Salão de Guerra

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Salão de Guerra

Mensagem por O Corvo em Seg Maio 15, 2017 9:33 pm



Salão de Guerra

O salão conta com uma mesa redonda de carvalho escurecido, onde cerca de duas dezenas de cadeiras aguardam a reunião do Conselho da Tempestade. É um lugar pouco iluminado, com uma atmosfera carregada e muitos mapas de Westeros decorando as paredes. Ali são tramados e discutidos o futuro da região e, quem sabe, de todo o reino.

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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Ella Baratheon Stark em Sab Ago 05, 2017 3:51 pm

TURNO - ELLA BARATHEON, JARED WENSINGTON E RORYN MORRIGEN



STORMBORN




Our is the fury. And mine is the crown
Estava sentada na cadeira que meu pai ocupara por muitos anos, e não me sentia mais desconfortável ou avulsa. De repente, o ambiente pouco iluminado e opressivo do nosso Salão de Guerra não era mais hostil para mim, passando a se tornar acolhedor. Nas tardes livres, meu pai fazia de tudo para me ver pintar. Ele dizia que o acalmava, então eu não poupava esforços para preencher os papéis com tudo que me vinha a mente. Havia rosas, veados, campos verdes como os de Jardim de Cima, nossas praias e caminhos cheios de lama, e até um retrato mal feito de minha mãe. Um dia, lhe ofereci uma de minhas obras para que decorasse aquele salão, e ele recusou amavelmente, dizendo que aquele espaço não merecia a doçura de meus traços. Ele estava enganado.

Com o tempo, acabei guardando todos os meus desenhos em uma caixa de veludo verde, prendendo com um laço e escondendo-os entre meus baús. Eu jamais desenharia de novo. Enquanto pudesse evitar, jamais faria gravura alguma. Pela porta aberta, pude ouvir os criados pelos corredores, cuidado dos últimos preparativos para a chegada de nossos visitantes. Em meu tempo de governo, as reuniões eram limitadas, embora o diálogo entre os vassalos fosse encorajado. A questão era que uma diplomacia festiva custava caro, e haviam muitas barrigas miseráveis para alimentar com esse ouro.

Sentada ali sozinha refleti sobre essa medida com mais cuidado. Meu senso de justiça poderia ter me guiado para um caminho duvidoso? Como Argella Durrandon, de quem herdei o meu nome, eu sonhava com a independência de minhas terras e com a força do meu povo. Durante a batalha da Última Tempestade, vendo seu pai morto por Orys Baratheon, irmão bastardo do rei Targaryen, a princesa Argella se trancou dentro das mesmas paredes que me cercavam naquele momento, declarando-se Rainha da Tempestade, recusando-se a deixar que suas terras se perdesse nas mãos de estrangeiros.

Ela manteria sua palavra até o fim, defenderia seu legado do general do dragão e protegeria a herança Durrandon. Infelizmente, a primeira Argella foi traída por seus covardes soldados, traída e despojada de seus pertences, entregue vulnerável à Orys, que contrariando as expectativas, a vestiu e alimentou, cuidando dela até que ela finalmente aceitasse se casar com ele. Juntos, eles eram responsáveis pela linhagem que me fizera nascer. Juntos, Orys e Argella haviam erguido nossa casa, com todas as suas glórias e pesares. Eu não conseguia me imaginar como Argella em todos os sentidos, mas queria ter a perseverança necessária para sustentar as principais bandeiras de meu governo: o bem-estar e a paz. Até que o verdadeiro inimigo precisasse ser combatido, o derramamento inútil de sangue deveria ser evitado. Porém, como os infortúnios de Argella ensinavam, antes de um voo maior, o inimigo entre seus muros deve ser sufocado.

Por esse motivo, embora assumisse a necessidade de ter comigo todos os vassalos, convoquei inicialmente dois deles, confiando no que viam e ouviam e no julgamento que faziam disso. Um servo pigarreou para informar que os convidados se aproximavam das portas principais, e com um aceno de mão eu o dispensei, me pondo de pé para recebê-los . Abri as pesadas cortinas de veludo amarelo que impediam a luz pálida de iluminar o cômodo e deixei que ela iluminasse meu rosto, orando para que ela clareasse meus pensamentos. As coisas certamente não estavam em seu devido lugar, mas não permaneceriam assim por muito tempo.   





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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Jared Wensington em Seg Ago 07, 2017 4:01 pm

Defining the Future

No dia seguinte após a reunião do lord Wensington com o Morrigen, Jared estava deitado com sua esposa na cama quando de repente ouviram batidas na porta, o sol já batia quente sobre a janela e o mesmo se levantou correndo completamente nu para atender a porta. Estava ansioso pela resposta da lady Baratheon e só depois pensou na ideia, de alguma criada vê-lo pelado. Para sua sorte era seu bom e velho meistre, que já havia o visto várias vezes como veio ao mundo.

– M’lord chegou uma carta da lady Baratheon... com licença.

O velho nem se importou ou reparou que seu lord estava despido, entregou a carta em suas mãos pigarreou e saiu do local. Jared ficou imóvel por alguns segundos, entretanto se recompôs antes que mais alguém visualizasse ele daquela forma. Bateu a porta e se sentou em uma cadeira próxima a mesa, assim começou a ler:

"Estimado Lord Jared;

Antes de mais nada, desejo explicitar meu desejo de tê-lo em Ponta Tempestade o mais brevemente possível, para que possamos discutir assuntos velhos e recentes. Quanto à situação que me noticia, esta não passou despercebida aos olhos de Ponta Tempestade. Nossa atenção se volta para as Marcas e para os membros da Casa Swann, com a mais profunda intenção de garantir a preservação da ordem natural. Somos todas almas afortunadas, sobre as quais pesa o dever para com um povo que não merece uma guerra descabida. Por este motivo, aquele que se erguer em rebelião contra um suserano legítimo, amargará o restante de seus dias, sem nenhuma alma em seus salões para ouvir a chuva cair.

Aguardo-o ansiosamente.

Com os mais sinceros sentimentos de respeito e admiração;
Argella Baratheon
SENHORA DA TEMPESTADE.
"

Para sua alegria pelas palavras de Ella, ela tinha os mesmos pensamentos dele e de seu aliado o Morrigen. Sendo assim iria de bom grado visita-la e levaria contigo o seu mais novo amigo, com certeza logo mais tudo seria resolvido, e as Terras da Tempestade poderiam novamente ficar tranquila, pelo menos por enquanto.

Jared depois de ler a carta mais algumas vezes enfim lhe depositou em cima da mesa, se levantou e começou a se vestir. Sua esposa ainda dormia na cama quando ele saiu do quarto, desceu as escadas indo até o salão onde seu capitão da guarda lhe esperava, e quando o viu imediatamente começou a falar:

– M’lord o lord Morrigen se encontra nos quarteis treinando um pouco, e digo de passagem atraindo muita atenção de nossos homens haha...

O capitão sorria e tinha a expressão que queria contar mais alguma coisa, mas não queria ser um fofoqueiro ou algo do tipo. Jared foi até a mesa no centro do salão e encheu uma taca com vinho, tomou alguns goles antes de dizer animado.

– Fico feliz que nosso novo aliado esteja aproveitando do castelo, ele fez uma viagem bem cansativa e veio até aqui pelo meu pedido, entretanto preciso que vá até lá dar um recado a ele para mim, diga que nossa lady suserana respondeu o corvo e convocou nos dois a ir até Ponta Tempestade, diga para ele preparar alguns de seus homens pois quero partir logo após o almoço...

O capitão assentiu e saiu em disparada ao seu destino, o lord tomou mais alguns goles daquele belo vinho e em seguida foi preparar algumas ordens para antes de partir, e em após colocar um belo traje para a futura reunião.

━━━━━━✧♛✧━━━━━━

Depois de uma rápida viagem já que Ponta Tempestade ficava a apenas algumas horas do castelo Wensington, enfim chegaram em seu destino. Os homens imediatamente abriram os portões, e as singelas comitivas de Jared e Roryn adentraram o local. Os amigos tinham levado apenas alguns de seus guardas, pois estariam seguros ali. Um dos guardas veio até eles, trajava uma armadura com o veado da casa Baratheon em seu peito.

– M’lords sejam bem-vindos em Ponta Tempestade, Lady Argella Baratheon lhes aguarda no salão de guerra, me acompanhem, vou pedir para que nossos homens cuidem de seus cavalos...

Jared e seu aliado desmontaram entregando seus cavalos para os guardas e seguiram o mesmo, alguns de seus homens começaram a querer acompanha-los embora estivessem em um lugar que ninguém oferecesse perigo, eles sempre eram atenciosos. Entretanto Jared ordenou para ele se mantivessem ali, e sendo assim somente ele e o Morrigen adentraram o castelo.

Quando finalmente chegaram no tal salão Jared se colocou a observar o local, era mal iluminado, mas uma grande e belo cômodo, havia uma mesa redonda de carvalho escurecido ao centro, e vários mapas de Westeros pelas paredes. Em seguida visualizou uma bela mulher abrir as cortinas que estavam a sua frente, e o belo resto de sua lady tomou forma. Continuava linda como o lord se lembrava, aquela mulher tinha uma expressão que jamais permitiria confusões em sua região e era isso que Jared e seu amigo esperavam da mesma.

O Wensington se adiantou até a lady e lhe beijou a mão direita, fazendo uma rápida reverencia ao fim “ – Lady Baratheon, bom revê-la mesmo que seja em tempos difíceis, entretanto você está muito bela, e alias minha esposa Agnessa e minha filha Katarina lhe mandaram cumprimentos e abraços... “ Jared se afastou e seu aliado se aproximou da lady para também lhe demostrar respeito. Depois de todos trocarem afetos, Jared voltou a falar agora com um tom mais de liderança e preocupação.

– Bom m’lady como eu lhe escrevi a alguns dias, eu e o lord Morrigen não estamos de acordo com as atitudes dos Foote, e pelo visto a Senhora da Tempestade também não, estou certo ? Entretanto eu e Roryn estamos de acordo com qualquer decisão que a senhora tome, e nossas tropas estão disponíveis para qualquer situação que seja de precisão... pois acredito que os Foote não vão deixar os Swann em paz tão facilmente, mesmo que vossa graça ordene ao contrário...

Jared engoliu o seco e esperou a resposta de sua lady, tinha quase certeza que ela tomaria as decisões certas e mesmo que se não tomasse o mesmo lhe apoiaria, como sempre sua casa fez aos Baratheon.

Com Roryn e Ella !


Última edição por Jared Wensington em Seg Ago 07, 2017 8:30 pm, editado 1 vez(es)

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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Roryn Morrigen em Seg Ago 07, 2017 7:07 pm

He who casts his heights
Sinta nossa presença

Roryn respirava fundo o ar puro das terras Wensington, enquanto retornava a cavalo para o castelo, um breve sorriso de satisfação contornava seu rosto. Fazia algum tempo que não praticava a arquearia e que seus soldados não o viam em ação. Num dia como aquele, ensolarado, foi uma ótima e inesperada exibição.  Tocou o arco e a aljava presos em suas costas, agradecendo em silêncio seus pais. Aquele não era um arco qualquer, era um presente de Rana e era muito especial para ele. Uma história para outro dia talvez. Sentia que os ventos finalmente estavam soprando ao seu favor e que estava colhendo tudo pelo qual plantou, regou com a devida calma. Sem analogias, os ventos literalmente estavam soprando ao seu favor, tocando sua pele e fazendo seus cabelos perderem sua forma bem delineada pelo penteado. A sua cavalgada foi logo interrompida pelo chefe da guarda de seu anfitrião, que cavalgava da posição oposta, onde já conseguia ver parte do castelo a distância. Puxou as rédeas do cavalo ficando assim cada um próximo, de frente ao outro. O homem era mais um que parecia preocupado, ao mesmo tempo em que exibia certa admiração para com o lorde, pelo olhar que tinha. Perguntou-se mentalmente a si mesmo se todas as pessoas que encontraria naquele dia, estariam nervosas. Ele fez uma breve reverência com a cabeça e a mão, começando seu discurso. – Lorde Morrigen, meu lorde insiste em tê-lo em sua presença imediatamente. A nossa suserana respondeu a carta e o mylorde pretende vagar até Ponta Tempestade, logo depois da refeição. – O lorde desconfiou pela expressão do homem que se tratava disso. Pelo jeito teria que se adiantar para chamar alguns dos seus para a viagem. Decidiu colocar um pouco mais de responsabilidade para o chefe da guarda lhe fazendo um pedido. – Rapaz, preciso que me faça um favor. Vá até os quarteis e chame por Elber. Diga-o que prepare dois de confiança e permaneçam em frente ao castelo a minha espera. Se algum jovem assustado lhe atender e tentar desconversar, arranque ele do seu descanso, com minha permissão. – Deu um solavanco no cavalo, sem mesmo esperar a sua resposta, em direção ao castelo.

Teve um breve conversa com seu aliado, depois fez sua refeição junto de sua amada família. Sentia que o clima, estava um pouco mais silencioso do que a noite anterior. A ameaça de uma guerra poderia ceifar até os melhores sorrisos e tanto ele quanto seu amigo, parecia estar ciente, do quanto o cair do dia haveria de se provar decisivo. Jared até lhe mostrou a carta recebida antes de tomarem seu rumo.

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Os cavalos trotavam rápidos pelo terreno de vegetação rasteira, parecia que o descanso da noite anterior havia feito bem a eles. O pequeno bloco de cavaleiros vagando pelas terras tempestuosas poderia ser confundido com um bando de malfeitores, devido ao seu tamanho reduzido, se não fosse, os estandartes estampado os brasões das casas em mãos de dois desafortunados. Ao chegar aos portões do castelo, era hora de novamente ficar impressionado. Estava finalmente em Ponta Tempestade, só a constatação o fez engolir em seco e manter-se mais calado ainda do que antes. Seus olhos curiosos anotavam tudo mentalmente, como se já fosse à última vez que voltaria ao local e seus homens pareciam pensar o mesmo, pois ambos estavam tão silenciosos quanto ele. Sua passagem pelos portões e sua recepção pelos guardas foi bem rápida, afinal, sua suserana já os esperava. Roryn guardou o cumprimento aos guardas a Jared, que parecia estar perfeitamente familiarizado com eles e apenas acenou com a cabeça.

Enquanto atravessavam os aposentos majestosos do castelo, só pensava no quanto Nymeria iria amar estar naquele lugar ou mesmo ter apenas um lampejo desse vislumbre. Os comentários que faria. Não imaginava que ao se afastar da morena, sentiria tamanha saudade. Acreditava que apenas só seus filhos e irmã haviam lhe cativado tanto. As coisas estavam mudando de fato, dentro de seu coração. Os ecos dos passos só foram interrompidos quando finalmente chegaram ao que acreditou ser a sala de guerra. Um salão espaçoso sem dúvidas, com uma milhagem de mapas por todo o aposento, se deteve por muito tempo num esforço de reconhecê-los, enquanto seu aliado cumprimentava a Baratheon. Parecia apenas distraído, enquanto anotava cada traço do rosto dela. Era bonita e jovem. Parecia bastante firme, pela posição ereta de sua postura, chutou que ela fosse convicta ou de uma boa fibra moral, pois chamou ambos ao lugar. Mesmo que os seus pensamentos fossem imprecisos, era assim que se acalmava, pensando, compreendendo, desenvolvendo esse pelo pensamento. – Vossa graça, é um prazer conhece-la finalmente. – Beijou-lhe a mão como seu amigo havia feito anteriormente, fazendo uma pequena reverência no processo e pôs ao lado de Jared. – Acreditamos que vossa senhoria, tenha planos para abalar a ganância desses homens e queremos lhe ajudar. Estaremos prontos para oferecer-lhe alguns conselhos, como acredito que seja o motivo de nossa reunião. – Ao dizer isso, Roryn estava com as duas mãos para trás em sinal de respeito a autoridade maior no aposento. Confiava na habilidade militar de ambos os lordes e estava pronto para oferecer sua assistência. Na convicção de que iriam resolver o problema. Sua vestimenta não era muito diferente da que usava no castelo, com a exceção de que seu sobretudo agora tinha os detalhes das bordas douradas, junto do verde e que um broxe com o símbolo da casa se prendia ao seu peito. Aguardou ansiosamente a resposta da lady.

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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Ella Baratheon Stark em Qui Ago 10, 2017 8:04 pm




STORMBORN




Our is the fury. And mine is the crown
As portas diante de mim se abriram mais uma vez para revelar o rosto familiar de Lord Jared, seguido pelo jovem Lord Morrigen, a quem não conhecia com riqueza de detalhes, mas de quem ouvirá boas descrições. Jared era um amigo antigo, de lealdade inabalável e belos cabelos claros. Lord Roryn tinha cabelos mais escuros e um olhar tranquilo, seguindo o seu companheiro de viagem sem deixar de observar a sala, como um soldado se familiarizando com a arena.  Permiti que um sorriso amistoso tomasse meu rosto, pois antes de tudo, estava contente por vê-los responder ao meu chamado tão prontamente. Wensington se adiantou para me cumprimentar e pousar um beijo respeitoso sob minha mão. - Lord Jared, é sempre uma satisfação tê-lo em Ponta Tempestade. Sempre tão gentil. - Cumprimentei com sinceridade. - Sinto falta das visitas de Lady Wensington e estou ansiosa para ver o quanto a menina Katerina cresceu. - Acrescentei.

Quando o primeiro Lord se afastou, o chefe da Casa Morrigen tomou seu lugar. - É imperdoável que tenhamos adiado esse encontro por tanto tempo, Milorde. Espero que possa me perdoar. Os últimos anos foram de reconstrução e adaptação, tivemos muito trabalho para estruturar meu governo e minha família. - Digo, permitindo que a lembrança triste me trouxesse um gosto amargo à boca. - Mas, assim como sei que sua família serviu lealmente ao meu pai e o senhor ao meu irmão, sei que esse encontro será o primeiro de muitos. - Garanti, lembrando da tragédia que também se abatera sobre a casa Morrigen.

- Por favor, meus amigos. Ponham-se confortáveis. - Pedi, tomando minha própria cadeira diante deles, e com um aceno de mão, ordenei que os criados entrassem com jarras de vinho e água, e bandejas com as mais variadas iguarias. Ponta Tempestade expandia aos poucos o mercado de pescado, e naquela tarde nossa mesa contava com fartos frutos do mar.

Uma vez acomodados, me servi uma taça de água e pedi que os criados deixassem o local. Confiava naqueles que tinha sob meu teto, mas a conversa em questão deveria permanecer ali. - Agradeço que tenham vindo tão depressa. Evitei reunir todos os Lordes aqui, pois como sabem, isso implicaria na vinda de Foote e Swann, e ainda não é certa a proporção da hostilidade entre eles. Assim, como Lord Morrigen mencionou, preciso ouvir a opinião dos senhores. - Comecei, sabendo que adiar o assunto principal seria inútil e tolo.

- Endric, como devem se recordar, não valorizava tanto o diálogo. Creio que essa seja uma característica herdada do Rei Robert, que ele descanse com R'hllor. - Completo, ao citar o nome do último Baratheon legítimo a ocupar o Trono de Ferro. - Porém, eu acredito na unidade destas terras, e deixo a violência como segunda opção. Afinal, é impossível descartá-la. - Continuei. - Diante de nós, temos as Marcas. - Indiquei o mapa sobre a mesa, que mostrava com a máxima precisão possível a região que separava nossas terras do deserto dornês. Me coloquei de pé com paciência, e apontei com um gesto lento.

- Foote, Swann, Selmy e Dondarrion. Juntos dos extintos Caron, anos atrás, essas quatro casas eram consideradas Senhores da Marca. Fiéis, pacíficos e letais, nunca foram um problema para meus antepassados. - Digo, marcando cada castelo no mapa com uma pequena pedra de quartzo amarelo lapidado. - Como o passado informa, Foote controlou com mais destaque essa região, e serviu bem ao propósito Baratheon. Mas a conquista dos Swann diante da Rainha Daenerys não deve ser ignorada, e mesmo um passado glorioso deve se curvar à astúcia dos cisnes de Pedrelmo. - Digo. - Seria justo, porém, em tempos de paz, que eu suprimisse as conquistas militares da Casa Foote, que pelo fio da espada dominou a Casa Caron anos atrás? Percebam meus amigos, que passado remoto e passado recente se confrontam nessa questão. A região é muito importante e ambos são dignos. E essa complicação não pode perdurar. - Conclui, esperando as opiniões de meus convidados, as quais analisaria com esmero. 





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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Jared Wensington em Sab Ago 19, 2017 6:28 pm

Defining the Future

Ella indicou para que os convidados se ajeitassem, Jared puxou uma cadeira do lado direito da mesma e ouviu o que ela estava prestes a falar. Alguns criados adentraram o recinto trazendo vinha, agua, e bandejas com frutas e várias iguarias. Embora estivesse com uma certa forma, se controlou e ficou apenas com uma taça de vinho onde deu alguns goles, e em seguida esperou sua lady suserana terminar de falar para enfim responder:

– Não tem o que agradecer m’lady sempre que precisar de conselhos ou uma palavra amiga não se importe em nos chamar, e foi o certo não ter convidado todos os lordes isso poderia resultar em alguma confusão, e o que não queremos no momento é mais uma..

O Morrigen pronunciou algumas palavras que foram bem ouvidas por Ella, Jared tomou, mas alguns goles de sua bebida ouvindo atento. De fato, Endric havia sido um belo lorde, inteligente e não tomava decisões sem pensar antes, agora todos ali presentes deveriam fazer o mesmo ou uma possível guerra tomaria as Marcas.

Jared se levantou e ficou andando em volta da mesa pensando em como iria falar o que estava pensando, iria apoiar os Baratheon de qualquer jeito, entretanto não queria mandar suas tropas para uma possível batalha. Deveria deixar claro para sua lady suserana sem que desse a entender que estava indo contra ou com medo, o lorde preferia que seus homens ficassem em sua fortaleza protegendo sua mulher e sua filha. Embora acreditasse que os Foote estivessem completamente errados, ajudar os Swann iria resultar em muitas perdas em seu exército. Sendo assim respirou fundou pousando a taça sobre a mesa, e voltou a falar:

– M’lady como foi dito ambas as casas são merecedoras de ter o título de Senhores da Marca, entretanto os Swann tem sido uma casa muito fiel e justa e eles tem tal título devido a Rainha Daenerys, e como nos três sabemos ela foi uma excelente rainha. Creio que ela fez certo em beneficiar os Swann, mas pelo visto os Foote não vão deixar isso assim mesmo que a Senhora ordene o contrário, tenho plena certeza que uma batalha se aproxima...

Olhou para Roryn e continuo para finalizar sua opinião:

– Acho que o certo seria marcar uma reunião com os dois Lordes, e propor a eles uma trégua, a senhora poderia deixar claro qual sua opinião para os dois e alerta-los que se uma possível batalha ocorrer muitos soldados, e inocentes iriam morrer e que com certeza os Foote ficariam na pior. Já que minha casa e os Morrigen provavelmente ficariam firme em apoio aos Swann, embora eu não esteja muito feliz em mandar meus homens para essa batalha que não é minha pois tenho quase certeza que minha casa não suportaria tais confrontos, e tenho minha filha e esposa para cuidar, depois de tal reunião veríamos qual seria o resultado da mesma, o que acha Roryn ??

O lorde voltou a se sentar e aproveitou para pedir que um dos criados enchesse sua taça, em seguida olhou serio para seu amigo aliado, e esperou para ouvir o que ele tinha para falar. Jared tinha quase certeza que o mesmo pensava o mesmo que si, e esperava que aquela confusão nas Terras da Tempestade fosse logo resolvida.

Com Roryn e Ella !


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Última edição por Jared Wensington em Ter Ago 29, 2017 10:43 am, editado 4 vez(es)

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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Roryn Morrigen em Dom Ago 20, 2017 5:00 am

He who casts his heights
Sinta nossa presença

Roryn não chegava a estar pálido, mas permanecia muito quieto naquele momento. O motivo não era tanto pela magnitude do lugar, do qual as primeiras impressões já haviam sido guardadas por ele em sua cabeça. Agora o que mais o deixava silencioso era a situação. Estar naquela situação no centro do poder da sua terra, significava confiança da sua suserana e uma sensação de responsabilidade de sua parte. Ser chamado à responsabilidade era pior e melhor coisa de sua vida, dependendo do ponto de vista. Pois ele sabia que não descansaria até resolver aquelas pendências e esse era sempre o seu maior pecado. Afinal, por que ela havia chamado eles e apenas eles? Sabia que Jared, tinha na garota uma alta estima, os dois se conheciam previamente, muito antes de Roryn ter qualquer contato com o lorde, afinal, eram de casas maiores, mas e ele? Não era no sentido de confiar em suas habilidades, era questão de saber o que ela conhecia sobre ele. A ponto de chama-lo naquele lugar, naquele momento específico e crítico. Era sim uma das pessoas interessadas em quebrar o possível conflito e possuía alguma experiência em conflitos, visto uma resolução interna entre a sua própria casa e algumas batalhas travadas. E iria confiar nisso para oferecer seu apoio. Contudo, na povoada região, haveria de ter homens melhor preparados do que ele. Essa era sua analise fria e queria descobrir estes motivos.

O lorde viu a moça mais jovem que ele, depositar sua confiança toda nos dois o que não ajudou em nada a aliviar seu senso de responsabilidade que a cada momento estava mais tenso. Não insensível, ao que toca a tragédia em sua família, que se ele poderia perceber bem, se assemelhava com a que ocorreu em parte com a sua ele lhe ofereceu algumas palavras de consolo. – Milady, é uma pena o que aconteceu. Queria eu ser um dos homens que esteve ao lado de seu irmão nos últimos momentos e acredite, essa situação pode ser resolvida. – Ele falava do fundo do coração, relembrando que na época não quis abandonar o castelo pois sua filha mais nova, Rhiannon, não estava bem. O que por uma obra do acaso salvou sua vida. Mesmo assim, se tivesse morrido na ocasião, teria certeza de ter ido de forma heroica e valorosa, junto do lorde. Percebendo que Argella dominava bem a história de sua família também, sentiu-se honrado silenciosamente. Neste momento já havia se acolhido à mesa, sentando no lado direito, já que seu amigo havia escolhido o esquerdo. Recusou solenemente qualquer tipo de bebida alcóolica, pois acreditava que não seria bom para o que foi tratar no castelo, mas deu pequenas beliscadas em uma das iguarias de faço trato, complementando com água, enquanto escutava primeiro a sua suserana. Jared parecia ansioso em responder o que ela havia acabado de falar, sobre a vinda dos lordes e o fez prontamente. Roryn permaneceu cauteloso e apenas concordou com a cabeça. – Certo, milady.

Como um guerreiro e agora um lorde, ele acreditava em propostas pacíficas, em resoluções que não envolvessem sangue, mas acreditava em salvaguardas militares. Ele tomava água enquanto a moça falava. Acreditava tanto quanto Jared que uma guerra deveria ser evitada a qualquer custo e estava tentando seguir essa diretriz até o momento. Tentava até mesmo afastar a ideia em sua cabeça de uma guerra, que seria ruim para seus negócios e para sua terra como um todo. Em momento nenhum havia tirado o olho da mesa. Sabia que a disputa se decidia naquele lugar. Tudo se tratava do mapa, das terras, do poder e do prestígio. Era vivido para saber disso. Ele acreditava em todos os laços de aliança, nos laços de amizade, em mortes heroicas... Mas já havia visto a face de um homem mudar, parentes assassinando um ao outro, tudo em menos de léguas de distância. Não precisava ser um conhecedor profundo da história dos sete reinos para lembrar o quanto de sangue viveu esta terra no qual pisavam.

O destaque para as casas das marcas foi um toque louvável e pertinente que o lorde guardou para si. Todos nós confiávamos numa decisão, que mesmo ocorrida no passado, vinha da mãe dos dragões. Talvez nossas soluções pudessem ocorrer delas, da própria fonte do problema. A seguir a opinião de Jared, foi bem próxima da que ele tinha e foi nesse momento que percebeu que era o único ainda acomodado na cadeira. Permaneceu, até aquele momento, pois sabia que em breve teria que dar a sua opinião. Por hora ficou contente em deixar seu aliado expor seus pontos de vista.

Quando Jared buscou sua assistência ele largou o copo e levantou. Estava disposto a oferecer uma opinião que concordasse com a discussão, mas que oferecesse um ponto de vista com variações diferentes, para que pelo menos a lady tivesse duas opiniões ou caminhos para seguir.   – Jared disse muita coisa da qual concordo, milady e algumas que discordo. Precisamos perceber qual é a verdadeira função das Marcas. É justamente manter a paz fronteiriça. Isso não se trata apenas de traquejo político, é necessário saber quem tem condições militares de mantê-las e isso presume até tempos de paz. Se os Swann são confiáveis e mantêm a passagem segura, tirá-los iria criar instabilidade desnecessária. Como ambos dizem os Foote dificilmente vão parar. Eles têm alianças? Quem está desposto a entrar na disputa? Quem viria e obedeceria ao chamado de sua lady caso ela decida selar a disputa? Por isso eu acredito que devas reunir não só os dois, mandar emissários para os senhores das marcas e casas de maior poderio militar, seria uma estratégia plausível para manter a paz. Demonstre a eles milady, que a senhorita está no controle. – Era possível observar certa paixão nos olhos do lorde que parecia ter se empolgado com a situação. Percebendo isso e com as mãos apoiadas na borda da mesa, tomou mais um gole da água, se acalmando. – Relativo ao que Jared falou. Acredito que as casas, só entraram num confronto direto se a casa Baratheon estiver disposta a intervir. Milady, devo ser sincero. A minha casa não teria efetivo para sobreviver a uma guerra como essa, num conflito aberto dessa magnitude. – Os olhos azuis de Roryn brilhavam com toda franqueza de um homem honesto, duro, mas justo, afinal de contas ainda tinha o futuro dos seus filhos, de sua irmã e vassalos nas mãos.

Treino de Política - Interação com Ella e Jared

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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Ella Baratheon Stark em Dom Ago 20, 2017 6:05 pm

TURNO - ELLA BARATHEON, JARED WENSINGTON E RORYN MORRIGEN



STORMBORN




Our is the fury. And mine is the crown
Permaneci quase impassível enquanto o bom Lord Jared falava, limitando-me a coçar o queixo, denunciando a velocidade de meus pensamentos. Ele acertava sobre o risco de um conflito interno, mas me custava aceitar seus argumentos quanto aos Foote. Se um Baratheon decretasse, eles parariam. Do contrário, seriam parados. Lealdade era um conceito que os Lordes da Tempestade haviam reaprendido poucas décadas atrás. As aspirações de Renly e Stannis ao trono haviam rachado a região, que só começou a se reintegrar nas mãos do bastardo legitimado, Gendry Baratheon. Ergui os olhos para Jared, conforme ele caminhava pelo ambiente. Era certo que tal matéria o perturbava de forma particular, e eu podia ler isso nas curvas de seu rosto. Quando ele terminou, Lord Roryn tomou a palavra, e eu permaneci de pé, ansiosa por ouvir o que a até então distante Casa Morrigen tinha a dizer.

Eu não escolhia meus conselheiros com o discernimento de uma líder abastada. O ouro e a prata podem cegar os tolos, a ponto de fazê-los julgar útil apenas os aliados que possuem os dois em grande quantidade. Eu escolhia meus conselheiros pela perspicácia, e Morrigen tinha a chance de se provar. Apoiei a mão direito sobre o mapa, baixando os olhos para a região em discussão. Durante anos, os Senhores da Marca haviam defendido nossas fronteiras contra a ambição dornesa. Mesmo quando Elia Martell levou um príncipe para cama, selando aliança considerável para os Desertos, esse fantasma havia deixado inquietos os Senhores da Marca. A situação atual, porém, era outra. - Falam com propriedade, Milordes, e levarei isso em consideração. Admito que seria imprudente marchar contra Foote e Swann e reconciliá-los por meio da força. Mas afinal, quem pode garantir que qualquer reconciliação durará para sempre? Ninguém. Então que dure até o fim de meu governo.

- Lord Morrigen é oportuno ao destacar a importância da fronteira e nos lembrar dos nossos problemas com Dorne. É certo que no momento, Dorne esteja mais preocupado com a manutenção básica de seu povo, e que tenhamos estabelecido um relacionamento cordial com a Casa Martell. Mas mesmo atordoada, uma víbora ainda é uma víbora. - Continuei, finalmente voltando ao meu assento. - Quanto as possíveis alianças que Lord Morrigen cita, é sabido que Foote angariou amigos próximos de minha porta, em Tarth. Logo, seria interessante que tal Lord também fosse ouvido. Meu caro Jared, acredite-me quando digo que manter esse tempo de paz é minha principal ambição. Ao contrário de outros suseranos, não sinto prazer algum em ver o estandarte do veado corado no campo de batalha. Assim, aconselham-me então a seguir o primeiro impulso de meu juízo, e convocar os dois senhores em conflito até Ponta Tempestade, e assim mediar uma trégua. - Prossigo, erguendo meus olhos para transferir confiança.

- Para evitarmos o derramamento de sangue por um título dado aos Swann por uma rainha coroada, da qual conheço e respeito o julgamento, devo ter uma proposta para meus vassalos. Contudo, ao mesmo tempo em que tal proposta pode demonstrar bom senso, também pode significar covardia e fraqueza. Um Baratheon não se curva aos caprichos de um vassalo desde...nunca. - Digo, fazendo uma ligeira pausa. - Mas creio que R'hllor me dará desenvoltura o suficiente para impor minha vontade e agradar aos que me dobraram seus joelhos, se assim o fizerem novamente, quando chamados.

Voltei meus olhos novamente para o mapa. Através dos séculos, era de vital importância para os nobres a quantidade de títulos que sua casa possuía. Se seus pais eram senhores, guardiões, defensores ou protetores de algo ou alguma coisa, mais significativo e poderoso era seu sangue. Jogar com o orgulho de grandes casas era um erro terrível, e a seda de meu vestido era cara demais para ser estragada com um punhal em minhas costas. O título que Swann haviam recebido, antes era dividido entre os mesmos e três outras casas. Em respeito a isso, só havia um caminho possível. - Eis a proposta que a Casa Baratheon pode oferecer aos que lhe são leais. Em respeito ao que foi dito pela Rainha Dragão, Swann permanece como Senhores da Marca. Contudo, tal dever é grande demais para ser suportado apenas por Lord Swann. A fronteira é maior e mais importante do que qualquer vaidade, e precisamos reconhecer isso. Assim, tal fardo será dividido, e Foote será nomeado Marechal da Fronteira Sul. Não haverá subordinação entre elas, e dobrarão seus joelhos novamente à mim. - Digo, esperando uma opinião sincera dos meus convidados. - Os Fowler guardão o lado dornês do Passo do Príncipe, é justo que uma casa da tempestade volte sua atenção para tal passagem, e Nocticantiga é geograficamente o mais indicado. O que me dizem, Milordes? -  





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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Jared Wensington em Ter Ago 29, 2017 10:43 am

Defining the Future

Depois que Jared e seu aliado terminaram de expressar suas opiniões finalmente Ella voltou a falar, a mesma concordou que não deveriam levar aquela confusão para o campo de batalha e o Wensington ficou feliz ao ouvir isso. Seu olhar se encontrou ao de Roryn rapidamente, e ambos sorriram em seguida voltaram a ouvir o que sua suserana falava.

– Concordo M’lady uma víbora continua sendo uma víbora...

De fato, os Martell embora estivessem tranquilos atualmente era uma casa que sempre era bom ter um olho aberto, o passado comprovava isso e os três ali tinham conhecimento disso e concordariam que seria melhor manter a fronteira sempre segura. Jared tomou, mas alguns goles de seu vinho enquanto por fim Ella decretava sua decisão, que o mesmo ouviu atentamente.

- Eis a proposta que a Casa Baratheon pode oferecer aos que lhe são leais. Em respeito ao que foi dito pela Rainha Dragão, Swann permanece como Senhores da Marca. Contudo, tal dever é grande demais para ser suportado apenas por Lorde Swann. A fronteira é maior e mais importante do que qualquer vaidade, e precisamos reconhecer isso. Assim, tal fardo será dividido, e Foote será nomeado Marechal da Fronteira Sul. Não haverá subordinação entre elas, e dobrarão seus joelhos novamente a mim. Os Fowler guardam o lado dornês do Passo do Príncipe, é justo que uma casa da tempestade volte sua atenção para tal passagem, e Nocticantiga é geograficamente o mais indicado. O que me dizem, Milordes?

O lorde Wensington ergueu sua taça mordeu o lábio inferior e respondeu:

– Eu espero realmente que eles dobrem o joelho e aceitem essa bela proposta m’lady, realmente reforçar a fronteira parece o mais correto a fazer e se alguma das casas não aceitar tal proposta, pode ter certeza que os Wensington sempre estarão sobre seus desejos e ordens, e que R’hllor nos abençoe!

O lorde terminou sua bebida colocando a taça sobre a mesa e logo se levantou caminhando até Ella e beijando sua mão. Deveria voltar ao seu castelo pois tinha algumas obrigações para resolver, fora o fato que já estava com saudades de sua pequena Katarina. Sendo assim logo após beijar a mão de suserana fez uma rápida reverencia e terminou:

– Preciso voltar para meu castelo m’lady, mas qualquer novidade e os próximos passos da proposta, podem me enviar um corvo. Nossos castelos ficam um tanto quanto próximos e eu venho para Ponta Tempestade rapidamente caso precisar, fico feliz pela decisão que tomou e espero que R’hllor nos abençoe para enfim colocarmos as Terras da Tempestade em ordem... e quando quiser nos visite, minha esposa e filha ficariam felizes e honradas em lhe receber...

Jared esperou enquanto Roryn se despedia e em seguida ambos se retiraram do local e encontraram com seus homens que estavam no patio, o Morrigen estava hospedado em seu castelo e os mesmos ainda tinham coisas para discutir, por fim partiram com suas comitivas em direção ao castelo dos Wensington.

Com Roryn e Ella !


ENCERRADO !

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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Roryn Morrigen em Qua Ago 30, 2017 1:37 am

He who casts his heights
Sinta nossa presença
Depois de seu discurso, Roryn permaneceu voltando seu fôlego para dentro, para a calmaria. Já havia mais de uma vez ficado daquela forma. Não era o corpo propriamente dito que estava cansado, pelo contrário, seus pensamentos já estavam pesarosos. O costume para ele não era uma abstração tão grande, a verdade é que poderia dizer que estava aprendendo mais do que ensinando naquele momento. Notou isso da expressão firme dos lordes a sua volta. Ella e Jared eram excelentes lordes, justos, como ele buscava ser, como acreditava ser o ideal. Um sorriso apenas de canto surgiu nos seus lábios e desapareceu na mesma proporção. Serviu-se da água, esvaziando logo o recipiente no qual ele bebia, tentando disfarçar se recuperar. Soltou as mãos de cima da mesa. Seu porte não era tão alto, mesmo assim seu físico parecia a de um grande e belo predador. Sabia que o corpo poderia dizer muito em momentos como esse e decidiu evitar passar uma impressão errada aos seus aliados. Tocou pelo contrário agora o topo do encosto da cadeira que estava sentado há pouco tempo com as duas mãos, entrelaçadas e pousadas naquele pequeno plano. Propenso a ouvir e a aprender mais um pouco sobre aqueles assuntos a proporções enormes das quais, o destino ou os deuses, não descartando até mesmo os acaso os pôs naquele momento. Tentar adivinhar o futuro daquela equação era impossível, porém aquele era o momento crucial para procurar estar pronto para o que vier.

As primeiras palavras que ouviu de sua suserana foram elogios, que no fundo ele acolhia com gratidão naquele momento. Tanto para ele mesmo quanto para seu aliado, mais novo amigo, o Wenshington, isso colocava a um bom horizonte uma sensação de dever cumprido. Decidiu não ser indelicado ou precipitado e ouvir o prosseguimento. Fez questão de balançar a cabeça em concordância quando ouviu dela a caracterização da casa Martell. O que foi dito era praticamente um ditado popular em Westeros, das quais qualquer camponês concordaria com ênfase e até mesmo uma forma da própria casa em questão se abordar para o resto dos continentes conhecidos. Maneou a cabeça, levemente para o lado, perdendo o fio da meada, ao lembrar que havia se casado com uma dornesa. Parecia um sentimento ainda mais conflituoso ao saber que seus filhos tinham o sangue daquelas terras. E do quanto, sem negar, havia sido atraído pelas mulheres do lugar. Passou a mão nos fios de cabelo castanho, devagar, tentando recobrar o pensamento, enquanto um pensamento sussurrado, vindo bem do fundo de sua consciência: seria a prova bruta do castigo por sua própria insatisfação do lugar? Poderia atribuir isso a R’hllor? Selou tudo, ao pensar, o quanto amava seus filhos e o quanto amou sua falecida esposa, isto já bastaria por hora. Exclamou logo quando seu nome foi dito pela segunda vez por Ella. – Lorde Tarth... – Lembrou-se logo que nunca o havia encontrado em lugar algum ou mesmo havia ido na Ilhas nenhuma vez. Não sabia que a casa havia feito essa associação ao seu comando. Tocou a boca com o dedo indicador e o queixo com o dedo maior num ar pensativo novamente. Parecia um vício que insistia em retornar para ele.

Outro consenso entre eles era que a própria insubordinação de duas casas em disputa era uma afronta à própria soberania do suserano. O que mais lhe indignava era não entender a falta mínima do diálogo entre essas casas em prol do fortalecimento da região. Já haviam analisado suas ambições, via ele em retrospectiva, agora faltava perceber o que mais os movia se havia algo mais. Para estar preparado, pensou ele, era necessário sempre pensar o pior, neste caso, daquelas casas, não por um motivo torpe, ou mesmo para julgá-los, era só questão de bom senso a seu ver. De toda forma a proposta da Baratheon, pareceu muito boa para a ocasião. Habilmente ela havia juntado as duas propostas em apenas uma. Isso exigia uma capacidade de liderança que Roryn, um humilde lorde, não havia visto até então. Confirmando o que sentia no inicio da fala dela, ou mesmo nos momentos que os dois lordes deram suas opiniões próximas da resolução final. A oferta manteria pacificada a marca pela qual estavam discutindo e demandaria mais poder a casa contestadora. Dando assim o que ela quer ao mesmo tempo em que firmava um novo pacto, com princípios de responsabilidade, para que essa se mantivesse ativa para resolver outro problema importante: Dornê. Parecia que um peso havia decaído de suas costas. – A Casa Morrigen, espera encarecidamente que estes líderes dobrem finalmente seu joelho e encerrem essa tensão. Posso dizer milady que a oferta não é apenas válida, como imparcial e justa. – Sua cabeça balançava devagar em aprovação e  reforço de sua opinião.

Foi ao ver Jared se levantar e beijar a mão de Ella que notou que aquela era sua deixa. Ajeitou-se, corrigindo possíveis imperfeições em sua roupa e esperou o lorde terminar. Ao chegar a sua vez, foi em direção a lady, repetindo o gesto de seu amigo. Pensava se o sol já teria caído aquele momento, à medida que queria mensurar o tempo que haviam ficado em reunião. – Milady, retorno a dizer que é um prazer conhece-la de perto e que mesmo mais afastada em léguas, a casa Morrigen estará pronta sempre que for chamada. E que é muito bem vinda ao Ninho do Corvo quando for de seu desejo uma visita. Minhas filhas, irmã e todos nós ficaríamos muito contentes em vê-la. – Ele esperou ela responder e se retirou um pouco sem jeito. Na calada do dia anterior até o final do dia atual seu mundo havia mudado em uma escala incomensurável e de forma que ele haveria de meditar ao retornar para casa. Outro assunto urgente. Voltaria para casa, assim que passasse pelo castelo Wensington, eram incontáveis novidades que queria contar a sua família, pelo menos até ao qual poderia, ao ponto de não mantê-las preocupadas. Essa era sua decisão final. O retorno a sua família, sempre se preparando como todo Morrigen fazia desde a primeira e última vez que perdemos nosso castelo. Quem duvidasse dessa promessa, estava fadado a: “Sentir a nossa presença”.

Pensou tudo isso enquanto os cavalos se afastavam das grandes muralhas de Ponta Tempestade.

Treino de Política - Interação com Ella e Jared

E N C E R R A D O para Roryn

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Re: Salão de Guerra

Mensagem por Ella Baratheon Stark em Qui Ago 31, 2017 8:33 pm




STORMBORN




Our is the fury. And mine is the crown
Jared foi o primeiro a se manifestar, e suas palavras tiraram quilos e mais quilos de minha consciência. Saber que meus planos não destoavam do senso de justiça de meus vassalos era reconfortante. Os próximos passos demandariam ainda mais traquejo, e eu sabia que certo cunho militar não seria dispensável. Em minha mente, já formava as frases que encheriam as cartas a serem enviadas a todos os Lordes da Tempestade e a meus generais.

Steffan, meu primo, e Edrigan, meu irmão bastardo, seriam rapidamente notificados. Havia muito o que fazer, muitas formalidades a serem observadas a fim de que meus planos se tornassem realidade. O novo título não aumentaria os rendimentos da Casa Foote de forma significativa, mas talvez gerasse debate entre outras casas próximas. A última coisa de que precisávamos era de mais Lordes insatisfeitos com os títulos que já possuíam. Era fútil, estressante e perigoso, e a coisa teria de ser arranjada de forma limpa, sem deixar margem para qualquer outra reclamação.

- Seria uma honra enorme visitar sua fortaleza, Lorde Jared. O mais breve possível, se R'hllor for bondoso em conceder-me a oportunidade doce de aproveitar o tempo entre amigos. Envie lembranças minhas à sua linda família. - Digo quando Jared se adianta para me cumprimentar. Homens como Wensington eram raros e valiosos. Queria poder verbalizar a gratidão que sentia por ele em algumas frases, mas não encontrei palavras suficientemente expressivas. Ao invés de tentar falar, pousei minha mão sobre seu ombro afetuosamente, enquanto o agradecia com um olhar demorado. Lord Morrigen o seguiu, beijando minha mão em sinal de reverência.

O Lord do Ninho do Corvo não havia deixado qualquer impressão negativa. Era um homem moderado, sem dúvida, e um ouvinte expressivo. Enquanto discursava, era possível registrar pequenas reações nas sombras de seus olhos, e embora nosso encontro tivesse sido curto, assumi que conseguia interpretá-las bem. Ali estava um homem que eu jamais desejaria empurrar para guerra. - Agradeço, Milorde. Espero que os líderes em questão vejam minha proposta com os mesmos olhos. Do contrário, teremos problemas consideravelmente maiores nas mãos. - Observo. A palavra de um Baratheon não seria desafiada.

- Nunca estive no Ninho do Corvo e pretendo mudar tal situação em breve. Quero que saiba que foi uma honra finalmente conhecê-lo, Milorde. É sempre bem-vindo em Ponta Tempestade. Espero que estejam todos bem na ocasião de seu regresso, envie meus cumprimentos. - Pedi com sinceridade, apertando as mãos do homem entre as minhas. Quando saíram, os segui, guiando-os até a saída. Tais visitas tinham se tornado um costume para mim, embora nunca se tornassem informais o suficiente. O reino da Tempestade sempre precisava de algo, seja trigo, armas ou animais. Sempre havia um problema, e após ele, um maior. Minhas costas já estavam duras, grossas pelas lições que o título havia me dado.

Enquanto os estandartes dos visitantes se erguiam contra o vento, ouvi o tilintar da corrente do Meistre, que chegava sem pressa no saguão de entrada. - Espero que tudo tenha corrido bem, Milady. - Disse ele. - Na medida do possível. Como já era sabido, Morrigen e Wensington são súditos leais e dispostos. Um presente de R'hllor, eu diria. - Comento, e sei que o Meistre se esforça para não torcer o nariz diante da menção do nome do deus que considerava pagão. Um sinal de sorriso inundou meu rosto enquanto deixava o local.





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