A Torre de Sansa.

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A Torre de Sansa.

Mensagem por Deus de Muitas Faces em Qua Maio 17, 2017 2:18 am



Torre de Sansa

A torre de Sansa já foi uma das cinco torres destinadas aos hóspedes do Ninho, mas foi rebatizada após sua revitalização, ordenada por Lady Sansa de Winterfell, avó do atual Lord em comando. Uma Biblioteca tomou três andares da torre, e o Meistre foi transferido de seus aposentos para esta torre, ganhando uma cabine logo abaixo do cômodo. Através da Biblioteca é possível acessar o telhado da torre, onde um ambiente comunal foi estabelecido, com lareira, assentos e escrivaninhas para cartas e mandatos. Os primeiros andares são destinados aos corvos, com janelas curvas abertas para a imensidão dos céus, de onde as aves partem rapidamente. Uma estátua de Sansa foi erguida por seu filho mais velho, quando ela faleceu na avançadíssima idade de 95 anos, ainda lúcida. Mesmo seus netos a respeitavam muito, levando suas opiniões em consideração.
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Re: A Torre de Sansa.

Mensagem por Aileen Arryn em Qua Jun 14, 2017 12:20 am

 
Aileen Arryn
Já fazia algum tempo, ou talvez nem tanto tempo desde a última vez que a Arryn havia visto o rosto de Thomas sorridente diante de si. Aileen sentia em alguns momentos que o tempo passava rápido demais, em outros, parecia se arrastar como areias de um deserto levadas por uma suave brisa. Em dias como aqueles, em que ela passava debruçada sobre a escrivaninha, despachando e escrevendo aos Lordes do Vale, o jovem cavaleiro sempre encontrava uma maneira de aproximar-se sem ser percebido e surpreende-la com flores, que ela era incapaz de imaginar onde ele havia conseguido naquele clima rigoroso do alto da montanha. Todavia, agora já não havia mais Thomas e nem flores, tão pouco sorrisos e abraços. Havia apenas Aileen e suas obrigações que se tornavam cada vez maiores com os rumores de instabilidade por parte da Coroa. Não tinha apresso pelos Blackfyre, mas também não nutria nenhuma aversão, apenas questionava a competência deles em gerir o Sete Reinos, principalmente depois do que houve com os Dorneses.

Havia perdido a conta de quantas cartas havia enviado naquele dia, aos mais diversos Lordes e Ladys do Vale. Respondendo aos mais inusitados pedidos, concedendo alguns, marcando audiências com seu irmão ou negando com veemência os pedidos mais esdrúxulos que chegavam ao Ninho. Quando se tornou intendente e braço direito de seu irmão, muitos lordes questionaram sua capacidade, mas a jovem águia fez cada um deles se arrependerem de suas palavras, mostrando-se mais do que capaz de ocupar tal cargo. Em contrapartida, o número de bajuladores praticamente triplicou, uma vez que muitos lordes sabiam que para conseguirem chegar ao suserano Arryn, antes era necessário passar por ela. Antes era mais fácil suportar tudo isso, mas desde que seu amado havia falecido, suas obrigações pareciam um fardo em alguns momentos. Artys sugeriu que ela deixasse o cargo se essa fosse a sua vontade, porém, não tinha disposição para ser uma lady ociosa que passava seus dias ocupando-se de coisas fúteis e desnecessárias.

Mas com a graça dos Deuses, se é que eles ainda atendiam suas preces, aquele dia estava chegando ao fim. A pena redigia a última carta do dia, uma resposta ao pedido de auxílio para combater alguns homens da montanha. Parecia um pedido fácil de ser atendido, afinal, um destacamento de poucos homens poderia facilmente resolver o problema, mas a descida do Ninho da Águia até os domínios da Casa Hunter seria dispendiosa, não sendo uma boa opção para os suseranos do Vale. Levou algum tempo até pensasse em alguma saída, primeiramente, ponderou quais as casas mais próximas que poderiam auxiliar os Hunter. A melhor opção sem sombra de dúvidas se mostrou os Melcolm, que estavam mais próximos e possuíam bons homens para a tarefa. Todavia, ela sabia que a troca de favores seria indispensável e Aileen prometeu agilizar uma audiência que o velho lorde vinha tentando ter com seu irmão há várias Luas. Sabia que Artys reclamaria por horas, odiava atender lordes interesseiros e mesquinhos, mas se fazia necessário.

Já selava o último envelope quando o velho meistre entrou na ampla sala, com o rosto ruborizado e minúsculas gostas de suor aderidas a testa: — Tome cuidado Harlan. Uma hora essa subida pode mata-lo. — Comentou a jovem lady em um tom irônico antes que o homem dissesse uma só palavra: — Mil perdões, minha lady. Mas esse corvo chegou ainda a pouco de Vila Gaivota. Há urgência que chegasse até suas mãos. — Respondeu o homem entregando a pequeno rolo selado com o brasão dos Grafton. Aileen revirou os olhos e desenrolou o papel lentamente, seus olhos cianos percorriam as letras grafadas em uma caligrafia precária. A jovem suspirou enfadonha, diante do conteúdo do papel e o deixou sobre a mesa de maneira displicente: — Mais problemas, jovem Lady? — Perguntou curioso o homem. A águia sorriu de canto e escorou-se na cadeira macia: — Quando, não os temos Harlan? Pensam que somos uma fonte inesgotável de soluções. — Reclamou a morena, deslizando os dedos esguios pelos cabelos.

Graciosa, levantou-se caminhando até a lareira, gostava de sentir o calor que vinha dela, era a única coisa que a aquecia nos últimos tempos. O silêncio não durou muito tempo, até que olhando por cima de seu ombro direito a morena encarou o jovem meistre: — Pode se retirar. Amanhã enviarei a resposta. — Ordenou ao homem sem cerimônia. Consternado diante da resposta da jovem Arryn, o homem primeiramente gesticulou no ar até que conseguisse desenvolver uma resposta: — Lady Aileen, os Grafton esperam uma resposta com urgência. — Argumentou na tentativa que ela mudasse de ideia. Aileen então, girou sobre os próprios calcanhares ficando frente a frente com Harlan: — Deixe que esperem, assim quando nosso auxílio chegar, por menor que seja, será visto como grandioso aos olhos dos desesperados. É tudo uma questão de manipular o movimento como me convém. Os Grafton não vão ser extintos da noite para o dia. Conheço muito bem a força que tem e ouso a pensar, que tal pedido é uma maneira de tornar a situação menos dispendiosa para eles. Então... Que esperem até o amanhecer. — Incisiva explicou ao jovem. Não lhe restou outra alternativa se não, deixar a águia sozinha. E ali, Aileen permaneceu com suas lembranças e com seus fantasmas.
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Re: A Torre de Sansa.

Mensagem por Artys Arryn em Seg Jun 19, 2017 2:19 am

"I wanna see the bad man fly....."
 
   
Texto(+18):
A respiração de Nyria era pesada. Abafando um sorriso, ela mordeu meu queixo, descendo os lábios pela barba por fazer, completamente insana. Estávamos em nenhum lugar a menos que a Torre de Sansa, local onde qualquer servo ou membro de minha família poderia nos pegar a qualquer momento. A verdade era que apenas os mais obtusos ignoravam a relação entre a lysena e seu Lord, mas deviam haver limites para a depravação de uma única mulher. Vestida apenas em seda ao estilo de Meeren, a lysena de traços valirianos era uma visão. Bem como seu irmão, que deveria estar tocando no Saguão Principal, em sua harpa. Pensar na voz aveludada de Aerion fez com que fosse ainda mais difícil me conter, e Nyria percebeu minha disposição, puxando sorrateiramente para o escritório do Meistre. Ambos havíamos visto à distância quando o jovem subira os lances de escada com um pergaminho em mãos, certamente atrás de Aileen. Ri com a ideia de comportar-me como um garoto recém formado como homem, ansioso para trepar como um coelho por aí. Nyria foi rápida em envolver-me com carícias e abraços, seus seios esfregando-se contra o meu peito, permitindo sentir a firmeza de seus mamilos através do tecido fino. Ansioso, agarrei um deles, desnudando-o para fora do tecido. O tomei com a boca, fitando Nyria nos olhos enquanto a mantinha cativa por meus gestos. Era improtante que ela visse o quão deliciosa realmente era. A expressão de êxtase em seu rosto só era superada pela forma contida como chamava meu nome. Enquanto a lambia e chupava como um bezerro, uma de minhas mãos deslizou até a umidade entre suas pernas, deliciando-se ao invadi-la com facilidade. Suspirando e arfando, a lysena abriu as pernas e encostou-se contra a grossa porta de madeira, empurrando-a para fechar-se com seu corpo. Passei o trinco pesado de ferro na porta, trancando-a pelo lado de dentro. Com um movimento rápido, ergui as vestes de Nyria e enfiei a boca entre suas pernas. O gosto familiar era um afrodisíaco, que apenas instigou minha língua a agir com maior atrevimento, mapeando sua intimidade.

- Pela Deusa, m’lord! - Chocada, Nyria enterrou firme uma das mãos nos meus cabelos, suas unhas raspando o couro cabeludo enquanto ela esfregava-se e contorcia com a sensação. - Oh, rainha do amor! Nos envolva com seu poder! - Adorava a forma como ela chamava por sua Deusa do Amor, totalmente entregue e adorando-a através de mim.

- Louve-a com todo o seu corpo, meu amor… - Sugeri, ao afastar-me. A levantei pela cintura, e suas coxas enlaçaram minha pélvis. Meu membro parecia prestes a estourar os calções, quando sentei-me na cadeira do Meistre. Ela enfiou as mãos nos meus cordões, desatando-os enquanto fitava meus olhos com desejo. Sua mão habilidosa tomou-o nas mãos, levando-o para dentro de si com primazia. Num gesto fluido, cavalgou sobre mim, e desta vez fui eu quem mordi os lábios. - Sim. Olhe nos meus olhos, Nyria. Sinta-me dentro de você. Sinta o quanto me pertence. - Ordenei, segurando-lhe os cabelos prateados enquanto movia-me de encontro a ela.

    A cada nova investida, sentia mais firme as ondas de formigamento e vibração que invadiam meu interior. Ansioso, aumentei o ritmo, forçando as pernas para sustentar todo o peso de minha concubina. Suor brotava em minha testa enquanto nossas respirações enlaçaram-se numa só. Juntos, chegamos ao limite, com minhas mãos enterradas firmes em seu traseiro. Beijando meus lábios com sofreguidão, senti os cabelos perfumados deslizarem pelo meu rosto. Nada se comparava àquilo.


        Uma batida contida ecoou no pórtico. Finalmente cientes do que havíamos feito, nos separamos de maneira indiscreta. Rápida, Nyria arrumou seu vestido que não fora totalmente retirado, jogando os cabelos longos sobre as manchas avermelhadas em seu pescoço. Eu, igualmente preparado, atei os cordões de minha calça da maneira mais rápida possível, ajustando minhas roupas embora soubesse que nem mesmo o broche de prata com a águia e o crescente lunar mantinham a mesma compostura. Arrumei meus cabelos para trás, enquanto ela olhava-me divertidamente. A expressão sensual em seu rosto poderia deixar-me pronto novamente bem ali, não fosse a insistência frágil do jovem Meistre.

- Em nome dos Sete, não acredito que deixei o vento trancar esta porta infernal novamente… O que a senhora Aileen pensará, quando a disser que fui expulso de meu escritório pelas próprias forças da natureza? - Afligiu-se o jovem rapaz, e tive de entortar meu sorriso, para não rir alto. - O Lord certamente pedirá por outro Meistre, e com razão… Oh céus…

- Meistre Harlan. - Chamei. Senti o silêncio absoluto reinar do outro lado da porta. - Aguarde, estou abrindo a porta. - Avisei, destrancando-a em seguida. Ao meu lado, Nyria moveu-se discretamente, passando direto por ele sem fitá-lo nos olhos. - Nyria desejava ver se o senhor possuía alguns artigos de sua terra natal, algo sobre um chá bem conhecido…

- Chá de Violetas, m’lord? - Ofereceu ele, ansioso por dar-me uma desculpa. Sorri. Ele era um bom rapaz.

- Isso mesmo, meu amigo. Como não sou o mais apto em herbologia, fracassei em minha tentativa de encontrar a planta. O vento bateu a porta, e nos vimos na atual conjuntura. - Afirmei, convincentemente comovido.

- É claro, senhor. Tenho dito constantemente que devemos trocar o trinco. - Rindo, Harlan tinha as mãos contidas à frente do corpo. - Senhor? - Ele notou que eu o analisava por tempo demais. Era um rapaz belo, o jovem Harlan. Parecia vir de uma família nobre. O que teria levado ao seu banimento na Cidadela? Muitas Casas utilizavam a vida como Meistre como punição, ao enviarem filhos homens que não ajustavam-se às suas expectativas. Qual seria o crime ou pecado de Harlan?

- Não é nada, garoto. - Sorri, pensativo. - Alguma notícia nova?

   Sem jeito, ele explicou-me que levava uma carta de Lord Grafton, mas que ela recusava-se a responder de pronto. Pelo tom de sua voz, ele parecia julgar um absurdo sequer ter de reportar-se à Aileen. Estava ainda mais escandalizado pela postura de minha irmã. Ele definitivamente não a conhecia bem. Aileen sempre havia sido engenhosa, e habilidosa com relações humanas. Eu confiava em seus instintos, mesmo que também tivesse os meus. Ela era tão capaz quanto qualquer outro de tomar decisões importantes, e talvez tivesse um maior pendor do que eu para lidar com crises. Se ela achava que devíamos esperar, assim seria feito. Infelizmente, vi-me convencendo o jovem Meistre de que falaria com ela, apenas para garantir. A verdade era que eu queria evitar que ele refletisse sobre a situação que encontrara em sua sala. De modo que finalmente cheguei ao salão comunal da torre, a tempo de observar enquanto Aileen parecia encarar o nada. Lembrei-me do jovem Thomas com quem ela sempre andava em dupla. Por muito tempo acreditei que teria de livrá-la do escândalo com uma passagem para Essos, para conter a fúria de Arthos se os descobrisse. Por fim ele pereceu primeiro, e decidi ignorar a honra para permitir que ela vivesse um grande amor. Mas o rapaz fora assassinado, brutalmente morto ao ser lançado de uma das sacadas. Não entendia o que poderia ter acontecido, e como Aileen julgava que eu não sabia de sua relação, mantive o segredo. Embora a tivesse consolado, não queria que ela pensasse que eu poderia ter feito algo para preservar minha honra. Não algo tão baixo. Na época do ocorrido, Nyria parecia incomodada com a forma com que Aileen ameaçava o futuro de meus filhos com sua atitude. Fora inclusive ela quem me consolara, ao ver a tristeza de minha irmã e a minha própria.

- Fará com que nosso Meistre se atire da Porta da Lua. - Brinquei, chamando-lhe atenção. Eu ainda lutava para realinhar minhas vestes azuis, o manto insistindo em parecer mais torto que o normal. - Como está, irmãzinha?


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