Aposentos Lord Tyrell

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Aposentos Lord Tyrell

Mensagem por Balerion em Dom Mar 19, 2017 5:12 pm



Aposentos Joseph

O maior aposentos do castelo pertencia ao senhor de Jardim de Cima, o mesmo tinha uma enorme janela de frente aos jardins.

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Re: Aposentos Lord Tyrell

Mensagem por Joseph Tyrell em Dom Mar 19, 2017 5:13 pm



Trough the Flames.


  Estava amanhecendo no Castelo da Casa Tyrell de Jardim de Cima, vassalos andavam pelos corredores se preparando para suas tarefas, lá fora alguns soldados caminhavam para seus treinos o sol estava franco naquela manha devido algumas nuvens que cobriam o céu, nas copas das árvores pássaros cantarolavam e alimentavam seus filhotes.

Alguns aposentos do castelo estava vazio os filhos de Joseph Tyrell haviam partido da Campina para com suas obrigações e gostos. Porém em um aposento em especial se encontrava o Lord Joseph, que se arrumava para começar um novo dia.Vestindo uma roupa diferente das habituais o guardião do sul, havia colocado uma calça com um pano leve, e apenas um colete por cima de uma camisa branca bem fina deu uma rápida olhada no espelho, em seguida ouviu um barulho na porta de alguém o chamando, certamente era o capitão de sua guarda pessoal na qual ele havia chamado, então se colocando de frente para a porta Joseph diz:

– Pode entrar capitão..

Logo a porta se abriu, e a figura do forte e confiável homem que servia os Tyrell durante muito tempo se apresentou sorrindo de uma forma confiante e fazendo uma rápida reverencia:

– Bom dia M’lord, reservei a área de treino para o senhor como o pedido meus homens vão treinar mais tarde, e o senhor pode ficar a vontade..

Joseph havia pedido Sor. Lucian para separar o pátio onde seus homens treinavam suas espadas, para que ele pudesse treinar um pouco suas habilidades já que após a doença da sua falecida esposa e os eventos que o mesmo teve que comparecer, havia tempo que ele não treinava a habilidade que ele estava se aperfeiçoando, ambidestria.

– Obrigado Sor., eu já estou me preparando para descer, se eu precisar de vossos serviços eu mando lhe chamarem..

Fazendo uma nova reverencia, e olhando confiante para seu Lord, Lucian deixava os aposentos de Joseph fechando a porta em seguida mas não demorou muito o mesmo deu mais uma rápida olhada em suas vestes e saiu para ir treinar, durante o percurso até o pátio todos cumprimentava o Lord Tyrell, com belas palavras e sorrisos por fim ele chega a seus destino.

Após chegar ao pátio um cavaleiro da guarda pessoal de Joseph o aguardava, em suas mãos jazia uma espada escolhida especialmente para o mesmo, o local estava completamente vazio, o que era estranho já que todos os cavaleiros do castelo treinavam ali, então o guarda caminha até seu lord e começa a falar:

- Bom dia meu senhor, vamos recomeçar os treinos ??

Durante um bom tempo antes de sua esposa falecer, Joseph treinava com tal homem ambidestria praticamente todos os dias, que era a arte de dominar uma espada ou outras armas com ambas as mãos, assim após a reverencia que o guarda havia feito entregando a espada ao lord, o mesmo se encontrava com a espada em sua mão esquerda apontando para o cavaleiro e sorrindo:

– Vamos cavaleiro mostre-me que não está enferrujado..

O guarda sorri animado com a brincadeira de seu lord e por fim avança em sua direção, desferindo golpes com sua espada na direção das partes laterais do braço do mesmo e em seu peito, o mesmo então segurando firme a espada com a mão esquerda da dois passos para trás contraindo seu corpo e desfiando dos golpes, prestava atenção em cada direção tomada por ser empregado e com movimentos rápidos desferia sua espada contra ele, mesmo há algum tempo sem treinar a mão esquerda de Joseph era tão habilidosa quanto à direita, e concentrado o lord contra-atacava, aperto sua mão esquerda firme no cabo da espada e com a mão direita segurando no fundo do cabo da mesma tento acerta a parte superior da barriga do guarda e a em seguida dando um rápido giro, o lord jogava sua espada para cima, pegando com a mão direita e desferia na direção da maçã do rosto de seu empregado tentando acerta-lo, nenhum dos dois pegavam leve era uma ordem do guardião do sul em todos os treinos, seguidamente com um bom cavaleiro todos os ataques de Joseph foram defendidos, o guarda sorrindo e dando três passos para trás voltava a dizer:

– Parabéns M’lord vejo que o senhor não perdeu o jeito..

Sorrindo com o elogio de um cavaleiro na qual ele admirava, o mesmo abaixa sua espada sorrindo e olhando para o sem empregado animado começa a falar:

– Eu nunca perco o jeito meu caro, entretanto quero treinar uma coisa diferente na qual eu nunca tentei, me empreste sua espada e me deixei sozinho..

Rapidamente o guarda obedece ás ordens entregando sua espada a Joseph, e sai do pátio por fim o lord com uma espada em cada mão caminha até um boneco de madeira de dois metros que era usado para os cavaleiros treinarem suas espadas, e levantando suas duas armas em cada mão a um metro em meio de distancia de tal boneco sorri, e rapidamente avança ao ataque contra o boneco ambas de suas espadas estavam firmes em seu punho e com um movimento rápido Joseph desferia um forte golpe na direção do ombro do boneco com a espada do punho direito, assim que a espada encostou-se a seu alvo a espada do punho esquerdo ia em direção da barriga do boneco lentamente porém firme, assim revertia tais golpes trocando os alvos no boneco, dava rápidas voltas desferindo a espada esquerda e contra atacava com a direita, era um tanto quanto difícil porém o guardião do sul tinha habilidade em ambas as mãos e os ataques ficavam cada vez mais rápidos e efetivos.

A manha foi passando, e no momento que Joseph girava ambas as espadas em suas mãos ele percebeu um movimento em torno do pátio provavelmente era quase hora do mesmo almoçar, então se abaixando e avançando com as duas espadas juntas na direção da cabeça do boneco, contraindo seu corpo para frente colocando de sua máxima força as espadas se prendem na cabeça de tal alvo, sorrindo o lord pensa:

- Por hora chega de treino, não estou tão ruim, contudo em breve estarei em meu auge..

Seguidamente gritava para seu guarda para ele arrumar o pátio, ajustava suas roupas e suava bastante, então caminhando na direção do castelo só pensava em como havia se saído no primeiro treino após os acontecimentos e no almoço que o esperava no salão, já que ele havia ficado quase toda a manhã treinando.

RP Encerrada.





Última edição por Joseph Tyrell em Qua Jul 19, 2017 8:54 am, editado 2 vez(es)

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Re: Aposentos Lord Tyrell

Mensagem por Desmera Tyrell em Qua Maio 24, 2017 8:01 pm

"Oh yeah... All Lannisters are lions and all Starks are wolfs... And when the Tyrell farts its smells like a rose..."
 
       Quando o jovem pajem enfiou a cabeça para o interior de meus aposentos, soube que meu filho precisava de mim. O pequeno Pólux Redwyne era jovem, mas muito bonito. Seria um cavaleiro belo, capaz de roubar os corações das donzelas em torneios. Isto é, se tivesse algum talento para a cavalaria. Certamente a influência de Joseph só podia ir até certo ponto, e por mais que gostasse de seu amigo Tristan, não poderia obrigar que seu filho fosse ungido pelo septão como um, se o menino não demonstrasse o mínimo de aptidão. Sorri e acenei para que fosse embora, dizendo que já iria ter com Joseph. Meu filho era o único para o qual eu sempre estava disposta. Deixando de lado a pena ainda molhada, a enfiei novamente no tinteiro e ergui-me depressa. Quase toda fragilidade e precariedade de minha saúde, era atuação. Embora que me sentisse cansada com mais facilidade, era muito divertido fingir ser ainda mais delicada. Ao mesmo tempo, meu temperamento impunha medo nos corações desatentos, apenas porque eu desejava que assim fosse. O grande teatro era que em ambos os casos, haviam verdades e mentiras. O segredo de uma boa atuação é deslumbrar o espectador com uma mentira real. Uma mentira tão bem construída, que torna-se verdade na pele de quem a veste. Eu era boa em mentir. Melhor ainda em dizer a verdade. Curvei-me falsa e calculadamente, pronta para iniciar o papel de velhinha indefesa.

       Enquanto caminhava lentamente pelos corredores, cumprimentei os servos e cortesãos com um olhar caloroso, sorridente. Eu não era uma mulher de expressões arredias, fechadas. Era capaz de destruir outra pessoa com um tom delicado e bem humorado. Não era necessário revelar fúria para me fazer entendida. Lenta, sim, mas determinada, exalei a imagem da pobre senhora, cansada de seus dias governando um dos centros de poder dos Sete Reinos. Uma doce senhora capaz de tudo, embora só aparentasse a capacidade para acolher jovens damas e ensiná-las nas tarefas como senhoras. A verdade era conhecida por poucos. Que as mulheres da Campina aprendiam muito mais comigo, todos os dias. Naquele exato momento, enquanto chegava aos aposentos de meu filho, minhas pequenas pombas deviam estar sob a instrução animada de meus bardos, todos ansiosos por seduzi-las com seus talentos. Vigiadas por meus guardas, seriam incentivadas a tentar aprender um instrumento, e aquelas que já os conhecessem teriam a chance de demonstrar seus dons para as outras. Cantariam, mesmo as desafinadas. Para então, eu tr a informação de quais delas valiam à pena, naquelas funções. Estas teriam outras aulas, e seriam enviadas aos maridos que apreciassem o lúdico da poesia, da música. O processo de triagem favorecia os dons particulares de cada uma. Em diferentes tarefas. As mais conspiradoras eram instruídas por mim, e certamente encontravam seu caminho para os locais onde melhor poderiam baneficiar a mim e às suas famílias de origem. Afinal, eu era a mãe das donzelas da Campina. Nada acontecia, sem que eu pudesse ter algum benefício.

     Bati à porta timidamente, aguardando que meu filho autorizasse minha entrada. Assim que ele a permitiu, forcei a porta levemente, caminhando lentamente até divisá-lo ali, sentado próximo à uma das mesas de seus aposentos. As colunas revestidas de ouro e jade me eram familiares, da época em que eu dormira ali com o pai de Joseph, meu Garlan. Foram muitos anos, e apesar das pequenas mudanças, o lugar ainda me era familiar demais. Notei que próximo de Joseph haviam documentos espalhados, incluindo cartas de informantes e do Grande Meistre da Capital. Eu já sabia das novidades, nosso Meistre já viera ter comigo e conversáramos no Pátio dos Pavões. Sabia que Olyvar recusava-se a abandonar sua estúpida paixão pela princesa Blackfyre.

- Meu filho, está ainda mais belo hoje. - Elogiei, beijando-o no rosto. Por reflexo, passei a mão em seus cabelos, arrumando-os. - Me perdoe. Hábitos antigos, entende? - Rindo, sentei-me à sua frente, observando-o com gosto. Na frente dele, qualquer atuação era dispensada. Joseph sabia que eu estava longe de ser tão fraca quanto todos os outros acreditavam. Mesmo para meus netos, eu não agia de maneira totalmente desprovida de fragilidade ensaiada. - Então? Sobre o que deseja conversar? Finalmente vai deixar que eu lhe encontre uma esposa adequada? Ou ainda mantém o luto intacto, por sua Cyressa? - Eu sabia que ele não mudara de ideia, mas estava circulando no assunto. Meu sorriso ampliou-se, e servi-me da pequena jarra de tinto da Árvore, presente ali perto. - Sei o que quer discutir, realmente. - Acrescentei, colocando um pouco de água misturada ao vinho. Ainda era cedo para beber, de todo modo. - Olyvar recusa-se a ouvir a voz da razão. Temos um problema em mãos. Antes que diga que vai buscá-lo, como sei que deseja, permita-me dizer que estou velha demais para assumir a Campina novamente. E é o que acontecerá, se matarem vocês dois por lá. Não pode ir para a Capital, não com a incerteza que nos cerca. - Não com todas as outras famílias ansiosas para a ignição que daria início à guerra, completei mentalmente. - Tem que ser outro de nós. Se necessário, eu mesma irei. Não terei prazer algum em visitar aquela cidade suja e repleta de pobreza, mas farei o necessário para trazer nosso jovem Cavaleiro das Flores de volta. O Orgulho de Jardim de Cima não pode ser atirado à lama, uma rosa em meio ao esgoto de Porto Real. Sabemos bem como terminou da última vez que isto aconteceu, e um Tyrell tentou apoiar um trono em crise. - Brinquei, cruzando as pernas enquanto observava meu filho. Tomei um gole de vinho, oferecendo uma outra taça a ele. A dele, sem água. - E então, meu amor? O que diz à sua mãe?

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Re: Aposentos Lord Tyrell

Mensagem por Joseph Tyrell em Sex Maio 26, 2017 2:08 pm



Trough the Flames.


  Com o mundo em ordem, Joseph dedicou um tempo preguiçoso do banho naquela manha para revisar seu dicionário mental. Removeu as preocupações das suas duas filhas, da seção de pensamentos que teria naquele dia, suas expectativas em relação ao que viria agora para frente, como a maioria que tinha, eram muito baixas. Ele nunca seria um marido ideal. Ou melhor, não fazia ideia de como ser um marido perfeito desde a morte de sua antiga esposa que ela absolutamente apaixonado – além das funções básicas de um lord, colocar comida na mesa, roupas, abrigo e proteção para toda a Campina, fora os aborrecimentos da vida, tinha que se preocupar com Olyvar que se encontrava agora em Porto Real.

Assim que terminou seu banho e os criados se saíram de seus aposentos, Joseph começou a se vestir, estava de bom humor e não queria que nada estragasse seu dia então tratou de não se preocupar com aquilo sobre futuras esposas, pois isso o levaria a um ataque de insanidade, entretanto ele sabia reconhecer a qualidade de algo que tinha nas mãos. Sabia que rolar na cama com prostitutas era a experiência mais próxima de chegar ao paraíso, e saciar seus desejos sexuais. Sem precisar em casamentos e afins. Era egoísta e depravado demais para abrir mão daquilo. E sempre era cuidadoso, para evitar engravidar uma puta. Alguma coisa horrível estava fadada a acontecer, cedo ou tarde. Mas era assim que funcionava a vida, e logo aconteceu, seu filho mas velho e principal herdeiro estava agora longe da Campina em um lugar que Joseph não confiava, e não queria um dos seus tão longe dele e em tal local, então Joseph enfim termina de se arrumar e se dirige ao exterior do castelo.

Depois de pronto o senhor de Jardim de Cima caminhava pelo jardim do castelo, o sol e a brisa morna batia em seu rosto, para ele a Campina era o melhor local do mundo, e aquela manha comprovava isso. Havia um monte de pássaros no topo das árvores se preparando para alimentar seus filhotes, a saudade de seus filho o tocou no mesmo instante que o vento ondulava seus cabelos. Por fim após caminhar por todo o jardim observando a paisagem e aproveitando aquele belo sol, Joseph decide seguir o que tinha pensado na noite anterior.

Ficou alguns minutos se banhando ao sol e logo sai apresado em direção ao seus aposentos, quando subia as escadas se encontrou com o pequeno garoto Redwyne que estava agora morando em seu castelo. Assim pediu para que o mesmo fosse ate os aposentos de sua mãe, Desmera Tyrell. A mesma era uma mulher que Joseph admirava muito, não porque ela era sua mãe e sim pois era uma senhora que tinha muita experiência na vida, era inteligente e tinha ensinado seu falecido pai a ser um grande lord. Então se tinha algum plano para trazer novamente Olyvar para Jardim de Cima, iria precisar saber sua opinião quanto a isso e seus conselhos que sempre ele ouvia de bom grado.

Observou o garoto se afastar parado por um momento, e em seguida retornou ao seu caminho. Chegando a seu quarto respirou fundo e se pois próximo à janela esperando a senhora sua mãe, não demorou muito ouviu batidas singelas á porta. Joseph caminhou até sua mesa que ficava ao centro, onde sobre a mesma estavam depositadas varias cartas na qual tinha lido na noite anterior, sentou-se em uma das cadeiras e diz rapidamente:

– Entre minha mãe..

Desmera Tyrell adentrou o local seu filho observou que a mesma estava olhando o recinto, lembrando provavelmente do passado quando ali era os aposentos dela e seu falecido pai Garlan Tyrell. Joseph se levantou e retribuiu o beijo de sua mãe, enquanto ela acariciava seu rosto o mesmo sorria e lhe beijava do lado direito de seu rosto em sua bochecha. Amava muito sua mãe e nesses momentos que os dois ficavam sozinhos, ambos poderiam ser eles mesmos. Já era um homem crescido e governava sua região, mesmo achando que sua mãe se esquecia disso às vezes e ainda achava que ele era um garotinho, ele não falava nada para lhe contrariar ou aborrece-la e assim após trocarem afeto Joseph voltou a se sentar e continuou.

– Mamãe por favor... como lhe falei ainda não estou pronto para reabrir meu coração novamente, mas assim que o fizer com certeza irei falar com a senhora, a dor da perda de minha Cyressa ainda me machuca, mas não tem ninguém melhor para escolher minha futura esposa do que minha amada mãe...

Deu uma rápida piscadinha para ela sorrindo, mas por dentro estava preocupado assim como naquela manhã esse assunto ainda o perturbava, e sua mãe com aquele olhar com certeza sabia os pensamentos mas fundos dele e com certeza estava preocupada, e ansiosa para lhe arrumar uma bela nobre. Joseph assim como sua mãe se serviu com o melhor vinho que existia em sua opinião e de várias pessoas, e quando sua mãe voltou a falar percebeu que ela já sabia do assunto que seria tratado, não ficou espantado pois conhecia a senhora Desmera e seus espiões. Achou até melhor pois poderia ir direto ao assunto, e assim voltou a falar com uma voz de angustia pelo seu filho e com liderança de um lord.

– Sobre seu neto mesmo que quero falar mãe, não sei o que se passou pela cabeça dele ao decidir ir para aquela cidade fedida de Porto Real... eu mesmo queria ir busca-lo como a senhora disse...

Sua mãe em seguida tinha se oferecido ir a capital, Joseph se assombrou com a ideia já tinha seu primogênito longe dele e agora iria perder sua mãe ?? Respirou fundo tomando um bom gole de vinho em seguida e se levantou, ficou caminhando de um lado por outro e de vez enquanto olhando pela janela. Se sua mãe não queria deixa-lo ir era por dos motivos por amor e preocupação com seu filho, ou sabia de algo que Joseph não tinha conhecimento, assim voltou a se sentar e olhando no fundo dos olhos da sua mãe prosseguiu.

– Não acho que isso seja uma boa ideia mamãe, já não percebe que estou angustiado por meu herdeiro está assim tão longe da Campina naquela cidade cheia de gente que nos odeia e fingem nos amar ?? E se Olyvar já fez essa loucura quem nos garante que ele vai aceitar vim com a senhora ? Confio em você e sei de seu poder de persuasão mamãe, mas o que me garante que tudo vai da certo, eu já perdi a Cyressa não sei o que seria de mim se perdesse além do meu filho e herdeiro a mulher que me deu a vida ?

Terminou levando à mão direita a testa e respirou novamente fundo, estava preocupado demais com aqueles que amava, se algo terrível tivesse prestes a acontecer e duas das pessoas que mas se importava estivessem longe, não iria se perdoar. Entretanto sua mãe inteligente como era estava um tanto quanto certa, sendo Senhor de Jardim de Cima não poderia deixar seu castelo por atitudes imprudentes de seu filho. Por fim voltou a tomar alguns goles de vinho e esperou a opinião de sua mãe enquanto voltava a dizer.

– Se eu permitisse que a senhora fosse até a capital, quero que prometa que levara contigo uma comitiva com alguns dos nossos melhores homens e também a presença do Capitão da minha guarda pessoal o Sor. Yaxley.. e traga Olyvar para mim de qualquer jeito, nem que seja preciso que os nossos guardas o apanhem...

Terminou finalmente se levantou e puxou uma cadeira até próximo a sua mãe, assim sentou-se pegou uma das mãos dela e apertou contra seu tórax voltando a falar calmamente e com uma voz que usava quando queria pedir algo, a sua falecida mulher. Embora agora fosse a mulher que ele mais amava que estava a sua frente naquele dia.

– Prometa mamãe..






Treino de Inteligência !


Última edição por Joseph Tyrell em Qua Jul 19, 2017 8:54 am, editado 1 vez(es)

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Re: Aposentos Lord Tyrell

Mensagem por Desmera Tyrell em Ter Maio 30, 2017 12:38 am

"Oh yeah... All Lannisters are lions and all Starks are wolfs... And when the Tyrell farts its smells like a rose..."
 
       Observei Joseph enquanto ele exprimia os receios de seu coração, e foi difícil não lembrar-me do tempo em que ele ainda caminhava puxando minhas saias, recusando-se a descer até os quartéis nos andares inferiores das colinas de Jardim de Cima com seu pai. Garlan sempre o forçara a acompanhá-lo, e eu compreendia que este era seu lugar. Doia-me, contudo, que nunca pudesse ter uma filha para erguer à luz de mim mesma. Uma amiga e uma verdadeira dama, a quem eu pudesse ensinar e apoiar. Talvez por isto tivesse dedicado tanto de meu tempo às meninas da corte da Campina, entre as Casas Vassalas de meu filho. Também havia tentado ajudar meu irmão, Uther, com a administração dos destinos de suas duas filhas, que eu considerava como minhas. O destino das irmãs Hightowers era conhecido por todo o domínio Tyrell, e uma das fontes de dor mais profundas em minha psique. Eu sabia o que era perder um ente querido. Também havia a decepção com Cyressa, sobre a qual eu não ousava pronunciar-me. Contudo, irritava-me o luto de meu filho por uma Lady que não o merecia. Sabia de suas atividades noturnas com criadas e prostitutas, flores bastardas que transitavam discretamente pelos corredores, vez ou outra. Mas um verdadeiro casamento, uma aliança política, era bloqueado pelo infortúnio de um sentimento verdadeiro. Meu pobre rapaz, tão talentoso e promissor. Tão iludido por sua dama Redwyne, injustamente.

- Bem, meu querido, de fato não é uma boa ideia que uma mulher de minha estirpe seja exposta ao ar tóxico de Porto Real. Contudo, quem senão eu ou você, forçaria nossas demandas? Não tenho outros filhos que possam proteger sua vontade, e certamente enviar seu primo não teria os mesmos resultados. Avalon é um dos homens mais importantes dos Sete Reinos, mas um Hightower não é um Tyrell. Eu irei, e prometo que estarei em segurança, tanto quanto os deuses e a realidade permitirem. Mina será minha dama de companhia. Sua prima de Águas Claras casará dentro em breve com seu primo de Torralta, no torneio que realizaremos pelo dia de meu nome, quando eu retornar. - Expliquei, sem detalhar muito os segredos ou as estratégias que eu tivera de usar para convencerem Mina ao meu serviço. - Avalon virá dentro em breve. O convidei na companhia de Alerie. Os dois ainda não sabem, mas sairão daqui casados. Serão seus hóspedes até que eu e Mina retornemos. A Pérola de Torralta é um par muito melhor para nosso menino. Solidificará o nosso domínio, e a união das famílias, mais uma vez.

Com um ar professoral de animação, apoiei nos braços da cadeira na qual eu afundara, meu vestido esvoaçando enquanto eu transitava lentamente ao redor do quarto de meu filho. Uma ou outra veste feminina ainda estava caída pelo local, como um véu e uma saia inferior. Sorrindo, ergui uma sobrancelha na direção de Joseph, passando por cima da peça de roupa e indo parar ao lado de suas cartas. Sabia que as notícias ali contidas já me haviam sido entregues por Meistre Marwyn, que as lia antes de levá-las ao meu filho, como mandavam suas funções. No entanto, havia um novo bilhete ali. Algo que eu não notara, e que não me fora dito antes.

- Uma mensagem do Ninho da Águia? - Indaguei, astuta. - Imagino que os aliados mais próximos da coroa estejam ansiosos por uma brecha. Ou trata-se apenas de uma transação comercial? - Curiosa, levei um dedo aos lábios. - Pensando melhor, querido, não me conte. Terei eu mesma a oportunidade de conversar com Lord Arryn quando ele vier ao torneio. Até lá, focarei em minha missão. Trarei Olyvar, nem que tenha de parlamentar diretamente com Rhaenys. Ou mesmo Daemon. Seu primo não recusaria uma audiência direta comigo. Não depois da Fúria do Deserto, e da crise nos reinos que nós e os Tully evitamos. - Ouvi as preocupações de meu filho, sorrindo ao sentir-me verdadeiramente emocionada com suas palavras. Joseph era um homem amável, e aquele pelo qual todo o meu esforço fora empregado. Meu único menino, meu bravo Lord das Rosas. Lembrava tanto meu Garlan, em seus tempos áureos... Abrindo meu leque com um falso ar despreocupado, para não alarmá-lo, abanei-me ao sorrir. - Bobagem. Além do mais, vivi mais que a maioria das mulheres de Westeros. Mas ainda não estou morta. Sou menos ingênua do que aparento, e menos frágil ainda. E caso eu morra, ao menos terei sido a causa de um dos maiores erros que a dinastia Blackfyre já cometeu em séculos. - Apertei a mão de Joseph nas minhas. - Nossos vassalos o amam, meu filho. E amam a mim, que os governei com perícia por nove anos. Caso uma gota de sangue seja derramada de maneira desonrosa, a Campina tornará vermelhos os dragões negros. Com o sangue deles. Levarei nossos melhores assassinos e cavaleiros. - Era mentira. Levaria os piores dentre as forças de meu filho. Ele é quem devia ser protegido, não eu.

Com uma expressão muito mais agradável e inocente, beijei o rosto de Joseph e virei-me para sair. Enquanto passava por ele, parei rapidamente e terminei de beber a taça de vinho deixada sobre a mesinha, pela metade. Pousei o recipiente vazio, olhando por sobre o ombro com humor.

- Faça com que as meninas levem todas as roupas, quando saírem. Se nosso septão souber disso o fará jejuar por dias... - Brinquei. Nenhum Tyrell era realmente devoto. Mas sabíamos usar o bom temperamento da Fé ao nosso favor, desde os acontecimentos desastrosos do Julgamento Verde, mácula eterna que fomentou a desavença contra as Terras Ocidentais.

Encerrado para Desmera.
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