo coberta de glórias, a casa Baratheon havia nascido com a Guerra da Conquista, não descendíamos de qualquer divindade lendária, como os Greyjoy alegavam descender. Era conhecido que Urras Greyjoy havia sido o primeiro de sua casa a ocupar o trono das Ilhas de Ferro, mas de onde teria vindo ele? Minha ama sempre me dizia que aquilo não era uma questão para mim, pois as Ilhas eram uma realidade distante e assim deveriam permanecer. Mas eu jamais resisti a uma narrativa. E por fim, os Greyjoy logo viriam a se tornar aliados improváveis, ligados à nós pelo casamento de Marianne.

Urras era um dos muitos filhos do chamado Rei Cinzento. Tal monarca possuía olhos acinzentados como o mar do Norte, o que lhe renderá a alcunha eterna. Diziam que o Rei Cinzento havia trazido fogo a Terra ao irritar o Deus da Tempestade, teria sido ele o primeiro a matar um dragão e ver a carcaça do mesmo ser transformada em pedra pelo Deus Afogado, além de ter se casado com uma sereia para que seus filhos pudesse viver tanto em terra quanto no mar.

Ele teria vivido e governado por mais de mil anos, tendo cem filhos, que guerrearam entre si pelo controle das Ilhas de Ferro. No fim, após quase se destruírem, os dezesseis irmãos restantes entraram em uma acordo, dividindo as terras entre eles. Todas as casas da região desde então alegam possuir o sangue do Rei-Deus Cinzento, que descansa ao lado do trono do seu Deus Afogado. Não havia espaço para essas lendas entre os veados coroados de Ponta Tempestade. Éramos oque éramos e assim seríamos até o fim, vindos de sangue bastardo e sangue real, transcendendo o tempo com a mais refinada fúria.

Deixei meus devaneios quando velas azuis surgiram ao longe. Todos os homens esticaram seus pescoços. Pedi que todos ficassem em alerta, mas logo identifiquei águia de Arryn. Caminhei pelo convés e me pendurei na frente do navio, estreitando os olhos para o horizonte. O navio era uma visão e tanto, e não pude aquietar meu coração, cheio de esperança de que Artys Arryn estivesse nele. Porém, minha ansiedade foi recompensada com as justificativas secas de um comandante dos Dedos, explicando com muito cuidado que não havia sido a sua intenção afrontar a casa Baratheon ao navegar por nossas águas sem o devido aviso.

Tudo que pude desejar à ele foi um boa viagem dali em diante, já que eu mesma me encontrava ali clandestinamente, longe dos olhos de meu irmão e Lord. A embarcação amiga seguiu seu curso para Dorne, e a minha tripulação ergueu novamente nossas velas, aguardando minhas ordens. Desanimada e sem saber ao certo o motivo de precisar do mar, me recusei a voltar para casa. - Senhores, sigamos para Tarth. - Ordenei, e o Bastardo começou a deslizar suavemente.  





TREINO DE HISTÓRIA

_________________
DEER ON ICE

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Re: Estreitos de Tarth

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